6 Fev 2018 | Sem categoria
Quando o esporte abate as barreiras – Sport breaks limits. O evento, que acontecerá em Roma, de 20 a 22 de abril, considerará o papel do esporte diante do limite e das barreiras de todo tipo: físicas, psicológicas, relacionais, culturais, sociais, ambientais. A experiência esportiva é, por sua natureza, espaço de confronto com o limite. Por que o esporte revela-se um terreno eficaz para encontrar a paz com os próprios limites e para incluir, integrar e abater barreiras? Onde está a sua magia? Pretendemos, como está nos objetivos de Sportmeet, enfrentar este tema tão importante, por meio de reflexões culturais, testemunhos e laboratórios práticos, dialogando com os protagonistas de experiências significativas, especialmente na cidade de Roma. Você está interessado? Deseja se inscrever? Para mais informações acesse: Sportmeet
6 Fev 2018 | Sem categoria
Tudo começou com uma bateria verde, no Centro internacional de Loppiano, em dezembro de 1966. Um presente insólito nas mãos de um grupo de moças. Aquele instrumento se tornou o símbolo de uma revolução permanente para contribuir na realização de um mundo mais unido e fraterno. Nasce assim o Gen Verde: garra, capacidade, palavras, gestos e profissionalismo em sinergia para dizer com a música que a humanidade ainda e sempre tem uma oportunidade, que se pode escolher a paz contra a guerra, a coesão ao invés dos muros, o diálogo em vez do silêncio. Em quase 50 anos de atividade, a banda chegou a praças, teatros e estádios do mundo inteiro com mais de 1.500 espetáculos e eventos, centenas de tournées, 69 álbuns em 9 línguas. Até hoje são 147 as cantoras, musicistas, atrizes, dançarinas e técnicas que fizeram parte do Gen Verde, cuja contribuição profissional deu vida a produções artísticas diversificadas cujos gêneros circulam dos concertos ao vivo ao musical, não esquecendo a atividade didática e formativa dirigida aos jovens, através de workshops e cursos específicos.
Muito trabalho para preparar o projeto, dias intensíssimos ao vivê-lo, mas depois, o que fica? Perguntamos isto aos protagonistas de algumas das etapas tocadas pela iniciativa em muitos países do mundo. Daquilo que nos contaram, emergem algumas notas em comum. A primeira: o atual concerto que levamos por aí, “Start Now”, dá um impulso a se relacionar com os outros num modo diferente de viver, baseado na confiança, na abertura, na atenção ao bem comum. Este estilo continua também depois, no dia a dia. A segunda: a coragem de ser os primeiros a começar a mudar o mundo ao seu redor, porque “Juntos somos mais fortes. Podemos sonhar grande se fizermos as coisas juntos”. Alguém chamou isto de “espírito de fraternidade”. A terceira nota, poderíamos chamá-la partilha: o impulso, o desejo de comunicar a outros a experiência vivida, de contagiar e envolver todos na façanha de melhorar o mundo, lá onde se está.
“Conseguimos nos relacionar melhor com as pessoas e, às vezes, inclusive influenciar outras pessoas a fazer como nós”, nos conta um adolescente. E um professor, falando dos seus alunos com os quais participou do projeto: “Souberam demonstrar que têm uma humanidade profunda que eu talvez subestimei durante anos. Não os vejo mais como jovens às vezes imaturos, mas como pessoas capazes de se lançar no jogo”. O desejo de difundir este modo construtivo de enfrentar a realidade faz florescer diversas iniciativas. Em Palermo, no sul da Itália, por exemplo, já estão trabalhando numa segunda edição de Start Now 2018. Em La Spezia, no norte, os jovens que participaram do projeto inventaram uma tarde de “lava-carros” em prol da Nigéria e um “baile a fantasia anos Sessenta” a fim de arrecadar fundos para um dispensário em Man, na Costa do Marfim. Para fazer “ouvir” a fraternidade, antes da festa, uma conexão via Skype com os amigos do país africano.
Em Huétor Tájar (Espanha), o espírito de Start Now animou a tradicional “corrida solidária”: “Entendemos – escreve uma adolescente – que a vida é mais bonita se acompanhada pelo sorriso e pela alegria”. Ainda na Espanha, em Azpeitia, o diretor de uma Escola universitária pediu para apresentar o projeto na sua Universidade. Pequenos passos com grandes horizontes, se sentindo parte de um coro onde não pode faltar a voz de ninguém. E ainda muitos efeitos, aqui e ali pelo mundo, suscitados pela partilha do projeto Start Now. Não um fogo de palha que depois se apaga deixando só lembranças e saudades, mas uma centelha que se acende, que contagia e se alastra. Chiara Favotti
5 Fev 2018 | Sem categoria
Neste dia cinco de fevereiro rememora-se o vigésimo aniversário de morte do cardeal Eduardo Francisco Pironio (1920 – 1998), de quem está em andamento a causa de canonização. Nascido em Nueve de Julio, na Argentina, 23º filho de uma família de origem italiana, ordenado sacerdote em 1943, Pironio, inicialmente bispo titular em Ceciri e depois em La Plata, torna-se secretário geral e depois presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). Chamado à Roma pelo Papa Paulo VI, é nomeado por ele Prefeito da Congregação para os Religioso e os Institutos Seculares e é nomeado cardeal em 1976. Com nomeação de João Paulo II torna-se presidente do Conselho Pontifício para os Leigos. Com este mandato, o cardeal Pironio, com Decreto de 29 de julho de 1990, entrega a Chiara Lubich a aprovação definitiva dos Estatutos Gerais da Obra de Maria (Movimento dos Focolares). Com uma Missa no santuário nacional de Nossa Senhora de Luján, tiveram início, no dia 4 de fevereiro, as celebrações promovidas em sua honra pela Ação Católica argentina, que terão seu momento central no próximo dia 31 de maio, em Buenos Aires. O Movimento dos Focolares associa-se com gratidão à memória de uma das figuras mais eminentes da recente história eclesial.
5 Fev 2018 | Sem categoria
«O diálogo a 360 graus com todos, inclusive com pessoas de outras convicções, tornou-se a característica da nossa família, compartilhada com os filhos, Pietro, Elena e Matteo». Ana Maria e Mário Raimondi parecem um rio em plena cheia quando contam as inúmeras experiências vividas pela família deles, marcadas pelo diálogo. Atualmente moram em Lecco, uma pequena e tranquila cidade do norte da Itália, às margens do lago de Como (“mas somente a 45 minutos de Milão”, pontua Ana Maria). Ele foi professor ordinário de química e física na Universidade de Milão, ela também professora, ambos já aposentados. Mas apenas “formalmente”. Muito vivazes e em plena atividade, além de que na família com os três netos, também na Diocese, com um empenho no ecumenismo e ao serviço da comunidade local dos Focolares. «Devido ao meu trabalho – explica Mario – sempre viajamos muito, especialmente para a Inglaterra, à Paris e aos Estados Unidos. Conhecemos a comunidade dos Focolares em Boston, quando eu estava lá para um trabalho de pesquisa. A espiritualidade da unidade abriu-nos o coração e a mente a muitos irmãos de culturas e profissões religiosas diferentes. Joe, um colega conhecido em Paris, é um destes, e com o tempo tornou-se como um irmão». «Em 1975 – continua Ana Maria – nossos filhos eram pequenos e fomos hospedados pela sua família em Bristol, na Inglaterra.

Mário e Joe
Joe era filho único de uma família judaica, pai russo e mãe húngara, que por causa da perseguição tinha fugido de Viena, onde morava, para a Inglaterra. A esposa de Joe, Zaga, filha de um coronel comunista da ex-Iugoslávia, era mulher de grandes valores humanos e se dizia ateia. Os quatro filhos deles tinham a idade dos nossos. Compartilhamos a vida de todos os dias, as brincadeiras, o trabalho, no respeito pelas escolhas e pelos diferentes modos de educar. Depois que voltamos para Milão, onde morávamos naquela época, o relacionamento com Joe e Zaga continuou por meio de cartas, telefonemas e muitas viagens de trabalho. Tempos depois Joe desejou reaproximar-se da fé, reatando a relação com suas próprias raízes. Inesperadamente, agora já se passaram 20 anos, recebeu o diagnóstico de uma doença grave. Os médicos disseram “tem só um mês de vida”, e nós corremos até ele. Durante o funeral, do qual participamos, um de seus filhos conduziu uma oração em hebraico. Sempre o recordamos como um momento comovente». «Ainda hoje, depois de tantos anos – Mario conta – o relacionamento com Zaga e sua família prossegue. Ela já está idosa e não goza de boa saúde. Com frequência vamos visitá-la, por exemplo, por ocasião do casamento das filhas e no nascimento do primeiro netinho que, não por acaso, foi chamado de Mário! Compartilhamos todas as etapas da vida: o crescimento dos filhos, as férias, a pesquisa científica… entre nós não há apenas uma grande compreensão humana, mas algo muito mais profundo. Cada um sente-se livre de ser o que é e circula um amor desinteressado. Zaga, que se professa não crente, participou da ordenação sacerdotal de Pietro, da profissão religiosa de Elena e (até mesmo com uma perna engessada!) do casamento de Matteo. A relação entre as nossas famílias continua, compartilhando momentos simples, importantes e profundos».
«No verão passado – retoma Ana Maria – soubemos que um senhor inglês, de 80 anos, tinha tido um enfarte durante um passeio que fazia, com um grupo de amigos, no lago de Como. O hospital era bem próximo da nossa casa. Ele e a esposa estavam em dificuldades por não falar italiano. O restante do grupo tinha voltado à Inglaterra. Durante a internação, que durou duas semanas, fomos visitá-los todos os dias, ajudando-os a comunicarem-se com os médicos, a encontrar hospedagem para a esposa com as freiras, ao lado do hospital, a resolver a questões que surgiam, como se nos conhecêssemos desde sempre. Levamos para eles a Palavra de Vida e compartilhamos momentos simples, mas intensos. Quando tiveram alta nós os acompanhamos ao aeroporto. E foi lá que Antony, assim ele se chama, nos perguntou: “Posso dar-lhes uma benção?”. E naquele momento descobrimos que ele era um ministro anglicano. A lembrança daquela saudação especial permanece sempre conosco. Retornando a Londres, Antony e sua esposa, já em contato estreito com a comunidade dos Focolares, ainda hoje nos agradecem e lembram daqueles dias com gratidão». Chiara Favotti
3 Fev 2018 | Sem categoria

Foto: www.afnonlus.org
«Façamos nosso o lema “amar com fatos” (1 Jo 3,18). Jesus quer que vivamos assim, Ele quer uma caridade para com o próximo que seja serviço concreto. Ele mesmo se fez nosso modelo quando lavou os pés dos discípulos. Amar com obras concretas. É possível viver assim o dia inteiro […]: um gesto concreto em favor de um irmão, um outro ato de amor para com outro irmão, e assim por diante […]. No fim da vida, por todos esses gestos concre-tos, Jesus nos dará um prêmio proporcional. Se um, apenas um copo d’água, oferecido a Ele no irmão, não ficará sem recompensa (cf. Mt 10,42), o que será de muitos copos d’água? […] Impressionou-me saber […] (que no nosso Movimento) floresceram espontaneamente em todo o mundo, sob a responsabilidade dos membros da Obra, cerca de duzentas atividades ou trabalhos em favor dos irmãos que se encontram nas mais diversas necessidades: obras de caridade para doentes, idosos, desempregados, deficientes; são centros em favor da vida, que acolhem pessoas abandonadas, solitárias, acolhem grupos de estudantes estrangeiros ou desenvolvem trabalhos em favor das crianças abandonadas, dos sem-teto, dos encarcerados, toxicômanos ou alcoólatras. São cursos de promoção humana e de catecismo, são iniciativas no campo da economia, do trabalho, da educação. São obras em favor de todas as necessidades dos países em via de desenvolvimento ou atingidos por calamidades naturais… E louvei a Deus porque, desde os primeiros anos do Movimento, as assim chamadas “obras de misericórdia”, foram para nós, como nos sugeria o Evangelho, condição imprescindível para um bom “exame final” e, portanto, para uma boa conclusão da Santa Viagem da vida. Com esta mensagem, quero sugerir que vocês levem em consideração ao menos uma dessas obras e a tenham no coração de uma maneira especial. Procurem interessar-se por ela, deem sua ajuda para que se desenvolva, procurem incrementá-la com os meios disponíveis, sintam-se corresponsáveis por essa atividade. […] Olhemos ao nosso redor! Existirão atividades e ações concretas suscitadas pelos Movimentos “Humani¬dade Nova“, “Famílias Novas“, “Jovens por um Mundo Unido”, Movimento “Juvenil pela Unidade”, Movimento Paroquial, tanto na região de vocês como em outras. Vejam como entrar em contato com essas atividades, talvez consultando seus responsáveis. Aproximem-se delas com delicadeza, sem atrapalhar, mas apenas com o desejo de servir, ao menos com suas orações, se não for possível de outra maneira. […] Compreendemos, então, o que fazer: amar com as obras e colaborar com uma das atividades já existentes. De forma que, por nosso amor concreto e tam¬bém por estas obras específicas, o Senhor possa repetir, referindo-se a cada um de nós: “Eis que eu venho em breve e trago comigo o salário para retribuir a cada um conforme o seu trabalho” (Ap 22,12)». Chiara Lubich, Rocca di Papa, 12 de maio de 1988 De CHIARA LUBICH – Buscar as coisas do alto – Cidade Nova 1993 – pág 95-96-97-98
1 Fev 2018 | Sem categoria
Uma resposta imediata No início do verão costumávamos comprar a lenha e o querosene para o inverno, mas ja tínhamos chegado no outono e ainda não tínhamos o dinheiro para garantir o aquecimento. Um dia, conversando em família, pensamos: “O Eterno Pai conhece as nossas necessidades e é importante ter confiança nele”. Não tínhamos nem terminado a conversa quando chegou um nosso amigo trazendo-nos um envelope com dinheiro. Ele tinha feito uma coleta para nos ajudar. Nunca me tinha acontecido de ter uma resposta tão imediata de Deus que provê aos seus filhos! I.S. – Sérvia No dentista Um jovem da nossa comunidade tinha os dentes muito estragados, mas sendo de uma família pobre não podia fazer um tratamento. Um dia, resolvemos levá-lo ao dentista, mas, quando chegamos na clínica onde trabalha, demo-nos conta de que era frequentata só por pessoas ricas. Confiantes na providência divina, entramos. Depois de examiná-lo a doutora perguntou-nos se teríamos condições de pagar um tratamento tão caro. Explicamos que, junto com alguns amigos, organizaríamos uma venda de roupas e objetos usados para cobrir todas as despesas. A doutora ficou curiosa e quis saber mais. “Podem pagar com o que têm”, concluiu. Quando estávamos saindo, chamou-nos outra vez, e acrescentou: “Sabem, tenho muitos problemas e pensei que posso fazer esse trabalho grátis se em troca vocês rezarem por mim”. Assim foi. Tempos depois aquela dentista disse-nos que a nossa presença tinha levado no seu trabalho uma nota de alegria e serenidade. G.B. – Filipinas Encontros na prisão Sabendo que existem tantas pessoas sozinhas que sentem muita necessidade de alguém a seu lado, pensamos em ir visitar os doentes de um hospital, os presos numa penitenciária e as crianças de um orfanato. A estes últimos levamos objetos, jogos e roupas. Depois pensamos: por que não usamos os meios de comunicação para chegar ao maior número possível de pessoas? Conseguimos meia hora de um programa na rádio local para a nossa divulgação. Muitas pessoas seguiram a transmissão. Quando voltamos à prisão, receberam-nos dizendo que, depois de terem ouvido aquele programa na rádio, estavam à nossa espera. Em geral, não é permitido aos jovens da nossa idade o ingresso nas prisões, mas tinham feito uma exceção para nós. Com músicas e testemunhos da prática do Evangelho falamos para uma centena de presidiários, homens e mulheres, e a um grupo de dez guardas. Pediram-nos para voltar. Até o jornal local deu uma notícia sobre estes encontros na prisão. Um grupo de amigos – Uganda A doença Quando soube que Monique tinha Sla (esclerose lateral amiotrófica), mesmo se não nos víamos já há dois anos, voltei a procurá-la para por-me à sua disposição. Tínhamos tido um grande amor, mas por vários motivos tínhamo-nos deixado. A fé pura de Monique entrava em choque com o meu agnosticismo. Ao lado dela, que aceitava serenamente a sua nova situação, vivi uma verdadeira inversão mental. Os cristãos defeniriam a minha reação como “conversão”. Quando a sua doença chegou ao estado terminal, eu estava completamente mudado. Não digo de ter encontrado a fé, mas o verdadeiro respeito por Monique criou um novo espaço dentro de mim. J. M. – França