29 Set 2022 | Sem categoria
O Movimento dos Focolares publicou um Balanço de Comunhão do período 2020-2021, instrumento de informação para apresentar as principais ações dessa realidade no mundo; é um documento detalhado que serve para todos para viver e caminhar juntos em direção à realização da unidade e da fraternidade.
Pela primeira vez, o Movimento dos Focolares publica um balanço da missão e decide fazê-lo em meio a este tempo de crises e incerteza, que traz consigo os rastros da pandemia e as feridas ainda abertas dos tantos conflitos no mundo. Mas é justamente quando as problemáticas parecem maiores e mais comuns que parece emergir um sentimento popular de verdadeira fraternidade e solidariedade. Portanto, esse Balanço de Comunhão, mais do que ser um simples relatório, se propõe a restituir ao leitor uma narrativa explicativa das ações do Movimento dos Focolares, trazendo à luz o que une e o que ainda precisa melhorar. O Balanço dá uma importância particular ao elemento-chave que carrega o mesmo nome: a comunhão. O estilo de vida proposto pelo Movimento, de fato, tem como base a intenção de colocar em prática o amor que obtém suas raízes no Evangelho. Um amor que – como dizia a fundadora do Movimento dos Focolares Chiara Lubich (1920-2008) – pede para amar a todos, amar por primeiro, “colocando-se no lugar do outro”, de modo que esse amor se estenda até se tornar recíproco, até se tornar, exatamente, comunhão. Sob essa ótica, o documento quer esclarecer os efeitos da comunhão, daquilo que se tem e daquilo que se é, uma partilha voluntária e livre. Ao mesmo tempo, quer fazer com que esse mesmo instrumento se abra ao diálogo e à comunhão, como afirmou a Presidente Margaret Karram em suas palavras introdutórias: “É com esses sentimentos que desejo oferecê-lo a todos vocês para que também ele possa se tornar um instrumento de diálogo, para construir pontes e difundir uma cultura e prática de fraternidade. Tenho muito no coração que possamos aprender a viver sempre melhor essa comunhão, essa troca, em um relacionamento recíproco que nos torna irmãs e irmãos e promove uma autêntica família na qual as diversidades nos enriquecem e nos ligam em uma unidade harmônica.”
Stefania Tanesini
Para ler o Balanço de Comunhão em italiano, clique aqui
26 Set 2022 | Sem categoria
Se quisermos imitar Jesus, devemos tentar colocar em prática o que Ele disse e fez: palavras e gestos que encontramos no Evangelho. Um texto sempre atual e que é preciso viver integralmente. Constataremos que é possível encontrar um caminho para solucionar os conflitos e os problemas que quotidianamente temos que enfrentar. Lavar os pés… Não há dúvida de que este gesto de Jesus é um exemplo claro, concreto e eficaz do mandamento do amor. Jesus quer ensinar a seus discípulos que a humildade é a base do amor. […] Justamente porque Jesus é o Senhor e Mestre, seu exemplo se transforma em modelo de comportamento para os seus discípulos. A comunidade cristã, e, portanto, cada um de nós, é convidado a fazer dele a regra de ouro da própria vida. Pouco depois Jesus vai indicar a sua conduta como lei fundamental da Igreja, isto é, o discípulo deve amar os seus irmãos como Ele mesmo amou. […] A imitação que Jesus nos pede não consiste em repetir maquinalmente o seu gesto, embora devamos conservá-lo sempre diante de nós como um luminoso e inigualável exemplo. Imitar Jesus significa compreender que nós cristãos temos sentido se vivermos “para” os outros, se concebermos a nossa existência como um serviço aos irmãos, se basearmos a nossa vida nestes fundamentos. Então, teremos realizado aquilo que Jesus mais valoriza. Teremos penetrado no âmago do Evangelho. Seremos realmente felizes.
Chiara Lubich
(Chiara Lubich, Parole di Vita, Città Nuova, 2017, p. 234/5)
23 Set 2022 | Sem categoria
Aproximar-se do outro significa diminuir a distância entre nós e ele, e isso implica perder aquele pedaço de espaço que é só nosso; significa deixar de lado o que temos que fazer para abraçar a vida do outro. Escolher o último lugar para se colocar a serviço. Uma paciente exigente No setor do hospital, onde eu trabalhava como enfermeira, uma senhora em um quarto individual exigia ser atendida a cada pequena necessidade. Eu podia ver que ela estava sofrendo: talvez ela sentisse que o fim estava se aproximando. Um dia, depois de mandar rudemente o padre embora para que fosse visitar outros pacientes, ela colocou um aviso escrito na porta: não queria visitas, especialmente de padres. Todas as manhãs, ao começar meu turno, a fim de amar Jesus sofredor naquela senhora, eu tentei satisfazer todos os seus desejos: arrumar seu travesseiro, trazer-lhe um copo de água, abrir mais a janela, fechá-la, etc. Um dia ela me perguntou: “Como você pode ser tão paciente comigo? Apontei para o crucifixo pendurado na parede: “É ele quem me dá a paciência”. Desde então, a relação entre nós começou a crescer. Uma noite, quando ela estava pior, insistiu com a enfermeira de plantão para que telefonasse à paróquia para conseguir um padre para vir imediatamente. Pouco tempo depois, ela quis se confessar e recebeu a comunhão. No outro dia, quando cheguei ao trabalho, ela estava quieta. Às dez horas, faleceu. (Vreni – Suíça) Fazer o mundo sorrir Mohammed ainda não tem 22 anos de idade, é curdo do Iraque e já viveu alguns anos na Suécia. Agora ele veio para a Itália para uma questão de documentos. Ele tem dois olhos claros e bondosos. Convido-o a sentar-se no meu escritório para explicar como funciona o dormitório da Cáritas onde ele ficará temporariamente alojado. Graças ao inglês, podemos nos entender um pouco. Tento me interessar por ele e pela sua família, suas razões para deixar sua pátria e seu breve mas já intenso passado, esquecendo as situações – por mais dolorosas que fossem – que conheci antes de sua chegada. Quando ele entrou, parecia cansado e tenso, agora eu o vejo relaxar lentamente. Frequentemente sorri. No final, ele me diz: “Em seis anos, nunca conheci uma pessoa que me acolhesse como você fez esta manhã. Você fez com que meu estresse desaparecesse”. Depois, ele me agradece e me pede para escrever meu nome em um papel, mas quando a entrevista termina e ele se despede e me chama de “pai”. (S.U. – Itália)
Por Maria Grazia Berretta
(extraído de Il Vangelo del Giorno, Città Nuova, ano VIII, nº.2, setembro-outubro de 2022)
20 Set 2022 | Sem categoria
Numa atmosfera de alegria, paz e fraternidade, concluiu-se, há alguns dias, a 11ª Assembleia geral do Conselho Ecumênico mundial de Igrejas, em Karlsruhe, na Alemanha. O relato da equipe do Centro “Uno”, secretaria internacional para o ecumenismo do Movimento dos Focolares, que participou do evento. “O amor de Cristo move o mundo à reconciliação e à unidade”. Foi este o tema cristológico que direcionou a 11ª Assembleia geral do Conselho Ecumênico de Igrejas (CEC), realizado em Karlsruhe (Alemanha), de 31 de agosto a 8 de setembro de 2022. Participaram os representantes de cerca de 350 Igrejas, delegados e lideranças do CEC, líderes de outras comunidades de fé que colaboram com o Conselho pela unidade da humanidade, além de delegações seja da Igreja ucraniana seja da Igreja russa. Um forte sinal e testemunho concreto de como este Conselho é verdadeiramente uma plataforma perenemente aberta ao diálogo. Os participantes, provenientes de todos os continentes, trouxeram consigo a imagem viva da humanidade na sua diversidade, sofrimento e riqueza. Contaram suas histórias, seu grande amor por Cristo, as lutas pela paz e o desejo de buscar realmente a unidade. Um projeto que, para ser realizado, não precisa de um amor qualquer, mas do Amor que brota do coração da Trindade, que se encontra apenas no contato com Deus. E isso foi expresso na importância e cuidado especial dado à oração. Cada dia começava e se concluía rezando, no interior de uma tenda espaçosa e iluminada, montada precisamente em memória ao lugar do “pacto”, onde o povo hebreu reunia-se com Moisés. A diversidade das liturgias, das línguas, da música, dos cantos e dos indumentos, alimentou a alegria e a surpresa diante da riqueza da única fé comum, expressa em uma infinidade de modos. Os membros das delegações chegaram a Karlsruhe como peregrinos que desejam acompanhar-se e apoiar-se uns aos outros, traçar novas metas e testemunhar juntos o amor de Deus. O cardeal Kurt Koch dirigia a delegação da Igreja Católica e, na abertura do evento, transmitiu algumas palavras do Papa Francisco escritas para a ocasião, encorajando os participantes a crescerem na comunhão fraterna em nome de Cristo, para serem críveis enquanto Igreja em saída, e para confortar o mundo numa época de divisões e guerras. A contribuição do Movimento dos Focolares esteve inserida como uma peça neste grande mosaico, com uma presença de mais de 30 pessoas, católicos e de várias Igrejas, entre bispos amigos dos Focolares, focolarinas e focolarinos, gen (os jovens do Movimento), Voluntários de Deus e um amigo muçulmano. Estar presentes, com tantas pessoas de várias Igrejas, foi uma experiência única para cada um de nós, e uma ocasião preciosa para sentir-nos uma só coisa no amor de Cristo. Em conclusão, a Assembleia deliberou um relatório – aceito por uma maioria que exprimiu o seu consenso – que se refere a três desafios significativos do nosso tempo: justiça climática, justiça racial, igualdade entre homem e mulher; salientando de que maneira as Igrejas podem enfrentá-los. Elementos que não apenas nos colocam em caminho, mas, como se lê em algumas linhas do documento final, revelam a semelhança com os objetivos e com o espírito que guia o Movimento dos Focolares: “Pode-se definir a busca da unidade que é inspirada pelo amor e enraizada em uma profunda relação mútua, como ‘um ecumenismo do coração’. É o amor cristão que nos impulsiona a caminhar ao lado um do outro honestamente e com todo o coração, para buscar ver o mundo por meio dos olhos dos outros e para sentir compaixão uns pelos outros”.
Centro Uno
19 Set 2022 | Sem categoria
São Paulo, no versículo escolhido como “Palavra de vida” de setembro de 2022 afirma que ele se tornou servo de todos. Neste comentário para a Palavra de 1972, Chiara Lubich encoraja, quem deseja ser portador de unidade, a servir humildemente o irmão. Cada pessoa que deseja realizar a unidade deve viver o que diz Paulo: “Embora livre da sujeição de qualquer pessoa, eu me fiz servo de todos para ganhar o maior número possível.”[1]. No Novo Testamento, o verbo “servir” se apresenta sob dois aspectos diferentes, às vezes significa: “servir por amor”, outras: “servir como escravo”. Sabemos que os escravos não tinham nenhum direito. Existiam só para os patrões. Assim os cristãos consideravam que tudo o que possuíam – o próprio trabalho, os carismas, a oração – estava a serviço dos irmãos. Por exemplo, em relação ao carisma de cada um, Pedro escreve: “Coloquem-no a serviço uns dos outros”[2]. Em relação ao trabalho: “quem roubava, não roube mais, aliás esforce-se… para ter algo para dar a quem se encontra em necessidade”[3]. Em relação à oração: “Saúda-vos Epafras, vosso concidadão, servo de Jesus Cristo. Ele não cessa de lutar por vós em suas orações…”[4]. Também a oração era a serviço dos outros. O que nós, cristãos, podemos fazer (…) na nossa vida quotidiana? Em primeiro lugar reavivar esta atitude de humildade, atuando o que diz Lucas: “Quem dentre vós é o maior, torne-se como o último; e o que governa seja como o servo.”[5]. Se assim for, vão desaparecer totalmente certas atitudes de superioridade no comando, tão odiosas e anacrônicas. E num renovado cristianismo não se conhecerá mais o servilismo. Resplandecerá a fraternidade cristã, na sua beleza característica que faz exclamar: “Oh, como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos”[6]. Depois será preciso recomeçar todos os dias a servir quem está perto de nós, em cada ocasião que se apresenta, seguindo o exemplo de Jesus, trabalhando pelos outros, colocando os próprios talentos e dons a serviço dos outros, rezando pelos outros, como por si. Se todos os homens ou pelo menos um grupo exíguo de homens fossem verdadeiros servos de Deus no próximo, mais cedo ou mais tarde o mundo seria de Cristo.
Chiara Lubich
(Chiara Lubich, Parole di Vita, Città Nuova, 2017, p. 101-2)
[1] 1 Cor 9, 19. [2] Cf. 1 Pt 4, 10. [3] Cf. Ef 4, 28. [4] Col 4, 12. [5] Lc 22, 26. [6]Sal 132, 1.
13 Set 2022 | Sem categoria
Uma onda excepcional de chuvas de monção, cinco vezes maior que a média, gerou uma das enchentes mais desastrosas do Paquistão em décadas. Uma verdadeira catástrofe que, apesar das enormes dificuldades, não amorteceu o desejo de muitas pessoas no terreno de agir concretamente em favor dos outros. Uma campanha de arrecadação de fundos também foi lançada pela Coordenação de Emergência do Movimento dos Focolares. O que o Paquistão vive hoje é uma verdadeira emergência humanitária e sanitária. As chuvas das monções, também causadas pela mudança climática, que começaram a se desencadear já em meados de junho de 2022, puseram de joelhos um terço do país. Cerca de 33 milhões de pessoas, ou 15% da população total, foram deslocadas, mais de 1.500 pessoas morreram e mais de 700.000 casas foram destruídas. O perigo de doenças como a febre tifoide, cólera e dengue está crescendo a cada dia, e as necessidades estão se tornando mais urgentes. A megalópole de Karachi, um dos lugares onde o Movimento dos Focolares está presente há algum tempo, não foi tão atingida como outros centros, que já são difíceis de alcançar em condições normais, como as províncias de Sindh, Punjab do Sul e Balucistão. No entanto, “os desabrigados também estão chegando aqui e estamos nos movendo para organizar ajuda nos campos de recepção”, dizem alguns membros dos Focolares. Além disso, muitos do Movimento, de várias idades e vocações, estão fazendo o que podem para responder como comunidade às necessidades mais urgentes, alguns até mesmo abrindo as portas de suas casas se necessário, como aconteceu com Abid, um jovem pai de família, que acolheu dezesseis muçulmanos que haviam perdido tudo no primeiro andar de sua casa. A maior cidade afetada por esta inundação é Hyderabad. Matthew, um gen, um dos jovens locais do Movimento dos Focolares, escreve: “Agora a situação no centro da cidade é segura, mas os bairros próximos ao rio Indo ainda estão em perigo e algumas partes foram evacuadas. As próximas duas semanas serão muito difíceis”. Nestes dias, o medo se mistura com uma consciência lúcida, gerando uma força interior, instintiva, que olha para o outro e, com coragem renovada, se mobiliza e se articula em rede. “Como Jovens por um Mundo Unido, há alguns meses criamos um grupo chamado ‘O Espírito de Partilhar’, somos católicos e da Igreja Anglicana do Paquistão”, continua o irmão de Mathew, Hanan, “nos reunimos para fazer um plano, para descobrir o que e como ajudar. Você pode pensar que não podemos fazer muito ou que é muito pouco, mas dissemos uns aos outros que “todos podem dar algo, que devemos mover os corações”. E assim foi que estes jovens, batendo em todas as portas de seu bairro, entrando nas lojas, arrecadaram cerca de 5000 rupias, enquanto outras 2000 rupias chegaram providencialmente em resposta a um panfleto compartilhado nas redes sociais. Um desejo de doar que, a partir de uma experiência de diálogo, se transformou em serviço e ação. Entre as muitas pessoas em dificuldade, um dos grupos de maior risco nestas áreas são as comunidades nômades hindus: as barracas de “nossas famílias” estavam em uma planície. Com as inundações, as pessoas se refugiaram em uma parte elevada da terra que agora está cercada por água, é como se estivessem em uma ilha da qual não podem mais sair”, dizem alguns jovens pertencentes a estas comunidades. Reunir-se em torno das pessoas afetadas e começar iniciativas de alívio e apoio direcionadas, especialmente ali, onde os recursos para fazê-lo são escassos, não é apenas um desejo, mas parece ser uma verdadeira prioridade para todos. Em resposta a toda essa tristeza em Karachi, em um bairro bastante pobre na periferia da cidade, um pequeno grupo de gen instalou-se imediatamente: “Montamos um ponto de coleta pelo qual muitas pessoas passaram: algumas trouxeram comida, água ou roupas; outras deixaram dinheiro em uma caixa colocada na entrada”, diz Rizwan. “Vi que não havia muitas roupas para as crianças”, diz Soiana, “então comecei a costurar para elas, usando tecido que tinha sobrado do meu trabalho”. Para contribuir com a Arrecadação de Fundos de Coordenação de Emergência do Movimento dos Focolares para o Paquistão, você pode fazer uma doação para:
| Ação Jovens por um Mundo Unido ONLUS (AMU) |
Ação para Famílias Novas ONLUS (AFN) |
| IBAN: IT58S 05018 03200 000011204344 Banca Popolare Etica |
IBAN: IT92J 05018 03200 000016978561 Banca Popolare Etica |
| Código SWIFT/BIC: ETICIT22XXX |
Código SWIFT/BIC: ETICIT22XXX |
| MOTIVO: Emergência Paquistão |
| As contribuições pagas nas duas contas correntes com este motivo serão administradas conjuntamente pela AMU e AFN. Benefícios fiscais estão disponíveis para tais doações em muitos países da UE e em outros países ao redor do mundo, de acordo com diferentes regulamentações locais. Os contribuintes italianos poderão obter retenções e deduções de sua renda, de acordo com os regulamentos para organizações sem fins lucrativos, até 10% de sua renda e com um limite de 70.000,00 euros por ano, excluindo doações feitas em dinheiro. |
Maria Grazia Berretta