Movimento dos Focolares

Instituto Universitário Sophia: o prof. Declan O’Byrne foi nomeado reitor interino

O prof. Giuseppe Argiolas pediu demissão do cargo de reitor do Instituto Universitário Sophia “por motivos pessoais”. O vice-reitor em exercício, prof. Declan O’Byrne, foi nomeado reitor interino e exercerá o seu serviço até o término do seu mandato, em janeiro de 2024. A vice-grã-chanceler Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, escreve à comunidade acadêmica do Instituto: “Peço a todos vocês que cooperem plenamente com o prof. Declan O’Byrne, que aceitou o encargo que lhe foi confiado pela Congregação para a Educação Católica, a fim de que o Instituto Universidade Sophia possa continuar a prestar o seu serviço de ensino, pesquisa e compromisso cultural com o devido profissionalismo e diligência. Agradeço ao prof. Argiolas pelo empenho e pelo trabalho assumido para o desenvolvimento da Universidade Sophia, sobretudo em tempos difíceis como os da pandemia 2020-2022, e confio à responsabilidade de toda a comunidade acadêmica o sucesso do novo ano letivo que está iniciando”. Docentes e funcionários do IUS se unem à vice-grã-chanceler para agradecer ao prof. Argiolas por sua dedicação generosa a serviço do Instituto.

Chiara Lubich: seguir o caminho do amor, como Jesus

Durante a IV Jornada Mundial da Juventude, realizada em Santiago de Compostela (Espanha) em 1989, Chiara Lubich fez um tema intitulado “Jesus é o caminho”. Escolhemos um trecho no qual ela convida a todos a atuar a força transformadora do amor como fez o próprio Jesus. (Jesus) sendo Filho de Deus, que é Amor, veio à terra por amor; viveu por amor, irradiando amor, doando amor, anunciando a lei do amor, e morreu por amor. Depois ressuscitou e subiu aos Céus, cumprindo o Seu desígnio de amor. Tudo por amor a vocês, a mim, a todos. Pode-se, então, dizer que o caminho percorrido por Jesus tem um nome: amor. E que nós, para segui-lo, devemos caminhar pelo mesmo caminho: o caminho do amor. Amor. Alguém poderá se perguntar: mas que tipo de amor Jesus tinha em seu coração? Ele agiu impulsionado por que tipo de amor? Qual foi o amor que deixou aqui na terra? O amor que Jesus viveu, e que nos deixou, é um amor especial e único. Não é um amor como vocês poderiam imaginar! Não é, por exemplo, filantropia, nem mera solidariedade ou benevolência; tampouco pura amizade ou afeto (como aquele de uma jovem por um jovem, ou da mãe pelo filho); não é sequer a não-violência. É algo excepcional, divino: é o mesmo amor que arde em Deus. A nós Jesus deu uma chama daquele infinito incêndio, um raio daquele imenso sol. É algo extraordinário em que pensamos pouco; ao passo que, se o tomássemos em consideração, nos faria potentes. (…) Devemos fazer frutificar este amor. De que maneira? Amando.

Chiara Lubich

 (Chiara Lubich, L’amore al fratello, Città Nuova, 2012, pag. 50-51)

Evangelho Vivido: a concretude do amor

Amar nos impulsiona a sair de nós mesmos, fazendo o bem e nos aproximando do outro, ultrapassando a indiferença. Colocar a mão na massa e nos empenhar nos lembra o quanto Deus nos amou por primeiro e qual é o sonho que colocou no nosso coração. Dezessete mil quilos de livros Ao conversar com amigos sobre a crise na Argentina, soubemos da grande carência de textos escolares no país. Então, nasceu a ideia de fazer uma arrecadação entre as famílias que conhecíamos. A resposta foi imediata e generosa. Não faltaram outras iniciativas: inserções nos jornais, pedidos nas rádios, espaço para falar nas paróquias e em diversas associações de pais. Muitos se empenharam em primeira pessoa também em outras cidades. Arrecadamos dezessete mil quilos de livros de todos os níveis escolares para enviar à Argentina pelo mar. Teve até quem, em um mês, envolvendo outras pessoas, arrecadou duzentos quilos de livros e o dinheiro para o transporte. Em alguns casos, por falta de experiência, foi difícil pensar em muitos particulares importantes (por exemplo, as caixas adequadas para o transporte, as regras alfandegárias, etc). Mas para tudo se encontrava uma solução. Também pudemos contar a muitos o que nos impulsionava a fazer essa ação: o ideal de um mundo mais unido e solidário. (S.A. – Espanha) Juntos no trabalho Sou enfermeira em um centro de serviços sociais. Um casal pobre com uma criança de nove meses dirigiu-se a mim para serem atendidos. Não tinham dinheiro nem para o ônibus; a mulher havia machucado a mão e o menino precisava completar suas vacinas. Eu não podia atender os pedidos deles devido a procedimentos muito rígidos, mas dentro de mim sentia o impulso de fazer algo por aqueles irmãos. Depois de terminar de atender uma emergência, dei um jeito de responder a todas as exigências daquela família, para evitar que tivessem de comprar as passagens de ônibus para um próximo atendimento. A um certo ponto, espontaneamente, outra enfermeira se ofereceu para ajudá-los no meu lugar: cuidou da mão da senhora, a quem ofereceu também outros medicamentos, e vacinou o menino. Estava feliz por poder ajudá-los e eu também estava. (Maina – Canadá)

Por Maria Grazia Berretta

(trecho extraído de O Evangelho do Dia, Città Nuova, ano VIII, n.2, julho-agosto2022)

Chiara Lubich: imitar Maria, vivendo a Palavra de Deus

Em 1976, na rubrica da revista Città Nuova “Diálogo aberto”, um leitor dirige a Chiara Lubich esta pergunta: “De vez em quando algo me recrimina, pois não amo suficientemente Maria, penso pouco nela. Na sua opinião, o que é preciso fazer para ter uma verdadeira devoção por Maria?” Eis a resposta de Chiara. Maria está mais perto de Deus do que do homem, mesmo assim é criatura, como nós, criaturas, e assim é diante do Criador. Por isso ela pode ser para nós como um plano inclinado que toca o céu e a terra. […] Quanto a ter uma verdadeira devoção por ela – mesmo magnificando as várias devoções que floresceram nos séculos, para dar ao povo cristão o sentido de um amor materno seguro, que pensa a todos os pequenos e grandes problemas que a vida traz consigo –, vou aconselhar algo que fará nascer no coração um amor por Maria parecido e do tipo daquele que Jesus tem por ela. Se Maria tem todas essas magníficas e extraordinárias qualidades, que você conhece, ela é também «a perfeita cristã». E é assim, porque, tal como podemos deduzir do Evangelho, ela não vive a própria vida, mas deixa que a lei de Deus viva nela. É aquela que melhor do que todos pode dizer: «Não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim » (Gl 2, 20). Maria é a Palavra de Deus vivida. Se você quer amá-la realmente, «deve imitá-la ». Seja também você Palavra de Deus viva! Já que não se pode viver todo o Evangelho ao mesmo tempo, reevangelize a tua vida, levando a sério e vivendo todos os dias uma das “palavras de vida” que ele contém.

Chiara Lubich

(Chiara Lubich, Maria, Città Nuova, Roma 2017, pag. 154-5)

Profecia e unidade para a salvaguarda da criação

A V Cúpula de Halki foi realizada na Turquia de 8 a 12 de junho de 2022. Proteger juntos o futuro do planeta é o título desta edição promovida pelo Patriarcado Ecumênico de Constantinopla em parceria com o Instituto Universitário Sophia de Loppiano (FI-Itália). https://www.youtube.com/watch?v=qWZAiqArbOM&list=PL9YsVtizqrYufFaAuD5lSHqAOZYXBq3vT&index=1&t=22s

Chiara Lubich: aceitar o outro completamente

A Palavra de Vida de Agosto de 2022 convida-nos a perdoar sempre. Quando nos apresentamos perante Deus – na liturgia, na oração – devemos estar em harmonia com todos. Como diz o Papa Francisco, não podemos ir descansar se houver discórdia com os nossos irmãos ou irmãs. Jesus disse, usando uma linguagem paradoxal para salientar a importância do pleno acordo que deve existir entre os irmãos diante de Deus: se estás para oferecer o teu sacrifício e te lembrares que existe alguma desarmonia entre ti e teu próximo, interrompe o teu sacrifício e vai primeiro reconciliar-te com o teu próximo. A oferta do sacrifício, de fato – e, para nós cristãos, a participação à missa – correria o risco de ser um ato vazio de significado se estivéssemos em discórdia com os nossos irmãos. O primeiro sacrifício que Deus espera de nós é que nos esforcemos para estar em harmonia com todos. Com esta exortação nos parece que Jesus não está apresentando novidades substanciais em relação ao Antigo Testamento. (…) Mas uma novidade existe, e é a seguinte: Jesus afirma que devemos ser sempre nós a tomar a iniciativa para que a harmonia seja constante, para que se mantenha a comunhão fraterna. Desta forma, faz com que o mandamento do amor ao próximo atinja a sua raiz mais profunda. Na verdade, ele não diz: Se te lembrares de ter ofendido o teu irmão, mas “se te lembrares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti”. Para Jesus, o próprio fato de alguém ficar indiferente em relação à desarmonia com os irmãos – mesmo sem ser responsável por ela – já é um motivo para não sermos bem-aceitos por Deus, para sermos repelidos por ele. Portanto, Jesus quer nos precaver não somente contra as mais graves explosões de ódio, mas também contra toda e qualquer expressão ou atitude que de alguma forma denote falta de atenção, de amor para com os irmãos. (…) Devemos tentar não ser superficiais nos relacionamentos, mas penetrar nos mais escondidos recantos do nosso coração. Fazer de tudo para eliminar também a simples indiferença, ou qualquer falta de benevolência, qualquer atitude de superioridade, de descuido em relação a quem quer que seja. Esforçar-nos ainda para reparar uma indelicadeza com um pedido de desculpas ou um gesto de amizade. E se às vezes isso parece não ser possível, o importante será a mudança radical da nossa atitude interior. Um gesto de rejeição instintiva para com o próximo deve dar lugar a uma atitude de aceitação completa do outro, de misericórdia sem limites, de perdão, de partilha, de atenção às suas necessidades. Se agirmos assim poderemos oferecer a Deus todos os dons que quisermos e Ele os aceitará e os levará em consideração. O nosso relacionamento com Deus se tornará mais profundo e chegaremos àquela união com Ele que é a nossa felicidade presente e futura.

Chiara Lubich

(Chiara Lubich, in Parole di Vita, Città Nuova, 2017, pag. 282/3)