26 Out 2017 | Sem categoria
Um grupo de jovens arquitetos colombianos, estudantes da Universidade “de La Salle” em Bogotá e italianos da Universidade “G. D’Annunzio “em Pescara, Itália, estão desenvolvendo um tipo di workshop itinerante” Habitandando “, organizado pela rede do Movimento dos Focolares – Diálogo em Arquitetura. De 24 a 28 de outubro, se fará uma viagem de Bogotá para o interno do país, com etapas em alguns países coloniais e na planície amazônica. De 30 de outubro a 5 de novembro se fará uma semana de estudo no distrito de Altos de Cazuca, nos arredores de Bogotá. É uma área desfavorável, sem infraestrutura primária conhecida por problemas de segurança. O objetivo é projetar e experimentar, através de design criativo e trabalho colaborativo, soluções arquitetônicas e de planejamento urbano que tragam mudanças e criem espaços para a comunidade local. Um contexto extremo, ao limite de recursos, possibilidades tecnológicas, sustentabilidade ambiental, social e cultural.
25 Out 2017 | Sem categoria
O conjunto internacional Gen Rosso está realizando uma tournée no Brasil: Toda vida tem esperança, organizada pela Fazenda da Esperança. Depois da primeira etapa em Joinville a tournée prossegue no centro e no norte do país. Joinville, distante 535 km de São Paulo, é uma cidade moderna, ponto de referência para todos os amantes da dança, não só para a América do Sul. Além de Moscou, é a única cidade no mundo que possui uma escola do Teatro Bolshoi, na qual se ensina o clássico método russo. Na “capital nacional da dança”, de 24 de setembro ao dia 1º de outubro passado, nove entre bailarinos e bailarinas do Bolshoi e outros quatro da escola do Centro de Cultura contribuíram na preparação e apresentação do musical. Streetlight é um projeto original, que coloca em cena mais de 200 jovens com problemas de dependência química. Três dias de intenso trabalho, aprendendo e aperfeiçoando passos e música, lado a lado artistas e jovens, com o mesmo slogan: um pelo outro. Depois, a certo momento, a cortina se abre e começa a apresentação. Não é um trabalho “para” os jovens; mas, “com” os jovens, como foi evidenciado pela Rede Globo, que dedicou ao projeto publicidade e entrevistas. Paralelamente, um workshop dedicado a educadores e agentes sociais que trabalham na cidade, aborda temáticas relacionadas aos processos psicológicos, sociais e familiares ligados à recuperação de várias formas de dependência.
Padre Luiz, atual presidente da Fazenda, junto a Angelúcia, Nélson e Iraci, que são os pioneiros da “fábrica” de esperança – que do Brasil difundiu-se na América Latina, nas Filipinas, na África, na Rússia e na Europa Central – trabalham estreitamente unidos ao Gen Rosso que, para a ocasião se apresenta com uma composição mais alargada, que envolve também outros membros da comunidade local do Focolare. Entre os jovens envolvidos na cena, o entusiasmo é enorme. “Vale a pena tentar superar os próprios limites. Agradeço a Fazenda por ter-nos dado esta oportunidade de trabalhar com o Gen Rosso.” Envolvido pela música e pelo ritmo, um jovem que, no passado, era chefe de uma gang violenta, comentou: “Para mim o efeito da adrenalina que eu experimentava quando fazia coisas más era o máximo. Agora eu vi que é possível ser ainda mais feliz quando se faz o bem, sem droga e sem álcool. Para mim isto é uma novidade.”
William, da escola do Bolshoi, disse: “Eu aprendi que se pode dançar, além da técnica e da disciplina, também com o coração. Uma experiência de alegria e, ao mesmo tempo, harmoniosa que se exprime também com o sorriso.” E uma bailarina do Centro de Cultura: “O nosso profissionalismo encontrou-se com a força da experiência de vida de muitos jovens: uma surpresa para mim e um milagre da arte, um pelo outro!” Eles receberam também do público, comentários de surpresa e entusiasmo: “Eu vi a cidade inteira envolvida.” “É arte que se torna serviço da sociedade.” “Vocês reforçaram a unidade entre as diversas comunidades civis. Uma experiência muito preciosa que devemos dar continuidade no futuro.” Depois da apresentação do musical, em toda cidade, o grupo de trabalho constituído para coligar as várias instituições sociais que se ocupam da formação e recuperação da droga e de outras dependências, se consolida e se reforça para que não se apaguem as luzes acesas nas ruas. Vídeo de Streetlight
24 Out 2017 | Sem categoria
Os ônibus carregados de jovens “escalavam” com esforço as estreitas estradas que sobem de Incisa Valdarno (Florença) na direção de Loppiano. Uma fila interminável e inesperada que arriscava fazer saltar toda organização prevista: mas quem esperava que chegassem 10.000 jovens para aquela que depois se tornou uma grande festa destinada a se repetir todos os anos e em diferentes cidades do planeta? Uma verdadeira invasão que deixou de boca aberta e de olhos arregalados os poucos habitantes do pequeno lugarejo toscano. Nascia, num dia de um sol primaveril que rachava os rostos e os corações (após o vento e a chuva da véspera), o primeiro Genfest da história! E eu estava lá! Sim, eu estava lá! “Vivir para contarlo” (viver para contar), diria García Márquez. Tenho diante de mim aquele anfiteatro natural de Loppiano, apinhado de jovens provenientes da Itália e de alguns países europeus (com muitas horas de viagem nas costas) e de representantes de muitos países do mundo: como eu, que chegava da Argentina.
A festa desta “geração nova” (daqui o nome Genfest) que se autoconvocava seguindo o convite de Chiara Lubich a viver para construir um mundo unido, foi aberta por nós com uma canção da banda internacional Gen Rosso, da qual eu fazia parte. Canções, danças, testemunhos, discursos … tudo era motivo de festa, enquanto se instalava no coração a certeza de que o mundo um dia será unido, inclusive graças à contribuição de cada um de nós. Dentre todos, o discurso de Pasquale Foresi que trazia uma mensagem de Paulo VI, no qual o Papa se dizia satisfeito com o Genfest e manifestava o desejo de que o evento “contribua para formar uma consciência cada vez mais clara da responsabilidade que o Evangelho comporta na própria vida”.
Eram os tempos da contestação juvenil e pe. Foresi apresentou o Evangelho como a maior “revolução” social. Pensei nas minhas primas que corriam atrás, também elas, de uma revolução social, nos rastros de Che Guevara, “desaparecidas” (se fala de 30.000 “desaparecidos” na Argentina, jovens, além do mais) alguns anos depois. Talvez por este fato que me tocava de perto, uma canção me impressionou particularmente. Foi composta e cantada na mesma esplanada dois anos antes por Paolo Bampi, jovem trentino morto logo depois por uma grave doença. Embora não o tendo conhecido pessoalmente, através da sua canção nasceu um relacionamento ideal que me parecia me ligar ao Céu: “O que vocês querem, o que procuram… querem um Deus? Eu sou! Querem um Homem? Eu sou!”. Tenho a impressão de, como ele, ter encontrado em Jesus, o Caminho.
Lembro-me a um certo ponto de uma mulher com um sorriso melancólico, como que tremendo diante do microfone. O seu silêncio se difundiu rapidamente como fogo pelo gramado e os 10.000 jovens pareciam se tornarem uma só pessoa. Começou a falar com uma força incrível: “Deus é Amor e nos ama imensamente”. Era Renata Borlone, dentre as primeiras a seguir a estrada do focolare, hoje serva de Deus. Com Antônio, ele também argentino, cantamos Humanidad: “Uma nova aurora se anuncia …, desperta Humanidade, saúda o novo sol que se levanta…”. Terminávamos nos dirigindo a Deus com um “grita-nos bem forte: creiam no Amor”. Os rostos avermelhados pelo sol, apesar dos chapeuzinhos chineses que tínhamos improvisado em tempo recorde, tornavam visível a fortíssima “marca” que se imprimiu nas nossas almas. Partimos com a certeza de que “se anunciava uma nova aurora”, que um mundo unido era possível porque o tínhamos experimentado já entre nós naquele histórico 1º de maio de 1973. Gustavo Clariá
23 Out 2017 | Sem categoria
Retorno “Papai morreu quando eu tinha 14 anos. Minha mãe, que era muito mais jovem do que ele, começou a sair com novos amigos, deixando-nos em casa sozinhos, o que nos fazia sofrer muito. Até que um dia nos abandonou completamente para ir viver com uma pessoa, que por sua vez já tinha uma família também. Quando os meus irmãos se casaram, me senti muito sozinha e abandonada, e atribuía toda a culpa do meu sofrimento à minha mãe. Não conseguia perdoa-la, mesmo me considerando uma cristã. Quando eu entendi que mamãe não poderia dar a mim àquilo que também não havia recebido, tudo ficou claro, era eu que deveria tomar a iniciativa em restaurar o nosso relacionamento, já que o entendimento do Evangelho era uma graça que eu havia recebido. Foi um processo lento, comecei a chamá-la de vez em quando, visitando-a, levando alguns presentes e orando por ela. Se antes eu me sentia vítima das circunstâncias, agora descobri que a verdadeira felicidade é amar sem pretender nada. Aos poucos, o relacionamento com o seu parceiro tornou-se mais pacífico e tento não condená-lo. Com os meus irmãos, estou tentando reaproximá-los de minha mãe, na certeza que aos poucos também eles retornarão”. (Alenne – Brasil) Uma xícara de chá “Eu estava em um bar quando notei que uma senhora idosa estava pedindo uma xícara de chá. Ela era muito pobre e o barman, imaginando que não poderia pagar, se recusava a dar. No meu bolso, eu tinha algumas moedas que seriam suficientes para lhe oferecer o chá. Assim teria feito Jesus, eu pensei. Então eu disse ao barman para dar a xícara de chá, pois eu pagaria. Para minha grande surpresa, ele respondeu: “Não é justo! Sua generosidade me fez entender que é muito mais fácil que eu ofereça, já que sou o proprietário do bar”. Foi o suficiente para começar!” (John Paul – Paquistão) Amor centuplicado “Há alguns anos trabalho em um centro para toxico dependentes, em sua maioria jovens, que apesar de suas fragilidades e sofrimentos, lutam para voltar à vida normal. Trabalhamos juntos na cozinha todas as quintas-feiras para preparar o almoço. Eu pensava que eu era útil para eles, em vez disso experimento que o amor doado retorna para mim centuplicado. Eu entendi que se nos esforçarmos para receber o irmão assim como ele é, com suas fraquezas e seu passado doloroso, assim como Jesus faria, com o olhar da misericórdia, podemos experimentar a esperança em um futuro mais sereno “. (Graziella – Itália) Meu limite “Quando falo em público, minhas mãos tremem, e meus pensamentos ficam descoordenados. Eu entendi que devo aceitar esse meu limite e tentar fazer algo de concreto para os outros. Comecei com pequenos gestos: ajudando minha mãe nos afazeres de casa, ou ajudando meus irmãos a fazer a lição de casa, ou às vezes eu ligo para minha avó, que vive sozinha e vou vê-la levando algumas flores ou um docinho. Na universidade, tento me interessar por aqueles que têm menos sucesso nos exames. Então, minha vida não só mudou como quase me esqueço dos meus limites.” (JM – Alemanha).
21 Out 2017 | Sem categoria
«Entre as religiões é necessário um esforço comum de colaboração, inclusive para promover a ecologia integral, dispõem de recursos para juntos fazer progredir uma aliança moral que promova o respeito da dignidade da pessoa humana e a salvaguarda da criação». Com estas palavras, antes de aparecer na Praça de São Pedro, por ocasião da audiência geral de quarta-feira, o Papa Francisco saudou os 80 delegados das Religiões para a Paz (RfP), acompanhados pelo cardeal Jean-Louis Pierre Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso. O Papa expressou a sua «estima e gratidão pela ação de Religiões para a Paz; vocês prestam um serviço precioso seja à religião seja à paz, porque as religiões são destinadas, por sua natureza, a promover a paz, por meio da justiça, da fraternidade, do desarmamento, da salvaguarda da criação».

Maria Voce com a rev. Kosho Niwano, Presidente Designada do movimento budista Rissho Kosei-kai
Entre os numerosos discursos sobre “uma ecologia integral”, os da Reverenda Kosho Niwano, Presidente Designada do movimento budista Rissho Kosei-kai; do Prof. Anantanand Rambachan, hindu; do Em. Shaykh Abdallah Bin Bayyah, presidente do Forum for Promoting Peace in Muslim Societies; do Rabi David Rosen, Diretor do Interreligious Affairs, American Jewish Committee, e de Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares e copresidente de Religiões para a Paz: «Represento um Movimento que insere uma forte espiritualidade na raiz do seu compromisso em múltiplas frentes da vivência humana. Esta espiritualidade está fundamentada na consciência de que Deus é pai de cada homem e de cada mulher desta terra e, portanto, sendo todos os homens irmãos e irmãs, pertencem todos à mesma família humana. Tal igualdade basilar entre todos os homens impulsiona-nos a fazer o que podemos para construir o mais possível uma verdadeira fraternidade lá onde estamos». 
Com a Dra. Vinu Aram, diretora do Shanti Ashram e co-Moderatora, RfP International.
E continua: «Em mais de setenta anos, experimentamos que qualquer pessoa de boa vontade pode partilhar deste empenho e desta sensibilidade, porque em cada cultura e religião existe a Regra de Ouro que os convida a “fazer aos outros o que desejamos que façam a nós” e a “não fazer aos outros o que não queremos façam a nós”». Isso significa «tratar as pessoas de outra etnia como gostaríamos de ser tratados, olhar aos de uma outra religião como gostaríamos que ser olhados, valorizar e apreciar outros países como gostaríamos fosse valorizado e apreciado o nosso, e trabalhar pela salvaguarda do ambiente no nosso contexto e em outros, como se aquele ambiente fosse realmente a nossa casa em todo parte, no mundo. Estas atitudes podem permear a nossa vida como indivíduos e como comunidades, em nível local e internacional, gerando uma corrente positiva num mundo entrecortado por tensões e divisões de todo tipo. Vemos, com efeito, que a prática profunda da fé leva também os jovens de várias religiões, que vivem a compreensão recíproca, a descobrir a fraternidade, a partilhar os próprios bens, a trabalhar pelo desenvolvimento das áreas mais pobres, a respeitar a natureza e não desperdiçar os recursos». «Como membros do Movimento dos Focolares – conclui Maria Voce – desejamos continuar a trabalhar com outros grupos, organizações, movimentos e comunidades, de maneira nova, segundo as exigências dos tempos, mas sempre com o mesmo espírito, aquele do amor, da misericórdia e da compaixão, que inspira todos os nossos credos». Leia a mensagem do Papa Discurso de Maria Voce
20 Out 2017 | Sem categoria
De hora a hora, torna-se cada vez mais dramático o balanço do duplo ataque suicida que foi perpetrado, no passado sábado, em Mogadiscio, Somália. As últimas notícias dão conta de, pelo menos, trezentos mortos e centenas de feridos. Entre as vítimas encontravam-se cerca de vinte estudantes que se encontravam dentro de um autocarro. O atentado do dia 14 de outubro é o mais grave dos últimos anos em que se assistiu a uma verdadeira escalada do terror. «Quero exprimir a minha dor pelo massacre realizado» – disse o Papa Francisco, na Audiência Greal de 18 de outubro, na Praça de S. Pedro. «Este ato de terrorismo merece a mais firme condenação, também porque foi realizada contra uma população já muito provada». E conclui: «Rezo pelos defuntos e pelos feridos, pelos seus familiares e por todo o povo da Somália. Imploro a conversão dos violentos e encorajo todos aqueles que, com enormes dificuldades, trabalham pela paz naquela terra martirizada».