20 Mai 2016 | Sem categoria
“Leiam as bem-aventuranças, fará bem a vocês”, disse o Papa Francisco aos jovens reunidos no Rio de Janeiro em 2013. E é exatamente no caminho das bem-aventuranças que os participantes da JMJ estão se preparando para o encontro, parte integrante do Jubileu da Misericórdia, numa terra muito ligada ao culto da Divina Misericórdia, por causa de Madre Faustina e de João Paulo II. Entre os principais eventos, a Missa de Abertura (26/7), a Cerimônia de Acolhida, com o primeiro encontro com o Santo Padre (28/7), a Via Crucis com a cruz das JMJ (29/7), para chegar ao coração da JMJ: a Vigília, com o Santo Padre (30/7) e a Missa Conclusiva (31/7). O programa é ainda enriquecido pelas catequeses, em várias línguas, e o Festival da Juventude que, em quatro noites, conjuga a dimensão espiritual com a artística e cultural. Também os jovens do Movimento dos Focolares estão contribuindo na preparação da JMJ, especialmente num evento inserido no contexto do Festival, que acontecerá dia 27 de julho de 2016, em Cracóvia, Clube desportivo Plaszowianka, ul. Stroza-Rybna 19, (linha 50, 20, 11 dos trens). Para quem deseja aprofundar a experiência da JMJ, na luz da espiritualidade dos Focolares, se dará continuidade com uma Escola pós-JMJ, na Eslováquia (Jasná – Demänovská Dolina), com 550 jovens provenientes de várias partes do mundo, inclusive um grupo de 50 ortodoxos.
15 Mai 2016 | Sem categoria

Centro Ave Loppiano: Copyright Marika Tassi, ‘A Igreja’ – Roma 1962
«Na última ceia, Jesus pronunciou o seu maravilhoso testamento dizendo: “que todos sejam um”. Unidade, certamente, na verdade, unidade no amor; mas o que, precisamente, Jesus queria dizer quando pronunciou aquelas palavras? Para nós, agora, é mais claro, depois de uma experiência de vinte séculos da Igreja. (…) A maneira de ver a revelação e a fé cristã, principalmente, e quase exclusivamente, como verdade, entrou um pouco em crise, justamente porque as pessoas que escutam essa verdade não a aceitam como acontecia antes. (…) Então, o que é preciso? É preciso a caridade. A caridade pode-se entender como caridade ativa, operosa, prática, aquela que se remete a um correto modo de agir, à teologia da libertação, à reforma social ou à prática das obras de misericórdia. Mas vemos que nem mesmo com esta cria-se a unidade, muitas vezes cria-se a divisão. Mas existe a caridade entendida como realidade espiritual das pessoas de boa vontade, que, sob a inspiração da graça de Deus, se amam e se unem. (…) Porém, até a própria caridade, por si mesma, como realidade humana que se torna divina por obra da graça de Deus, não creio que seja suficiente para criar a unidade. O que cria a unidade é o Espírito Santo! Aquele que dá vida à mente, retomando todo o patrimônio da Igreja católica, retomando no coração todo o patrimônio da Igreja ortodoxa, e a caridade vivida; é o Espírito Santo que renova a face da terra. É o Espírito Santo que faz a unidade da Igreja. E nós vemos que deve ser o Espírito Santo, também agora, que deve renovar a Igreja, o vemos concretamente por meio do carisma que foi enviado ao nosso Movimento – como a outros Movimento foram dados outros carismas – que renova a Igreja. O que é um carisma? O carisma é a ação do Espírito Santo recebido por uma ou mais pessoas. Nós não temos o carisma dos apóstolos, temos o carisma de levar a unidade, mas esse carisma vale tanto em quanto é o próprio Espírito Santo que cria a unidade». (1980) De: Pasquale Foresi – Luce che si incarna – Città Nuova 2014 – pag. 211-12-13
13 Mai 2016 | Sem categoria

(C) Centro Santa Chiara Audiovisivi
Que sentimentos suscitaram na senhora as palavras do papa sobre a possibilidade de reativar a antiga tradição das mulheres diaconisas? «Toda atitude de abertura deste papa para um maior envolvimento das mulheres na vida da Igreja, também nas suas funções de “liderança”, parece-me uma benção. Isto não significa que eu, a priori, seja propensa ou não ao diaconato para as mulheres; mas sou sem dúvida propensa ao estudo aprofundado desta questão, para que se entenda melhor o papel e a função dos diáconos em geral e se, neste tipo de ministério, pode haver lugar para as mulheres. Tenho a impressão de que, desde já, a função do diácono, assim como é vivida na prática, está mais a serviço da comunidade do que do sacerdote. Se, ao invés, este ministério fosse vivido e reconhecido de modo mais explícito como um serviço à comunidade, também com a possibilidade de proclamar o Evangelho, de dar os sacramentos, que não são reservados ao presbítero ou ao bispo, ou com a possibilidade de administrar uma comunidade paroquial, creio que tudo isto seria por si só um importante sinal de maior abertura. Não vejo porque uma mulher, a priori, deva ser excluída destas funções». O horizonte de uma Igreja-comunhão pode ajudar para o discernimento desta questão? «Creio que sim. Sou muito favorável que uma comissão ad hoc reflita sobre a questão do diaconato, porque creio que as decisões em relação a este assunto seriam importantes. Instituir um grupo de trabalho, segue na direção do caminho sinodal que o Papa iniciou para todas as questões mais importantes da Igreja. Isto significa não só e não tanto confiar naquilo que o papa considera ser bom, mas sobretudo confiar na experiência de Espírito Santo que se experimenta ao tratar juntos, em comunhão, um problema». Na realidade, as mulheres já fazem muito nas comunidades cristãs… «Desde sempre muitas mulheres sustentam, com várias funções, as comunidades eclesiais: distribuem a eucaristia onde os sacerdotes não conseguem estar presentes, comentam o Evangelho, presidem as “liturgias na ausência do sacerdote” ou seguem a administração de paróquias ou até mesmo de dioceses, sem que para isso exista a necessidade de um título especial… Se tudo o que estas mulheres já fazem nas Igrejas locais fosse reconhecido oficialmente, creio que daria uma grande abertura e indicaria uma condução mais paritária da Igreja. Além de ser favorável ao estudo sobre o diaconato, sou grata a este papa que, cada vez mais e sempre mais fortemente, quer inserir as mulheres no caminho de reforma que ele está realizando na Igreja católica, reconhecendo às mulheres a sua especificidade, permitindo também que, justamente pela sua especificidade, elas possam servir a Igreja e a humanidade». Fonte: Città Nuova online
10 Mai 2016 | Sem categoria
“Sentíamos uma grande exigência de ir ao encontro das chagas da nossa cidade. Entramos em contato com Patrizia, professora e colaboradora da revista Città Nuova, que estava escrevendo um livro sobre menores, filhos de detentos e, naquele período, havia conhecido recentemente o comitê Break the Wall. Trata-se de sete detentos que, entre as várias atividades da seção, estavam buscando uma maneira para consentir às crianças algo mais que o frio encontro nas grandes salas, nas quais os parentes são recebidos. Eles queriam realizar festas, eventos para a diversão das crianças e deixar nelas uma recordação bonita dos pais, dos quais vivem separados. Entre nós e os detentos do comitê, as educadoras e a diretora da seção foi estabelecida, imediatamente, uma colaboração de confiança. A primeira reunião com os detentos foi realizada no Natal de 2014. Ao entrar, chamou-nos a atenção, a ordem dos guardas da penitenciária: deixar tudo antes de ultrapassar o portão. Eles se referiam aos objetos pessoais, por motivo de segurança. Mas, para nós, soou como uma admoestação simbólica de deixar fora todos os nossos preconceitos e julgamentos. Os detentos não acreditavam que tantos jovens pudessem dedicar a manhã de um sábado, lá, com eles. Desde aquela festa iniciou uma caminhada mais que de voluntariado, mas, de relação verdadeira e profunda, estabelecida com os detentos. Alguém, ao ouvir falar sobre este fato, nos dizia que era necessário ter uma grande coragem. Para nós, ao contrário, tratava-se de ter confiança no outro, mesmo se cometeu um crime; esperança que é possível mudar e recomeçar. Ainda nos lembramos da alegria de um detento, feliz em poder empregar os próprios talentos em algo segundo a legalidade, mesmo não obtendo lucro; como, ao invés acontecia, com as atividades ilícitas. Para ele, que não tem filhos, trabalhar para as crianças, lhe proporcionava satisfação e plenitude. No ano passado nos encontramos com os detentos do comitê, para organizar outro evento. Recebemos deles uma carta de agradecimento que confirmou o entusiasmo e a alegria daquela reunião, na qual, tivemos a ocasião de sentar juntos, como se não estivéssemos em uma sala dentro dos muros de uma prisão. E, também, fizemos o lanche juntos, sim, porque eles nos acolheram calorosamente, como se usa entre amigos de longa data. Agora, eles nos chamam “os jovens do comitê externo”. Naquela ocasião eles se sentiram à vontade e nos contaram os efeitos concretos da detenção na vida cotidiana. Por exemplo, nos diziam que quem está preso não consegue mais a focalizar objetos distantes: os olhos devem readquirir a capacidade de olhar ao longe porque perdem o hábito de olhar para o horizonte. Um deles nos recebeu com esta mensagem: ‘Aos jovens, eu digo que continuem a dedicar-se a esta atividade porque, muitas vezes, quem está aqui dentro tem necessidade somente de saber que, lá fora, existe um interesse pelos nossos problemas, para termos uma segunda possibilidade. Muitas vezes o cárcere destrói as pontes e o abandono cria alguns monstros. Por isto, de minha parte, eu lhes agradeço’. Em março passado, por ocasião da festa dos pais, organizamos gincanas e atividades para algumas manhãs e tardes. E desta forma, com atividades tão simples, aquelas famílias normalmente divididas, viveram juntas momentos bonitos. E permitiram àquelas crianças conservar bonitas lembranças em relação ao relacionamento tão delicado e difícil com os próprios pais. Alguns dos nossos amigos estavam presentes durante a visita do Papa Francisco ao cárcere, na quinta-feira santa do ano passado, eles participaram da celebração da Santa Missa e nos disseram a emoção que viveram. Aquele foi um momento precioso para todos! “A prisão – nos dizem frequentemente – tolhe as emoções, além da liberdade!” Mas, neste período, talvez, algo se transformou: existe a alegria de encontrar-se e de colaborar sem julgamentos. Neles descobrimos o semblante de Jesus prisioneiro, de Jesus marginalizado. Todas as vezes, saindo do cárcere de Rebibbia, observamos que aprendemos a ter coragem de querer mudar, de admitir os próprios erros, de recomeçar. Experimentamos o amor pessoal de Deus e da sua imensa Misericórdia”.
9 Mai 2016 | Sem categoria
No Ano da Misericórdia, as consagradas que aderem ao Movimento dos Focolares promovem uma semana de exercícios espirituais na Mariápolis permanente de Loppiano, no Centro de Espiritualidade Casa de Emaús. «As consagradas terão ainda a possibilidade de aprofundar o próprio carisma à luz da espiritualidade da unidade – declara Ir. Antonia Moioli, a responsável – e neste contexto poderão viver a reciprocidade dos carismas, crescendo em ser construtoras de pontes entre todas as pessoas que encontram». Convite