Em Roma, Congresso Sportmeet 2018
Quando o esporte abate as barreiras – Sport breaks limits. O evento, que acontecerá em Roma, de 20 a 22 de abril, considerará o papel do esporte diante do limite e das barreiras de todo tipo: físicas, psicológicas, relacionais, culturais, sociais, ambientais. A experiência esportiva é, por sua natureza, espaço de confronto com o limite. Por que o esporte revela-se um terreno eficaz para encontrar a paz com os próprios limites e para incluir, integrar e abater barreiras? Onde está a sua magia? Pretendemos, como está nos objetivos de Sportmeet, enfrentar este tema tão importante, por meio de reflexões culturais, testemunhos e laboratórios práticos, dialogando com os protagonistas de experiências significativas, especialmente na cidade de Roma. Você está interessado? Deseja se inscrever? Para mais informações acesse: Sportmeet
Gen Verde: Start Now …e depois?
Tudo começou com uma bateria verde, no Centro internacional de Loppiano, em dezembro de 1966. Um presente insólito nas mãos de um grupo de moças. Aquele instrumento se tornou o símbolo de uma revolução permanente para contribuir na realização de um mundo mais unido e fraterno. Nasce assim o Gen Verde: garra, capacidade, palavras, gestos e profissionalismo em sinergia para dizer com a música que a humanidade ainda e sempre tem uma oportunidade, que se pode escolher a paz contra a guerra, a coesão ao invés dos muros, o diálogo em vez do silêncio. Em quase 50 anos de atividade, a banda chegou a praças, teatros e estádios do mundo inteiro com mais de 1.500 espetáculos e eventos, centenas de tournées, 69 álbuns em 9 línguas. Até hoje são 147 as cantoras, musicistas, atrizes, dançarinas e técnicas que fizeram parte do Gen Verde, cuja contribuição profissional deu vida a produções artísticas diversificadas cujos gêneros circulam dos concertos ao vivo ao musical, não esquecendo a atividade didática e formativa dirigida aos jovens, através de workshops e cursos específicos.
Muito trabalho para preparar o projeto, dias intensíssimos ao vivê-lo, mas depois, o que fica? Perguntamos isto aos protagonistas de algumas das etapas tocadas pela iniciativa em muitos países do mundo. Daquilo que nos contaram, emergem algumas notas em comum. A primeira: o atual concerto que levamos por aí, “Start Now”, dá um impulso a se relacionar com os outros num modo diferente de viver, baseado na confiança, na abertura, na atenção ao bem comum. Este estilo continua também depois, no dia a dia. A segunda: a coragem de ser os primeiros a começar a mudar o mundo ao seu redor, porque “Juntos somos mais fortes. Podemos sonhar grande se fizermos as coisas juntos”. Alguém chamou isto de “espírito de fraternidade”. A terceira nota, poderíamos chamá-la partilha: o impulso, o desejo de comunicar a outros a experiência vivida, de contagiar e envolver todos na façanha de melhorar o mundo, lá onde se está.
“Conseguimos nos relacionar melhor com as pessoas e, às vezes, inclusive influenciar outras pessoas a fazer como nós”, nos conta um adolescente. E um professor, falando dos seus alunos com os quais participou do projeto: “Souberam demonstrar que têm uma humanidade profunda que eu talvez subestimei durante anos. Não os vejo mais como jovens às vezes imaturos, mas como pessoas capazes de se lançar no jogo”. O desejo de difundir este modo construtivo de enfrentar a realidade faz florescer diversas iniciativas. Em Palermo, no sul da Itália, por exemplo, já estão trabalhando numa segunda edição de Start Now 2018. Em La Spezia, no norte, os jovens que participaram do projeto inventaram uma tarde de “lava-carros” em prol da Nigéria e um “baile a fantasia anos Sessenta” a fim de arrecadar fundos para um dispensário em Man, na Costa do Marfim. Para fazer “ouvir” a fraternidade, antes da festa, uma conexão via Skype com os amigos do país africano.
Em Huétor Tájar (Espanha), o espírito de Start Now animou a tradicional “corrida solidária”: “Entendemos – escreve uma adolescente – que a vida é mais bonita se acompanhada pelo sorriso e pela alegria”. Ainda na Espanha, em Azpeitia, o diretor de uma Escola universitária pediu para apresentar o projeto na sua Universidade. Pequenos passos com grandes horizontes, se sentindo parte de um coro onde não pode faltar a voz de ninguém. E ainda muitos efeitos, aqui e ali pelo mundo, suscitados pela partilha do projeto Start Now. Não um fogo de palha que depois se apaga deixando só lembranças e saudades, mas uma centelha que se acende, que contagia e se alastra. Chiara Favotti
Recordação do Cardeal Pironio
Neste dia cinco de fevereiro rememora-se o vigésimo aniversário de morte do cardeal Eduardo Francisco Pironio (1920 – 1998), de quem está em andamento a causa de canonização. Nascido em Nueve de Julio, na Argentina, 23º filho de uma família de origem italiana, ordenado sacerdote em 1943, Pironio, inicialmente bispo titular em Ceciri e depois em La Plata, torna-se secretário geral e depois presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (Celam). Chamado à Roma pelo Papa Paulo VI, é nomeado por ele Prefeito da Congregação para os Religioso e os Institutos Seculares e é nomeado cardeal em 1976. Com nomeação de João Paulo II torna-se presidente do Conselho Pontifício para os Leigos. Com este mandato, o cardeal Pironio, com Decreto de 29 de julho de 1990, entrega a Chiara Lubich a aprovação definitiva dos Estatutos Gerais da Obra de Maria (Movimento dos Focolares). Com uma Missa no santuário nacional de Nossa Senhora de Luján, tiveram início, no dia 4 de fevereiro, as celebrações promovidas em sua honra pela Ação Católica argentina, que terão seu momento central no próximo dia 31 de maio, em Buenos Aires. O Movimento dos Focolares associa-se com gratidão à memória de uma das figuras mais eminentes da recente história eclesial.
O diálogo como estilo
«O diálogo a 360 graus com todos, inclusive com pessoas de outras convicções, tornou-se a característica da nossa família, compartilhada com os filhos, Pietro, Elena e Matteo». Ana Maria e Mário Raimondi parecem um rio em plena cheia quando contam as inúmeras experiências vividas pela família deles, marcadas pelo diálogo. Atualmente moram em Lecco, uma pequena e tranquila cidade do norte da Itália, às margens do lago de Como (“mas somente a 45 minutos de Milão”, pontua Ana Maria). Ele foi professor ordinário de química e física na Universidade de Milão, ela também professora, ambos já aposentados. Mas apenas “formalmente”. Muito vivazes e em plena atividade, além de que na família com os três netos, também na Diocese, com um empenho no ecumenismo e ao serviço da comunidade local dos Focolares. «Devido ao meu trabalho – explica Mario – sempre viajamos muito, especialmente para a Inglaterra, à Paris e aos Estados Unidos. Conhecemos a comunidade dos Focolares em Boston, quando eu estava lá para um trabalho de pesquisa. A espiritualidade da unidade abriu-nos o coração e a mente a muitos irmãos de culturas e profissões religiosas diferentes. Joe, um colega conhecido em Paris, é um destes, e com o tempo tornou-se como um irmão». «Em 1975 – continua Ana Maria – nossos filhos eram pequenos e fomos hospedados pela sua família em Bristol, na Inglaterra.

Mário e Joe
«No verão passado – retoma Ana Maria – soubemos que um senhor inglês, de 80 anos, tinha tido um enfarte durante um passeio que fazia, com um grupo de amigos, no lago de Como. O hospital era bem próximo da nossa casa. Ele e a esposa estavam em dificuldades por não falar italiano. O restante do grupo tinha voltado à Inglaterra. Durante a internação, que durou duas semanas, fomos visitá-los todos os dias, ajudando-os a comunicarem-se com os médicos, a encontrar hospedagem para a esposa com as freiras, ao lado do hospital, a resolver a questões que surgiam, como se nos conhecêssemos desde sempre. Levamos para eles a Palavra de Vida e compartilhamos momentos simples, mas intensos. Quando tiveram alta nós os acompanhamos ao aeroporto. E foi lá que Antony, assim ele se chama, nos perguntou: “Posso dar-lhes uma benção?”. E naquele momento descobrimos que ele era um ministro anglicano. A lembrança daquela saudação especial permanece sempre conosco. Retornando a Londres, Antony e sua esposa, já em contato estreito com a comunidade dos Focolares, ainda hoje nos agradecem e lembram daqueles dias com gratidão». Chiara Favotti
Chiara Lubich: amar com os fatos

Foto: www.afnonlus.org
