18 Abr 2015 | Sem categoria
«Não se pode dizer com palavras quem foi Igino Giordani para o Movimento dos Focolares. Basta pensar que ele é um cofundador do Movimento. Ser fundador ou também cofundador de uma Obra reconhecida pela Igreja, comporta uma ação tão múltipla e complexa da graça de Deus, impulsos tão vários e válidos do Espírito Santo, comportamentos, por parte do sujeito, muito decisivos para a Obra e, na maioria das vezes, imprevistos porque sugeridos pelo Todo-poderoso, pedido de sofrimentos muitas vezes penetrantes e prolongados no tempo, dádivas de graças de luz e de amor, não ordinárias, que é melhor confiar à história da Igreja e dos Movimentos espirituais que a embelezam de século em século, a revelação desta figura.
Pode-se dizer alguma coisa, embora não seja fácil, de Igino Giordani como focolarino.
Um focolarino faz de tudo, reza, trabalha, sofre, para chegar a este objetivo: ser perfeito no amor. Penso que devamos realmente firmar que Giordani alcançou esta meta. Na nossa opinião, ele foi perfeito no amor.
Portanto, personificou o nome de batalha com o qual era chamado no Movimento: Foco, fogo, isto é, aquele amor para com Deus e o próximo, sobrenatural e natural, que é a base e o vértice da vida cristã, contribuindo de maneira única para manter viva entre todos nós a realidade da “palavra de vida” que lhe tinha sido indicada no seu ingresso no Movimento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
Quem conheceu Igino Giordani profundamente, concorda em constatar e em afirmar que ele viveu as bem-aventuranças.
“Puro de coração” de maneira excepcional, abriu a pessoas casadas de ambos os sexos, de várias partes do mundo, a possibilidade de uma original consagração a Deus, embora no estado matrimonial, mediante uma virgindade espiritual, efeito da caridade mais ardente.
Esta pureza de coração refinou e potencializou os seus sentimentos mais sagrados. Tinha um deleitável amor pela sua esposa. E no fim da sua vida comovia e impressionava a intensidade de afeto para com os seus quatro filhos, assim como pelos seus netos. Era um pai perfeito, um avô perfeito e um homem todo de Deus.
Foi “pobre de espírito” com um desapego completo não só de tudo o que possuía, mas sobretudo de tudo que era.
Era cheio de misericórdia. Perto dele o pecador mais miserável sentia-se perdoado e o mais pobre sentia-se um rei.
Uma das características mais marcantes, como também documenta a sua história de homem político, era aquela de “operador de paz”.
E chegou a possuir esta mansidão a tal ponto de fazer entender porque o Evangelho diz que quem tem esta virtude possui a terra: com a mais nobre gentileza, com o seu modo de tratar, com as suas palavras, ele conquistava a todos que dele se aproximavam. Qualquer pessoa sentia-se à vontade, considerado com dignidade, também os jovens conseguiam estabelecer com ele um relacionamento de igual para igual. E constatava-se, principalmente nos últimos anos, que irradiava, ao falar, algo de sobrenatural.
“Tinha fome e sede de justiça” pela qual lutou toda a vida. E sofreu perseguições pelo nome de Deus, por isso hoje acreditamos que esteja na posse do Seu Reino.
Mas muitas outras palavras do Evangelho recordam a pessoa dele.
Foco fazia compreender o que significa a conversão que Jesus pede, pela qual é preciso ser como crianças. Cristão de alto calibre, inteligente, apologista, apóstolo, quando teve a impressão de ter encontrado uma fonte de água genuína, que jorrava da Igreja, soube “vender tudo” para seguir Jesus que o chamava a saciar a sede com aquela água.
Tendo sofrido muito pela marginalização espiritual dirigida aos leigos no seu tempo, ambicionava com o seu grande coração derrubar os muros que dividiam as pessoas que viviam no estado de perfeição e as outras – acrescentava brincando – que viviam “no estado de imperfeição”. Em prática, era muito sensível aos sinais dos tempos. Pode-se dizer que ele próprio era um sinal dos tempos, destes tempos em que o Espírito Santo chama todo o povo de Deus à santidade.
Quando Igino Giordani encontrou o Movimento, este era formado somente de pessoas virgens. Foi ele que o abriu aos quem são casados, que na sua sequela advertiram a fome de santidade e de consagração, concretizando aquele projeto, antes apenas entrevisto, de uma convivência de virgens e casados, de acordo com a especificidade da própria vocação, à imagem da família de Nazaré. Giordani foi uma das maiores dádivas que o céu deu ao Movimento dos Focolares».
(extraído de: Chiara Lubich, Igino Giordani focolarino, «Città Nuova» n. 9-10 maio 1980)
16 Abr 2015 | Sem categoria

O apóstolo Paulo tem um modo de se comportar, na sua extraordinária missão, que se poderia definir da seguinte maneira: tornar-se tudo para todos. De fato, ele procura compreender a todos, entrar na mentalidade de cada um, tornando-se judeu com os judeus. E com os não judeus – isto é, com aqueles que não tinham uma lei revelada por Deus – se torna como alguém que desconhece a lei.
Ele se adapta aos costumes judaicos toda vez que isto serve para remover obstáculos, reconciliar as pessoas; e no mundo greco-romano assume as formas de vida e de cultura próprias daquele ambiente.
Neste caso ele diz:
“Com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos…; tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo custo”
Diante do apóstolo se abriu como um leque o grande horizonte de liberdade que o Evangelho de Cristo oferece: a liberdade do pecado, da lei, da morte, do império de Satanás, das barreiras impostas pela nação, pela classe, pelo sexo, por todo o tipo de despotismo humano, pelos tabus dos alimentos e dos comportamentos.
Paulo vive estas liberdades em seu próprio ser e as oferece com o Evangelho às comunidades por ele fundadas. No entanto, na livre realidade do cristianismo que ele anuncia, percebe a exigência, ou melhor, o dever de tornar-se escravo de alguém: dos seus irmãos, de cada próximo.
Ele lê em Cristo este seu imprescindível dever, em Cristo que se deixou crucificar para ir de encontro a cada homem, a fim de se tornar servidor de todos.
Ao encarnar-se, Deus tornou-se próximo de cada homem, mas na cruz ele se fez solidário com cada um de nós, pecadores, com a nossa fraqueza, com o nosso sofrimento, com as nossas angústias, com a nossa ignorância, com os nossos abandonos, com as nossas interrogações, com os nossos pesos…
Também Paulo quer viver assim, e por isso ele afirma:
“Com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos…; tornei-me tudo para todos, a fim de salvar alguns a todo custo”
O sentido da sua vida e dos seus dias é chegar a Deus. E não sozinho, mas junto com os irmãos. De fato, também a você, cristão, Deus fez um apelo semelhante ao que dirigiu a Paulo. Também você, como o Apóstolo, deve “ganhar” alguém, “salvar” alguém a todo custo.
Depois existem aqueles que estão ao seu lado durante o dia, que você encontra pela rua, com quem fala pelo telefone, para os quais trabalha… Ame a todos.
Mas desta vez prefira os fracos. Torne-se “fraco com os fracos, para conquistar os fracos”. Procure quem é fraco na fé, os indiferentes, os afastados, os que se declaram ateus, os que difamam a religião…
Se você se fizer um com eles, também nas suas “fraquezas”, experimentará o infalível método apostólico de Paulo: você os conquistará!
Por acaso a sua esposa não gosta da Igreja e costuma ficar horas e horas diante da televisão? Faça-lhe companhia, como você puder, o quanto puder, interessando-se por aquilo que ela mais gosta…
Você tem um filho que fez do futebol o seu ídolo, desinteressando-se de qualquer outra coisa, a ponto de esquecer como se reza? Apaixone-se pelo esporte mais do que ele…
Você tem um amigo que gosta de viajar, de ler, de instruir-se, e que desprezou qualquer tipo de princípio religioso? Procure entendê-lo em suas preferências, em suas exigências, e se puder ajude-o…
Faça-se um, um com todos; em tudo, o mais possível, menos no pecado. Se eles pecarem, não os acompanhe.
Você verá que fazer-se um com os próximos não é tempo perdido: pelo contrário, é todo ganho. Um dia – e não tardará muito – eles desejarão conhecer aquilo que interessa a você. E, agradecidos, descobrirão, adorarão e amarão aquele Deus que foi a mola propulsora de seu comportamento cristão.
Chiara Lubich
audio em italiano
Fonte: www.centrochiaralubich.org
16 Abr 2015 | Sem categoria

Antonette, a jovem colaboradora de uma ONG, no povoado de Rosanda.
Ainda dias de quarentena na Serra Leoa: de 27 a 29 de março algumas zonas da capital, Freetown, e outros pontos ao norte do país foram novamente isolados, depois dos casos de ebola registrados nos dias anteriores. Grupos de pessoas preparadas foram de casa em casa, nas regiões de maior risco, sensibilizando e individuando os doentes e possíveis contagiados pelo vírus.
«Havia a esperança de chegar a “zero casos” no final de fevereiro – escreve padre Carlos, da Serra Leoa. As escolas estavam prontas para a abertura, mas a data foi marcada para a metade de abril. É que existe a incerteza, as pessoas querem realmente começar a ter uma vida normal, mas o vírus continua à espreita».
«No início da epidemia eu estava em Makeni por motivos de estudo – conta Antonette, jovem que presta serviço em uma ONG -. Imediatamente a crise se mostrou tão séria que pensei em voltar para a minha cidade, onde o vírus não tinha entrado. Mas depois decidi ficar, como voluntária, para ajudar as pessoas contagiadas. Fui enviada ao um povoado chamado Rosanda», onde foram registrados 54 casos e 42 mortes. «No primeiro período foi muito triste, a cada dia morriam cerca de 15 pessoas. Eu devia informar às famílias e, mesmo se procurava colocar todo o amor possível, não era uma experiência fácil. Duas crianças continuavam a me perguntar quando seus pais retornariam. Eu não conseguia dizer a verdade para eles. Procurava consolá-los com a minha presença e alguns pequenos presentes». «Todos os dias, durante um mês, eu fui até aquele povoado – continua Antonette – aprendendo a alargar o meu coração a quem precisava, mesmo se não era parte da minha família ou do meu círculo de amigos. Agora Rosanda terminou os 21 dias de quarentena. Não houve novos casos e estou grata a Deus por poder ter sido, para todos eles, um instrumento do Seu amor, que recebia toda manhã, na Eucaristia».
Assim como Antonette, outras pessoas se prodigalizaram para enfrentar esse grande sofrimento. Famílias adotaram crianças que ficaram órfãs, religiosos e sacerdotes não mediram suas forças. Entre estes, padre Peter, que trabalhou em alguns povoados. Graças à sua intervenção tempestiva foi possível bloquear o contágio e reduzir o número de vítimas.

Casas em quarantena no povoado de Rosanda
A sua história diz respeito à Small Bumbuna, vilarejo da diocese de Makeni, a 200 km de Kailahum, de onde partiu a epidemia. «A doença se propagou na Serra Leoa como um incêndio na estação da seca. Quando apareceram as primeiras vítimas pensou-se no cólera, nos espíritos malignos ou outras superstições. A resposta da equipe médica foi lenta, foram preciso duas semanas para confirmar que se tratava de ebola. Da paróquia, situada num outro vilarejo, tínhamos vontade de ir visitar as pessoas, mas o medo do contágio era forte demais. Os médicos do distrito não conseguiam monitorar a situação e fazer com que chegassem os suprimentos. As estradas eram de difícil acesso».
Diante de tantas dificuldades, padre Peter, acompanhado pelos seus paroquianos, tomou «uma decisão radical que nos colocou cara a cara com o ebola – ele conta -. Ao chegar encontramos uma cidade deserta. O chefe do povoado nos descreveu a terrível situação. Líamos nos rostos a falta de esperança e a impossibilidade de fazer alguma coisa».
Começou dali uma ação sem tréguas, que envolveu as máximas autoridades locais. Padre Peter foi enviado como “guia” para tratar com a população e explicar como fazer para deter o contágio e para deixarem-se curar. Em duas semanas o perigo passou e as pessoas puderam retomar as atividades agrícolas. «Enfrentei esses riscos – conclui – porque é a minha comunidade. Como podia desertar nesses momentos de sofrimento? Esse questionamento ajudou-me a identificar-me com eles, a apresentar a situação às autoridades e a me oferecer como interlocutor. Aprendi que nada é pequeno demais para ser oferecido, e nem pesado demais que não possa ser carregado. Continuamos a rezar para que a epidemia seja debelada totalmente e se possa retornar à vida normal».
12 Abr 2015 | Sem categoria
Um evento internacional, feito de congressos e seminários em várias capitais do mundo, para refletir sobre as prospectivas que emergem da mensagem de unidade de Chiara para a realidade política, foi o fio condutor de muitos dos encontros realizados. Mas a relação entre o carisma da unidade e a política não foi o único aspecto salientado nestas comemorações.
Em Istambul, o Patriarca Bartolomeu fez as honras da casa no evento que reuniu cerca de cem representantes do mundo católico e ortodoxo, para a apresentação dos livros de Chiara traduzidos em grego. No seu discurso citou-a como uma das «santas mulheres, que com o seu exemplo, com o seu amor apoiado na filantropia divina e com a palavra inspirada pelo Espírito Santo, solicitam constantemente uma “metanoia”, uma conversão do coração para toda a humanidade sofredora».
Dentro da crise – Dois encontros realizados no Congo pareceram uma resposta para a crise política que atinge o país. Em Lubumbashi participaram 370 pessoas, cristãs e muçulmanas. Os jovens dos Focolares apresentaram, de modo artístico, o amor de Chiara pelos pobres, o seu encontro com Igino Giordani e o seu “sonho”: a unidade da família humana. A Missa foi animada por um grupo de cinquenta seminaristas. Em Goma o evento teve a participação de 400 pessoas, com um nutrido grupo de políticos da província Kivu do Norte e representantes da sociedade civil. Após o encontro a RTNC difundiu o evento em quatro línguas locais.
Não faltaram iniciativas corajosas em outros pontos quentes do planeta. Na Nigéria, por exemplo, houve vários eventos: em Yola, onde os refugiados são numerosos, o bispo celebrou a Missa por Chiara, rezando pela paz; em Abuja e Lagos foram feitas jornadas para os jovens preparadas pelos jovens; em Onitsha um encontro com mais de 300 pessoas, adultos, jovens e crianças; em Jos, onde não foi possível realizar um grande evento por causa de uma explosão que acontecera poucos dias antes, um grupo do Movimento dos Focolares foi visitar o Instituto Penal de Menores.
O tema da paz esteve no centro do evento organizado em Bujumbura (Burundi), com mais de mil participantes. Muitos testemunhos evidenciaram a possibilidade de viver em harmonia e construir a paz, inclusive lá onde isso não é fácil. O bispo, D. Evariste Ngoyagoye, esteve presente durante a manhã.
Na América Central é candente o tema da política. Escreveram de Honduras: «Cansados de uma política corrupta e bombardeados por notícias violentas que geram desânimo na população, organizamos este evento para transmitir o valor típico do carisma da unidade, por meio de ideias e testemunhos». Em El Salvador, que aguarda pela beatificação de D. Romero, questionava-se como é possível viver pela unidade mesmo em meio à violência. Entre os testemunhos houve o de Francisco. Abordado por dois jovens armados, ele conseguiu abrir um diálogo com eles, falando de Deus. Os dois delinquentes, “desarmados”, baixaram as armas e foram embora.
No Paquistão, em Karachi, Lahore, Rawalpindi e Dalwal – no total, mais de mil pessoas – houve quatro celebrações que falaram de esperança, após os trágicos acontecimentos do dia 15 de março, em Yohannabad.
Nas sedes institucionais – Em Seul (Coreia), numerosos deputados e pessoas que atuam na administração pública reuniram-se no Parlamento para um balanço do caminho rumo a uma política de fraternidade, iniciado dez anos atrás. Em Madri (Espanha), a sede do Parlamento Europeu recebeu um seminário sobre «Um mundo, muitos povos abraçando a diversidade». Em Estrasburgo (França), sede de instituições europeias, foram realizados três dias de eventos sobre o tema da fraternidade como categoria política. Em Roma, o congresso «Chiara Lubich: a unidade e a política», realizou-se na Sala do Palácio dos Grupos parlamentares, da Câmara dos Deputados.
Numerosos os políticos presentes na mesa-redonda organizada em Toronto (Canadá) que abordou a visão de Chiara sobre a política. Em Solingen (Alemanha), o tema central do encontro foi a cultura da fraternidade em três campos muito atuais: os refugiados, a paz, o diálogo com outras culturas. Mais de cem foram os participantes, de várias confissões e religiões e de diversas nacionalidades.
«O pensar e o agir político de Chiara Lubich» foi o tema dos trabalhos no evento dedicado a Chiara em Curitiba (Brasil), onde foi também lançado um selo comemorativo. O Parlamento da Província de Córdoba (Argentina), recordou Chiara aprovando o decreto de reconhecimento póstumo à sua obra.
Aprofundamentos sobre política aconteceram ainda em outras cidades da Itália, Hungria, República Tcheca, Portugal, Suécia, Estados Unidos, Honduras, México, Colômbia, Tanzânia, Quênia.
Em vários âmbitos – Mas para recordar Chiara Lubich, no dia 14 de março, não se falou somente de política. Arte e cultura foram o centro de eventos variados e originais. Em Durban (República Centro Africana) aconteceu a terceira edição do «Chiara Lubich Memorial Lecture», com a participação de Ela Gandhi, neta do Mahatma Gandhi. Em Maracaibo (Venezuela), a Universidade Católica Cecilio Acosta (UNICA), realizou um concurso para a IV Bienal de Arte Chiara Lubich. Dirigido a artistas profissionais, estudantes e amadores, deu a possibilidade para que as obras fossem expostas da Praça da República.
Em vários países, a preparação e realização dos eventos ligados ao dia 14 de março, foram uma ocasião para reunir-se. Um exemplo disso foram os dois encontros em Cuba: em Havana, com mais de 200 pessoas, e em Santiago de Cuba, com 150. As comunidades locais prepararam as jornadas para apresentar o Movimento dos Focolares e deram o seu depoimento sobre a incidência da espiritualidade da unidade em muitos âmbitos da vida pessoal e social. Em Cochabamba, na Bolívia, reuniram-se 120 pessoas. Na Cidade do México e no território de Nezahualcoyotl, Chiara foi recordada durante uma Mariápolis.
No Vietnam, seja em Ho Chi Min, no sul, como na pequena vila de Ngo Khe (Hanói), no norte, reuniram-se ao redor do altar para renovar «diante de Deus e de Chiara, o nosso compromisso de levar adiante, com fidelidade, o seu mandato», escreveram. Reuniram-se em Yangon, Mianmar, onde a maioria dos membros dos Focolares não conheceu Chiara pessoalmente, mas sente-se atraída pelo seu carisma. Também na Tailândia, seja em Bancoc que em Chiang Mai, a família dos Focolares reuniu-se. Na Eslováquia, em Kosice e Bratislava, reuniram-se 600 pessoas: «Os testemunhos de membros de Igrejas não católicas – eles contam – e de pessoas sem uma referência religiosa, nos mostraram como Chiara pertence a todos. O reitor da Universidade de Trnava, Prof. Peter Blaho, que em 2003 conferiu a Chiara o Doutorado Honoris Causa em teologia, compartilhou suas recordações do encontro com ela».
Em Fontem, nos Camarões, eram 500 pessoas, de todas as vilas que circundam a Mariápolis permanente, para recordar “Mafua Ndem”, Chiara Lubich. O tema escolhido para este momento foi «O impacto do Ideal da Unidade nos vários aspectos da vida social». Os estudantes do colégio de Fontem apresentaram suas experiências sobre o «dado da paz»: «Desde quando introduzimos o dado nas nossas classes – escreveram – diminuíram os furtos, a ausência, o rendimento escolar melhorou, todos cuidam do material dos outros, há mais tolerância e nos perdoamos mais facilmente. Cresceu a partilha entre todos os estudantes…».
Momentos de oração – Muitas personalidades civis e religiosas participaram das celebrações eucarísticas realizadas no mundo inteiro. Entre as tantas intervenções de bispos e cardeais, nas várias celebrações, trazemos a do cardeal Angelo Scola, de Milão, que disse, entre outras coisas: «O nosso desejo hoje é abraçar, com renovada consciência, o sonho que animou a vida e o pensamento de Chiara, construindo espaços de fraternidade em toda parte, onde nos encontramos, e privilegiando as necessidades do próximo que está ao nosso lado, e do que está longe, que vive em países onde há guerra e violência. Queremos, desse modo, ser testemunhas autênticas do carisma que Deus deu a Chiara, estando ao serviço da Igreja e da humanidade».
6 Abr 2015 | Sem categoria
Como o filho na parábola
“Nosso filho mais velho, de 17 anos, uma noite não voltou para casa. O que fazer? Até então nunca havia nos dado este tipo de preocupação. Podíamos somente rezar. Na manhã seguinte soubemos pelos pais de dois amigos dele, que todos três tinham ido para Florença. Alguns desses pais queriam solicitar a intervenção da polícia, outros afirmavam que teriam expulsado o próprio filho de casa. Minha mulher e eu, ao contrário, estávamos tranquilos: tínhamos colocado tudo nas mãos de Deus. Recebíamos vez ou outra poucas notícias deles. Mesmo sofrendo, nos sentíamos mais unidos em família. Éramos todos concordes no fato de que teríamos acolhido o nosso filho com alegria, como aconteceu na parábola do filho pródigo, sem deixar que aquela sua brincadeira de mau gosto se tornasse um peso para ele. Depois de uma semana os três retornaram ao ovil. O nosso filho, sentindo-se amado, nos assegurou entre lágrimas que jamais tomará, outra vez, uma atitude como essa. Depois, sabendo que os outros amigos de aventura foram tratados de maneira muito diferente, compreendeu melhor o grande valor de ter uma família na qual se procura viver segundo o Evangelho.”
F.A. – Itália
A partilha do sofrimento
“O pai e uma irmã de uma colega da nossa filha faleceram em um acidente. Eu perdi meu pai da mesma maneira. Eu não conhecia bem aquela senhora, mas sabendo do que acontecera, senti o impulso de procurá-la. Para não me limitar a uma simples visita, sabendo que ela passava por dificuldades econômicas, levei vários gêneros alimentícios e procurei consolá-la. Fui visitá-la algumas vezes. Ofereci a ela também uma soma que eu conseguira economizar. Com o passar do tempo ela sentiu-se mais forte, mais confiante na vida e grata pela amizade que nasceu entre nós graças àquele sofrimento compartilhado.”
B. G. – Bolívia
O gorro
“Durante o inverno, eu e meus colegas estávamos brincando no pátio da escola. Fazia muito frio. De repente vi que uma menina começou a chorar: o gorro que estava usando não cobria bem as suas orelhas que já estavam doendo. Então, sabendo de amar Jesus presente nela, lhe dei o meu gorro, que esquentava bem melhor”.
J. – Bélgica
A merenda
“Eu estava no pátio no horário da merenda. Vi que uma das minhas colegas estava puxando os cabelos de outra menina, então deixei o meu lanche sobre um muro baixinho e fui até lá para dizer que não se pode fazer isso, porque Jesus nos disse que é preciso amar sempre. Mas, como as duas começaram a chorar eu busquei o meu lanche e dei um pouco para uma e para a outra. É verdade que depois eu fiquei com um pouco de fome, mas, estava feliz porque eu consegui amar.”
V. – Itália
Fonte: Il Vangelo del giorno – Abril de 2015 – Editora Città Nuova
4 Abr 2015 | Sem categoria

«Desejo a todos nós olhos de Páscoa,
capazes de olhar
dentro da morte até ver a vida,
dentro da culpa até ver o perdão,
dentro da separação até ver a unidade,
dentro das feridas até ver a glória,
dentro do homem até ver Deus,
dentro do Eu até ver o Tu.
E junto com isso, toda a força da Páscoa!».
(Páscoa 1993)
Klaus Hemmerle, La luce dentro le cose, Città Nuova, Roma 1998, pag. 110.