17 Set 2014 | Sem categoria
Concluiu-se no dia 7 de setembro, em Assunção (Paraguai), com 120 participantes – dirigentes de empresas, trabalhadores e estudantes – provenientes também da Argentina, o primeiro congresso paraguaiano de Economia de Comunhão (EdC). O evento foi muito esperado e uniu-se ao tradicional encontro de primavera dos empresários EdC argentinos, o 34°. O foco do congresso foi a fisionomia do empresário que segue a Economia de Comunhão. «Um empresário – explica o professor Luigino Bruni, coordenador mundial do progeto, em ligação Skype – que escolhe a pobreza». É uma afirmação forte, que poderia fazer entender que riqueza, ou melhor, bem-estar e EdC são incompatíveis. A resposta veio de German Jorge (Paraná, Argentina), proprietário de um centro de distribuição de materiais de construção com 60 dependentes: «O empresário EdC sofre pela pobreza, de outro modo, não seria EdC. Não está imune da pobreza, mas faz dela uma escolha de vida, levando-a na empresa. Na economia capitalista – continua Germán – o objetivo da empresa é gerar riqueza. No nosso caso gerar riqueza é um sinal que indica que as coisas estão bem, mas não é esta a finalidade. O fim é a comunhão. E o processo em si é vivido em comunhão: construímo-nos como pessoas fazendo empresa. E, deste modo, a empresa não é uma máquina para fazer dinheiro, mas uma comunidade de pessoas».
É um estilo empresarial de sucesso, como demonstra a história de Ramon Cerviño de Córdoba (Argentina), proprietário de uma firma de equipamentos médicos. Ele explica que o distintivo do estilo empresarial de um “líder de empresa” deste tipo é a escolha da ampla comunicação no ambiente do trabalho: não coloca os pobres antes da empresa, mas descobre, aceita e assume a diferença e a pobreza do outro.
Foram muitos os testemunhos de empresários que fizeram esta escolha: desde histórias de pequenos comerciantes, como os episódios vividos por uma cabelereira, por um plos estimulantes de trabalho e tenacidade. Mas houve também histórias grandes empresas, como a “Todo brilho”, visitada pelos participantes no congresso. Uma empresa paraguaiana, líder no campo das limpezas, com mais de 600 dependentes, que nasceu da decisão de Maria Elena de renunciar a um lugar como dirigente de um grande banco. Ela começou a empresa com os seus filhos, deixando de lado todas as vantagens e as comodidades do caso. «Tínhamos ‘pensado’ este progeto para dar trabalho a quem não teve possibilidades de estudar – conta Maria Elena. Para muitos deles representamos a única possibilidade de inserção ocupacional». Depois do congresso, todos voltaram às próprias atividades e empresas, com uma força e um empenho a mais: ser geradores de uma economia mais humana e fraterna.
15 Set 2014 | Sem categoria
Notas biográficas
Maria Voce, eleita presidente do Movimento no dia 7 de julho de 2008, pela Assembleia Geral dos Focolares; primeira focolarina na sucessão da fundadora, Chiara Lubich, falecida em 14 de março do mesmo ano, no dia 12 de setembro de 2014 foi eleita para o segundo mandato consecutivo. Uma escolha fruto da comunhão entre os 500 participantes da Assembleia Geral, provenientes do mundo inteiro. (mais…)
15 Set 2014 | Sem categoria
«Alguém me perguntou se eu tinha conseguido dormir bem esta noite. Respondi que sim, mas que provavelmente não vai ser a mesma coisa depois da partida do meu time, o Real Madri contra o Atlético!». No dia 13 de setembro de 2014 Jesús Morán Cepedena, recém-eleito copresidente do Movimento dos Focolares para os próximos seis anos, começou o seu discurso com uma anedota, que surtiu o efeito de suavizar a intensidade do momento. Grande a alegria de toda a assembleia quando Maria Voce o agradeceu por ter aceito o convite de partilhar com ela a responsabilidade pelo Movimento. Também a Santa Sé declarou confirmado o novo copresidente, ato necessário segundo os Estatutos dos Focolares, numa carta assinada pelo cardeal Rylko, na qual almeja que «desenvolva fielmente e generosamente a sua missão, em profunda unidade com a Presidente e com proveito para toda Obra de Maria». E com toda a certeza não podia faltar o agradecimento de Maria Voce a Giancarlo Faletti, copresidente que deixa o cargo, «por ter compartilhado tão bem esta responsabilidade por seis anos», palavras seguidas pelo aplauso, de pé, de toda a assembleia. No Movimento dos Focolares a figura do copresidente evidencia o aspecto da unidade, que encontra seu fundamento nas palavras de Jesus, «Onde dois ou três estão reunidos em meu nome eu estou no meio deles» (Mt 18,20). Segundo os Estatutos do Movimento, o primeiro dever do copresidente é «estar sempre na mais profunda unidade com a presidente», símbolo da unidade do Movimento, «que, junto com ela ou substituindo-a, deverá servir».

Jesús Morán Cepedano
Jesús Morán, focolarino sacerdote, nasceu em 1957 em Cercedilla (Madri). Por mais de 25 anos viveu a serviço dos Focolares no Chile, Bolívia, México e Cuba. Diplomado em filosofia e teologia, é membro da Escola Abba, centro de estudos interdisciplinares do Movimento. Desde 2008 assumiu o cargo de conselheiro geral para o aspecto da formação cultural. Os trabalhos da Assembleia prosseguem com a eleição das e dos conselheiros gerais. Há grande expectativa pela audiência com o Papa Francisco, dia 26 de setembro, no Vaticano.
15 Set 2014 | Sem categoria
«Se a pessoa de Cristo e o seu ensinamento inseriam-se na história para separá-la em duas, levando a humanidade ao arrependimento, ou à transformação, para renová-la e colocar em ação o homem novo, numa cidade nova, de maneira mais ou menos consciente aquele rompimento agia no coração de Maria, colocada na intercessão entre duas idades e duas mentalidades, tornando por vezes penoso o seu esforço de entender Jesus, de segui-lo e ser uma só coisa com Ele. A lição e o sofrimento não terminaram ali. Chegou-se ao ponto em que, durante a pregação do Filho, aconteceu de não poder mais estar perto dele, não ser admitida à sua presença. Em resumo, no desenrolar da profecia de Simeão, Maria tornava-se a Mãe Desolada. A palavra «desolada» salienta a solidão que ela sofreu quando Jesus saiu à vida pública e a deixou em Nazaré, viúva, com uma parentela adversa. E mais tarde, quando Jesus a deixou enquanto mãe, substituindo a sua filiação pela de João. Sozinha no meio de todos, a bendita entre as mulheres, a mãe do gênero humano: a nova Eva. Com o seu sofrimento Maria das Dores concorria a gerar a Igreja, o povo de Deus, que depois o próprio Cristo lhe daria, na pessoa de João, como filho: o filho no lugar de Jesus, ou melhor, um outro Jesus. Mas, desse modo, se a profecia de Simeão havia iniciado o «martírio» da Virgem, também para ela este teve seu ápice no Calvário, quando uma lança de ferro transpassou o peito de Jesus. Aquela lança transpassou a alma de Maria. Sob a cruz Maria tornou-se claramente a mulher do povo que faz a parte de Deus. Num certo sentido poder-se-ia dizer que Jesus precisou dela não só para nascer, mas também para morrer. Houve um momento, sobre a cruz, quando abandonado pelos homens na terra, Ele sentiu-se abandonado pelo Pai no céu, então dirigiu-se à Mãe, aos pés da cruz: à mãe que não o tinha deserdado e vencia a natureza para não cair naquela provação, sob a qual qualquer mulher teria desabado. Depois do filho morto a mãe continuou a sofrer. O recebeu morto sobre os joelhos: mais impotente de quando era uma criança. Um Deus morto sobre os joelhos de uma mãe viúva! Naquele instante, sim, ela tornou-se Rainha. Já que Jesus recapitulava a humanidade, em um instante a humanidade de todos os tempos foi tomada sobre os joelhos de Maria, que naquela desolação mostrou-se a Mãe e a Rainha da família humana, peregrina nas estradas do sofrimento. A sua grandeza foi equivalente à sua angústia, o sofrimento de uma mãe que se encontrava desfalecida sob a culpa, no exílio de todos os tempos. Quando a Mãe do Belo Amor tornou-se também Mãe da Dor, os sete dons do Esposo converteram-se para ela em sete espadas, abriu-se no coração o trauma que, com a chaga do Filho, devia reunir ao Pai a humanidade inteira, reconduzindo-a à fonte. Foi a geração – a regeneração – pelo sangue e pelas lágrimas. Lá ela foi a colaboradora do Redentor, mas justamente esse papel fez dela verdadeiramente a Mãe do Belo Amor. A uniu a nós, vinculou-a à nossa sorte. A humanidade renasceu. E assim nasceu a Igreja». De: Igino Giordani, Maria modello perfetto, Città Nuova, 2001, pp. 118-127
14 Set 2014 | Sem categoria
Não é possível construir a paz sem a contribuição das religiões. São numerosos os apelos dos líderes religiosos e civis do calibre de Shimon Peres, com a sua ideia de uma ONU das Religiões como antídoto à violência e ao terrorismo global, ou de meeting interreligiosos como o recentemente promovido pela Comunidade de Santo Egídio. A VIII Assembleia Asiática das Religiões pela Paz (ACRP) que se realizou em Incheon, Coreia do Sul, de 25 a 29 de agosto, também foi um mosaico importante e um contributo para um presente e um futuro de paz. Não se poderia ter escolhido um lugar melhor para lançar uma mensagem de unidade e de reconciliação entre os povos e os países: não obstante ser berço das principais religiões monoteistas, “contentor” de uma extrema variedade cultural, a Ásia é sobretudo palco dos principais conflitos e guerras. Também os Focolares tiveram a própria participação: Christina Lee, encarregada do Diálogo interreligioso do Movimento, apresentou um tema no encontro pré-assembleia dedicado às mulheres. No seu tema “Oração interreligiosa e meditação”, evidenciou o papel da mulher como construtora de paz no mundo e na Ásia: “que saibamos sonhar – afirmava – como uma comunidade em diálogo, feita de pessoas diferentes por cultura e religiões, que experimentam o sofrimento e a pobreza mas que querem uma Ásia unida”. Como primeiro passo, propôs a criação de um itinerário formativo para as várias comunidades religiosas, na descoberta do patrimônio espiritual asiático, para criar sinais visíveis de unidade e harmonia. Também a presidente dos Focolares na sua mensagem fez votos de que um empenho baseado no amor, na compaixão, na misericórdia e na devoção possa contribuir para realizar unidade e harmonia na Ásia e em outras partes do mundo. Na sua mensagem o Papa Francisco ressaltou que o diálogo e a cooperação entre as religiões continuam a ser o caminho mais seguro para a paz e que “sem a fraternidade é impossível a construção de uma sociedade justa e de uma paz sólida”. Palavras que ecoaram como um alerta e um augúrio para os 450 participantes na ACRP, provenientes de dezessete países da Ásia, com representantes também do Iraque e do Quirsguistão. O título “Unidade e harmonia na Ásia” expressava as premissas e as espectativas desta conferência que já conta 40 anos de vida e representa a crença religiosa de mais de dois terços da população mundial.
Às três comissões de trabalho em que se distribuíram os participantes – educação para a paz e a reconciliação, dignidade humana e bem-estar, desenvolvimento e ambiente ecológico – acrescentou-se um quarto grupo sobre o tema da unificação da penínsola coreana e a paz no nordeste asiático. Este último, guiado pela Conferência coreana das Religiões para a Paz (KCRP), formulou uma própria declaração de apoio ao processo de reunificação nacional. “Mas o verdadeiro trabalho começa agora – declarou um participante – nas nossas comunidades religiosas e nos ambientes da sociedade civil”. E a “Declaração de Incheon”, documento final da Assembleia dá indicações: empenho comum pela paz, trabalhar pela coesão social no continente e pela unificação da península coreana.
12 Set 2014 | Sem categoria
“Aceito” era a palavra que a Assembleia esperava de Maria Voce, logo que foi confirmada pelos participantes como Presidente do Movimento dos Focolares pelos próximos seis anos. Em brevíssimo tempo chegou a confirmação da Santa Sé – como é previsto pelos Estatutos dos Focolares -. “No início deste segundo mandato, auspiciamos à Dra. Maria Voce uma particular assistência do Espírito Santo e confiamos o seu serviço à intercessão materna de Maria Santíssima, no dia em que celebra-se a festa de seu Santo Nome”, escreveu o cardeal Rylko, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos. Ao anunciar a sua adesão, também Maria Voce salientou a feliz coincidência com essa festa: “Maria devia colocar o seu selo neste momento. Tenho certeza que continuará a fazê-lo”. E acrescentou: “No mundo inteiro a Obra está crescendo na oração e no amor, e isso já é um grande fruto do trabalho que estamos fazendo juntos, obrigada a todos”.