Movimento dos Focolares
A Europa que queremos construir

A Europa que queremos construir

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Foto: Thomas Klann

 Na tarde de 24 de março passado, véspera do 60º aniversário dos Tratados de Roma, a Basílica dos Doze Apóstolos, em Roma, estava repleta de pessoas recolhidas em oração, presidida pelo cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Católicos, protestantes, ortodoxos, anglicanos, clérigos e leigos responderam ao convite de Juntos pela Europa, uma iniciativa de 300 Movimentos e Comunidades cristãs. Um exemplo disso foi o coral, composto por oito movimentos presentes em Roma e pelo coro da comunidade romeno-ortodoxa. O presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, enviou a todos os seus «sentimentos de participação ideal, na convicção de que momentos de encontro como este dão um importante sinal de esperança, necessária para construir uma Europa unida e solidária». D. Nunzio Galantino (secretário geral da Conferência dos bispos italianos), André Riccardi (fundador da Comunidade de Santo Egídio), Gerhard Pross (atual moderador de Juntos pela Europa), intervieram em vários momentos, evidenciando os diferentes aspectos da crise que a Europa atravessa, provocada, entre outros motivos, pelos egoísmos nacionais, de grupo e individuais. Lançaram o convite a crer ainda no projeto dos Pais Fundadores da Europa: operar em favor da paz, da justiça e da solidariedade no mundo (Cf. preâmbulo do Tratado, que adota uma Constituição para a Europa, declarado pelos Chefes de Estado em 29 de outubro de 2004). Neste contexto, o hino “Trisaghion” (“Deus é Santo, Deus é Santo e forte”), cantado em uníssono e com solenidade, ressoou com uma força especial.
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Padre Heinrich Walter. Foto: Thomas Klann

Padre Heinrich Walter, do Movimento de Schönstatt, salientou, em uma entrevista: «Existem dois pontos relevantes no caminho rumo a uma nova integração europeia. É necessário cultivar as raízes cristãs da Europa, nós trabalhamos nisso. E é preciso respeitar a liberdade do outro. No grupo “Juntos pela Europa” tentamos viver assim. Estas experiências desejamos compartilhar com a Europa inteira». Simeon Catsinas, pároco grego-ortodoxo em Roma, após a vigília quis dividir a sua alegria: «Estou feliz por esta noite. Devemos trabalhar juntos como cristãos e dar um testemunho comum». Respondendo a pergunta, se o documento “Do conflito à comunhão” seria um modelo para a Europa, o decano da Igreja evangélica luterana na Itália, pastor Heiner Bludau, respondeu: «Certamente o documento é um passo avante. Agora deve incidir, cada vez mais, na vida. Dessa forma poderá tornar-se um modelo convincente para toda a Europa».
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Foto: Thomas Klann

Durante a Vigília, os vários discursos encontraram consonância nos textos da Sagrada Escritura. Jesùs Morán, copresidente dos Focolares, afirmou que «não se pode pensar a Europa sem o cristianismo. O cristianismo que a formou, porém, é o da Igreja unida. Nela, a catolicidade ecumênica é, portanto, uma realidade fundamental. A Europa deve reencontrar a si mesma como civilização do cristianismo. Os valores cristãos são valores europeus, e vice-versa. A cultura do diálogo, da tolerância, da abertura e da fraternidade pode ser vivida para além da própria confissão, religião, e de cada credo. Anseio que este momento de oração comum sirva para despertar esses grandes valores». Mais de 4 mil pessoas acompanharam o evento em transmissão streaming, com muitos compartilhamentos nas redes sociais. Em 50 cidades europeias aconteceram eventos semelhantes, com solenidade e grande participação. Beatriz Lauenroth Foto gallery (Flickr)    

Brasil. IV Congresso Internacional: HEALTH DIALOGUE CULTURE

O HDC rede internacional Cultura Diálogo Saúde (anteriormente conhecido como MDC – Medicina Diálogo Comunhão) promove um Congresso em São Paulo, Brasil, de 7 a ?? 10 de setembro de 2017, intitulada: Promovendo a Saúde Global: estratégias e ações a nível individual e coletivo.

Atualmente é consenso comum que a bioquímica e a genética não são suficientes para uma compreensão perspicaz da saúde e da doença, e que se deve considerar o contexto pessoal e sociocultural subjacentes a ambos. Os determinantes da saúde devem ser considerados como estratégicos, pois a saúde contribui notavelmente para o crescimento econômico e o bem-estar social. Os sistemas de saúde, então, devem olhar para os pacientes em sua totalidade e respeitar suas complexidades e experiências. As relações entre profissionais e gestores de saúde e entre eles e os usuários de serviços de saúde são elementos-chave do sistema sanitário. A dimensão espiritual não pode ser igualmente ignorada, aliás, pode ter uma influência substancial na qualidade de vida, satisfação e resultados da saúde pessoal. O Congresso pretende focalizar e aprofundar esses aspectos também através da partilha de experiências e boas práticas.

Gen Rosso: “Unidos sem barreiras”

Gen Rosso: “Unidos sem barreiras”

20170327-02Esta noite, em cena, a abolição das diversidades. Este poderia ser o título do panfleto do show de sábado, 18 de março, no “Mandela Forum” de Florença, em cujo programa constou “Campus, the musical”, um evento artístico único no seu gênero, no qual pessoas com diversos talentos, a maioria formada por jovens, uniram-se aos verdadeiros profissionais, componentes da banda internacional Gen Rosso, que teve início em 1966, do carisma e de uma ideia de Chiara Lubich. E a escolha do lugar não poderia ser mais apropriada: no Ginásio de Esportes de Florença – situado na região central daquela cidade – destinado a manifestações públicas e esportivas, concertos, debates e que, em 2004 passou a ser chamado “Nelson Mandela Forum”, para trazer ao interior de uma comunidade que vive eventos culturais de alto nível, também o sentido da abertura, da permuta, do encontro alegre entre “diversidade”, quaisquer sejam essas. Mandela afirmava: “O objetivo da liberdade é criá-la para os outros.” E, se para alguns a liberdade de cantar e dançar ao ritmo afro, do samba, jazz, rock, pop ou rap pode parecer mais que natural, para quem lida com a dificuldade cotidiana em uma cadeira de rodas e encontra calçadas intransitáveis ou para quem lida com limites impostos por questões psíquicas; ao invés, pode representar um sonho. Um sonho que “Unidos sem barreiras”, uma associação que trabalha justamente no âmbito em que essas pessoas vivem, quis transformar em realidade, graças ao contato com o Gen Rosso e a colaboração de outras instituições, entes e organizações comprometidas com o aspecto social. “Campus, the musical é um espetáculo inspirado em fatos reais, que oferece a paleta com todas as cores e os decibéis que a banda dispõe para dar voz e alma à arma pacífica do diálogo, tão cara a Mandela. Ambientado em um campus universitário – no qual se entrelaçam as histórias de vida de nove jovens de diferentes nacionalidades, jovens em busca de um caminho, vindos de um passado muito difícil e que estão diante da incógnita do futuro, um futuro a ser completamente construído – é um musical de alcance global, cuja trama se desenvolve com uma narrativa que mira ao ponto central dos desafios contemporâneos, graças à linguagem universal de uma coluna sonora rigorosamente live. Este projeto foi apresentado ao público após uma longa reflexão sobre temas que estão na ordem do dia da atualidade: encontro de culturas, integração e luta ao terrorismo de todo gênero. O espetáculo não oferece respostas, mas, lança propostas. Propostas concretas, como o projeto “Itália para”, que a banda internacional leva adiante por meio de workshops e de espetáculos que, a cada apresentação, aborda uma questão específica. No “Nelson Mandela”, depois de muitas horas de ensaios, adolescentes e crianças portadoras de necessidades especiais e, também, quatro crianças pequenas com as respectivas mães, debutaram cantando e dançando um sonho de unidade e fraternidade, com o orgulho de se tornarem protagonistas desse sonho. Grande a emoção nos semblantes e nas vozes quando os profissionais recuaram até ao fundo do palco para deixar a eles todo o espaço e os aplausos, diante de um público de mil pessoas. “Campus”, com certeza, atingiu um objetivo: o de revirar os cânones tradicionais segundo os quais, normalmente, o fato de lidar com determinados limites é visto e compreendido, e mostrar quais são os verdadeiros limites da nossa existência, quando construímos barreiras materiais e culturais que geram divisão e nos relacionamos com os outros pensando que possuímos “algo” a mais para ensinar ou mostrar. “Parecia impossível até que não fosse realizado”, teria repetido Mandela.  

Enchentes devastadoras no Peru

No Angelus do dia 19 de março, o Papa Francisco assegurou a sua “proximidade à querida população do Peru, duramente atingida por enchentes devastadoras. Rezo pelas vítimas e por aqueles que trabalham nos socorros”. O Movimento dos Focolares reza e atua localmente para levar apoio às pessoas atingidas.

Saudação do card. Francis X. Kriengsak Kovithavanij

Saudação do card. Francis X. Kriengsak Kovithavanij, arcebispo de Bangkok, no funeral do card. Miloslav Vlk – Praga, 25 de março de 2017. «Trago a saudação de todos os bispos amigos dos Focolares – bispos católicos e de várias Igrejas – de muitos países do mundo. Para nós, o card. Miloslav foi um amigo, um irmão e também um pai. «Ele seguiu o exemplo de Jesus de várias maneiras», escreveu nestes dias um bispo luterano. Em nossos encontros de bispos nos fez experimentar o frescor do Evangelho vivido e a alegria de ser, com Jesus, uma família de verdadeiros irmãos. No espírito do Concílio Vaticano II, promoveu incansavelmente a unidade dos cristãos e a comunhão entre os bispos e com o Papa. Obrigado, Miloslav por nos mostrar, com o seu testemunho heroico, o que significa colocar Deus em primeiro lugar e qual é o segredo para que a Igreja seja cada vez mais bela, una e viva!»

Condolências pelo atentado em Londres

O Papa Francisco escreveu ao bispo de Westminster: “Recomendo as vítimas à amorosa misericórdia de Deus e invoco a força divina e a paz sobre as famílias que sofrem”. Do mundo inteiro a solidariedade com as pessoas atingidas pela tragédia.