26 Dez 2013 | Sem categoria
«Em nome de Deus Clemente e Misericordioso: que o sofrimento seja esquecido, que a felicidade e a paz reinem nos quatro ângulos do mundo, que os corações de todos os homens estejam ligados, que o amor arda em seus corações e que a unidade os reúna em um único rastro de luz. Deus, faz com que os fogos de guerra sejam uma vaga recordação. Deus, na tua infinita clemência e misericórdia, permete-nos ser mais pacientes e faz de nós instrumentos de amor e de paz. Louvor a Deus, não existe potência nem força fora Dele». Esta foi a oração de Naim, um jovem muçulmano da Argélia.
Exatamente um ano atrás, durante o encontro deles, tinha surgido a necessidade de reforçar a oração diante do desencadear-se do conflito na Síria, e foi lançado o Time out pela paz. Ainda hoje repetem a própria adesão a serem instrumentos de paz em seus ambientes, da República Centro Africana ao Líbano e Argélia, de El Salvador à Argentina, alguns dos países representados.
Nos quatro dias em Roma, de 19 a 22 de dezembro, houve um intercâmbio de experiências, como aquela do jovem budista que, após conhecer os gen, sentiu o impulso de ir em profundidade no conhecimento da sua religião. Decidiu passar um ano num mosteiro fazendo a experiência com os monges. Ou as experiências de quem interroga-se sobre as escolhas para o futuro, a coragem de construir uma família, a entrada no mundo do trabalho. Mas o testemunho mais forte veio do Oriente Médio – com representantes do Líbano e da Argélia – que salientava a esperança que não morre, até quando, no horizonte, o céu não se abre.
E Maria Voce convida todos, entre os quais muitos de vários países europeus, a ir para fora. Dirige-se com força aos jovens presentes: «Os gen estão nas universidades? Estão lá onde estão os outros jovens? Ou estão sempre só entre eles? Fazem algo pelos outros? O Papa repete sempre para sair, sair das sacristias, sair do recinto, não apoiar-se nas seguranças, não dizer “fizemos sempre assim e vamos continuar assim”».
Como fazer? Maria Voce pressiona: «Arriscar, ter a coragem de abrir-se à novidade, ter a coragem de alguma iniciativa ousada, até extrema, para tentar novos caminhos, para construir novas relações com a humanidade». E, abrindo-se, levar aquele que pode ser o presente característico, a alegria dos seguidores de Jesus, fruto da sua presença onde dois ou mais estão reunidos em seu nome. O lema do congresso era justamente “Disto vos reconhecerão…”, citação do Evangelho que continua “…se tiverdes amor uns pelos outros” (Jo 13,25). «Queremos dar todas as nossas forças para a construir a fraternidade, todos juntos», foi a reação imediata dos jovens.
Um pequeno fato: «Um carro encostou no meu exatamente no lugar onde, algum tempo atrás, eu já tinha levado uma batida – conta Francesco -. Eu poderia ter sido esperto, não dizer nada e fazer com que me pagassem, mas, ao invés disso, saí do carro, tranquilizei o senhor desajeitado que tinha vindo em cima de mim, e disse a ele a verdade. Fui bobo em agir assim? Talvez, mas senti a alegria de ter agido retamente e com misericórdia».
«Impressionou-me muito a sinceridade com que Maria Voce nos falou, de coração aberto – explicou Tomaso, italiano -. Quando saímos “o sangue fervia nas veias”, como Chiara dizia aos gen nos anos 1970. Estamos mais decididos do que nunca a levar o fogo do Evangelho vivido a todos, “a maior revolução”, aquela que não passa».
24 Dez 2013 | Sem categoria

23 Dez 2013 | Sem categoria

22 Dez 2013 | Sem categoria

Para as pessoas que aderem ao Movimento dos Focolares o diálogo não é algo que possa permanecer opcional. É suficiente percorrer as etapas de seu desenvolvimento (ver a cronologia), para intuir como o movimento não nasceu numa prancheta, mas por uma inspiração carismática que o Espírito desejou conceder a uma jovem mulher de Trento. Desde os primeiros anos, os numerosos episódios vividos por Chiara Lubich e suas primeiras companheiras, indicavam um caminho de total acolhida do outro, quem quer que ele fosse. E a acolhida é o primeiro degrau para o diálogo.
Observando a difusão do Movimento pelo mundo, vê-se com clareza como o rápido crescimento do espírito da unidade não pode tanto ser atribuído apenas à eficácia de palavras ditas pessoalmente, num microfone ou numa rádio, para abrir novas fronteiras, quanto ao amor vivido segundo a arte de amar que Chiara sempre propôs como único “método” de difusão, o “fazer-se um”. Trata-se de um neologismo trasladado de São Paulo («fiz-me tudo a todos») que no movimento foi sempre o principal caminho de evangelização.
Ao constatar a grandeza da difusão do movimento, enfim, sem dúvida pode-se entender como a espiritualidade da unidade tenha conquistado os corações e as almas de pessoas de toda e qualquer categoria social, pela sua irredutível abertura sobre a humanidade e as suas necessidades. Uma abertura que se exprime em primeiro lugar numa atitude de diálogo em cada campo, tempo e lugar.
No Movimento dos Focolares, portanto, o diálogo deve ser entendido no sentido mais forte, evangélico, aquele que não compromete a própria identidade em troca de algum compromisso, mas que, justamente pela identidade que adquiriu, pode aproximar-se do “diferente de si” com espírito aberto. Em suma, nem mera benevolência, nem irenismo, nem sincretismo.
No dia 24 de janeiro de 2002, em Assis (Itália), Chiara foi chamada, juntamente com Andre Riccardi (fundador da Comunidade de Santo Egídio), a exprimir-se em nome da Igreja católica, diante do Papa e das máximas autoridades religiosas mundiais, e logo após a queda das Torres Gêmeas, e quis salientar como o comportamento da Igreja seja «inteiramente diálogo».
Recordou então os seus quatro diálogos: no interior na própria Igreja, o ecumenismo, a relação com fieis de outras religiões, os contatos com aqueles que não possuem um credo religioso. São exatamente esses quatro diálogos aqueles que, no Vaticano II e na encíclica Ecclesiam suam, de Paulo VI, a Igreja católica identificou como caminho para o relacionamento com a humanidade em suas variadas fisionomias.
Chiara escreveu, em 1991: «Jesus considera como aliados e amigos seus todos os homens que lutam contra o mal e trabalham, muitas vezes sem se darem conta, pela atuação do Reino de Deus. Jesus nos pede um amor capaz de “fazer-se diálogo”, isto é, um amor que, longe de fechar-se orgulhosamente no próprio recinto, saiba abrir-se a todos e colaborar com todas as pessoas de boa vontade, para construir juntos a paz e a unidade do mundo. Procuremos abrir os olhos aos próximos que encontramos, para admirar o bem que fazem, qualquer que sejam as suas convicções, para sentir-nos solidários com eles e encorajar-nos mutuamente no caminho da justiça e do amor».
21 Dez 2013 | Sem categoria
«O Natal é o mistério sublime do amor de um Deus que amou tanto os homens ao ponto de se fazer homem. Como está escrito, o mistério da Encarnação é a demonstração da excessiva caridade de Deus. Para abraçar a todos com esta caridade, Ele, nascendo numa gruta, no meio de animais, tornou-se inferior a todos: os pobres mais pobres contemplaram-no abaixo da sua própria miséria. Celebrar o Natal significa reavivar a consciência do amor trazido por Jesus do céu à terra, e distribuído por Ele com a vida e com a palavra. Hoje, existe uma necessidade especial de reavivar – e purificar – o conceito do amor, porque a convivência humana corre o risco de ser cada vez mais triste na medida em que carece de amor. O amor coloca o homem ao nível de Cristo; o bem (ou o mal) feito ao próximo é avaliado, no julgamento supremo, como feito a Cristo. Ora, da penúria de amor – desta incapacidade de querer-se bem –, destila-se o tédio, com a tristeza. Devolver hoje o amor aos irmãos é devolver-lhes a alegria, a paz, a vida, e por isso o Natal renova o sabor da inocência e da simplicidade; redescobre aquela fonte de alegria que é Cristo entre nós, como no presépio, entre Maria, José e os pastores. O Senhor nasceu para que nós renascêssemos. Ele é a vida, e nós estávamos – estamos – nas trevas. Passamos das trevas para a vida se amarmos os irmãos. O empenho cristão exige heroísmo, um resgate contra a mediocridade, uma vitória sobre o compromisso de conveniência. Quer vida na liberdade, que é liberdade do mal, contudo, apresenta-se como prostração de forças físicas, fracasso econômico, desilusões nos relacionamentos humanos, desolação no meio do mundo… O importante é não ceder, talvez ninguém dir-te-á «muito bem»! As honras apontam para outros lados. Pode ser que algumas pessoas te chamem fanático ou ingênuo. Tu deverás extrair de toda a desolação que te invade, uma mais ardente fome de Deus, e assim ganhas estímulos. Existem frases simples e profundas, da profundidade do divino, que exprimem esta tarefa. Frases de Jesus: «Vós sois o sal da terra…». «Vós sois a luz do mundo…». O sal dá sabor aos alimentos escondendo-se neles. A luz ilumina, como o silêncio que, penetrando, clareia. A conduta do cristão deve ser tal ao ponto de dar sabor (um sal) e uma direção à vida (de outro modo, não se sabe o que se faz na vida). Não se pode deixar de pensar nas misérias do mundo, dadas em grande parte à falta de amor… O amor é vida para o homem. Em Jesus foi o Amor que, encarnando-se em Maria, assumiu a nossa humanidade, inserindo nela a vida de Deus». Igino Giordani em: Città Nuova, 25.12.1967 – n.23/24
20 Dez 2013 | Sem categoria
O Natal em Belém da Judeia: «Uma ocasião única para coroar o ano encontrando-nos com os Jovens por um Mundo Unido da Terra Santa, para um Natal de acolhimento e de paz», contam Maria Guaita, Andrew Camilleri e Claudia Barrero, da Secretaria internacional dos JMU.
O que significa, para vocês, passar o Natal na Terra Santa? «Recebemos este convite como uma proposta a ser levada a todos os JMU do mundo – conta Maria Guaita -. O Evangelho nos diz que Maria e José não encontraram lugar na hospedaria, que o Verbo veio entre o seu povo, mas os seus não o acolheram. Queremos acolhê-lo, especialmente em quem é solitário, marginalizado, nos pobres e sem-teto. Por isso queremos nos comprometer para que cada uma das nossas cidades torne-se uma pequena Belém que recebe o presépio, que oferece um berço para Jesus».
Como vocês se organizaram? «Propomos a todos os JMU um Natal de acolhimento e de paz – explica Andrew -. Todos os dias os meios de comunicação nos mostram imagens de violência, sofrimento e exclusão. Queremos responder a isso, começando do período natalino, com as mais variadas iniciativas de amor concreto para com os irmãos».
«Queremos envolver o maior número possível de pessoas – conclui Maria – também paróquias, instituições, outras associações e movimentos, segundo a fantasia e as possibilidades de cada um, com a convicção de que – como dizia Chiara Lubich – “nada é pequeno daquilo que é feito por amor”».
Fotos e breves vídeos das atividades poderão ser encontradas na página do Facebook dos JMU da Terra Santa: Youth for a United World – Holy Land
«Serão fragmentos de fraternidade – acrescenta Claudia – que falam por si mesmos e documentam uma etapa importante na realização do “Projeto Mundo Unido”, na caminhada rumo à unidade do mundo».
Para mais informações: Jovens por um Mundo Unido