28 Dez 2017 | Sem categoria
No verão de 1962, Chiara Lubich teve a primeira intuição do que hoje são as “mariápolis permanentes” ou “cidadelas”. «E foi em Einsiedeln (na Suiça, ndr.) que entendi, olhando do alto de uma colina a basílica e o seu contorno, que deveria surgir no Movimento uma cidade, a qual não seria formada por uma abadia ou por hoteis, mas por casas, lugares de trabalho, escolas, como uma cidade qualquer”, escreve Chiara no seu diário (março de 1967).
Hoje, existem 32 mariápolis permanentes espalhadas em todos os continentes e habitadas por pessoas que querem fazer uma experiência de vida e de doação aos irmãos. São como laboratórios de fraternidade onde a espiritualidade da unidade permeia os relacionamentos humanos, construindo um modelo de sociedade baseada na lei evangélica do amor recíproco. Cada uma tem uma característica particular, em harmonia com o contexto social em que se localiza. Loppiano, a primeira cidadela, que nasceu nos anos 60, perto de Florença (Itália), e Montet (Suíça) tem o timbre da internacionalidade, da multiculturalidade e da formação. Ottmaring (Alemanha) tem uma vocação ecumênica: seus habitantes são membros de várias igrejas. As cidadelas da América Central e do Sul são mais orientadas para o compromisso social. Tagaytay (Filipinas) e Luminosa (USA) para o diálogo interreligioso; Fontem, na República dos Camarões, para a inculturação. E assim por diante. Nestes dias, aproveitando o período das festas de Natal, as cidadelas oferecem momentos de repouso no espírito da fraternidade que as caracterizam. De Loppiano os jovens escrevem: «Muito mais do que uma ceia, muito mais que uma festa. É assim que queremos que sejam estes três dias que estamos organizando de 30 de dezembro a 1° de janeiro». Não vai faltar nem a experiência de fazer música com o grupo internacional Gen Verde que tem a sua sede na cidadela, com a possibilidade de subir no palco, em 31 de dezembro, com as artistas durante o “One World Celebration“, na noite do ano novo no Auditorium de Loppiano. No dia seguinte, haverá o Concerto de Ano Novo oferecido por um grupo de artistas, dirigidos pelo maestro Sandro Crippa.
Nos Estados Unidos os habitantes da Mariápolis Luminosa, que se localiza em Hyde Park (NI) na bela Hudson Valley, oferecem, a partir da metade de dezembro, uma sequência de Coros polifônicos que interpretam os típicos Christmas Carols, com um programa especial também para as crianças. A mariápolis Luminosa também é sede de uma mostra de 50 Presépios, iniciada em 1987 e que teve um sucesso imediato. O número de visitantes, estudantes, famílias e adolescentes continua a crescer. No Centro Mariápolis “Am Spiegeln” (Viena), de 27 a 30 de dezembro é previsto um interessante programa com passeios, excursões ao parque e ao castelo de Schönbrunn, além de jogos, reflexões e momentos de oração: «Queremos oferecer um espaço onde as pessoas possam encontrar-se sem preconceitos», escrevem os organizadores. Na Bélgica, a “Mariápolis Vita”, localiza-se em Rotselaar. A sua especificidade esta na sua orientação ecologica. Nestes dias, estão previstos um Mercado anual de antiguidades e no domingo, 17 de dezembro, e o tradicional leilão para arrecadar fundos para a manutenção da cidadela. Da “Mariápolis Lia” (Argentina), escrevem: «Convidamos para o almoço de Natal algumas pessoas idosas que vivem sozinhas. Isso já é uma tradição. Oferecemos aos nossos convidados momentos de reflexão e de partilha da vida. A ceia de 24 de dezembro e o almoço de 25 de dezembro também representam momentos de fraternidade entre todos. Com os parentes dos numerosos jovens presentes na cidadela faremos o presépio vivo depois da missa de Natal, enquanto o coro da Mariápolis brindará a assembleia executando músicas de Natal de vários países. Este ano também participaremos no presépio vivo na paróquia da cidade vizinha de O’Higgins. Vamos festejar o nascimento de Jesus nos pampas argentinos».
26 Dez 2017 | Sem categoria
«Na minha família o Natal não tem nenhum significado religioso, ainda que na noite do dia 24 de dezembro seja uma tradição jantar todos juntos. Mas, este ano para mim tudo mudou: festejei o meu primeiro verdadeiro Natal! “Gisele, vou lhe apresentar algumas moças que moram em Santiago e que vivem o Evangelho”, uma amiga me havia dito alguns meses atrás. Através delas, as gen da minha cidade, eu conheci Jesus, e este encontro mudou a minha vida. Eu recebi de presente até um presépio que, pela primeira vez, entrou na minha casa. Eu sabia que não iria poder festejar o Natal como desejaria, porque os meus familiares continuam a pensar como antes. Mas, este ano, queria fazer algo diferente. Passei a vigília do Natal nos preparativos para o jantar, como todos os anos, mas ao contrário das outras vezes, depois da ceia eu iria a Missa, junto com meus amigos. Porém, apesar de todos os preparativos, ninguém veio para o jantar. No início eu fiquei bem chateada e cheguei a pensar que tivessem feito isso de propósito para gozar de mim. Mas depois tive um pensamento: o que é importante para mim não necessariamente dever ser para os outros, aliás, estava claro que não era! Antes do jantar recitei, em silêncio, uma oração de agradecimento. Era a minha primeira ceia de Natal. Depois fui à Missa. Quanto eu desejaria partilhar com meus familiares a alegria pelo nascimento de Jesus! Talvez, pensei, eles não estejam ainda prontos, e talvez nunca estejam. Mas, da minha parte, queria fazer de tudo para que eles também recebessem aquele presente que mudou a minha vida: conhecer Jesus. É o que mais desejo para aqueles que amo. Quando voltei para casa, e todos já estavam dormindo, embrulhei pequenos presentes, apenas lembrancinhas, para fazer uma surpresa a eles. Os coloquei perto da árvore com um bilhete escrito: “Feliz Natal! Siga a flecha e encontre o seu presente”. Às cinco e meia da manhã o meu pai foi o primeiro a levantar, e logo notou o bilhete. Foi acordar minha mãe. Perto de nove horas me acordaram, e também ao meu irmão que é muito forte e me carregou nos braços até a sala. Não conseguiam mais esperar pela alegria de fazer-me uma surpresa; eles também tinha preparado um presente para mim! Fiquei muito comovida. Foi maravilhoso ver o que o Amor faz, inclusive em quem não sabe que nome dar a ele. Para a minha família, o Natal continua a não ter nenhum significado, e mesmo assim eles sentiram todo o amor que deixei para eles ao lado da árvore. E não há quem possa resistir ao Amor».
25 Dez 2017 | Sem categoria
Estava nos planos da Providência que o Verbo se fizesse carne, que uma palavra, a Palavra fosse escrita na Terra em carne e sangue. E esta Palavra precisava de um pano de fundo. Por amor a nós, as harmonias celestes anelavam transferir o seu concerto, único e exclusivo para dentro de nossas tendas. E elas precisavam de um silêncio. O Protagonista da humanidade, que dava sentido aos séculos passados e iluminava, e conduzia atrás de Si os séculos futuros, devia entrar no cenário do mundo, mas lhe faltava uma tela branca que a Ele desse todo o relevo. O mais sublime desenho que o Amor-Deus podia imaginar deveria ser traçado majestoso e divino, e as cores todas das virtudes deveriam estar compostas e prontas num coração para a Ele servir. Esta sombra admirável que contém o Sol, que a ele dá lugar e nele torna a se encontrar; este pano de fundo branco, imenso, como se uma voragem fosse, que contém a Palavra que é Cristo e Nele se abisma, luz na Luz; este Silêncio altíssimo que não mais se cala, porque nele cantam as harmonias divinas do Verbo e no Verbo se torna nota das notas, como se diapasão fosse do eterno canto do Paraíso; este cenário majestoso e belo como a natureza, síntese da beleza espargida pelo Criador no universo, pequeno universo do Filho de Deus, que não mais olha para si porque cede de seus deveres e de seu interesse para Quem devia vir e veio, para Aquele que devia fazer e fez; este arco-íris de virtudes que proclama “paz” ao mundo inteiro, porque a Paz ao mundo deu; esta criatura imaginada nos abismos misteriosos da Trindade e a nós doada, era Maria. Chiara Lubich – Maria, transparência de Deus – Cidade Nova – São Paulo – 2003 – págs. 11-14
23 Dez 2017 | Sem categoria
Quando um menino se perde vai acabar onde não é de casa. Sim, no Natal Deus se perdeu – não só como um menino, mas do jeito de menino – lá onde não era “de casa”. Não ficou na fechada bem-aventurança do seu céu ou dentro do espaço da nossa devoção, mas se perdeu pelos pequenos e pelos pobres, por aqueles que estão doentes e de luto, pelos pecadores, por aqueles que nós consideramos distantes de Deus, dos quais pensamos que não tenham nada a ver com ele. Deus se perdeu lá onde se perdeu o filho pródigo, distante da casa paterna, para depois retornar ao Pai, nele e com ele. Deus se perdeu como um menino, e não se tratou de um erro, mas da ação mais divina que Deus pudesse fazer. Deus é o Deus de todos ou não é Deus. Deus é o Deus dos pequenos e dos distantes ou não é Deus. Encontramos Deus lá onde se “perdeu” ou não o encontramos de jeito nenhum. “Faz-te encontrar onde tu, Deus, te perdeste como um menino. Sim, deixa que nos tornemos, nós mesmos, menino, no qual tu te perdes pelos outros, por todos!”. Klaus Hemmerle – La luce dentro le cose – Città Nuova 1998 p. 395
22 Dez 2017 | Sem categoria
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| “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lc 1, 28). Um anúncio de alegria comove fortemente a humanidade: Deus se faz criança no ventre de Maria; Deus se faz homem e escolhe permanecer entre nós, para sempre! Entra na história e nos doa sua Mãe, Maria, como estrela para o nosso caminho. Que mistério de amor infinito! A alegria daquela noite inunde os nossos corações e nos torne portadores desta tão grande mensagem de amor à humanidade. Feliz Natal a todos! |