Movimento dos Focolares

O Coliseu se tingirá de vermelho

Para recordar os cristãos perseguidos no mundo, sábado, 24 de fevereiro, a Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) colorirá de vermelho o Coliseu de Roma. Contextualmente se tingirão da mesma cor dois lugares símbolo da recente perseguição aos cristãos: a catedral de são Paulo em Mossul, no Iraque, e a igreja maronita de santo Elias em Aleppo, na Síria. Após a Fonte de Trevi iluminada de vermelho no dia 29 de abril de 2016, a AIS volta a propor na Capital italiana esta “sóbria provocação”, como a definiu o diretor da AIS-Itália, Alessandro Monteduro, durante a entrevista coletiva de apresentação do acontecimento. O evento principal acontecerá em Roma, no largo Gaetana Agnesi, a partir das 18h. Confirmaram a sua presença o secretário geral da Conferência episcopal italiana, d. Nunzio Galantino, e o presidente do Parlamento europeu, Antonio Tajani. Fonte: SIR

Caminho Neocatecumenal

Caminho Neocatecumenal

Cammino Neocatecumenale

María Ascensión Romero, Kiko Argüello, P. Mario Pezzi. Foto: Caminho Neocatecumenal

María Ascención Romero passou a fazer parte da equipe de direção internacional do Caminho Neocatecumenal, o itinerário de formação católica para adultos que tem como objetivo redescobrir as riquezas do batismo, atualmente difundido em mais de 900 dioceses de 105 países, com mais de 20 mil comunidades em seis mil paróquias. «María Ascención Romero – precisou um comunicado do Caminho – não substituirá Carmem Hernández (iniciadora, com Kiko Argüello, do Caminho Neocatecumenal, falecida em 19 de julho de 2016), mas fará parte da equipe, juntamente com o iniciador do Caminho e o presbítero Mario Pezzi». Nascida em 1960, em Tudela, Navarro (Espanha), Romero estudou no Colégio da Companhia de Maria. Quando estudava pedagogia, em Soria, encontrou no Caminho Neocatecumenal uma resposta aos seus questionamentos existenciais. «Esta eleição deixou-me completamente sem reação – afirmou – justamente por sentir-me uma pessoa frágil e pobre para uma missão tão grande como a de ajudar Kiko e Pe. Mario».

Embaixadores do Mundo Unido

Embaixadores do Mundo Unido

UWPContestAté o dia 1º de março é possível participar do concurso #FraterniTALES, organizado pelo Projeto Mundo Unido, para tornar-se “Embaixador do mundo unido”. Os embaixadores selecionados irão colaborar com as Comissões Nacionais da UNESCO, apresentando as boas práticas promovidas durante a Semana Mundo Unido nos respectivos países. «Além de dar voz a ações e projetos de paz, os jovens deverão demonstrar possuir um certo faro para encontrar fatos e opções de fraternidade», explica Marco Desalvo, presidente da ONG New Humanity, promotora do concurso e do Projeto Mundo Unido, juntamente com os Jovens por um Mundo Unido, dos Focolares. Podem participar da seleção jovens de 18 a 24 anos, com competências, e vivo interesse em temáticas como fraternidade universal, cidadania global, desenvolvimento sustentável, educação aos direitos humanos, funcionamentos da instituições internacionais, liderança ética. Todos os #FraterniTALES serão publicados nas páginas do Facebook e Instagram do concurso. Os 30 melhores candidatos se tornarão verdadeiros porta-vozes do Projeto Mundo Unido em seus países de origem, após um percurso de formação em duas fases, das quais a segunda em Manila, durante o Genfest. Para informações e envio de trabalhos elaborados (vídeo ou texto): United World Project

De uma manjedoura à cruz

De uma manjedoura à cruz

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Foto: Pixabay

Jesus é o pobre cuja vida teve início numa manjedoura e o término numa cruz – e como filho do carpinteiro, quando dá início à sua grande atividade pública, não tem um lugar para estar, nada sobre o que repousar a cabeça. Nada para comer. A sua atividade não age sobre o sofrimento e sobre os abismos dos homens pelo lado de fora: ele entra neles pessoalmente, carrega o nosso peso, e o leva até ao abandono e à morte. Não anula com um raio os superpoderes dos próprios inimigos, mas se deixa flagelar e insultar, e perdoa a quem lhe faz mal. Não transforma as pedras em pão para matar a própria fome, mas suscita em nós a fome da Palavra de Deus, fome de vida, de justiça, de verdade, tão maiores do que aquilo que sacia e causa bem-estar imediato. Quando encontra os pequenos, os pobres e os sofredores, Jesus não continua seu caminho porque tem coisas mais importantes a fazer do que ajudá-los. A criança, o doente, o pecador, a mãe aflita reviram os seus programas, tocam seu coração. Jesus não tem interesses ofuscados, não tem bastidores recônditos e misteriosos, é completamente franco e transparente. Quem o vê, por meio dele vê, em transparência, o Pai. Diante da culpa do mundo, diante da nossa miséria, Jesus não diz: “veja só…!”, mas toma tudo sobre si, e assim instaura a paz no próprio sangue. Jesus não se esquiva das contradições, mas as suporta até ao extremo, e é o primeiro da infinita cadeia humana dos perseguidos e dos miseráveis. Este é Jesus, e os homens que o seguem experimentam, já agora, uma liberdade, uma alegria e uma profundidade da própria humanidade que jamais encontraram em outro lugar. (de uma homilia de 1.11.1979) Klaus Hemmerle – La luce dentro le cose – Città Nuova 1998 pp. 49-50

Noivos: a força do testemunho

Noivos: a força do testemunho

P1320454Há pouco se concluiu em Castel Gandolfo (Roma) o curso internacional para noivos organizado por Famílias Novas dos Focolares do qual participaram 65 casais. Além de falar da escolha da pessoa e sobre como identificar e superar as crises relacionais com amplos excursus sobre comunicação, afetividade e espiritualidade e além dos momentos de partilha, o que suscitou grande interesse foram as histórias de vida vivida. Uma entre todas? Máximo e Francesca de Roma, casados há 17 anos, respectivamente administrador de uma sociedade de telecomunicações e professora de italiano para estrangeiros. Francesca: Segundo os médicos não poderíamos nem deveríamos ter filhos e se também houvesse uma gravidez, certamente não acabaria bem. Uma condenação sem apelação. O desconforto dos primeiros momentos é substituído por uma convicção tranquilizadora: a fecundidade não está só na capacidade biológica, mas no saber gerar amor ao redor de si. Assim, continuamos a levar em frente com entusiasmo inalterado as iniciativas que tinham acompanhado as nossas escolhas juvenis para com os outros. E abertos à vida, apesar do espantalho de contínuos e traumáticos abortos. P1320237Não se passaram dois anos e descobrimos que esperávamos uma criança. Como previsto é uma gravidez difícil, que vai em frente apesar dos veredictos dos médicos, os quais não deixam de nos lembrar os graves riscos e as muitas atenções que devemos prestar. Nos muitos momentos difíceis apelamos a Deus, o autor da vida, que nos faz ainda mais conscientes da preciosidade daquele pacotinho que quer crescer dentro de mim apesar do severo parecer dos médicos. A ternura de um para com a outra se intensifica, expulsando os medos e dando sentido à nossa dor. Alessandro nasce no final, mais do que sadio e eu também estou bem, deixando os médicos espantados. Mesmo se nos dizem: agora vocês têm um filho, não se arrisquem mais. Máximo: Nós, ao invés, permanecemos ainda abertos à vida e após um par de anos aparece uma nova gravidez, seguida de uma nova onda de incredulidade, ceticismo e recomendações dos médicos. Ao avançar da gravidez há a suspeita da síndrome de Down, a ser confirmada com a amniocentese. Mais uma vez, apesar do trauma desta notícia, sentimos que é mais forte a certeza do amor de Deus por nós e pelo nosso filho, a quem queremos dar uma acolhida incondicional. Assim renunciamos ao teste e aos riscos que ele comporta e levamos a dúvida até o nascimento. São meses de medos e de desconforto que superamos mirando de novo a não querer ficar enredados na dor, mas a vivê-los como ocasiões de amor entre nós e com todos. Matteo, nos dizem no nascimento, não tem a síndrome de Down, mas uma malformação cardíaca que exige a hospitalização até a cirurgia que acontecerá com só 4 meses de vida. P1320257Francesca: Quatro meses durante os quais o cansaço e, sobretudo, a impotência diante da dor inocente nos levam a momentos de incompreensão. Aquela tensão a nos querermos bem às vezes parece desaparecer, até porque eu tenho que permanecer no hospital, com Matteo e Máximo, em casa, com Alessandro ou no trabalho; nós nos vemos só no setor hospitalar e frequentemente basta uma frase inadequada para acender as tonalidades. Máximo: Uma noite, após ter me encontrado com eles no hospital, ao nos cumprimentarmos no corredor, todos os dois sentimos a exigência de um diálogo sincero, benéfico, de coração para coração. Entendemos que, entre as muitas preocupações, a única que deve encontrar espaço é a de nos querermos bem. E também agora, quando as inevitáveis tensões do dia a dia parecem ter o domínio, voltamos à lembrança daqueles momentos de luz nos quais, também como família, a dor nos gerou de novo ao amor mais verdadeiro.

Quaresma, tempo de conversão

Para a Igreja Católica e outras igrejas cristãs está para começar a quaresma, o período do ano litúrgico que precede a celebração da Páscoa, de 14 de fevereiro a 29 de março, para o rito romano, de 18 de fevereiro a 31 de março para o rito ambrosiano. Esse período, caracterizado pelo convite à conversão a Deus, dura cerca de 40 dias, número de recorre frequentemente seja no Antigo que no Novo Testamento (por exemplo, no Antigo Testamento, os 40 anos passados por Israel no deserto, os 40 dias do dilúvio universal ou de permanência de Moisés no Monte Sinai e, no Novo Testamento, os 40 dias de jejum de Jesus, no deserto.

No calendário romano, a Quaresma tem início com o ritual das cinzas, durante o qual o sacerdote coloca uma pitada de cinzas abençoadas sobre a cabeça ou a fronte dos fieis, para simbolizar a caducidade da vida terrena e o compromisso penitencial.