11 Abr 2016 | Sem categoria
Organização: Comunhão e Direito Participantes: 25/30 jovens (com possibilidade de bolsa de participação para jovens estudantes) A Summer School dedicada principalmente a estudantes de matérias jurídicas e jovens profissionais (idade prevista: 20-35 anos), com sessões de estudo e de diálogo, permitirá um contato direto com a realidade do ambiente siciliano e das migrações. É um percurso que está sendo construído com um grupo de jovens como seguimento do Congresso realizado em Castel Gandolfo em novembro de 2015: Ambiente e “direitos”: entre a responsabilidade e a participação. Programa Info: info@comunionediritto.org www.comunionediritto.org
11 Abr 2016 | Sem categoria
Organização: Medicina Diálogo Comunhão Participantes: estudantes e jovens profissionais da área biomédica (com possibilidade de bolsas de estudo para jovens estudantes) Info: segr.med@focolare.org www.mdc-net.org
11 Abr 2016 | Sem categoria
Organização: Associação Cultural IL VARCO, em parceria com o apoio de Clarté e Diálogos em Arquitetura. Participantes adultos: previsão 20-30 Participantes jovens: previsão 30 (com possibilidade de bolsas de estudo para jovens estudantes) Info: segr.architettura@focolare.org segr.arte@focolare.org www.clarte.org www.dialoghinarchitettura.org 
10 Abr 2016 | Sem categoria
«Embora intuindo que o fundamento do Evangelho é a caridade (o amor ao próximo)…, não entendemos logo como fazer para vivê-la, com quem colocá-la em prática e em que escala. No início do Movimento, impulsionadas sobretudo pelas circunstâncias dolorosas da guerra, orientamos o nosso amor aos pobres, certas de reconhecer sob aqueles rostos macilentos, repugnantes às vezes, o rosto de Cristo. Foi uma verdadeira escola. Não estávamos habituadas a amar no sentido sobrenatural. O nosso interesse tinha chegado, ao máximo, aos nossos familiares ou amigos, com aquele sincero respeito ou sã amizade. Agora, pelo contrário, sob o impulso da graça, confiando em Deus e na sua providência, que cuida das aves do céu e das flores do campo, dedicávamos a nossa atenção a todos os pobres da cidade. Procurávamos fazer com que viessem às nossas casas e partilhassem da nossa mesa. (…) Se não podíamos acolhê-los em casa, íamos ao encontro deles nas ruas, em pontos determinados, dando-lhes o que tínhamos recolhido. Íamos visitá-los nos casebres mais descuidados e procurávamos confortá-los e aliviar os seus sofrimentos também com remédios. Os pobres eram realmente o objeto do nosso amor porque por meio deles podíamos amar Jesus; constituíam também o interesse de todas as outras pessoas que tinham sido atraídas pelo ideal comum. Crescendo a comunidade ao redor do primeiro núcleo de focolarinas, aumentavam também as possibilidades de ajuda, de socorro para quem sofresse. Era algo maravilhoso – não se sabe se feito por mão de homem ou de anjo – ver chegar abundantemente os víveres, as roupas e os remédios. Era uma fartura incomum que, nos últimos anos de guerra, dava claramente, a quem quer que fosse, a impressão de uma particular intervenção da divina Providência. (…) Pequenos fatos que acontecem a qualquer um que, sendo discípulo de Jesus, conhece o “Pedi e vos será dado” (Mt 7, 7), mas que nos deixavam admiradas, enquanto nos encorajavam os fatos extraordinários, acontecidos aos nossos grandes irmãos que nos precederam e que também conheceram – quando ainda não eram santos – as dificuldades do caminho para Deus, degelando a cristalizada personalidade humana no fogo da caridade divina. Não tinha Catarina de Sena amado tanto os pobres até o ponto de dar a um deles o seu manto e a outro a pequena cruz do seu rosário? E, numa visão nas noites seguintes, não tinha vindo Jesus agradecer-lhe pelos dons feitos a ele nas pessoas dos pobres? E Francisco de Assis não doou cerca de trinta vezes o seu manto aos pobres? O que era para nós tirar as luvas, no inverno, para dá-las a quem, durante horas, devia pedir esmolas sob a neve? (…) Mas, apesar da máxima generosidade, de cada um, (…) entendíamos que talvez não fosse esta a finalidade imediata pela qual Deus nos tinha impelido à caridade concreta. Mais tarde, pareceu-nos entender que ele nos tinha orientado naquela direção, também por um determinado desígnio seu: é na caridade, vivendo a caridade, que se compreendem melhor as coisas do céu e Deus pode mais livremente iluminar as almas. E foi, talvez, por este amor exercitado continuamente, que entendemos como o nosso coração não devia dirigir-se somente aos pobres, mas a todos os homens, sem distinção. Sim, podíamos dar de comer aos que tem fome, dar de beber e vestir, mas havia também pessoas que deviam ser instruídas, aconselhadas, suportadas, e outras que precisavam de orações… As obras de misericórdia corporais e espirituais se abriram amplamente ao nosso espírito; eram, além do mais, as perguntas concretas que o Juiz da nossa existência nos dirigiria, para determinar a nossa eternidade. Este pensamento nos impressionou profundamente, ao constatarmos o infinito amor de Jesus, que no-las revelou com a sua vinda, para tornar mais fácil a nossa entrada no céu. (…) Deus não pedia somente amor para com os mais pobres, mas também para com o próximo, fosse ele quem fosse, assim como amamos a nós mesmos. E, então, se alguém chorava, procurávamos chorar com ele, e a cruz tornava-se suave; se alguém se alegrava, nos alegrávamos com ele, e a alegria aumentava: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Rm 12, 15)» Chiara Lubich, Escritos Espirituais/3, São Paulo 1984, pág. 35-38.
31 Mar 2016 | Sem categoria

© CSC Audiovisivi
«O diálogo é um verdadeiro sinal dos tempos, mas representa uma realidade que devemos aprofundar em todos os sentidos. Seguindo o rastro de João Paulo II e de outros pensadores contemporâneos, Chiara Lubich descreveu a nossa época, pelo menos no Ocidente, com a categoria de “noite cultural”, não uma noite definitiva, mas uma noite que, segundo a Lubich, esconde uma luz, uma esperança. Poderíamos dizer então que na noite cultural, que é também uma “noite do diálogo”, se oculta uma luz, ou seja, a possibilidade de elaborar juntos uma nova cultura do diálogo. Para fazer isto – a meu ver – a primeira coisa é redescobrir que ele está tão enraizado na natureza humana que em todas as culturas podemos encontrar o que eu chamaria “as fontes do diálogo”. Estas fontes estão reunidas nas grandes Escrituras e são fundamentalmente duas: a fonte que brota da experiência religiosa e a que nasce da busca filosófica da humanidade. Nesta linha deveríamos falar de fonte bíblica, corânica, védica, etc. Significa que em todas as Escrituras das tradições religiosas encontramos fortemente o acento sobre o diálogo. Deveríamos nos abeberar inclusive na filosofia grega, na metafísica islâmica, nos Upanishads, no pensamento budista, etc. No Ocidente, no século passado se desenvolveu uma verdadeira escola de pensamento dialógico de raiz judaica e cristã. Sirvo-me, de modo particular, desta última fonte para lhes oferecer alguns princípios de uma antropologia do diálogo. Primeiro. O diálogo “está inscrito na natureza do homem” a tal ponto que se pode dizer que é a própria definição do homem. Segundo. No diálogo “cada homem é completado pelo dom do outro”, isto é, precisamos uns dos outros para sermos nós mesmos. No diálogo eu presenteio ao outro a minha alteridade, a minha diversidade. Terceiro. Cada diálogo “é sempre um encontro pessoal”. Portanto, não se trata tanto de palavras ou de pensamento, mas de doar o nosso ser. O diálogo não é simples conversa, nem discussão, mas algo que toca no mais profundo dos interlocutores. Quarto. O diálogo “exige silêncio e escuta”. Isto é decisivo, porque o silêncio é importante não só para o reto falar, mas também para o reto pensar. Como diz um provérbio: “Quando falares, faz com que as tuas palavras sejam melhores que o teu silêncio” (Dionísio, o Velho). Quinto. O verdadeiro diálogo “constitui algo existencial” porque arriscamos a nós mesmos, a nossa visão das coisas, a nossa identidade. Às vezes sentimos que perdemos a nossa identidade cultural, mas é só uma passagem porque, na realidade, a identidade é enriquecida imensamente na sua abertura. Nós deveríamos ter uma “identidade aberta”. Isto significa saber quem somos; mas também estarmos convictos de que “quando entendo a mim mesmo com alguém… sei melhor, eu também, quem sou” (Fabris). Outros princípios a mais. O diálogo autêntico “tem a ver com a verdade”, é um aprofundamento da verdade. Para os gregos antigos, o diálogo era o método para chegar à verdade. Isto significa que a verdade precisa sempre ser completada, ninguém possui a verdade, é ela que nos possui. Portanto, não se trata de relatividade da verdade, mas de “relacionalidade da verdade” (Baccarini). “Verdade relativa” significa que cada um tem a sua verdade que é válida somente para si. Já “verdade relacional” significa que cada um participa e coloca em comum com os outros a sua participação da verdade, que é uma para todos. É diferente o modo como nós chegamos à verdade e como participamos dela. Por isso é importante dialogar: para nos enriquecermos das várias perspectivas. Na relação, cada um descobre aspectos novos da verdade como se fossem próprios. Como diz Raimond Panikkar: “De uma janela se vê toda a paisagem, mas não totalmente”. É o que dizíamos antes: devemos conceber a diferença como um dom e não como um perigo. Um dos grandes paradoxos de hoje é que neste mundo globalizado temos medo da diferença, do outro. O diálogo, além disso, “exige uma forte vontade”. O amor à verdade me leva a buscá-la e a desejá-la, e por isso me coloco em diálogo. Dois últimos princípios. O diálogo “é possível somente entre pessoas verdadeiras”, e só o amor nos torna verdadeiros. Em outras palavras, o amor prepara as pessoas para o diálogo as tornando verdadeiras. O que torna fecundo o falar é a santidade de quem fala e a santidade de quem escuta. Eis a responsabilidade do diálogo em toda a sua dimensão: exige pessoas verdadeiras e torna as pessoas mais verdadeiras. E enfim: a cultura do diálogo “conhece apenas uma lei que é a da reciprocidade”. É preciso este percurso de ida e volta para que exista verdadeiro diálogo. Em última análise, hoje se fala muito de interculturalidade. Acho que uma verdadeira interculturalidade é possível se começarmos a viver esta cultura do diálogo. Nunca ninguém disse que dialogar seja fácil. Exige-se aquilo que hoje é difícil pronunciar: sacrifício. Exige homens e mulheres “maduros para a morte” (Maria Zambrano), isto é, morrer a si mesmos para viver no outro». Jesús Morán, Universidade de Mumbai, 5 de fevereiro de 2016
30 Mar 2016 | Sem categoria
O sumário das notícias estará disponível no site do Collegamento CH nos dias que antecedem a transmissão. No mesmo site podem ser acessadas também as edições integrais, e as notícias separadamente, das edições anteriores do Collegamento CH.