14 Dez 2022 | Sem categoria
O Centro Evangelii Gaudium (CEG) abre as inscrições para o Curso de Treinamento em Sinodalidade, uma contribuição concreta para responder ao chamado da Igreja para caminhar juntos. O Centro Evangelii Gaudium (CEG), um centro de treinamento dentro do Instituto Universitário Sophia, está se preparando, em 2023, para lançar um Curso de Treinamento em Sinodalidade, desenvolvido em sinergia com a Secretaria Geral do Sínodo e em colaboração com outros centros de treinamento e institutos acadêmicos na Itália e fora dela. Mas por que falar em sinodalidade? Vincenzo di Pilato, professor de Teologia Fundamental na Faculdade de Teologia Apuliana na Itália e coordenador do CEG, explica.

Prof. Vincenzo di Pilato
“Em 16 de outubro passado, o Papa Francisco anunciou sua decisão de realizar a próxima XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos em duas sessões. “Esta decisão”, lê-se no comunicado de imprensa, “deriva do desejo de que o tema da Igreja Sinodal, devido à sua amplitude e importância, possa ser objeto de um discernimento prolongado não apenas pelos membros da Assembleia Sinodal, mas por toda a Igreja”. Este é o desafio que o Curso quer enfrentar: combinar, da melhor maneira possível, caminhar ‘junto’ com caminhar ‘todos’. Estamos vivendo isto em nível de dioceses, paróquias, movimentos, congregações, em toda parte: a sinodalidade sem vida no Espírito se reduz a um desafinado e inconclusivo caminho em assembleia. Precisamos de “casas e escolas de comunhão”, mas também de “ginásios de sinodalidade” nos quais aprender a ouvir e a seguir o Espírito Santo. É fácil dizer isso! O Curso gostaria de colocar-se ao serviço deste outro desafio: reunir a experiência espiritual com as ciências teológicas e humanas. É o que desejam os Dicastérios Pontifícios, especialmente os que se dedicam à área da formação, que em várias ocasiões sugeriram cursos deste tipo abertos a todas as vocações. A própria Secretaria Geral do Sínodo tem estado particularmente envolvida na iniciativa. Na verdade, teremos a honra de abrir o curso com o Cardeal Secretário Mario Grech, em 17 de janeiro de 2023.” Professor, como este curso será conduzido e a quem ele é dirigido?
O curso tem a duração de três anos. Irá se estender por quatro períodos do ano (três módulos acadêmicos e uma reunião residencial), tratando de temas em sintonia com o processo sinodal em andamento. A inscrição pode ser feita para o ano inteiro ou para um único módulo. O idioma oficial será o italiano, mas haverá tradução simultânea para o espanhol, português e inglês. É um curso destinado a todos os membros do Povo de Deus, desde os bispos aos agentes pastorais, padres, religiosas e religiosos, seminaristas e leigos. Para este ano, com cautela, estamos mantendo o curso online. Recomendamos – sempre que possível – a participação de grupos da mesma comunidade, paróquia, diocese, a fim de tornar o curso um verdadeiro “ginásio de sinodalidade”. Dois ou mais participantes, que poderão dialogar um com o outro em estilo sinodal, também se tornarão “multiplicadores” do curso, ou de seus temas principais, na comunidade onde estão inseridos. Durante um encontro com as diversas realidades eclesiais ligadas ao Movimento dos Focolares, o Co-Presidente, Jesús Morán, falou da espiritualidade da comunhão (citando o Novo Millennium Ineunte de São João Paulo II) e da sinodalidade como dois momentos relacionados, mas distintos. Você pode desenvolver este conceito? Estamos nos preparando para o próximo Jubileu em 2025 com um caminho sinodal prolongado sem precedentes na história da Igreja. Após o último Jubileu, em 2000, São João Paulo II reconheceu que “muito foi feito desde o Concílio Vaticano II também em relação à reforma da Cúria Romana, à organização dos Sínodos, ao funcionamento das Conferências Episcopais. Mas certamente ainda há muito a ser feito” (NMI, 44). O que ele quis dizer com “ainda há muito a ser feito”? Creio que não era uma expressão retórica para ele, mas uma expressão profética. Em 2015, no 50º aniversário da instituição do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco assim se expressou: “O caminho da sinodalidade é o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio”. Aqui está a inspirada convergência mútua entre estes dois Jubileus: por um lado, a “espiritualidade” da comunhão para penetrar na mais alta contemplação do mistério de Deus Trindade mantido dentro e entre todas as criaturas; por outro, a sinodalidade como “caminho” no qual permanecer, a exemplo de Jesus e Maria, misturados entre todos, participando “desta maré um tanto caótica que pode se transformar em uma verdadeira experiência de fraternidade, em uma caravana de solidariedade, em uma peregrinação santa” (Evangelii gaudium 87). É claro, portanto, que não há espiritualidade de comunhão sem sinodalidade e vice-versa. A comunhão até ao ponto da unidade é o mistério de Deus revelado por Jesus Crucificado-Ressuscitado e para sempre presente no destino da humanidade; a sinodalidade é o caminho que nos permite torná-lo visível “para que o mundo acredite” (Jo 17,21). O que isto significa concretamente para cada um de nós e quais são as etapas para viver este chamado? Em primeiro lugar, é preciso sentir-se parte de um povo, não um grupo de indivíduos colocados uns ao lado dos outros como pinos em uma pista de boliche ou passageiros em uma cabine de elevador. Dirigindo-se aos jovens, o Papa Francisco explicou assim: “Quando falamos de ‘povo’ não devemos nos referir às estruturas da sociedade ou da Igreja, mas sim ao grupo de pessoas que não caminham como indivíduos, mas como o tecido de uma comunidade de todos e para todos, que não pode permitir que os mais pobres e fracos fiquem para trás: “O povo quer que todos participem dos bens comuns e por esta razão aceita adaptar-se ao ritmo dos últimos para chegar todos juntos” (Christus Vivit, 23). Portanto: caminhando juntos sem deixar ninguém para trás, reconhecendo a presença de Cristo em todos os que passam ao nosso lado. Esta é a raiz da igual dignidade e liberdade de cada um de nós. Sentir-se como um só povo é a premissa, mas também o propósito da sinodalidade, assim como Jesus é, ao mesmo tempo, o Caminho e nosso companheiro de viagem. Em cada membro do povo de Deus habita o Espírito Santo, como em um templo, e a única lei entre todas deveria ser o novo mandamento de amar como Jesus mesmo nos amou (cf. Jo 13,34). Esperamos que o Curso seja um trecho de estrada percorrido juntos com nosso olhar voltado para as fronteiras do Reino de Deus que encontramos cada vez que há um próximo para amar.
Maria Grazia Berretta
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14 Dez 2022 | Sem categoria
A fidelidade de Deus é inabalável como a rocha, e esta é a revelação salvífica não apenas para o povo de Israel depois do exílio, como anuncia Isaías, mas para cada um de nós. Confiar no Senhor, portanto, quer dizer construir a nossa existência indo à raiz, porque quanto mais profundos forem os alicerces mais alto se poderá construir; quanto mais nos confiarmos a Ele, mais sólidos serão os nossos gestos. Tensões na família Quando meu irmão, D., enraivecido pelo modo com que havia sido tratado por R. (outro irmão), afirmou que não queria mais vê-lo, pensei que na nossa idade, todos já temos mais de 70 anos, deveríamos ter mais misericórdia. Foi assim que surgiu a ideia de um piquenique em Jells Park, um terreno neutro. Mas, no dia combinado, R. não apareceu. Só me restou rezar, para que o seu coração obstinado amolecesse. Alguns dias depois eu lhe telefonei: não estava bem e não conseguia comer. Respondi que iria lhe levar uma boa sopa. Chegando em sua casa vi que estava grato, principalmente porque eu não o tinha julgado. Mais tarde, em casa, telefonei a D. para dar notícias de R.. Ele, por sua vez, se disse disposto a ir visitar o irmão, se eu organizasse a visita. No domingo seguinte, quando os dois se encontraram, houve um certo embaraço inicial, mas depois começaram a conversar quase normalmente; no final R. nos convidou para jantar. Fiquei feliz com o resultado e espero que a minha pequena contribuição possa sanar certas tensões na família. (Gill – Austrália) A gorjeta Antes do recente aumento dos salários para os médicos e agentes de saúde, na Hungria, era costume dar uma gorjeta aos médicos, segundo o serviço prestado, como uma taxa pré-estabelecida. Como cirurgião e pelos meus princípios, eu não concebia este tipo de coisas, inclusive porque sabia que muita gente, sem possibilidades econômicas, fazia empréstimos para agradar os médicos. Por isso eu recusava, mesmo se todos se comportavam de outra maneira, até que uma colega me fez notar que, não aceitar a gorjeta, poderia parecer aos pacientes um sinal de que a cirurgia não seria bem feita. Um dia, vendo uma idosa retirar o costumeiro envelope para mim, eu disse: “Como médico, eu estou ao seu serviço, e sou pago por isso, mas se a senhora fica mais tranquila que eu aceite esta oferta, proponho que a destine a alguma família em necessidade”. Ela ficou pensativa, depois tomou as minhas mãos: “Doutor, o que senhor diz me garante que realmente pensa nas pessoas. Eu agradeço e, se está de acordo, ficaria contente de ajudar alguém que precise, junto com o senhor”. (P. M. – Hungria)
Aos cuidados de Maria Grazia Berretta
(retirado de “Il Vangelo del Giorno, Città Nuova, ano VIII, n.2, novembro-dezembro 2022)
7 Dez 2022 | Sem categoria
[…] Imaginem uma jovem apaixonada, invadida por aquele amor que é o primeiro, o mais puro, ainda não declarado, mas que começa a arder no peito. […] Uma alegria característica, que dificilmente se repete na vida: alegria secreta. Alguns dias antes do dia 7 de dezembro tinham me dito para fazer uma vigília diante de um crucifixo, para me preparar melhor para as minhas núpcias com Deus; núpcias que devia acontecer da maneira mais secreta. […] À noite, tentei fazer essa vigília, ajoelhada ao lado da cama, diante de um crucifixo de metal que agora está com minha mãe. […] Eu me levantei por volta das cinco da manhã. Coloquei a minha melhor roupa […] e me encaminhei, atravessando toda a cidade, na direção de um pequeno colégio. […] Estava desabando um temporal, de forma que eu caminhava com muita dificuldade, empurrando o guarda-chuva aberto. […] Parecia-me demonstrar que o ato que eu estava para realizar encontraria obstáculos. […] Quando cheguei ao colégio o cenário mudou. Um enorme portão se abriu sozinho. Sensação de conforto e de acolhida, como se fossem os braços abertos daquele Deus que me esperava. A capela estava decorada da melhor maneira. No fundo sobressaía a imagem da Virgem Imaculada. […] Antes da comunhão eu vi, numa fração de segundos, o que eu estava para fazer […]; eu nunca mais poderia voltar para o mundo. […] Eu desposava Deus. […] Aquele abrir os olhos sobre o que estava fazendo – recordo – foi repentino, breve, mas tão forte que caiu uma lágrima sobre o missal. […] Uma longa ação de graças. […] Creio que percorri o caminho de volta para casa correndo. Só me detive – creio – perto do bispado para comprar três cravos vermelhos para o crucifixo que me aguardava no quarto. Seriam sinal da festa comum. E foi assim. […] Com as melhores previsões, no dia 7 de dezembro de 1943 eu jamais poderia imaginar aquilo que vejo hoje. Louvor a Deus, glória a Maria, rainha de um reino que – sem exagero – invadiu o mundo.
Chiara Lubich (Excerto de “Hoje a Obra celebra o seu trigésimo aniversario”, Rocca di Papa, 7 de Dezembro de 1973)
Activar legendas em português https://www.youtube.com/watch?v=2i80L6Srdh8&list=PLKhiBjTNojHqNPFPXKJgyiqn8c7NKZ0ME
6 Dez 2022 | Sem categoria
Já está disponível, nas livrarias italianas, o volume das Obras de Chiara Lubich intitulado “Cartas”. Conversamos com Floret Gillet, do Centro Chiara Lubich, teóloga e estudiosa da fundadora do Movimento dos Focolares, que se encarregou desta publicação.

Florance Gillet
Toquei a campainha do Centro Chiara Lubich, nos arredores do Centro Internacional dos Focolares, em Rocca di Papa (Itália), e a Dra. Gillet me recebeu com alegria, convidando-me a entrar na sala de reuniões. Há muitos armários com placas e objetos que lembram os doutorados honoris causa e presentes recebidos por Chiara Lubich durante suas viagens a vários países do mundo, além de numerosos livros sobre a fundadora do Movimento dos Focolares, traduzidos em diversas línguas, alguns deles escritos ou editados por Florence Gillet. Quando começamos a conversar, o seu sotaque revela a sua origem francesa. Ela me conta que conheceu o carisma da unidade no final de 1965 e três meses depois já estava na Mariápolis permanente de Loppiano, na Itália, para aprofundar aquele “ideal” tão buscado e que, enfim, havia encontrado. O estudo da teologia, na Universidade Pontifícia Gregoriana, a levou a Roma, e foi uma das primeiras mulheres a frequentarem aquela universidade. Em seguida esteve em Paris, por alguns anos, e retornou à Roma. Sorri ao contar suas experiências em alguns países africanos, onde esteve em “Focolares temporários”, chamados assim devido a seu breve período de duração. Em 2008 foi convidada para fazer parte do Centro Chiara Lubich, fundado naquele ano, para estudar e trabalhar nas publicações dos escritos da fundadora do Movimento, concentrando-se inicialmente sobre os pontos fundamentais da espiritualidade da unidade. Há pouco tempo, como parte da coleção “Obras de Chiara Lubich”, foi lançado o volume “Cartas 1939 – 1960”, do qual ocupou-se diretamente.
“Há uma grande variedade nestas cartas – explica Florence Gillet -: algumas são da mais pura direção espiritual, há cartas que transmitem notícias, outras são cartas de consolação; existem cartas que transbordam da alma de Chiara Lubich, principalmente as escritas à sua irmã, nas quais ela diz coisas muito fortes. Porém há um denominador comum entre elas. Antes de tudo o gênero literário: são cartas. Em segundo lugar, em cada uma delas é possível encontrar “a alma” de Chiara, o modo como sabia “fazer-se um”, como diz São Paulo quando afirma: “eu me fiz tudo a todos”. Inclusive ao comunicar o seu segredo, já que em todas é evidente a clara referência a Jesus Abandonado”. Ao que podemos comparara este livro? É a pergunta que Florence se coloca na introdução e à qual responde com uma imagem muito eloquente: “Se fosse um jardim, seria um jardim no estilo inglês, sem formas geométricas, sem simetrias, mas onde a natureza é poesia e liberdade, embora possua rigor e ordem. Se fosse uma estrada, seria um caminho por vezes aventuroso, mas bem assinalado, com uma meta segura e um guia experiente. Se fosse uma casa seria acolhedora, com muitos quartos coligados e harmoniosos entre si, aconchegante e aberta”. O livro contem 338 cartas (uma seleção das muitas escritas por Chiara Lubich) que colocarão o leitor em contato direto com os primeiros anos do nascimento do Movimento dos Focolares e o desenvolvimento do seu carisma. “Aconselho a todos fazerem o esforço – continua Florence – de começar a ler pela introdução, para obter a chave de leitura, e depois prosseguir com as cartas, uma por uma, ordenadamente, deixar que elas “falem ao coração”. O leitor encontrará cartas a pessoas, outras coletivas, dirigidas a comunidades que iniciavam, a membros da sua família; e outras mais doutrinais, nas quais Chiara explica o seu ideal. “Fazer este livro foi um trabalho apaixonante – conclui -. E penso que o mesmo será para os leitores”.
Carlos Mana
3 Dez 2022 | Sem categoria
No dia 21 de novembro de 2022, no Centro Internacional do Movimento dos Focolares (Rocca di Papa – Itália), foi realizado um encontro intitulado “Povo de Deus, encruzilhada das diversidades”. Muitos nós, uma rede” que reunia as diferentes realidades eclesiais ligadas ao carisma da unidade. “Somos uma porção da Igreja com diferentes cores, com diferentes tonalidades de cor; tantas cores quantos são os carismas, os ministérios, os territórios de origem, os povos. Nossa tarefa é criar unidade nesta diversidade, sobretudo criar comunidades nas quais o Evangelho seja vivido em plenitude”. Estas foram as palavras da Irmã Tiziana Longhitano, da Congregação das Irmãs Franciscanas dos Pobres, responsável pelo Centro das consagradas membros do Movimento dos Focolares, uma das muitas participantes presentes ao encontro “Povo de Deus, encruzilhada da diversidade. Muitos nós, uma rede”, que ocorreu em 21 de novembro e reuniu pessoas de vários países e diferentes vocações, cerca de 40 pessoas presentes e cerca de 600 conectadas via zoom. Um momento de partilha para compreender que passos precisam ser dados, olhando juntos a bela jornada destes anos, que começou em abril de 1982, na Aula Nervi, no Vaticano, com a conferência “O Sacerdote hoje, o religioso hoje”. Aquela reunião contou com a presença de cerca de 7.000 sacerdotes e religiosos que, através de testemunhos de todas as partes do mundo, destacaram os frutos do encontro do carisma da unidade e da renovação trazida a tantas comunidades religiosas e paróquias. Hoje continua-se a recolher esses frutos, um sintoma de um processo em andamento, não só dentro do Movimento dos Focolares, mas em toda a Igreja; realidades iluminadas por uma “profecia”, como define Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, em seu discurso, “uma profecia que fez seu caminho e continua a amadurecer para se tornar cada vez mais uma realidade (esperamos) compartilhada e praticada em toda a Igreja”. Durante estes 40 anos, dioceses, paróquias, padres e diversas comunidades carismáticas compartilharam experiências, geraram comunidades à luz do carisma da unidade, apresentando-se não mais como peças individuais da Igreja, mas como um único corpo, um povo que vive a cultura da comunhão, ouve-se e caminha junto. Basta pensar no importante desenvolvimento que o Movimento Paroquial e o Movimento Diocesano tiveram nos últimos anos, e no compromisso de sacerdotes, religiosos, consagrados e leigos no Caminho Sinodal. Muitas experiências foram relatadas durante este evento. Do Brasil, Desi, uma Focolarina casada, e Matheus, um seminarista, contam como o chamado à sinodalidade e o chamado a trabalhar em sinergia com todas as realidades do Movimento dos Focolares levaram ao nascimento de vários congressos pastorais que colocaram no centro a escuta, o conhecimento e a formação: “Nossos corações estão se alargando para aquilo a que somos chamados: ‘Que todos sejam UM'”, diz Desi. Do Equador, veio o testemunho do Núncio Apostólico, Monsenhor Andrés Carrascosa, e de alguns sacerdotes da Arquidiocese de Quito, que, após alguns exercícios espirituais, amadureceram o desejo de criar um grupo para meditar sobre a Palavra de Vida: “eu tive uma experiência mais profunda da Palavra”, diz o Padre Ramiro Ramirez, “eu a vivi mais em mim, aprendi a entender melhor o Evangelho (…) e também com meus irmãos sacerdotes” (…). O Padre Charles Serrano acrescenta: “Eu sabia que haveria uma reunião de cerca de 15 sacerdotes e que o Núncio também estaria presente, mas quando cheguei encontrei sacerdotes necessitados de cura, com fragilidades, com tristezas e com corações partidos. Eu também cheguei assim (…). Mesmo que, na primeira vez que estive presente, eu disse que não voltaria, e que o faria só se fosse louco, agora acho que estou louco, porque na segunda terça-feira de cada mês estou ansioso para voltar ” (…). Uma Igreja, a de hoje, que precisa viver a fraternidade para se fortalecer “formando, de fato, um povo ao serviço do Reino de Deus, a favor da vida, ali onde ela mais clama”, como relata Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, que estava conectada a partir de Aparecida (Brasil). Portanto, assim, a diversidade de cada realidade se torna a verdadeira riqueza da Igreja que, apesar das dificuldades deste tempo, olha para seus filhos como os possíveis santos de amanhã. Esta é a experiência dos jovens do Movimento Carismas pela Unidade, que, depois de conhecer o ideal de Chiara Lubich, querem colocar o carisma de cada um em contato com o do outro. Daí, durante a pandemia, nasceu “Santos juntos, como no céu assim na Terra”, uma série de reuniões via zoom, uma oficina, para compartilhar experiências, colocar em prática o Evangelho e encorajar uns aos outros a viver com entusiasmo sua consagração.
Maria Grazia Berretta
Para ver a reunião completa clique em: (3) POVO DE DEUS, ENCRUZILHADA DAS DIVERSIDADES’ – YouTube
1 Dez 2022 | Sem categoria
O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) recebeu a presidente dos Focolares, Margaret Karram, e o co-presidente, Jesús Morán, assim como outros membros da comunidade dos Focolares, no dia 28 de Novembro, oferecendo uma visita guiada ao Centro Ecuménico e falando de unidade, reconciliação, construção de pontes inter-religiosas, Fé e Ordem, e comunicações, entre outras questões de interesse. O Dr. Ioan Sauca, Secretário-Geral em exercício do CMI, expressou o seu apreço pelas muitas colaborações passadas entre o CMI e os Focolares, mais recentemente a participação dos Focolares na 11ª Assembleia do CMI em Karlsruhe (Alemanha). Sauca disse que o CMI reconhece a importância da cooperação e apoio mútuo entre o CMI e os Focolares para servirem juntos sob o novo paradigma, caminhando juntos numa peregrinação de justiça, reconciliação e unidade. “Os cristãos de diferentes igrejas que pertencem aos Focolares, participaram nas assembleias do CMI, juntos às delegações das suas respectivas igrejas e em outras funções”, observou Sauca, que resumiu uma longa história de cooperação entre os dois grupos. “O vosso empenho em promover o diálogo entre cristãos, judeus e muçulmanos, bem como o vosso empenho num diálogo sustentado entre israelitas e palestinianos são recursos inspiradores para o movimento mundial dos Focolares e não só”, disse Sauca. Funcionários do CMI e representantes do Movimento dos Focolares também discutiram áreas de colaboração passadas e futuras, e partilharam as suas experiências relacionadas com a unidade e o ecumenismo. Karram partilhou as suas mais calorosas saudações e expressou grande alegria por visitar o CMI, 20 anos após a última visita da fundadora dos Focolares, Chiara Lubich, ao CMI. “Há vinte anos, Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares, veio aqui a convite do então Secretário-Geral Konrad Raiser e do Prof. Ioan Sauca”, disse Karram. “Estou muito grata por estar hoje aqui convosco para comemorar este aniversário”. Louvo a Deus porque sei que estou a caminhar em terra que considero sagrada”. Karram garantiu ao CMI a vontade e a capacidade do Movimento dos Focolares de continuar a caminhar juntos. “Quero acrescentar não só caminhar juntos – mas temos de dar as mãos – não só caminhar juntos, mas também dar as mãos, lado a lado. Quero prometer isto”. O Rev. Dr. Jerry Pillay, Secretário-Geral eleito do CMI, elogiou as muitas formas pelas quais a comunidade dos Focolares e o CMI têm trocado ideias e visõoes ao longo dos anos. “A nossa colaboração tem sido a diferentes níveis”, disse ele.
Fonte: CMI
Discurso completo de Margaret Karram Galeria de fotos sobre a visita da liderança dos Focolares ao CMI https://www.youtube.com/watch?v=-Lx8IklNEPQ&t https://www.youtube.com/watch?v=q7OMciDbHA8&