Movimento dos Focolares
Filipinas: Congresso EdC Asiático 2016. Live Streaming

Filipinas: Congresso EdC Asiático 2016. Live Streaming

EoC_Asian ConferenceO programa dos 5 dias é realmente muito rico e será possível acompanhar grande parte dele por streaming a partir de qualquer ponto do mundo. O staff da comunicação do congresso está trabalhando há muitos dias para levar ao bom funcionamento deste aspecto. Foi criada uma playlist no youtube acedendo à qual se poderá simplesmente escolher o horário correspondente à transmissão em direto ou rever um trecho de streaming anteriormente transmitido. Pode consultar aqui o  programa completo do congresso  e a lista sintética mas completa das intervenções previstas em streaming Sito eoc-asia EdC online

Vida consagrada: irmãos e irmãs por vocação

Vida consagrada: irmãos e irmãs por vocação

20160201-01Pe. Salvo, pode ajudar-nos a fazer um balanço deste ano? «Foi a passagem de uma graça muito forte que tocou muitos âmbitos da Igreja para além, naturalmente, de incidir em todos os consagrados. O Papa Francisco, por meio da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (CIVCSVA), também animou este ano a nós dedicado com conteúdos e eventos particularmente inspirados. Ainda é cedo para fazer um balanço. Estou convencido de que o ano foi vivido com profundidade e os frutos poderão ser visto no tempo».  Que papel tiveram os Religiosos ligados aos Focolares? «A particular sensibilidade à unidade, típica do carisma de Chiara Lubich, oferece às pessoas do Movimento uma espécie de know how que leva a privilegiar os relacionamentos e a criar comunhão. As religiosas e os religiosos ligados aos Focolares empenharam-se nas iniciativas das próprias comunidades e dioceses, ou também nas atividades nacionais e da Igreja universal, levando um timbre da comunhão. Um espírito ansiado por toda a Igreja no seu tornar-se cada vez mais “casa e escola de comunhão”. Numa nação europeia foram precisamente os religiosos e as consagradas do Movimento que propuseram à Conferência dos Superiores Maiores o projeto de um encontro para jovens consagrados. Os responsáveis apreciaram tanto os conteúdos e as modalidades do projeto que assumiram a iniciativa como própria. Participaram mais de 250 jovens religiosos, com impressões e frutos realmente significativos». Como vê as iniciativas lançadas pelo Santo Padre e pela Congregação dos Consagrados? Foram muito importantes os convites do Papa Francisco a mostrar a alegria de viver a consagração e a agir profeticamente nas “periferias existenciais”, como está escrito na sua Carta Apostólica a todos os consagrados: “Espero que «façam despertar o mundo», porque a nota que caracteriza a vida consagrada é a profecia”. Ele salienta um proprium da Vida Religiosa caracterizado pelo ser portadores de carismas, isto é, de dons para o bem de toda a Igreja. A CIVCSVA aprofundou o pensamento do Papa Francisco com três cartas: uma dedicada à Alegria que deve distinguir os consagrados (Alegrai-vos); uma outra à sua capacidade de ser profecia para o mundo (Despertai o mundo) e a terceira à dimensão contemplativa da sua vida (Contemplai). Estes três documentos constituem um ponto de referência para o futuro da Vida Consagrada na Igreja. Em relação aos eventos não se pode não lembrar o encontro em Roma dos jovens religiosos no último mês de setembro. Foi um encontro de grande impacto, com 5 mil participantes do mundo inteiro, juntos por quatro dias. Não é uma coisa que si vê com muita frequência. Também impressionou muito, pelo significado que traz, o Colóquio ecumênico de religiosos e religiosas, realizado de 22 a 25 de janeiro de 2015. Foi o primeiro acontecimento deste gênero no Vaticano, desejado expressamente pelo Papa Francisco. Foi um sinal do progresso no caminho entre os cristãos de confissões diferentes. A vida consagrada, disse durante o encontro padre José M. Hernández, Claretiano, é chamada a “ser ponte e não um fosso” entre os cristãos. Parece-me um belo augúrio que exprime muito bem o caminho que nos resta percorrer».

Jovens contracorrente

Jovens contracorrente

Africa 1«Sou africano e estou estudando no Norte da Itália. Tempos atrás, li numa revista um artigo em que o autor dizia que uma “noite” está invadindo a cultura ocidental em todos os seus âmbitos, levando a uma perda dos autênticos valores cristãos. Sinceramente não tinha entendido muito o sentido deste texto, até quando me aconteceu um fato que me fez abrir os olhos. Era um sábado à tarde. Alguns jovens, meus vizinhos de casa, me propõem sair com eles e passarmos juntos uma noite. Querem fazer algo diferente. Somos seis ou sete. Para começar, vamos a um local para dançar. No início me divirto, me dizem que tenho a música no sangue, que sei dançar bem. Porém, logo percebo que ao meu redor alguns dançam sem nenhum respeito nem por si mesmos nem pelos outros. Não dançam por puro divertimento, mas para lançar mensagens ambíguas. Dentro de mim percebo uma voz sutil, que me pede para ir contracorrente e dançar com dignidade e por amor. Após algumas horas, os meus colegas propõem ir a outro lugar. Confio neles, afinal de contas são meus amigos, e aceito. Entramos em outro local. O tempo suficiente para me dar por conta de onde estou, entre música num altíssimo volume, luzes psicodélicas e um cheiro acre que entra forte pelo nariz, e imediatamente fico transtornado. Esta não é uma discoteca normal, aqui garotas se prostituem. Fico muito desiludido e com raiva. Sem dizer nenhuma palavra, dou meia volta e saio do local. Um dos meus amigos me segue. Ele me insulta, me chama de retardado. Não lhe respondo. Passam poucos minutos, sai um outro, desta vez não para me insultar, mas para me dar razão. Enfim outro amigo desliza para fora do local e também ele me dá razão. Fico surpreso, criei uma corrente de contracorrente. Sem ter falado nem dos ideais cristãos em que acredito, nem de Deus, os outros me viram e entenderam. Passam alguns meses. Fazia tempo que não pensava mais naquele episódio. Um dia, um jovem que esteve conosco naquela noite, vem me visitar, me diz que estava arrependido e que não queria mais frequentar aquele tipo de locais. Fico admirado. Evidentemente Jesus estava trabalhando o seu coração. Esta experiência me ajudou a entender mais radicalmente a necessidade de arriscar e de dizer “não” a certas propostas do mundo, porque é o nosso testemunho que impressiona as pessoas, mesmo se às vezes não percebemos». (Yves, República dos Camarões)   De “Una buona notizia, gente che crede gente che muove”, Chiara Favotti, Ed. Città Nuova 2012

Após o diploma em Sophia

Após o diploma em Sophia

Sophia_IUS_01Sophia e a inserção no mundo do trabalho: uma relação mais ou menos difícil em relação a outros caminhos acadêmicos? Oito anos depois da inauguração do Instituto Universitário Sophia (IUS), a italiana Licia Paglione, professora de Metodologia da Pesquisa Social, desenvolveu uma primeira pesquisa a partir destas questões. Algumas observações retiradas do relatório da pesquisa. O target era constituído pelos primeiros 80 diplomados no IUS, isto é, aqueles que frequentaram e concluíram o curso bienal, recebendo o título no ano de 2014. Nos primeiros dois meses de 2015 foi enviado a este grupo um questionário semiestruturado, elaborado para obter algumas informações essenciais, relativas às trajetórias profissionais, e de vida, iniciadas após a conclusão dos estudos em Sophia. Foram 61 os que responderam (75% do total), provenientes de 30 países; a colaboração deles permitiu focalizar o valor que o estudo em Sophia teve na busca de um trabalho. Antes de tudo, os estudos foram concluídos no período previsto, de dois anos, em 91% dos casos; 81% dos diplomados conseguiram trabalho dentro de seis meses, 96% dentro de um ano. Atualmente 51% tem uma atividade estável, 26% uma ocupação temporária; em 62% dos casos trata-se de trabalho em tempo integral, 26% em horário parcial, e em 13% dos casos consiste numa segunda atividade. A maioria dos diplomados (63%) tem atualmente cargos de responsabilidade em empresas, na administração pública, em universidades e em outras agências culturais, no terceiro setor: 28% são profissionais liberais, empresários, consultores; 7% são dirigentes e funcionários de alto nível, 28% trabalham no âmbito científico-cultural de formação e pesquisa. A eficácia do percurso formativo, em relação ao emprego atual, parece confirmada: mais de dois terços dos diplomados (68%) acredita que o percurso oferecido pelo IUS seja coerente com o trabalho que desenvolve. Tal eficácia é relacionada a algumas capacidades transversais específicas, que os diplomados consideram ter adquirido ou reforçado no período dos estudos em Sophia. Descrevem, em especial, a capacidade de interagir em um contexto “plural”, sob o ponto de vista cultural e disciplinar, de abordar um problema integrando prospectivas e competência diferentes, de gerenciar situações de conflito trabalhando em sinergia com outros atores sociais e culturais, promovendo soluções inovadoras. Note-se, enfim, que nenhum dos diplomados arrependeu-se da opção feita: 72% seria favorável a repetir totalmente o percurso, enquanto que 28% o repetiria sugerindo algumas modificações. Entre estas salienta-se a carência de estágios acessíveis durante o biênio. Uma prioridade levada em consideração pelos setores competentes do Instituto. “Interessante também a análise dos pontos de força – comenta Licia Paglione -: estudar em Sophia significa, principalmente, envolvimento em um caminho de descoberta e amadurecimento da própria identidade ‘em relação’, um caminho que compreende e valoriza os recursos intelectuais e, ao mesmo tempo, investe a dimensão psicológica e afetiva, espiritual e operativa, e lança cada um no compromisso”.

 Palavra de Vida – Fevereiro de 2016

Quem nunca viu uma criança chorar e lançar-se nos braços da mãe? Qualquer que seja a razão da preocupação, grande ou pequena, a mãe enxuga suas lágrimas, cobre-a de carinhos e pouco depois a criança volta a sorrir. Basta-lhe sentir a presença e o afeto da mãe. É isso que Deus faz conosco, comparando-se Ele mesmo a uma mãe. É com essas palavras que Deus se dirige ao seu povo que retorna do exílio da Babilônia. Depois de ver destruídas suas próprias casas e arrasado o Templo, depois de ter sido deportado para uma terra estranha onde teve de amargar desilusões e desconforto, o povo volta à própria pátria, tendo de recomeçar tudo a partir das ruínas da destruição sofrida. A tragédia vivida por Israel é a mesma que se repete ainda hoje para tantos povos em guerra, vítimas de atos terroristas ou de exploração desumana. Casas e ruas devastadas, marcos simbólicos da própria identidade arrasados, bens depredados, lugares de culto destruídos. Quantas pessoas sequestradas, milhões de fugitivos, milhares que encontram a morte nos desertos ou pelas rotas do mar. Parece um apocalipse. Essa Palavra de Vida é um convite a acreditar na ação amorosa de Deus, mesmo lá onde não se percebe a sua presença. É um anúncio de esperança. Ele está ao lado de quem sofre perseguições, injustiças, exílio. Está conosco, com a nossa família, com o nosso povo. Ele conhece a nossa dor pessoal e a dor de toda a humanidade. Ele se fez um de nós, até o ponto de morrer na cruz. Por isso Ele sabe compreender-nos e consolar-nos. Exatamente como uma mãe que toma a criança ao colo e a consola. É necessário abrir os olhos e o coração para “vê-Lo”. Na medida em que experimentarmos a ternura do seu amor, conseguiremos transmiti-la a todos os que vivem na dor e na provação e nos tornaremos instrumentos de consolação. O apóstolo Paulo sugere isso também os coríntios: “… para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição” (2Cor 1,4). Isso é também a experiência íntima, concreta de Chiara Lubich: “Senhor, dá-me todos os que estão sós… Senti em meu coração a paixão que invade o teu, por todo o abandono em que o mundo inteiro está imerso. Amo todo ser doente e só. Quem consola o seu pranto? Quem tem pena de sua morte lenta? E quem estreita ao próprio coração o coração desesperado? Meu Deus, faze que eu seja no mundo o sacramento tangível do teu Amor: que eu seja os braços teus que estreitam a si e consomem no amor toda a solidão do mundo.”1 Colaboração de Fabio Ciardi Juntamente com muitos irmãos e irmãs de diversas Igrejas, queremos viver esta Palavra de Vida, escolhida por um grupo ecumênico na Alemanha, para que essa promessa de Deus nos acompanhe ao longo de todo o ano. 1 Chiara Lubich, Ideal e Luz,São Paulo : Cidade Nova 2003, p. 123.

Chiara Lubich: santidade de povo

Chiara Lubich: santidade de povo

Após o pedido apresentado em 7 de dezembro de 2013 pelo Movimento dos Focolares ao Bispo de Frascati, Dom Raffaello Martinelli, no dia 27 de janeiro do ano passado, teve início a Causa de Beatificação de Chiara Lubich. «O nosso único desejo é o de oferecer à Igreja e à humanidade o dom que Chiara foi para nós e para muitíssimas pessoas», disse a presidente dos Focolares Maria Voce naquela ocasião. «Acolhendo o carisma que Deus lhe deu (…) Chiara prodigalizou-se para que este caminho de vida evangélica fosse percorrido por muitas pessoas, com a renovada determinação de ajudar quem encontrava a colocar Deus em primeiro lugar e a “santificarem-se juntos”. O seu olhar e o seu coração eram movidos por um amor universal, capaz de abraçar todos os homens para além das diferenças, sempre propensa em realizar o testamento de Jesus: “Ut omnes unum sint” (que todos sejam um)». Chiara Lubich_Philip PotterDurante este ano, o Tribunal Diocesano escutou dezenas de pessoas consideradas aptas a darem a própria contribuição para que a vida e o carisma de Chiara pudessem ser mais conhecidos. Entres as testemunhas estão muitos dos primeiros e das primeiras companheiras de Chiara, autoridades religiosas e civis, familiares, pessoas de outros Movimentos, de outras Igrejas e de diversas convicções. Lembramos este primeiro aniversário com um trecho do discurso pronunciado por Chiara em 1987 em Loppiano, no qual ela ressalta a “santidade de povo” ou “santidade coletiva” que nasce do carisma da unidade. «Estamos sempre caminhando para realizar a nossa santificação. Sem este objetivo, a vida teria pouco sentido, porque Deus, que nos criou, também nos chamou para a santidade. Todos os homens devem percorrer esta meta. De fato, o chamado à santidade é universal. […] Todos deveriam atingir a própria perfeição. E quem se empenha em realizá-la atinge tal objetivo percorrendo caminhos diferentes. ChiaraLubich_Loppiano_bNós também temos o nosso caminho. […] Para nós é vontade de Deus caminhar pela estrada da santidade coletiva. E para fazer isso é necessário considerar dois elementos da nossa espiritualidade dos quais não podemos prescindir. Nós não podemos nos santificar sem manter vivo o Ressuscitado em nós e entre nós. Estamos no meio do mundo e, onde estivermos, encontraremos alguma coisa que está em oposição a Cristo e à sua mentalidade. No mundo, por toda parte, se respira um clima de consumismo, de hedonismo, de materialismo, de secularismo. Como levar a presença de Deus na sociedade hodierna de modo eficaz, contínuo e cada vez mais amplo? Como defender-nos das ciladas do mundo, sempre prontas para nos atacarem e desencorajar? Como manter os propósitos que fazemos nos momentos de graça? Nossa Senhora com a sua Obra nos ofereceu uma possibilidade excepcional: construiu, por toda parte, de vários modos, pequenas e grandes comunidades que têm por vocação manter entre elas a presença de Jesus. Pede, portanto, não apenas para superar as nossas dificuldades pessoais com o abraço de Jesus Abandonado para que o Ressuscitado esteja entre nós, mas também para construir a unidade com os irmãos para que o Ressuscitado esteja entre nós. Ela sabe que sozinhos, num mundo como o nosso, seria difícil conseguir. E por isso “inventou” esta espiritualidade que se revela coletiva, justamente porque vivida por mais pessoas […]».