Movimento dos Focolares
A nova humanidade de Chiara Lubich no Fórum Social de Montreal

A nova humanidade de Chiara Lubich no Fórum Social de Montreal

World Social Forum -02A semana da gentileza na escola de Yvonne, em Toronto, recebeu de surpresa a visita de um ministro do governo canadense, interessado em entender como os estudantes, através do dado do amor transformaram a atmosfera das salas de aula e incrementaram o serviço e a atenção para com os outros, extinguindo o bulling. O Peace Project (projeto para a paz) foi premiado como uma das práticas mais exemplares do distrito e foi adotado inclusive por outras escolas com a aprovação do ministério da educação. Em North Riverside, uma cidadezinha a poucos quilômetros de Chicago, Carol idealizou um projeto social, a Arte de cuidar, que foi assumido pela administração pública e que transformou vizinhos estranhos e desconfiados numa comunidade com um estilo de vida marcado pela acolhida e pela partilha. World Social Forum -04São estas algumas das boas práticas que o Movimento Humanidade Nova, expressão social dos Focolares apresentou no Fórum Social mundial de Montreal que, na segunda semana de agosto, reuniu mais de 25mil ativistas de 125 países. Projetos, estudos, ações sociais, performances artísticas contribuíram para imaginar “Um outro mundo possível”, que é o título escolhido para a 12ª edição deste laboratório mundial, nascido em 2001, em Porto Alegre, no Brasil, como resposta ao fórum econômico realizado pelos poderosos da terra em Davos, na Suíça. O fórum social oferece um espaço autogerido às diferentes expressões da sociedade civil que a partir de baixo tentam imprimir uma mudança no âmbito dos direitos humanos, do meio ambiente, das economias alternativas, das energias renováveis, da democracia participativa. Os três laboratórios abertos, promovidos por Humanidade Nova foram uma mostra das boas práxis em campo social, econômico e político surgidas do carisma da unidade de Chiara Lubich, através de três laboratórios públicos na universidade McGill de Montreal e na de Québec. Jean Charles Bitorirobe, burundinês de origem e cidadão canadense, através da sua associação “Burundi coeur d’Afrique” quis sanar os conflitos étnicos que dividiam Hutu e Tutsi na pátria e que tinham se transferido do mesmo modo, para Québec. “O nosso centro queria ser um centro cultural dos burundineses sem olhar para as etnias e reunimos em fevereiro mais de 420 pessoas para que trocassem experiências, bagagens tristes do passado, hábitos culturais que não podiam continuar a dividir o nosso povo. Quem nos inspirou foi o carisma da unidade”. Jean Charles fez nascer um time de futebol, um curso de língua kirundi e de danças, uma coleta de fundos para 150 crianças com déficits mentais no Burundi e um jantar com pratos típicos e músicas tradicionais. “Alguém logo pensou que queríamos constituir um partido, mas nós queremos trabalhar pela unidade e até a embaixada apreciou e reconheceu o nosso trabalho”. Quem concluiu este laboratório público foi Patience Lobè, política camaronesa e ponto de referência para os milhares de voluntárias do Movimento dos focolares. Ameaçada de morte e vítima de diversos atentados por ter denunciado a corrupção no sistema dos empregos públicos do seu país, Patience não cedeu. “Eu sentia que devia lutar pela justiça. Não sei se esta tenacidade é fruto da minha natureza, mas acho que Deus nos usa como seus instrumentos”. Como engenheira civil recebia um ótimo salário, mas a pobreza que a circundava não lhe dava trégua e assim esta mulher corajosa criou centros profissionais de encaminhamento ao trabalho e cooperativas, entre as quais uma de criação orgânica de frangos que se tornou uma menina dos olhos do distrito industrial do país. “A fome, a pobreza é antes de tudo um problema de valores, mas se nos colocamos juntos podemos suscitar a mudança e ser pessoas que sabem desenvolver o novo”. Tudo em sintonia com a carta dos trabalhos do Fórum Social.

O Gen Rosso na Espanha

O Gen Rosso na Espanha

201609_GenRossoViolão, bateria e baixos acústicos, piano, saxofone e as vozes do Gen Rosso. Umas vinte canções tiradas dos quase 50 anos de vida do grupo: Nova humanidade, Nascerá, Constelações… Um Concerto acústico e multicultural em três línguas: italiano, espanhol e inglês. As datas e as cidades da tournée do Gen Rosso na Espanha são as seguintes: 16 de setembro: Teatro Jacinto Benavente de Galapagar (Madri) 18 de setembro: Teatro Fernández Baldor de Torrelodones (Madri) 21 de setembro: Auditório Fundación Caja Rural de Granada 23 de setembro: Gran Teatro de Cáceres 24 de setembro: Teatro Auditório Riberas del Guadaíra (Alcalá de Guadaíra, Sevilha) 27 de setembro: Vigília da Misericórdia às 20:30 h. ​Paróquia São Pedro Poveda (Jaén) 29 e 30 de setembro: Sala Borja (Valladolid) 2 de outubro: Auditório Colégio La Sagrada Familia (Maristas), Cartagena (Murcia) O Gen Rosso International Performing Arts Group se caracteriza pela internacionalidade dos seus componentes e pelo empenho pessoal de cada um: pôr em prática e comunicar através da música, mensagens de paz e fraternidade universal, construindo em primeira pessoa um mondo mais unido.


https://youtu.be/t5Cvfaz-e64

Elisa e Gabriele, no dia eterno após o terremoto

Elisa e Gabriele, no dia eterno após o terremoto

ElisaCom a sua família completa – um irmão gêmeo e um mais velho, mãe, pai, as avós – Elisa esteve algumas semanas antes na Mariápolis – o encontro marcado dos Focolares no verão – com uma centena de pessoas. A ocasião de se conhecer, trocar experiências de vida, percorrer um trecho de estrada juntos. Elisa, depois, todos se lembram dela: com o seu modo de ser alegre e contagioso, e com a ajuda do irmão gêmeo, quis filmar as impressões do seu grupo antes de partir, porque «as Mariápolis são experiências que marcam no coração e são coisas que permanecem. Espero conseguir voltar sempre», como escreveu para a mãe num bilhete ao voltar para casa. Gabriele-01Gabriel, o priminho de 8 anos, ao invés, na metade de junho participou – pelo segundo ano consecutivo – do “congressinho Gen4”. Três dias vividos no encanto das crianças que, mais do que outros, entendem “as coisas de Deus”. Uma foto o mostra enquanto faz o papel de um anjinho que toca a trombeta na passagem pela Porta da Misericórdia, junto com outros colegas. Na manhã de 24 de agosto, a notícia do terremoto e o suspense: Elisa, Gabriel e as avós, estão debaixo dos escombros e se teme pela vida deles, como pelos muitos outros desaparecidos de que não se têm notícias. Uma corrente de orações parte imediatamente como um tambor na selva, mas ao fim da tarde chega a confirmação: não sobreviveram. As famílias dão imediatamente um forte testemunho: «A fé que eles têm no amor de Deus, tão firme inclusive em tamanho sofrimento, nos ilumina a viver com renovado vigor por aquilo que não passa», escreverá Maria Voce, presidente dos Focolares, no dia seguinte do terremoto às comunidades e às famílias atingidas pelo abalo sísmico. Enquanto as comunidades dos Focolares na Itália e no mundo se mobilizam para apoiar a máquina dos socorros.

Elisa con i fratelli

Elisa e seus irmãos

A dor é incompreensível inclusive para os muitos coetâneos, colegas de escola, os jovens do Movimento Juvenil pela Unidade que conheceram Elisa nos acampamentos de verão, durante experiências inesquecíveis. Mas o testemunho que procuram dar, juntos, é o de um amor que seja mais forte até mesmo do que a própria morte. Uma delas escreve: «Oi Elisa, nesta noite sonhei com você, estávamos em Stop’nGo, o acampamento de verão onde ficamos amigas. Queria lhe saudar pela última vez. Você ainda tinha no pulso o bracelete que eu fiz para você. Eu lhe disse que era belíssima, parecia que você subestimava a sua beleza, portanto eu tinha que lhe lembrar isto. Depois deste sonho acordei mais serena, imagino você no Paraíso». «Lamento todos os desgostos que lhe causei – escreve o irmão gêmeo –; você se lembra de quando estávamos na casa do vovô e você assumia a culpa no meu lugar? Agora os escombros deste terremoto me afastaram de você. Eu lhe suplico, meu anjo, me proteja daí do alto». «Mas como se pode pensar que não existe mais? Elisa tirou o meu nome no jogo do Anjo da Guarda durante a Mariápolis de verão de 2014». Quem escreve é pe. Marco Schrott, que conhece as famílias de Elisa e Gabriel há anos e que, com eles, sempre teve um relacionamento especial. «Sendo o meu Anjo da Guarda, eu a via sempre ao meu redor me superando em criatividade com mil atenções. Em casa, no whatsapp, na igreja, no campo stop&go e em todas as circunstâncias havia sempre uma frase espirituosa que lembrava a guarda recíproca. Como se pode imaginar que tenha acabado? Certamente será preciso outro alguém que brinque com as crianças menores e que as console no seu lugar. Elisa poderá só se multiplicar, não desaparecer».
Gabriele in Mariapoli

Gabriele na Mariapolis

E de Gabriel, sempre pe. Marco escreve: «Aqueles oito anos normais da sua existência se descobrem totalmente cheios de alegria. Aquele menino sabia brincar sempre e com todos. Convidava, propunha, organizava e desempenhava com a máxima exatidão cada um de seus jogos e brincadeiras, como se fosse a sua única tarefa. Como todos em férias, tinha um caderno escolar com as tarefas de casa e para concluí-lo devia completar cinco páginas por dia. Mas por brincar não as tinha concluído. Depois que o pai, por telefone, o convidou a recuperar todas as páginas que ficaram para trás, se lançou logo em fazê-las. Era sempre assim disciplinado: se divertir é bom, mas o empenho sem enganar no jogo, é o mesmo para a oração e todas as outras incumbências solicitadas para colaborar dentro e fora de casa. O empenho com o qual participava das procissões, agora se entende que era fruto de uma fé madura. Portanto, não é por acaso que foram vistas longas filas nos confessionários após os seus funerais. Foram vistas as faces dos amigos tão transformadas, transtornadas, atingidas por um choque elétrico evangélico e desejosas de mudar o encaminhamento da vida, abertos à fé». Elisa e Gabriel quiseram ficar com as duas avós ainda só por aquela noite, mas antes de dormir pensaram em fazer bem as malas, de modo que estivessem prontos para a viagem no dia seguinte. Aquele dia para eles é eterno.

Madre Teresa, excelsa mestra da arte de amar

Madre Teresa, excelsa mestra da arte de amar

MotherTeresa«Madre Teresa é (…) uma mestra excelsa da arte de amar. Ela realmente amava a todos. Não perguntava ao seu próximo se era católico, hinduísta ou muçulmano, etc. (…). Madre Teresa certamente era a primeira a amar. Era ela que ia em busca daqueles que Deus lhe havia confiado. Madre Teresa, mais do que ninguém, amava Jesus em cada pessoa: o seu lema era “A mim o fizeste”. Madre Teresa se fazia um com todos. Ela se fez pobre com os pobres, mas sobretudo como os pobres. (…). Ela não aceitava nada que os pobres não pudessem ter. É famosa, por exemplo, a sua renúncia e de suas religiosas de uma simples máquina de lavar, renúncia que muitos não compreendem – dizem – nos tempos que correm -, mas ela agia assim porque os pobres não tinham uma e portanto, nem mesmo ela. Ela carregou, assumiu a miséria dos pobres, as suas penas, doenças, mortes. Madre Teresa amou a todos como a si mesma, oferecendo-lhes o próprio Ideal. Convidava, por exemplo, os voluntários que trabalhavam por um período na sua Obra a procurar a própria Calcutá nos lugares para onde cada um deles voltava. Ela dizia que os pobres estão em toda parte. Madre Teresa certamente amou os inimigos. Ela nunca quis contestar as acusações absurdas que lhe dirigiam, mas rezava pelos inimigos. Sim, nela podemos ver a “arte de amar” praticada com perfeição. Era uma (…) rainha da caridade». Chiara Lubich Conferência telefônica de 25 de setembro de 1997 publicada in: Chiara Lubich, Costruendo il “castello esteriore”, Città Nuova, Roma 2002, pp. 25-28 Leia também:

Fontem (República dos Camarões): Golden Jubilee Celebration 1966-2016

Fontem (República dos Camarões): Golden Jubilee Celebration 1966-2016

Official InvitationA diocese de Mamfe, a família dos Focolares e a Associação dos ex-alunos da escola “Our Lady Seat of Wisdom” (Sede da Sabedoria), convidam todos para as celebrações do 50º aniversário (1966-2016) da chegada do Movimento dos Focolares a Fontem (República dos Camarões) e da abertura da escola. As comemorações se realizarão de 14 a 17 de dezembro de 2016, na cidadezinha “Mariápolis Máfua Ndem Chiara Lubich” (Fontem). Para informações: info@focolare-fontem.org Site em inglês: www.focolare-fontem.org

Giordani: o amor, hálito vital da criação

Giordani: o amor, hálito vital da criação

20160901-01Como, nascendo num estábulo, Jesus logo se inseriu no mais humilde substrato social, entre pessoas sem casa, refugiados, expulsos, deste modo se deixando crucificar, abandonado, se pôs no meio da massa dos sofredores – os oprimidos, os desiludidos, os famintos, os derrotados de todas as épocas e países, no centro da humanidade de todos os tempos. Aquela centralidade na miséria dá aos homens a medida daquele amor. Mas era este o modo culminante de se inserir na tragédia da humanidade dilacerada: o modo de se fazer último, o mais vil, o mais degradado, para estar na base de cada miséria: uma base que se eleva ao céu. O infinito que por amor se aniquila. Ele criara o universo, o desenvolvia e o regia: e universo significa uma produção de grandeza infinita, proporcional, de algum modo, à grandeza da sua mente: um mundo feito de mundos, um mais maravilhoso do que os outros, de que o homem – minúscula criatura de um ínfimo planeta, – tem, após séculos de estudos, alguma minúscula ideia: com estrelas que só na nossa Galáxia distam entre si cerca de 4 anos-luz e que da periferia da Galáxia ao centro da mesma medem uma distância de 30 anos-luz, a qual se pode percorrer num único bilhão de anos, nos dois sentidos, 1500 vezes. Neste universo, infinitamente maior de quanto seja possível imaginar pela mente humana, ele tinha visto também a miséria do corpúsculo de habitantes do planeta terrestre, e se aniquilou para se fazer um deles e os assistira até lhes dar o evangelho e a sua pessoa em refeição. A redenção restabelece o desígnio da criação, o qual comporta que a existência das constelações e dos átomos no universo e a das criaturas na terra, como em cada parte do mundo seja uma harmonização assídua para realizar sempre a unidade. Por isso, o Criador insuflou, como hálito vital, o amor. Bem-estar, paz, saúde florescem em proporção a este preceito.   (IginoGiordani , L’unico amore, Città Nuova, 1974, pp. 64 e 105)