9 Dez 2014 | Sem categoria
Será a pessoa certa? A precariedade possibilita um programa de longa duração? Por que casar-se causa medo? Quem tem a intenção de construir um futuro a dois, atualmente encontra-se em uma situação de ter que enfrentar escolhas, dificuldades, dúvidas. Um itinerário que auxilia o crescimento e o diálogo com outros casais pode ajudar a viver com responsabilidade a própria escolha.
São muitas as pessoas que sentem a exigência de receber uma preparação. Ines, uma jovem espanhola, trabalha no setor da moda, mesmo se foi demitida recentemente se casará com Alejandro, especializado no setor do comércio, no próximo mês de julho. Eles são de Madrid e receberam informações do curso por meio de outras pessoas que já haviam vivenciado esta experiência: “Investir no nosso futuro vale mais que tudo, por isso fizemos o que nos foi possível para estar aqui”. Um casal do Brasil para poder participar, visto o valor elevado das passagens, pediu a soma equivalente como presente, antecipado, de casamento.
São dias de profunda reflexão e de diálogo sobre várias temáticas por meio de testemunhos, palestras feitas por especialistas, laboratórios a respeito da vida de casal e de família, da economia e do trabalho, da sobriedade, da comunicação, da afetividade e procriação. “Estes assuntos nos formam como família – continua Ines – e ajudam a conhecer-nos mais um ao outro e a perguntar-nos: realmente, ‘tudo isto’ é o que nós queremos?”
Mais de duzentas pessoas que se preparam ao matrimônio se reuniram em Castelgandolfo (Itália), nos dias 20 a 23 de novembro, com tradução simultânea em dez línguas, para o curso anual de Famílias Novas, que acompanha a formação dos noivos também por meio de encontros locais e regionais. A cultura moderna centralizada no bem-estar pessoal não encoraja o matrimônio que implica uma união assumida diante da sociedade e requer compromisso e, também, algumas renúncias. Mas, a rede social e familiar da solidariedade confere solidez à relação e, na partilha entre famílias, cada núcleo é fonte de recurso para os outros.
“Eu acho importante o reconhecimento legal”, afirma Adolfo que namorou Antonella durante cinco anos e, agora, convivem há cinco anos. Em abril se casarão e será um rito misto, porque ele não professa nenhuma fé e ela é católica. “Eu me perguntava se esta diferença de convicção teria gerado problemas entre nós, mas, depois, aprendendo a acolher-nos, a diversidade do outro se revelou um estímulo. No ano passado eu fiquei doente – continua Antonella – e esta provação fortificou a relação entre nós e nos conduziu em direção a um novo passo: o matrimônio”.
“Do ponto de vista econômico, para nós, a situação é incerta porque tenho um contrato de trabalho só até fevereiro próximo, depois, não sabemos se será renovado – nos conta Ana, de Belgrado – enquanto que o Alexander, meu noivo, é violinista e faz parte de uma orquestra. Nós entendemos que é possível encontrar soluções econômicas simples e decidir o que realmente nos serve”. Da Sérvia vieram com eles outros três casais mistos: os noivos são, uns católicos e outros, ortodoxos. “O nosso desejo é entender como viver, da melhor forma, esta diferença entre nós para que seja uma riqueza e não um obstáculo”.
O compromisso “todos os dias da minha vida” pode também assustar – afirma um casal que trabalha na organização do evento – “mas, isso não é sinônimo de perfeição. A perfeição está mais no de ‘recomeçar sempre’, todas as vezes que acontecer uma interrupção ou uma dificuldade na relação”. “Um matrimônio, somente porque dura longo tempo, não quer dizer que alcançou sucesso; mas, é importante a sua qualidade. Estar juntos e saber amar para sempre é o desafio dos esposos cristãos” havia dito Papa Francisco aos namorados, por ocasião da festa de San Valentino 2014”. “No matrimônio os esposos não doam algo um ao outro, mas, doam si mesmos em um contínuo movimento de unidade e distinção – assim afirmou Chiara Lubich, em Lucerna, em 1999 – e, nesta dinâmica, está encerrado um futuro que os conduz além deles mesmos, especialmente através da geração de novas vidas e, desta comunhão mais ampla, a família torna-se geradora de sociabilidade”.
7 Dez 2014 | Sem categoria
Ela disse (pergunta em espanhol): « “Pode nos contar o que sentiu no seu coração quando você foi comprar o leite?”».
«Oi, Chiara, sou Daniele e venho de Turim. “O que Jesus lhe disse naquele dia em que você foi comprar o leite para a sua mãe?” Esta pergunta é de Pedro do Brasil».
Chiara: Então me perguntam o que aconteceu quando eu fui comprar o leite.
A história foi assim. Estávamos em casa: eu, duas irmãzinhas e a minha mãe. Era inverno e fazia muito frio. A minha mãe disse às minhas irmãzinhas, pois eu estava estudando: “Crianças vão comprar o leite!”. E uma delas disse: “Não”, porque estava cansada; a outra irmãzinha disse: “Não”, porque estava cansada.
Então eu, embora tivesse que estudar, senti um grande impulso a fazer um ato de amor e disse: “Vou eu, mãezinha, comprar o leite com a garrafa!”. E fui.
Quando eu estava no meio do caminho, exatamente num lugar que se chama “Nossa Senhora Branca” (ali está escrito, não sei se todos veem), senti dentro do meu coração, não com os ouvidos mas no coração, como se Jesus me dissesse: “Doe-se toda a mim; seja toda minha; doe-se toda a mim”. Eu respondi: “Sim”! E experimentei uma grande, grandíssima alegria.
Depois compreendi que, quando fazemos atos de amor, acontecem coisas maravilhosas. Eu fiz este ato de amor de ir comprar o leite e Jesus me chamou, me chamou para segui-lo sempre. Esta é a resposta..
«Olá, Chiara. Eu me chamo Estêvão. “Como você se doou a Deus?” Esta pergunta é de Mário da Colômbia” “Quando você desposou Jesus o que sentiu no coração?” Esta pergunta é de Mariela do Paraguai».
Chiara :Então devo explicar o que aconteceu quando eu me doei toda a Deus, quando desposei Deus.Aconteceu assim. Era uma manhã fria também aquela e estava caindo uma chuva que não imaginam. A minha sombrinha estava aberta, mas devia empurrá-la contra o vento, contra a tempestade, contra tudo. Parecia que o demônio não quisesse que eu me consagrasse a Deus, pois ele sabia que ia nascer o Movimento. Então ele tentava me impedir de fazer aquele ato que eu queria fazer, mas continuei a caminhar com coragem.
Quando cheguei perto da igreja onde eu devia entrar para doar-me toda a Deus durante a Missa, o portão se abriu sozinho. Ali tive a impressão de que Deus me abraçasse, que abrisse o seu coração para que eu entrasse.
Perto do altar prepararam um genuflexório para mim. Então eu me sentei, assisti a Missa e na hora da comunhão disse a Jesus: “Sou toda tua”.
O que experimentei no meu coração naquele momento? Uma enorme felicidade, porque sabia que desposava Deus e pensei: “Mas se eu me casei com Deus o que pode acontecer? Deus é todo-poderoso, Deus é grande, é infinito. O que vai acontecer?” Eu não sabia que ia nascer um Movimento no mundo inteiro. Mas Deus me fez entender que aconteceria algo grande.
Depois voltei para casa. A minha mãe e o meu pai não sabiam de nada; as minhas irmãs e o meu irmão também não sabiam. Pelo caminho, numa praça, encontrei um senhor que vendia flores. Eu tinha pouco dinheiro no bolso, só algumas moedas. Peguei o que tinha, comprei três cravos vermelhos e, quando cheguei em casa, coloquei-os diante do crucifixo. Isso foi tudo.
O Movimento começou assim. Depois de mim vieram muitas, muitas outras pessoas e também vocês.
Chiara Lubich
Texto
Vídeo em italiano e Inglês
7 Dez 2014 | Sem categoria
Ela disse (pergunta em espanhol): « “Pode nos contar o que sentiu no seu coração quando você foi comprar o leite?”».
«Oi, Chiara, sou Daniele e venho de Turim. “O que Jesus lhe disse naquele dia em que você foi comprar o leite para a sua mãe?” Esta pergunta é de Pedro do Brasil».
Chiara: Então me perguntam o que aconteceu quando eu fui comprar o leite.
A história foi assim. Estávamos em casa: eu, duas irmãzinhas e a minha mãe. Era inverno e fazia muito frio. A minha mãe disse às minhas irmãzinhas, pois eu estava estudando: “Crianças vão comprar o leite!”. E uma delas disse: “Não”, porque estava cansada; a outra irmãzinha disse: “Não”, porque estava cansada.
Então eu, embora tivesse que estudar, senti um grande impulso a fazer um ato de amor e disse: “Vou eu, mãezinha, comprar o leite com a garrafa!”. E fui.
Quando eu estava no meio do caminho, exatamente num lugar que se chama “Nossa Senhora Branca” (ali está escrito, não sei se todos veem), senti dentro do meu coração, não com os ouvidos mas no coração, como se Jesus me dissesse: “Doe-se toda a mim; seja toda minha; doe-se toda a mim”. Eu respondi: “Sim”! E experimentei uma grande, grandíssima alegria.
Depois compreendi que, quando fazemos atos de amor, acontecem coisas maravilhosas. Eu fiz este ato de amor de ir comprar o leite e Jesus me chamou, me chamou para segui-lo sempre. Esta é a resposta..
«Olá, Chiara. Eu me chamo Estêvão. “Como você se doou a Deus?” Esta pergunta é de Mário da Colômbia” “Quando você desposou Jesus o que sentiu no coração?” Esta pergunta é de Mariela do Paraguai».
Chiara :Então devo explicar o que aconteceu quando eu me doei toda a Deus, quando desposei Deus.Aconteceu assim. Era uma manhã fria também aquela e estava caindo uma chuva que não imaginam. A minha sombrinha estava aberta, mas devia empurrá-la contra o vento, contra a tempestade, contra tudo. Parecia que o demônio não quisesse que eu me consagrasse a Deus, pois ele sabia que ia nascer o Movimento. Então ele tentava me impedir de fazer aquele ato que eu queria fazer, mas continuei a caminhar com coragem.
Quando cheguei perto da igreja onde eu devia entrar para doar-me toda a Deus durante a Missa, o portão se abriu sozinho. Ali tive a impressão de que Deus me abraçasse, que abrisse o seu coração para que eu entrasse.
Perto do altar prepararam um genuflexório para mim. Então eu me sentei, assisti a Missa e na hora da comunhão disse a Jesus: “Sou toda tua”.
O que experimentei no meu coração naquele momento? Uma enorme felicidade, porque sabia que desposava Deus e pensei: “Mas se eu me casei com Deus o que pode acontecer? Deus é todo-poderoso, Deus é grande, é infinito. O que vai acontecer?” Eu não sabia que ia nascer um Movimento no mundo inteiro. Mas Deus me fez entender que aconteceria algo grande.
Depois voltei para casa. A minha mãe e o meu pai não sabiam de nada; as minhas irmãs e o meu irmão também não sabiam. Pelo caminho, numa praça, encontrei um senhor que vendia flores. Eu tinha pouco dinheiro no bolso, só algumas moedas. Peguei o que tinha, comprei três cravos vermelhos e, quando cheguei em casa, coloquei-os diante do crucifixo. Isso foi tudo.
O Movimento começou assim. Depois de mim vieram muitas, muitas outras pessoas e também vocês.
Chiara Lubich
Texto
Vídeo em italiano e Inglês
1 Dez 2014 | Sem categoria
«Domingo, 22 de novembro. À tarde toca a campainha do focolare de Kinshasa. Na frente da porta está estacionado um carro imponente, escreve Edi. Vemos sair uma senhora empenhada num dos partidos políticos mais importantes do governo congolês. Vem acompanhada pelos seus seguranças e traz um grande pacote.
Alegramo-nos ao ver que se trata de Georgine, uma ex-deputada, que conhecemos há pouco tempo. Ainda é comprometida na política e agora trabalha com as mães indigentes. O pacote pesado que traz está cheio de panie congolês, um tecido típico do qual são feitos os trajes tradicionais tanto masculinos como femininos.
“Quis vir até vocês – diz-nos – porque soube que perderam uma mala… Pois bem, com estes panie podem fazer roupas novas”. Aquela senhora partilha panie de alto valor, correspondente ao menos a dois salários mensais, suficientes para nós e para ainda outras pessoas.
Alguns dias atrás, uma de nós, ao regressar de um congresso em Roma, tinha perdido a bagagem de mão dentro do avião. A mala continha não só as suas roupas, mas também a “comunhão dos bens” que tinha recebido na Itália para os pobres. Tinha sido um grande sofrimento para nós. Agora, ficamos estupefatas com a atitude da senhora e espontaneamente começamos a dançar ao seu redor! Qual o motivo de um gesto deste gênero de uma pessoa que nos conhece tão pouco?».
Tinha acontecido o seguinte: ao ir à missa pela manhã, a senhora tinha notado que uma delas, ao invés de tirar o pó apenas do lugar onde pretendia sentar-se, limpava todos os bancos da igreja sem que ninguém tivesse pedido. Tinha ficado curiosa e quis conhecer a vida destas jovens, ficando muito impressionada.
«Depois de termos dançado ao seu redor, para agradecê-la – escrevem – Georgine explica-nos o motivo do seu gesto: “Queria agradecer ao nosso Deus por vocês e partilhar a alegria que sinto porque vocês existem! Aquele que vocês seguiram não se esquece das suas filhas. Neste mundo de trevas onde reinam as forças do mal, vocês vivem como anjos no meio dos lobos. Não é fácil viver no meio do mundo e ser doadas a Deus. Mas tenham coragem, vocês são uma luz no mundo”. Então, fomos juntos à nossa pequena capela para agradecer ao Senhor».
Do Focolare de Kinshasa (Congo)
30 Nov 2014 | Sem categoria
«O principal motivo desta carta é atrair a atenção sobre o Ano da Vida Consagrada que se inicia domingo, 30 de novembro. De várias partes recebemos notícias de iniciativas locais, diocesanas e nacionais. Estamos certos da adesão de todos a estas iniciativas, conforme as possibilidades e o que cada pessoa ou grupo considera oportuno». É o convite que parte dos Centros internacionais dos religiosos e das religiosas a todos aqueles, de várias famílias religiosas no mundo, que partilham a espiritualidade dos Focolares.
Há uma profusão de iniciativas, e damos alguns exemplos: na diocese de Homa Bay (Quênia) o bispo confiou a um grupo de religiosos, religiosas e sacerdotes, orientados pelo Fr. Leo van de Weijer CMM, a coordenação das iniciativas referentes à Vida Consagrada este ano. Nos dias 24 a 26 de novembro em Nairobi, como estreia, realizou-se um seminário, ao qual foram convidados todos os grupos de várias dioceses. Estes dias de reflexão e estudo concluíram-se no dia 27 com uma celebração inaugural presidida pelo cardeal e o núncio.
Também a imprensa, principalmente as revistas da vida consagrada, falam deste Ano especial: em Vida Religiosa, de novembro, lê-se que «o Papa Francisco lançou o Ano da Vida Consagrada porque percebe que a Igreja e a humanidade inteira têm necessidade da fidelidade, da alegria e da capacidade de vigor que o Senhor pôs na vida religiosa. E ele acredita nisso. Convida-nos a sermos fieis ao projeto no qual o Pai envolveu-nos para o bem de toda a humanidade». Unidade e Carismas, nas várias edições linguísticas, dedicará ao assunto um número de 2015. Também em www.focolare.org uma rubrica seguirá com atenção os principais acontecimentos deste ano, dando espaço principalmente à vida de tantos religiosos e religiosas que no mundo inteiro testemunham escolhas corajosas.
Na carta coloca-se também a pergunta sobre qual poderia ser «a contribuição específica que o Espírito Santo sugere para este Ano da Vida Consagrada» aos religiosos e às religiosas que conhecem e vivem a espiritualidade da unidade. Este específico é indicado por dois desafios que exigem uma resposta «inventiva e criatividade, na concretização da vida pessoal e de grupo, com uma atenção especial para os jovens religiosos».
Trata-se de «dar um novo impulso à espiritualidade de comunhão indicada por S. João Paulo II na “Novo Millennio Ineunte”, e ainda dar «uma contribuição adicional, talvez mais escondida mas seguramente mais eficaz e apreciada» entrando «em todas as chagas da vida consagrada de hoje» reconhecendo nelas uma presença de Jesus no seu Abandono, «para abraçá-lo e assumi-lo».
Neste momento, no qual todo o Movimento dos Focolares está comprometido – segundo as orientações da Assembleia geral e o convite do Papa Francisco – a estar em saída, juntos e devidamente preparados, os religiosos preparam-se para viver com este espírito cada etapa deste Ano. «Gostaríamos de iniciar com esta alma – conclui-se a carta – participando da abertura do Ano da Vida Consagrada com um só coração, como um único corpo».
30 Nov 2014 | Sem categoria

«As pessoas consagradas são um sinal de Deus nos vários ambientes de vida, são fermento para o crescimento de uma sociedade mais justa e fraterna, são profecia de partilha com os pequenos e os pobres. Compreendida e vivida dessa maneira, a vida consagrada apresenta-se como realmente é: um dom de Deus, um dom de Deus à Igreja, um dom de Deus ao seu povo! Cada pessoa consagrada é um dom para o Povo de Deus em caminho». Palavras do Papa Francisco no Ângelus, dia 2 de fevereiro passado.
O ano da vida consagrada, «um tempo de graça para a vida consagrada e para a Igreja», foi pensado no contexto dos 50 anos do Concílio Vaticano II e, especialmente, na celebração dos 50 anos da publicação do Decreto Conciliar Perfectae caritatis sobre a renovação da vida consagrada. Na apresentação à imprensa, o cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de vida consagrada e as Sociedades de vida apostólica, explica que «o Concílio representou um sopro do Espírito Santo não só para toda a Igreja, mas talvez de modo especial, para a vida consagrada. Estamos convencidos de que nestes 50 anos esta percorreu um caminho fecundo de renovação, certamente não privo de dificuldades e fadigas, no compromisso em seguir o que o Concílio pediu: fidelidade ao Senhor, à Igreja, ao próprio carisma e ao homem de hoje (cf. PC 2)». É justamente sobre a renovação que, na vigília de abertura do Ano, dirigindo-se aos religiosos, o Papa Francisco insiste: «Não devemos ter medo de deixar os “odres velhos”, isto é, renovar aqueles hábitos e estruturas que, na vida de Igreja e, portanto, também na vida consagrada, reconhecemos que não correspondem mais ao que Deus nos pede hoje para fazer avançar o seu Reino no mundo».

Quais os objetivos? «Antes de tudo que seja uma ocasião para fazer “grata memória” deste passado recente – continua o cardeal De Aviz – (…), reconhecer e confessar a nossa fraqueza, mas também “gritar” ao mundo, com força e com alegria, a santidade e a vitalidade que estão presentes na vida consagrada». Segundo objetivo: «Abraçar o futuro com esperança. Estamos bem conscientes que o momento presente é delicado e árduo (…) mas queremos assumir esta crise como uma ocasião favorável para o crescimento em profundidade (…). Diante de tantos “profetas da desventura”, queremos permanecer homens e mulheres de esperança». Terceiro objetivo: «Viver o presente com paixão. A paixão fala de enlevo, de amizade verdadeira, de profunda comunhão (…). Testemunha a beleza de seguir Cristo nas múltiplas formas nas quais a nossa vida se exprime. Neste ano os consagrados querem “acordar o mundo” com o próprio testemunho profético, de modo especial com a presença deles nas periferias existenciais da pobreza e do pensamento».
D. José Rodríguez Carballo, secretário da Congregação, ilustrou algumas iniciativas que serão atuadas durante o ano: «Vários encontros internacionais em Roma, para jovens religiosos e religiosas, para formadores e formadoras; congresso internacional de teologia da vida consagrada, com a colaboração das Universidade Pontifícias, sobre o tema “Renovação da vida consagrada à luz do Concílio e perspectivas de futuro”; amostra internacional sobre “A vida consagrada e o Evangelho na história humana”, com diversos stands de acordo com os vários carismas; um simpósio sobre gestão dos bens financeiros e patrimoniais por parte dos religiosos; e ainda, para as irmãs contemplativas, proporemos uma “Corrente mundial de oração entre os mosteiros”».
Os religiosos e as religiosas do Movimento dos Focolares convidam, por meio de uma carta, a «viver com um só coração, como um só corpo, a fim de que este Ano possa assinalar mais uma etapa rumo ao ut omnes», a unidade pedida por Jesus ao Pai.
A conclusão do Ano está prevista para o dia 2 de fevereiro de 2016, Dia Mundial da vida consagrada.
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