Movimento dos Focolares
Paz, mais além da utopia

Paz, mais além da utopia

Easter_2016

«Se observarmos o mundo com as mil feridas que o atingem, a unidade e a paz podem parecer apenas utopia.

Que a força do Ressuscitado, que derrotou a morte para sempre e, portanto, todo tipo de morte, consolide em nós a audácia de crer, de ter esperança e de agir para que a fraternidade seja, no mundo, a regra da convivência entre os povos e as diferentes culturas.

Desejo a todos uma Feliz Páscoa, com a presença de Jesus Ressuscitado entre nós!».

Maria Voce (Emmaus)

   

Alguns eventos, ao redor do mundo.

5.03.2016- Brescia (Itália) Na Universidade católica, seminário “Paulo VI e Chiara Lubich, a profecia de uma Igreja que se faz diálogo”, organizado com a colaboração do Instituto Paulo VI, em continuidade com os “Dias de estudo” realizados em Castelgandolfo, em novembro de 2014. . 6.03.2016 – Olomouc (República Tcheca) No auditório do Arcebispado haverá uma programação cultural dedicada à figura de Chiara Lubich enquanto artesã de paz. Como conclusão, na catedral, o arcebispo, D. Jan Graubner, celebrará a Santa Missa. 12.3.2016 –Castel Gandolfo (Roma, Itália) Com a presença de personalidades eclesiásticas e civis, no Centro Mariápolis (Via de La Salle), às 17h30, reflexões sobre o tema: “A cultura do diálogo como artífice de paz”. Além de numerosos depoimentos, terá a palavra também a presidente dos Focolares, Emmaus Maria Voce. 12.03.2016 – Gênova (Itália) Para aprofundar a encíclica Laudato sì, no auditório do Conselho Menor, no Palácio Ducale, será tratado o tema “As religiões dialogam pela paz e pelo ambiente”. Intervirão Hueseim Salah (presidente da Comunidade Islâmica de Gênova), Giuseppe Momigliano (rabino chefe de Gênova), Mahauswewe Gnanathilaka (monge budista), Andrea Ponta (engenheiro ambiental), Roberto Catalano (do Centro do Diálogo inter-religioso dos Focolares). 12.03.2016 – Manfredonia (Itália) Sétima edição do Prêmio Chiara Lubich Manfredonia. Estarão presentes, Vera Baboun, prefeita de Belém (Palestina) e Pasquale Ferrara (diplomata e secretário geral do Instituto Universitário Europeu de Florença). Info 12.03.2014 – Solingen (Alemanha) Centro Mariápolis “Zentrum Friedem”: com o título “Viver juntos na diversidade”, o Movimento Político pela Unidade alemão convida para uma mesa-redonda com políticos e administradores da cidade. Em seguida se abrirá o diálogo com os cidadãos sobre o tema da integração dos refugiados. 13.03.2016 – Lisboa (Portugal) No Centro Cultural Franciscano, mesa-redonda sobre “Chiara e a paz”, com membros da Comissão Nacional Justiça e Paz (Dr. Pedro Vaz Patto, presidente; Dra. Graça Franco e António Marujo, jornalistas) 13.03.2016 – Melbourne (Austrália) “Construir a paz no próprio ambiente” é o fio condutor da celebração que acontecerá no Centro Mariápolis, com testemunhos de acolhida aos refugiados. Será apresentado o documentário de Mark Ruse: “Politics for unity: making a world of difference” (“Políticos pela unidade: construindo um mundo de diferenças”). Estarão presentes o vigário geral da arquidiocese, mons. Greg Bennet, e líderes dos Movimentos eclesiais que atuam na Austrália. 13.03.2016 – Bujumbura (Burundi) No Colégio Scheppen de Nayakabiga, diálogo sobre o tema “Misericordiosos como o Pai celeste, construtores de paz”. Entre os palestrantes, o arcebispo de Bujumbura, D. Evariste Ngoyagoye. 13.03.2016 – Vung Tau (Vietnam) Durante o encontro anual dos Focolares no Vietnam (a Mariápolis), com a presença do bispo, D. Joseph Tran Văn Toan, que presidirá a celebração eucarística, apresentação do documentário sobre Chiara Lubich, “História, carisma, cultura”. 14.03.2016 – Houston, Texas (Estados Unidos) “Unidade na diversidade”. É o título da conferência inter-religiosa que se realizará na Universidade de São Tomás, precedida pela celebração da Missa católica, na capela de São Basílio, celebrada pelo arcebispo de Galveston-Houston, Mgr. Joseph Antony Fiorenza. Entre os palestrantes, além do arcebispo, o imã l’imam Qasin Ahmed (Instituto Islâmico), o rabino Steve Morgen (Congregação Beth Yeshurum), Therese Lee (Focolares). Info 14.03.2016 – Manila (Filipinas) No contexto das celebrações dos 50 anos da chegada dos Focolares à Ásia, na Universidade De La Salle, simpósio sobre com o tema: “O carisma da unidade, uma herança sem tempo”. Numerosas personalidades religiosas e civis orientarão a reflexão sobre a contribuição de Chiara Lubich à unidade entre as Igrejas, as religiões e no campo social, e sobre a reciprocidade evangélica, estilo de vida peculiar, que cria a fraternidade. 14.03.2016 – Roma (Itália) – Santuário do Belo Amor Às 18h30, Santa Missa celebrada pelo cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para a vida consagrada. Info 14.03.2016 – Trento (Itália) Na Fundação Demarchi, apresentação do livro de I. Pedrini, “L’altro Novecento: nella testimonianza di Duccia Calderari”. A biografia de Duccia Calderari, uma das primeiras testemunhas, ao lado de Lubich, nos albores dos Focolares, permitirá aos relatores – Monica Ronchini, pesquisadora; Giuseppe Ferrandi, diretor do Museu Histórico Trentino; Lucia Fronza Crepaz, exparlamentar – deter-se sobre a figura de Chiara Lubich enquanto construtora de paz. 14.03.2016 – Avana (Cuba) No Centro Cultural Fray Bartolomé de las Casas, apresentação de Chiara Lubich em relação à paz, com a presença do Núncio apostólico, D. Giorgio Lingua. Seguirá um concerto do Grupo de Música Antiga “Ars Longa”. 16.03.2016 – Sevilha (Espanha) No Seminário Metropolitano, o professor Manuel Palma, vice-diretor do Centro de Estudos Teológicos de Sevilha, falará de Jesus, príncipe da paz, na espiritualidade de Chiara Lubich. Seguirá um excursus sobre a paz no Islã, pelo Imã Allah Bashar, da mesquita do rei Abdul Aziz Al Saud, de Marbella (Málaga), que falará sobre o seu relacionamento com Chiara Lubich. 16.03.2016 – Roma (Itália) – Câmara do Deputados Apresentação de um manifesto com propostas concretas pela paz, o desarmamento e a reconversão industrial. Os Jovens por um Mundo Unido, que junto ao Movimento Político pela Unidade e as Escolas de Participação, promovem o evento, serão recebidos no Parlamento por diversos parlamentares,  e ainda, pelo presidente da Câmara, Boldrini, e pelo Ministro do Exterior, Gentiloni. Info 18 a 20.03.2016 – Milão (Itália) Fieramilanocity Na Feira Internacional haverá um estande expositivo do projeto Economia de Comunhão no qual será apresentada, com várias modalidades, a mensagem de paz que, ainda hoje, é levada ao mundo por Chiara Lubich. Info

19.03.2016 – Perth (Austrália)

Na Praça de Northbridge, transmissão de um videoclipe sobre a paz, realizado pelos jovens, e coleta de assinaturas para a petição #Signup4peace.

Haverá animação também para as crianças. Estará presente o bispo auxiliar de Perth, D. Donald George Sproxton.

Maria Voce: a cultura do diálogo como agente de paz

Maria Voce: a cultura do diálogo como agente de paz

«O desejo que nos anima não é aquele de recordar, mas de rever juntos, após 20 anos, os conteúdos e o método que Chiara Lubich expôs na Unesco no dia 17 de dezembro de 1996, sobre um objetivo tão relevante, principalmente neste momento, para as relações internacionais: a educação para a paz. Naquela ocasião a Unesco conferiu à fundadora do Movimento dos Focolares o premio especial idealizado para todas as pessoas que, com a sua obra, concorrem para criar os caminhos e as condições para que a paz seja algo real». É o que recorda a presidente dos Focolares, Maria Voce, no seu discurso do dia 12 de março em  Castel Gandolfo, durante a tarde dedicada à Chiara Lubich e a paz, a embaixadores e expoentes da cultura e do mundo ecumênico. «Observando hoje aquele episódio, temos a impressão de que é de grande atualidade: o que há de mais importante do que a educação para atingir tal objetivo? A atualidade dominante, aquela que diariamente se impõe ao nosso olhar, nos oferece imagens de uma paz violada, muitas vezes ridicularizada. Até parece que, da realidade dos indivíduos à dimensão internacional, “viver em paz” não pertence às gerações do Terceiro Milênio. No entanto, quantas vezes invocamos a paz ou tentamos reatar o fio rompido nas relações entre as pessoas, entre os povos, os estados? Não podemos negar que achamos mais fácil erguer barreiras, pensando talvez que possam nos defender, do que trabalhar para construir a unidade nas relações, entre as ideias, na política, na economia, entre visões religiosas. E a paz escapa, se distancia. Na sede da Unesco, Chiara Lubich ofereceu um método de educação para a paz: a espiritualidade da unidade, que é um estilo de vida novo capaz de superar as divisões entre as pessoas, entre as comunidades, entre os povos e, portanto, é capaz de contribuir para a conquista ou a consolidação da paz. _MG_2370Esta espiritualidade é vivida por pessoas provenientes de diferentes experiências e condições: cristãos de diversas Igrejas, fiéis de diversas Religiões e pessoas de diferentes culturas. Todos animados pelo desejo de fazer da humanidade uma só família, conscientes da necessidade de enfrentarem problemas e situações, que se apresentam diariamente em todos os níveis e em todos os âmbitos, empenhados em ser, pelo menos lá onde se encontram – cito Chiara – sementes de um povo novo, de um mundo de paz, mais solidário sobretudo com os mais fracos, com os pobres; de um mundo mais unido» (Discurso de Chiara Lubich na Unesco, 17.12.1996), no qual seja possível não só considerar-se irmãos mas sê-lo de fato. Se este é o método, qual é o «segredo do seu êxito»? É um segredo que Chiara define como a arte de amar, ou seja, «que sejamos os primeiros a amar, sem esperar que o outro nos ame. Significa saber “fazer-se um” com os outros, isto é, assumir os seus pesos, os seus pensamentos, os seus sofrimentos, as suas alegrias. Mas se este amor ao outro for vivido por mais de uma pessoa, torna-se recíproco» (Ibid.). Reciprocidade, palavra que tem um grande valor nas relações internacionais, mas muitas vezes limitada a garantir a trégua nos conflitos e não a preveni-los ou resolvê-los. Quem tem responsabilidades e funções relevantes na convivência internacional sabe bem como é difícil negociar, quantos obstáculos existem para chegar a acordos satisfatórios para todas as partes. Fazer do amor um instrumento de negociação em relação ao grande objetivo da paz, serviria para sentir-se parte de uma mesma família, para viver aquela autêntica dimensão da fraternidade, sem restringi-la apenas à coexistência ou à convivência forçada, mas tornando-a aberta às exigências dos mais fracos, dos últimos, daqueles que são excluídos do processo político ou de uma economia que tem como única lei o lucro. Amar, portanto, é trabalhar para o outro e com o outro; é cooperar para a superação de barreiras postas por interesses conflitantes, pelo desejo de manifestar o poder, pela disparidade nos níveis de desenvolvimento, pela falta de acesso ao mercado ou à tecnologia». Ao falar de educação à paz nos encontramos diante do grande desafio de conjugar um método, o da unidade fruto do amor recíproco, com a fragmentação que, a este ponto, já envolve todos os âmbitos do nosso dia a dia. Chiara Lubich tinha consciência deste desafio e, por isso, ofereceu aos Representantes dos Estados membros da Unesco, como que um elemento determinante, uma boa prática, segundo a linguagem usada nas relações internacionais. Disse, de fato: «No mundo nada se faz de bom, de útil, de fecundo sem conhecer, sem saber aceitar o esforço, o sofrimento, em uma palavra, sem a cruz» (Ibid.). É difícil concretizar o empenho pela paz se não estivermos prontos a perder certezas e comodidades, aventurando-nos em novos caminhos, inexplorados; tornando-nos criativos sem improvisar; ouvindo a voz de todos os que exigem um futuro de paz e identificando onde emergem as possibilidades de atuá-lo. […] Vinte anos atrás, à Unesco, Chiara indicou no amor «a arma mais potente para dar à humanidade a sua mais alta dignidade, a dignidade de se sentir não tanto um aglomerado de povos um ao lado do outro, muitas vezes em luta entre si, mas um só povo» (Ibid.). Também hoje, embora diante de várias e persistentes dificuldades, é este o Ideal que, com a ajuda de todos, queremos realizar».

Roma: Aldeia para a Terra – Viver juntos a cidade

Roma: Aldeia para a Terra – Viver juntos a cidade

Villaggio per la terraSerá aberta com a celebração da 46ª edição do Dia Mundial da Terra, que este ano assume maior relevância devido à escolha feita pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, do dia 22 de abril como primeiro dia útil para a subscrição do histórico acordo sobre o clima de Paris – COP21, do qual participarão todos os estados do mundo. Inspirada pela Encíclica Laudato sì, na qual o Papa Francisco convida todos ao cuidado com a Casa Comum, e no cenário do Jubileu da Misericórdia, “A aldeia da terra – Roma na Mariápolis”, deseja levar à redescoberta da vocação específica de Roma à fraternidade universal, o que a torna uma cidade única no mundo. Deseja-se que o evento seja uma “aldeia temporária” dentro da cidade, e terá o envolvimento de numerosas realidades que atuam diariamente no território a fim de tornar a nossa capital um lugar melhor onde morar, onde cada cidadão ou turista – de qualquer idade, posição social ou cultura – pode experimentar a sua insubstituível contribuição para a vida da cidade. O objetivo da manifestação é criar pontes de diálogo entre a diversidades – centro e periferia, jovens e adultos, romanos e cidadãos “em trânsito” – mostrando tudo o que existe de belo em Roma, porque encontrar-se na diversidade é possível e a solidariedade é um valor universal. Viver JUNTOS a cidade se desenrolará em quatro dias de atividades – workshops, jogos, aprofundamentos, ou a simples partilha do tempo e das experiências – com o objetivo de fazer crescer o conhecimento recíproco e a acolhida. Para maiores informações sobre o evento: www.villaggioperlaterra.it

Líbano: Chiara levava-nos a viver o Evangelho

Líbano: Chiara levava-nos a viver o Evangelho

Nadine-01«Eu tinha 17 anos – conta Nadine, focolarina libanesa, atualmente na Argélia – quando explodiu a guerra no Líbano: escolas fechadas, ruas minadas, bombas de dia e de noite, atiradores de elite, feridos, mortos… Com outros jovens fascinados pela espiritualidade de Chiara Lubich, nas condições trágicas que começam a se abater furiosamente sobre o nosso país, escutamos o eco das mesmas palavras do início dos Focolares, durante a Segunda Guerra Mundial, em Trento, na Itália: “tudo desmorona, somente Deus permanece”. Assim como Chiara e as primeiras focolarinas nós também podíamos morrer de um momento a outro, e, como elas, queríamos apresentar-nos a Deus “tendo amado até o fim”. Tínhamos aprendido que amar significa dar atenção às necessidades de quem está perto de nós. Naqueles extremos isso não era tão fácil, mas quando conseguíamos sentíamos o nosso coração livre do medo, e quase nem fazíamos caso da tempestade de ódio e violência que nos envolvia. Desse modo pudemos ajudar muita gente a ir adiante. Muitas vezes escrevíamos a Chiara, para contar sobre o que passávamos, e todas as vezes ela nos respondia pessoalmente». «Lembro ainda dos atos de violência e dos sequestros quando começaram as discriminações pelas diferenças religiosas. Meu pai foi sequestrado duas vezes. Chiara nos falava dos primeiros cristãos e da coragem que tinham em testemunhar a fé, até diante dos perseguidores romanos. Um dos nossos amigos, Fouad, tinha conseguido ir participar de um Congresso gen, em Roma. Voltando ao Líbano, no trajeto do aeroporto até a cidade, foi detido por alguns homens armados. A zona era muçulmana e no seu documento de identidade estava escrito “cristão maronita”. “Sim, sou cristão – Fouad admitiu – e estou voltando para casa”. “Você vem conosco”, disseram eles. Seguiu-se um longo interrogatório e no final a sentença: “Você sabe o que o espera?”. Ele entende que estava tudo acabado. Um dos milicianos o leva em direção a uma ponte onde muitos cristãos já haviam sido mortos. Enquanto caminha Fouad procura acalmar a agitação interior e pensa no que Deus poderia querer dele naquele momento. “Amar este próximo”, é o que vem à sua mente. E procura fazer com que aquele homem sinta todo o seu amor. “Deve ser difícil – ele diz -, deve ser muito ruim fazer este trabalho, fazer a guerra”. Quando chegam à ponte o miliciano para, olha para ele e exclama: “Vamos voltar”. Lembro que Chiara, muito impressionada pelo testemunho desse jovem, desejou que o fato fosse divulgado, para a edificação de todo o Movimento». 20160315-a«A cada “cessar-fogo” voltávamos a nos encontrar, a frequentar o focolare… Os nossos pais temiam por nós, mas não podiam deter-nos. Estreitar a unidade entre nós era a energia vital que depois nos levava a amar a todos. Foi justamente naqueles anos da guerra que muitos de nós sentimos o chamado a doar-nos completamente a Deus. Chiara sustentava-nos com o seu exemplo, com a sua palavra. Acompanhava com afeto as vicissitudes das nossas famílias, provadas pelas muitas restrições e pelo cansaço. Algumas haviam perdido trabalho e casa. Outras viviam nos refúgios há anos e desejavam deixar o país para dar um futuro aos filhos, às vezes feridos… Para todas Chiara abriu as casas do Movimento, para dar a oportunidade de um tempo de recuperação no exterior, ou de uma transferência definitiva. Lançou inclusive uma coleta de recursos para as viagens. E já que o aeroporto de Beirute ficou fechado por anos, enviou a nós, focolarinas, para abrir uma pequena casa em Chipre – único acesso ao exterior, pelo mar – para facilitar quem partia». 20160315-01«Este amor concreto de Chiara era sempre acompanhado pelos seus fortes impulsos espirituais. Após anos de vida em condições extremas, muitas vezes sentíamo-nos frágeis, impotentes. Chiara, citando a nuvem com a qual Deus se apresentava ao povo hebreu, sugeria-nos de lançar-nos de maneira nova na vida da Palavra. A vida do Evangelho – ela dizia – é a “nuvenzinha” com a qual Deus se faz presente no deserto daquela guerra absurda que estávamos sofrendo. E daquela “nuvenzinha” – dizia ainda – vocês não apenas atrairão muitos outros a viverem o Evangelho, mas alimentarão a força para continuar a amar… até o fim».