8 Mai 2017 | Sem categoria
«Desde quando os nossos pais se separaram, a minha irmã e eu vivemos com nosso pai. É uma situação muito difícil para mim, inclusive por causa da saúde: sofro de asma e durante dois anos também tive problemas no coração. Graças à proximidade de muitos jovens que, como eu, procuram viver a espiritualidade da unidade, estes limites físicos não me impediram de viver com entusiasmo o meu compromisso cristão. Já como estudante, as coisas não iam muito bem. Na estrutura pública que eu frequentava não havia muita atenção por estudantes na minha situação e quando soube que devia repetir o primeiro ano do ensino médio, mudei de escola. Aqui entendi melhor a importância da educação e a vantagem de poder chegar ao diploma. No início do ano, as notas eram boas: evidentemente a nova motivação estava funcionando. Uma noite, fui tomado por uma terrível dor de cabeça. Esperava que durante a noite passasse porque nos dias seguintes me aguardava uma série de arguições. Efetivamente, de manhã, não havia mais a dor de cabeça, mas quando peguei nas mãos os livros, ela voltou mais forte do que nunca. A mesma coisa se verificou todas as vezes que tentava me concentrar num trabalho intelectual. Girei por muitos hospitais, mas nenhum conseguia descobrir que doença eu tinha. Neste meio tempo, a média das notas precipitou, enquanto que a dor de cabeça tinha se tornado permanente. Meu pai não tinha mais dinheiro para pagar os médicos; assim experimentei consultar curandeiros tradicionais, mas sem resultado. Dominado por esta situação fui assaltado por fortes dúvidas de fé. Eu me perguntei: por que, entre sete bilhões de pessoas, esta situação tinha que acontecer justamente comigo, agora que decidi me empenhar seriamente na escola? Apesar da minha rebelião, quis participar, com os Gen, de um final de semana de formação. Fui somente para ver os meus amigos, não porque acreditasse muito. O encontro começou com um vídeo-discurso de Chiara Lubich, mas eu estava com tanta raiva de Deus que nem mesmo o ouvi, nem quis dar a minha contribuição à comunhão que se seguiu e muito menos me interessei por aquilo que diziam os outros. A minha mente vagava por outras paragens. Pensava que Deus tinha se esquecido de mim, que ninguém podia me entender, que estes encontros não servem para nada. A um certo ponto, porém, fiquei impressionado por um jovem que disse que nos momentos difíceis podemos dar esperança aos outros, valorizando o nosso sofrimento pessoal. Aliás, que é justamente em nos identificarmos com Jesus crucificado e abandonado que encontramos a força para amar os outros. Estas palavras foram para mim como um desafio. Disse a mim mesmo: se Jesus na cruz tivesse voltado atrás, o que faríamos nós agora? Desde aquele momento encontrei a força para aceitar a minha situação e a certeza de que Deus é amor, inclusive quando permite o sofrimento. E mesmo se eu continuava a ter dor de cabeça, reencontrei a alegria de viver. Por amor à minha irmã e a todos procurava doar alegria ao meu redor. Graças às orações de muitos, hoje me sinto muito melhor e se não houver novas surpresas, parece que a saúde voltou».
6 Mai 2017 | Sem categoria
Desiludidos com a política, sem confiança no empenho social, presos por uma precariedade que corta as asas de seus sonhos. Enfim, tristes e sem esperança. É assim que uma pesquisa recente estampa a fotografia de muitos jovens espanhóis, quase uma “periferia existencial” abandonada a si mesma. E mesmo assim, em sua recente longa turnê, o Gen Verde encontrou jovens cheios de talentos, desejosos de viver experiências significativas e generosos em aceitar o desafio de tentar fazê-las. Em muitas cidades espanholas a banda lançou o projeto “Start Now”. A sua fórmula, já bem testada, prevê cinco dias de vida junto com os jovens: três dedicados às oficinas nas quais as componentes da banda – 22, de 14 nações – se tornam instrutoras de canto, teatro, percussão e dança; um dia de ensaio e apresentação do espetáculo, feito junto com os jovens; o último dia para um momento de feedback sobre a experiência vivida. São ocasiões em que cada pessoa encontra maneiras de experimentar a fraternidade, ver, com os próprios olhos, que aquilo que busca existe e é realizável.
“Há um antes e um depois dos workshops – constata a irlandesa Sally McAllister, empresária do grupo -. Os jovens trabalham duro, não só do ponto de vista artístico, mas também nas relações entre eles, no encontro com o que é diferente de si, aprendem a gerenciar a complexidade cultural das pessoas com quem interagem, a saber colher os valores positivos delas, é enriquecedor. O objetivo é permitir que eles façam uma experiência humano-artística, que se tornem pessoas capazes de conter, compreender e valorizar o outro, quem quer que seja, passando do senso de insegurança, medo, às vezes ódio, à atitudes baseadas na confiança e na inclusão”. Não são propostas ilusões, mas ideais e instrumentos para construir aqui e agora o mundo que sonhamos, começando de cada um. E por toda parte “os jovens são como o fogo, basta encontrar o pavio certo, e quando se acendem, quem é que consegue detê-los?”. Foi o que ocorreu nas várias etapas: Burgos, Jaén, Murcia, Huétor Tájar, Albacete, Pozuelo, Bilbao, Pamplona, Azpeitia, Talavera de la Reina… cada uma com sua cor e sua característica exclusiva, como conta com mais detalhes o diário de viagem, no site do Gen Verde.
Por toda parte encontros autênticos, acolhida entusiasmada. Como em Huétor Tájar, onde o bem-vindas aconteceu numa praça cheia de famílias, jovens e crianças, com as músicas e canções da banda projetadas em grandes telões, e, no final, cerca de 30 crianças, alunos das escolas de dança flamenca e de ginástica rítmica que dançaram “Turn It Up” – nova composição do Gen Verde – em ritmo flamenco. Então, um país de jovens tristes e sem esperança? O contrário. As repercussões falam claro: “Chorei, sorri, dancei… mais do que tudo levo comigo uma grande esperança num mundo que tanto preciso”; “aprendi valores sem que ninguém me dissesse o que devo fazer”; “depois de poucos dias de trabalho parecíamos uma verdadeira família”; “descobri que as pessoas com um objetivo comum são mais abertas”; “não houve nada de teórico, colocamos em prática, todos juntos, os valores de fraternidade, diálogo, partilha, que aprendemos durante o trabalho destes dias”; “Start Now é grandioso, um projeto educativo, social, cultural, espiritual”. A palavra que pode sintetizar a herança deixada pela turnê foi dita por um dos tantos jovens participantes. Simples e concreta, tem o sabor do desafio e do compromisso: “E se temos um sonho, não queremos realizá-lo amanhã, mas hoje, se podemos”.
5 Mai 2017 | Sem categoria
O evento acontecerá em Barcelona, no Ginásio Robert, dia 13 de julho às 15 horas, com um simpósio internacional sobre o tema “Desabilidade, educação e inclusão social”, promovido por Sportmeet em colaboração com outros parceiros locais, entre os quais a Universidade Autônoma de Barcelona. Nos dias seguintes, a Escola de Verão prosseguirá em Castel d’Aro, a cerca de 100 km, com uma programação que incluirá, no dia 14 de julho, um dia de sensibilização ao esporte inclusivo, e nos dias 15 e 16, comunicações, boas práticas e atividades outdoor. Haverá também várias parcerias nesse evento, entre estas a da prefeitura de Castel d’Aro. O número de participantes é limitado, quem deseja inscrever-se deve fazê-lo até 31 de maio.
5 Mai 2017 | Sem categoria
Confiar em Deus “Durante a gravidez, ao receber a notícia que eu esperava gêmeos, colocamos a nossa confiança em Deus. Já tínhamos seis filhos e o salário do meu marido é muito baixo. Um dia soubemos que uma amiga, ela também grávida, passava por uma grande dificuldade econômica. Doei a ela várias coisas das minhas crianças. Alguns dias depois eu recebi de presente de uma tia dois enxovais para bebê: tudo era de alta qualidade e muito bonitos. E não só. Assim que os gêmeos nasceram, meu marido recebeu uma promoção, com um notável aumento de salário. Isto nos encorajou a confiar-nos sempre mais a Deus.” A. M. – Brasil Uma pequena luz “Estou vivendo uma situação confusa e problemática em casa. É um período no qual experimento momentos de escuridão e de abandono. Mas, uma mãe de família não deve abater-se: o que importa é que eu ame todos da minha família como eles são. Não me sinto só! Constatei que somente o desapego de mim mesma, tendo Maria como modelo, me dá forças para seguir em frente. Comecei a viver assim e Deus me deu uma pequena luz. Se eu continuo a agir no amor, esta luz aumentará e Deus fará com que ela brilhe sobre os outros.” Margrit – Suíça Reflexões de um paciente terminal “Tenho a profunda convicção de que Deus nos ama sempre: quando nos consola e quando permite uma provação para fazer de cada um de nós uma Sua obra de arte, em um curto período de tempo. Com o passar dos anos, na minha vida caíram muitas coisas inúteis, como folhas mortas no outono. Entre mim e Ele, existe agora um relacionamento direto, sem intermediários. Já faz algum tempo que começaram provações na saúde. Recentemente outra se apresentou mais séria, para a qual não foi descoberto ainda um remédio. Parece-me que a minha vida está para embocar em um caminho muito estreito. Mas, ao mesmo tempo, sinto que Deus está mais próximo de mim e que os meus dias estão em Suas mãos.” Filippo – Itália Um religioso idoso “Desde que, há anos, eu sofri uma paralisia nos membros inferiores, devo lutar com a tentação de sentir-me colocado em um ‘estacionamento abandonado’. Agora que eu dependo dos outros para tudo, e o mundo para mim tornou-se um quarto, devo entregar-me à fé para dar um sentido à minha vida e descobri o valor desta mesma fé. É verdade, pela minha condição, não posso mais influenciar os acontecimentos próximos e distantes. Porém, me é concedida a maravilhosa aventura de viver. Tudo pode tornar-se ocasião de louvor, de agradecimento, de oração e de oferta. Também Jesus na cruz não fez mais milagres ou anunciou o Reino, mas, continuou amando, ou melhor, manifestou o amor maior e mais puro, dando a vida por nós. Estar parado não significa permanecer na imobilidade.” P. Vittorio – Itália
4 Mai 2017 | Sem categoria
O revezamento esportivo mundial promovido pelo Movimento Juvenil pela Unidade, do Movimento dos Focolares, vai começar. Como todos os anos, durante a Semana Mundo Unido, no primeiro domingo de maio, das 11 às 12 horas (nos vários fusos horários), o bastão irá atravessar idealmente o planeta, com eventos esportivos, ações de solidariedade e experiências de cidadania ativa, especialmente nos locais aonde prevalece a solidão, a pobreza e a marginalidade. Em várias cidades haverá o envolvimento de personalidades do esporte e da cultura, autoridades civis e religiosas. O site web reunirá, em tempo real, as contribuições das redes sociais. Nas edições precedentes o revezamento teve a participação de mais de 100.000 adolescentes em várias partes do mundo.