21 Set 2017 | Sem categoria
“Juntos pela Paz: respeito, segurança e dignidade para todos”, é o tema do Dia internacional da paz, convocado pela ONU, como todos os anos, no dia 21 de setembro, para promover o respeito, a dignidade e a segurança de todos aqueles que são obrigados a fugir das próprias casas em busca de uma vida melhor. Instituída em 1981 como um dia de paz e de não violência, a data é um convite a todos os estados membros, organizações do sistema das Nações Unidas, organismos regionais e não governamentais e pessoas de boa vontade, a promover iniciativas de educação, formação e sensibilização da opinião pública sobre os temas da paz, do respeito, do sustento à diversidade, da aceitação de migrantes e refugiados, contra qualquer forma de discriminação.
20 Set 2017 | Sem categoria
Há apenas duas semanas do abalo sísmico anterior, ontem ao final da tarde o país asteca foi novamente atingido por um terremoto de magnitude 7.1 (escala Richter). No momento se contam 217 vítimas, das quais 117 na capital, balanço infelizmente destinado a aumentar. São vinte e seis as crianças e 4 os adultos que perderam a vida no desmoronamento de uma escola na área sudeste da Cidade do México. Mesmo se foram salvas 11 crianças, ainda devem ser resgatadas das ruínas uns trinta menores e 4 adultos. Houve desmoronamentos de alguns edifícios e pelo menos 4 milhões de pessoas ficaram sem eletricidade. São 72 as vítimas registradas no estado de Morelos e 43 em Puebla, onde se encontra a cidadezinha dos Focolares, “El Diamante”. «Estávamos à mesa quando sentimos o forte abalo – contam –. No momento, os membros da nossa comunidade de Puebla não sofreram danos e estamos todos bem». A solidariedade logo se fez sentir de muitos países da região e do mundo. «Neste momento de dor, peço que se manifeste solidariedade a toda a população mexicana», o apelo do Papa Francisco, hoje na Audiência Geral.
20 Set 2017 | Sem categoria
No ano 2000, num discurso, Chiara Lubich recorda a primeira “descoberta” de Jesus Abandonado: «Por um fato acontecido nos primeiros meses de 1944, tivemos uma nova compreensão sobre Ele. Por uma circunstância viemos a saber que o maior sofrimento de Jesus, e portanto o seu maior ato de amor, foi quando, na cruz, experimentou o abandono do Pai: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27,46). Ficamos profundamente tocadas com isso. E a jovem idade, o entusiasmo, mas principalmente a graça de Deus, nos impulsionaram a escolher justamente Ele, no seu abandono, como via para realizar o nosso ideal de amor. Desde aquele momento pareceu-nos encontrar o seu semblante em toda parte». Outro momento determinante para a compreensão desse “mistério de dor-amor”. Estamos no verão de 1949. Igino Giordani foi encontrar Chiara, que tinha ido para o Vale di Primiero, na região montanhosa do Trentino (Itália), para um período de repouso. Com o primeiro grupo vivia-se intensamente a passagem do Evangelho sobre o abandono de Jesus. Foram dias de luz intensa, tanto que no final do verão, devendo descer daquele “pequeno Tabor” para voltar à cidade, Chiara escreveu, num só ímpeto, um texto que inicia com verso que tornou-se célebre: «Tenho um só esposo sobre a terra, Jesus abandonado… Irei pelo mundo buscando-o, em cada instante da minha vida». Muitos anos depois ela explicou: «Desde o início entendemos que em tudo existe uma outra face, que a árvore tem as suas raízes. O Evangelho lhe cobre de amor, mas exige tudo. “Se o grão de trigo caído na terra não morre – lê-se em João – permanece só; se morre produz muito fruto” (Jo 12,24). A personificação disso é Jesus abandonado, cujo fruto foi a redenção da humanidade. Jesus crucificado! Ele havia experimentado em si a separação dos homens de Deus e entre si, e tinha sentido o Pai distante. Nós o vimos não apenas nas nossas dores pessoais, que não faltaram, e nos sofrimentos dos próximos, muitas vezes sós, abandonados, esquecidos, mas em todas as divisões, os traumas, as separações, as indiferenças recíprocas, grandes ou pequenas: nas famílias, entre as gerações, entre pobres e ricos, às vezes na própria Igreja, e mais tarde entre as várias Igrejas, e depois ainda entre as religiões e entre quem crê e quem possui uma convicção diferente. Mas todas estas dilacerações – continua Chiara – não nos assustaram, pelo contrário, pelo amor a Ele abandonado, elas nos atraíram. E foi Ele que nos ensinou como enfrentá-las, como vivê-las e ajudar a superá-las, quando, depois do abandono, recolocou o seu espírito nas mãos do Pai: “Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23,46), dando assim a possibilidade para que a humanidade se recompusesse, em si mesma e com Deus, e indicando-lhe o modo de fazê-lo. Ele manifestou-se como chave da unidade, remédio para qualquer divisão. Era Ele que recompunha a unidade entre nós, cada vez que era rompida. Era Ele que reconhecíamos e amávamos nas grandes, trágicas divisões da humanidade e da Igreja. Ele se tornou o nosso único Esposo. E a nossa convivência com um tal Esposo foi tão rica e fecunda, que me levou a escrever um livro, como uma carta de amor, como um canto, um hino de alegria e gratidão a Ele».
18 Set 2017 | Sem categoria
O imprevisto Esperávamos o nosso primeiro filho. Logo que soubemos disto, um imprevisto: um pequeno nódulo num seio. Os exames evidenciavam que se tratava de um cancro. Para mim e para o meu marido, que é médico, foi um duro golpe. Três dias depois, após um colóquio com um especialista, fui operada. Na opinião dele a gravidez constituía um fator de risco: era necessário fazer imediatamente um aborto terapêutico, para começar a quimioterapia. Não quisemos resignar-nos. Confiando em Deus, fomos consultar outros médicos, procurando soluções alternativas. Por fim, decidimo-nos por um parto de cesariana, no sétimo mês de gravidez, quando o bebé já estaria perfeitamente capaz de sobreviver. Só depois é que começaria a quimioterapia e a radioterapia. Desde então já passaram 8 anos e estamos à espera do terceiro filho. (M. D. – França) O desconhecido Um dia ia de carro com um homem que me tinha pedido boleia. Era meio-dia. Perguntei-lhe onde ia almoçar, ao que ele respondeu: «Não tenho um cêntimo no bolso e na realidade não sei como farei para almoçar». Fiquei cheio de suspeitas e desconfianças. Mas afastei esses pensamentos, dizendo a Jesus: «Não me importa quem ele é, pois o que lhe faço a ele, faço-o por ti». Meti a mão ao bolso e dei-lhe tudo o que tinha e, para não o humilhar, disse-lhe: «Quando puderes, pagas-me». Alguns dias mais tarde, recebi de um cliente um envelope com a soma exata que eu dera àquele desconhecido. Este acontecimento pareceu-me ser a confirmação de que o Evangelho é verdadeiro. (A. G. – Itália) Festa em família Algumas famílias amigas lembraram-se de organizar uma grande festa para os senegaleses que vivem na nossa cidade. Empenhámo-nos todos em fazer sentir a estes jovens imigrantes o calor da família. A um dado momento, um deles disse: «Tudo isto foi muito para além das nossas expetativas. Nenhum de vocês nos fez sentir diferentes, por isso sentimo-nos como se estivéssemos em nossa casa. Temos o mesmo Deus que nos torna irmãos». A festa acabou, a amizade não. (G. L. – Itália) Temos um Pai Reencontrámo-nos por acaso, depois de muitos anos. Não a via desde os anos de liceu. Depois de muitas aventuras tristes, ela, licenciada em matemática, encontrava-se na minha cidade, sem dinheiro, a fazer uma vida de vagabunda. Estava desesperada e eu ouvi-a. Naquele preciso momento, eu não tinha nada para lhe dar, mas prometi que a ajudaria: queria que tivesse confiança, porque – disse-lhe – «temos um Pai no Céu». Marcámos um encontro no dia seguinte. Entretanto, com a ajuda de outros, encontrei uma solução temporária e arranjei algum dinheiro, pelo menos para poder viver, comer e tomar banho. Dois dias depois, ela apareceu e, restituindo-me o dinheiro, explicou-me que lhe tinham oferecido um trabalho, num lugar onde lhe davam também alimento e alojamento. E acrescentou: «Tenho de te agradecer, mais do que pelo dinheiro, é porque naquele dia deste-me aquilo que eu mais precisava: a esperança e a certeza de que tenho um Pai que me segue». (Franca – Itália)
16 Set 2017 | Sem categoria
“Em Jesus Abandonado se manifesta o infinito amor de Deus, colocado pelo Pai no coração dos fiéis, para realizar desde já o seu desígnio para a humanidade: a unidade. Amar Jesus Abandonado significa então reviver em nós a sua Páscoa, a contínua passagem, para nós ainda a caminho, da morte para a vida, da ausência de Deus para a sua presença, que caracteriza a existência cristã. Não se trata de resignação ou de querer sofrer como Jesus sofreu, mas sim, de repercorrer o caminho aberto por ele e de reconhecer – para além das aparências – a sua presença ativa em tudo o que não é Deus em nós e ao nosso redor. Significa dizer sim a Ele e como Ele, a fim de que o Espírito Santo possa irromper no nosso nada desejado e expandir o Seu dom do ágape divino que nos abre à vida futura, eterna, tornando-nos partícipes dela. Ao mesmo tempo, Jesus Abandonado nos faz ir ao encontro da humanidade, justamente lá onde ela mais sofre e vive na escuridão. Jesus Abandonado, abraçado e amado, coloca amor onde há ódio, vida onde há morte, comunhão e unidade onde há divisão. Amar Jesus Abandonado é, portanto, esperança contra toda esperança, proximidade de Deus onde Deus não existe, presença de Deus onde existe o silêncio de Deus. E esta esperança é certeza de um mundo e de uma história humana que não se fecham sobre si mesmos, mas se abrem ao encontro sempre novo com Deus e, nele, se abrem ao encontro sempre novo dos homens entre si, numa comunhão fraterna de dimensões realmente universais”. De Pasquale Foresi – LUCE CHE SI INCARNA – Città Nuova 2014 pagg. 172-3