20 Abr 2016 | Sem categoria
Os Jovens para o Mundo Unido irão realizar a iniciativa “Alta Resolução – Ajusta o foco à Paz”, uma jornada dedicada à Paz, no próximo dia 1 de maio, na Cidadela Arco-íris (Abrigada, Portugal). Trata-se de um evento já com história em Portugal. Realiza-se desde 2002, de dois em dois anos (com a característica de ser sempre no dia 1 de maio), e tem contado com a participação de cerca de mil jovens portugueses e também de outras nacionalidades. Em 2016, a proposta é uma alta resolução – convidar os jovens a serem protagonistas de Fraternidade e construtores de Paz. Através de música, coreografias, testemunhos e uma expo de ações já em concretização, pretende‐se apresentar respostas concretas em vista da persecução destes objetivos. Este ano, o programa contará ainda com diversos Laboratórios, onde se irá testar a construção da paz em várias áreas da sociedade como a ecologia, a arte, o diálogo intercultural, a economia, o desporto, a comunicação, a ciência e a tecnologia, entre outros. Esta jornada insere-se no United World Project (Projeto Mundo Unido), um projeto internacional que propõe a fraternidade universal como paradigma das relações humanas, promovendo a identificação, sistematização e divulgação das ações que já se fazem a nível mundial em prol da fraternidade. Convite 1 de maio 2016 https://youtu.be/x3QV_pYb1j8
18 Abr 2016 | Sem categoria
Em 1948, quando Giordani conheceu o Movimento dos Focolares, ele era deputado do novo Estado italiano, após uma vida já amadurecida por batalhas, conduzidas com igual vigor, pela fé e por uma visão religiosa da vida pública. A sua atuação, neste último campo, lhe havia legado um preço: a marginalização profissional. A sua leitura do Evangelho evitava os dois extremos: o do intimismo desencarnado e o que tendia a reduzi-lo apenas a messianismo terrestre. Tomada na sua integridade humano-divina, a mensagem evangélica é a semente da revolução (“a” revolução) que abalou a história e continua hoje a sua obra pela mais profunda liberdade do homem. O seu conceito de fundo, leit motiv de numerosos livros seus, era a conexão entre divino e humano, necessária ao interesse do homem; da aceitação de Cristo na vida dos povos têm origem a liberdade e a dignidade do homem. Liberdade, igualdade, solidariedade, uso social da riqueza, dignidade do trabalho, harmonia entre Estado e Igreja, animação moral da vida pública e da atividade econômica, antimilitarismo e pacifismo no plano internacional: eram os pontos essenciais do seu pensamento. Estas eram as suas posições quando aconteceu o encontro que devia imprimir na sua vida – decididamente já voltada para Deus – um ímpeto vertical. Havia registrado, nas páginas do seu diário, a angústia pelas incoerências entre a própria fé privada e a vida pública, pela fragilidade de uma «ascese» pessoal tornada ineficaz por «insucessos na política, literatura, na vida social». Havia anotado a aflição de sentir-se impotente para responder ao próprio desejo de «difundir a santidade a partir de uma pobre página de jornal» (naquela data era o diretor do quotidiano “Il Popolo”), de «difundir a santidade a partir de um corredor de passos perdidos» (o saguão de Montecitório). «Quem fará este milagre?», se havia perguntado em agosto de 1946. A resposta a tais angústias, e a este questionamento, se havia dado a conhecer naquele encontro com Chiara Lubich, quase um “chamado” providencial. Ela lhe havia proporcionado relançar o seu, já vivo, cristianismo em uma profundidade, por um lado, ainda mais divina, e por outro, ainda mais social. Aquele encontro foi para ele o impacto com um carisma. Diante do seu espírito, nutrido por um conhecimento profundo das espiritualidades na história da Igreja, aquele carisma mostrou-se imediatamente em suas vastas proporções e implicações teológicas e históricas. A espiritualidade da unidade pareceu-lhe uma enorme energia, utilizável além de que na Igreja, também na comunidade civil para «transformar a convivência humana em co-cidadania com os santos, para injetar a graça na política: fazer dela um instrumento de santidade». Amadureceu assim uma das contribuições fundamentais que Giordani devia dar ao desenvolvimento do Movimento os Focolares: ajudar o pequeno grupo inicial a tomar consciência da eficácia, inclusive humana, do carisma que estava se manifestando. Agora, que a árvore do Movimento dos Focolares floresceu em todos os continentes, permanece nela, como linfa vital, além da vida de Giordani, a sua visão de cristianismo social, pelo qual ele trabalhou e batalhou uma vida inteira, erguendo-se com a estatura de um profeta bíblico contra qualquer ruptura entre fé e obras e contra todo «liberticídio» que deriva dela. E ao Movimento dos Focolares resta um patrimônio precioso a ser aprofundado, doado pelo seu pensamento e pelo seu método. Penso que seja válido, para todo o mundo cristão, o caminho indicado por ele, na sua penetrante atenção às experiências históricas do cristianismo e na sua equilibrada leitura evangélica, distante de ingenuidades fideístas e de integralismos, aberta à busca de uma «colaboração racional» entre as duas cidades: a de Deus e a do homem. Retirado de: Tommaso Sorgi, L’eredità che ci ha lasciato, Città Nuova n.9 – 10, maggio 1980
16 Abr 2016 | Sem categoria
«Quando começaram os conflitos na Síria, vendo que o futuro não prometia nada de bom, pensei que seria prudente deixar o país. Minha decisão foi reforçada quando surgiu uma possibilidade de trabalho no Líbano. Então, marquei as passagens e comecei os preparativos para a transferência de toda a família. Mas, dentro de mim, surgiam muitas dúvidas: era justo ir embora para garantir um futuro para a minha família, ou não seria mais oportuno ficar no país, que tanto amava, para ajudar o meu povo? Conversando sobre isso com minha esposa entendi que ela era mais propensa a ficar, mas deixava a decisão a mim; para ela o importante era que permanecêssemos todos juntos. Eu me sentia muito agitado e confuso. Até que um dia – eu estava na igreja – percebi claramente que o nosso lugar era aqui, em Aleppo, para compartilhar a sorte do nosso povo. Um povo diversificado por muitas etnias, religiões e confissões diferentes, mas que tinha sido capaz de viver em harmonia. Um povo tão generoso que, nos últimos decênios, conseguiu acolher, apesar do embargo, palestinos, libaneses, iraquianos, dando-lhes iguais direitos e possibilidades de trabalho. Decidimos ficar. Eu trabalhava por conta própria e ganhava bem. Mas depois dos eventos sangrentos que começaram a devastar o país, a minha oficina foi roubada e depois destruída. Não obstante tudo isso foram inúmeras as ocasiões para ajudar, pessoalmente e também por intermédio do centro para surdos-mudos onde eu e minha esposa começamos a atuar. Depois iniciamos uma sinergia com outras organizações humanitárias, e com a ajuda da Providência que, prodigiosamente, sempre nos amparou, chegamos a conseguir o indispensável para mais de 1500 famílias. Nestes cinco anos de guerra, por causa dos bombardeios realizados “por acaso” nos nossos bairros, vimos muitas famílias perderem seus entes queridos e muitas pessoas ficarem inválidas permanentemente. Um dia, o motorista do centro para os surdos-mudos, enquanto andava na rua com a família, perdeu a esposa e a filha, atingidas por um morteiro. Ele também foi gravemente ferido e levado ao hospital em estado de choque. Pude falar dessa grave situação a um sacerdote e o bispo, quando soube o que havia acontecido, assumiu o funeral da esposa e da filha. Da nossa parte, começamos a procurar os recursos para a cirurgia que aquele senhor deveria fazer. Vendo o interesse de muitas pessoas, o hospital diminuiu os custos e alguns médicos renunciaram ao próprio ganho. Dessa forma não só pudemos cobrir todas as despesas, mas mantivemos uma reserva para as sucessivas operações que o motorista deverá fazer para continuar seu tratamento.
14 Abr 2016 | Sem categoria
Após os dois Sínodos sobre a família, com Amoris Laetitia eis finalmente o pronunciamento do papa. Deste papa. O papa da misericórdia, que agrega consensos inclusive entre quem diz ter ‘encerrado’ com a Igreja, ou de não crer de jeito nenhum. A recente exortação, com as suas mais de 100 páginas, encontra as expectativas seja de quem tinha esperanças na mudança – muito evidente no plano pastoral. O doutrinal permaneceu inalterado – seja para os mais ligados à tradição. Uma mão estendida na direção de muitos, até para quem se encontra na assim chamada situação ‘irregular’. Para o papa Francisco “nenhuma família é uma realidade perfeita e confeccionada uma vez para sempre, mas requer um desenvolvimento gradual da própria capacidade de amar” (AL 325). Quase fazendo com que caísse a tendência a distinguir entre ‘regulares’ e ‘irregulares’ e a querer salientar que ninguém é condenado e excluído sem remédio. A abertura mais significativa de Amoris Laetitia é certamente aquela para com os divorciados em nova união, para os quais se prevê um percurso de crescimento na capacidade de discernimento, acompanhados por pastores ou, como é também mencionado, por “leigos que vivem dedicados ao Senhor” (AL 312) conscientes de serem chamados a “formar as consciências, não a pretender substituí-las” (AL 37). Um percurso que em certos casos, como expresso na nota 351 da exortação, poderia desembocar até mesmo no acesso aos sacramentos. Pois, reitera o papa, a Eucaristia “não é um prêmio para os perfeitos, mas um generoso remédio e um alimento para os fracos”. Mas se o que impressiona a atenção da mídia são justamente as ‘aberturas’ aos casais em segunda união, é nos capítulos 4 e 5 (sobre a beleza da família que se abebera no desígnio trinitário e que se alimenta daquela caridade de que fala S. Paulo em Cor 1,13) que o seu mérito vai além. A centralidade da vida de casal é apresentada aqui talvez como nunca antes: “É o encontro com um rosto, um ‘tu’ que reflete o amor divino e é o primeiro dos bens. Ou também como exclamará a esposa do Cântico dos Cânticos numa estupenda declaração de amor e de doação na reciprocidade: ‘O meu amado é meu e eu sou sua. Sou do meu amado e o meu amado é meu’ (AL 12-13).
«… frequentemente apresentamos o matrimônio de um modo tal que o seu fim unitivo, o convite a crescer no amor e o ideal de ajuda recíproca, permaneceram na sombra por um acento quase exclusivo posto sobre o dever da procriação» (AL 36). Um movimento quase autocrítico, que significa a intenção de valorizar o eros inscrito nas criaturas, mostrando o matrimônio na sua realidade concreta de «combinação de alegrias e de esforços, de tensões e de repouso, de sofrimentos e de libertações, de satisfações e de buscas, de incômodos e de prazeres» (Al 126). É posto em relevo cada momento da vida quotidiana, superando a contraposição entre sagrado e profano, entre evento solene e insignificante, pois nada é secundário aos olhos do amor e da fé.
O Papa também leva em consideração o aumento das expectativas de vida e os cônjuges devem “se escolher repetidamente» (AL 163), numa contínua regeneração e mudança dos registros do amor: «Não podemos nos prometer ter os mesmos sentimentos durante a vida inteira. Mas podemos certamente ter um projeto comum estável, comprometer-nos a nos amar e a viver unidos até que a morte não nos separe, e viver sempre uma rica intimidade» (AL 163).
Obrigado papa Francisco! Sentia-se a necessidade de um olhar da Igreja que continua a apresentar aos esposos o ideal elevado e jamais atingido da harmonia trinitária. Assim como de uma mão fraterna, a Igreja, que se faz próxima a todos, sem descartar ninguém.
11 Abr 2016 | Sem categoria
Local: Centro de Acolhimento São José, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Tema: “O Encontro com o Outro: Empatia e Diálogo” Objetivo da escola: ser um laboratório para estudantes e jovens psicólogos. A Escola Internacional de Psicologia e Comunhão é um momento de diálogo entre as diversas linguagens e experiências que o saber psicológico proporciona na compreensão das relações interpessoais. É verdadeiramente um encontro de olhares e perspectivas com o intuito de enriquecer as experiências pessoais e profissionais de cada participante.Venha fazer parte dessa história! Haverá certificado para quem participar do evento. Convite / Inscrição / Programação / Info: info@psy-com.org www.psy-com.org
11 Abr 2016 | Sem categoria
Organização: Sportmeet, com Udruga Kinesiologa Krizevci (Associação local dos Professores da Croácia e da Servia de Educação Física da Província de Krizevci – Croácia). Participantes: 50 pessoas, entre professores, profissionais e jovens estudantes. (com possibilidade de bolsa de participação para jovens estudantes) Info: info@sportmeet.org www.sportmeet.org