Movimento dos Focolares
Sempre em frente

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«Caros amigos,  Hoje, mando-lhes uma saudação da Austrália.

Ainda estamos caminhando na “Santa Viagem” e não podemos parar e muito menos voltar para trás. Jesus disse: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus” (Lc 9,62).

Este jovem continente, a Austrália, lembra-nos isto com o seu brasão, onde estão representados dois animais típicos da região, escolhidos propositalmente, porque não sabem andar para trás: o canguru – o famoso canguru! – e uma grande ave cujo nome é “emu”».

Nós também devemos caminhar sempre para frente, com coragem.

Fonte: Centro Chiara Lubich

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A necessidade da unidade

Jesus, eis-nos aqui[…] para Te pedir, em primeiro lugar, algo grande, Senhor!

Tu, que disseste: «Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome (no meu amor) ali estarei eu no meio deles» (Mt 18,20), suscita em todos nós um grande respeito fraterno, uma escuta profunda e recíproca, acende o amor recíproco, permitindo, aliás, realizando, assim, a Tua presença espiritual entre nós. Nós sabemos que: «Sem ti, nada podemos fazer» (cf. Jo 15,5).

Mas com a Tua presença entre nós, poderemos ser Iluminados, portanto, com a Tua luz, e guiados neste dia […]. Tu conheces […] o único e ao mesmo tempo diversificado chamado que recai sobre todos nós: trabalhar, junto a muitos outros do mundo cristão, para que a comunhão plena e visível entre as Igrejas, um dia, se torne realidade. Isso requer – como sabemos – quase que um milagre. Portanto, precisamos de Ti, Jesus. Nós, com relação ao que nos diz respeito neste momento, […] queremos abrir a Ti o nosso coração para revelar-Te os nossos sentimentos mais profundos.

Advertimos a necessidade de pedir, acima de tudo, perdão da parte nossa, mas também em nome das nossas irmãs e dos nossos irmãos cristãos de todos os tempos; perdão por termos dilacerado, de um modo tão insensato, a Tua túnica e por tê-la reduzido a pedaços; ou por tê-la mantido assim, com indiferença. Ao mesmo tempo, nutrimos uma ardente esperança na Tua misericórdia, que é sempre maior do que os nossos pecados e capaz não só de perdoar, mas também de esquecer. Por fim, não podemos negar que temos uma grande fé no Teu amor imenso, que sabe extrair o bem do mal, se em Ti acreditamos e se Te amamos.

Queima tudo isso no nosso coração, Jesus, neste momento, junto ao reconhecimento por aquilo que, com a Tua graça e há quase um século, os cristãos de muitas Igrejas puderam fazer, inspirados pelo Espírito Santo, em vista da reaproximação recíproca por meio de um fecundo diálogo de amor, com um intenso trabalho teológico, com uma sensibilização geral do povo quanto à necessidade da unidade.

Deixa que Te declaremos, Jesus: embora nos encontremos na real e dolorosa situação de uma comunhão ainda não plena, sentimos no coração aquele otimismo cristão que o Teu infinito amor não pode deixar de suscitar.

E damos início ao nosso trabalho com a segurança de que Tu, que sabes vencer o mundo, também nos ajudará a ajudar-Te a mostrar um dia o Teu Testamento realizado aqui na Terra, o qual, pela unidade atingida, poderá testemunhar-Te ao mundo como Rei e Senhor dos corações e dos povos. Amém”.

Chiara Lubich ao Conselho Ecumênico de Igrejas

Genebra, 28 de outubro de 2002

Publicado por Città Nuova Editrice, no livro cujo título é Il dialogo è vita Roma 2002, p.47-49 (a coleção dos vários discursos que Chiara Lubich pronunciou durante a viagem a Genebra em 2002, com um forte timbre ecumênico).
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Instituto Universitário Sophia em movimento

Foi a primeira experiência acadêmica do Instituto Sophia fora da sede de Loppiano (Itália): um Curso de Verão no Hemisfério Sul, organizado em colaboração com a Mariapoli Lia, a cidadezinha argentina do Movimento dos Focolares.

Com o foco sobre os “Fundamentos epistemológicos para uma cultura da unidade”, partindo das perspectivas teológicas, filosófico-científicas e políticas, 58 estudantes provenientes do México, El Salvador, Cuba, Guatemala, Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Argentina foram recebidos na cidadezinha Lia, de 29 de dezembro 2012 a 6 de janeiro de 2013.

Um evento que atraiu muitas pessoas. No dia da inauguração estavam presentes os estudantes, os habitantes da Mariápolis, os amigos das cidades próximas, o bispo local Dom Radrizzani, o Núncio, Dom Tscherrig, que deu a benção apostólica e, ainda, outras autoridades.

Na aula inaugural do Curso de Verão, o teólogo Piero Coda, Presidente do Conselho do Istituto Universitario Sophia (IUS), descreveu a América Latina como sendo “o Continente do Concílio Vaticano II”, no qual o Movimento dos Focolares colocou as suas raízes ainda nos seus albores. O percurso cultural do Movimento teve um desenvolvimento fundamental com a criação, há 25 anos, da “Escola Abba”, o Centro de Estudos dos Focolares, para – continua o Prof. Piero – “estudar, à luz do Evangelho, da Doutrina da Igreja e da Sabedoria universal difundida amplamente em todas as civilizações, as implicações e a eficácia cultural do carisma da unidade”. E concluiu afirmando que “são somente duas as condições para que o nosso empenho e o nosso trabalho não sejam em vão, mas, que sejam imbuídos plenamente do amor e da luz de Deus: que haja entre nós um único mestre: Jesus (…). E que nesta escola haja uma única lei, a do amor recíproco: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

A preparação do curso foi feita coletivamente no exercício da “técnica da unidade”: doação e acolhida do outro, das suas idéias e da sua cultura.

As jornadas de estudo foram intensas e vividas com um “pacto pedagógico” que, tanto os professores quanto os alunos, se esforçaram para respeitá-lo. Todos os dias iniciavam-se tendo a Palavra como fonte e inspiração para o estudo, e compartilhando a própria vivência. Portanto, muita participação às aulas, muitas horas de estudo, trabalhos em grupos, perguntas e troca de opiniões. Assim se expressou Leonor, da Bolívia: “O que me chamou a atenção é que os professores se colocam no mesmo nível dos estudantes; aqui nos tratamos como iguais, compartilhamos idéias e podemos oferecer os nossos conhecimentos… ao mesmo tempo, escutamos e aceitamos as idéias do outro”. E Maria Helena, de Cuba, acrescenta: “Compreendi que eu tinha uma visão reduzida. Creio que aprendi mais em um só dia que em toda a minha carreira universitária”. Hélder, do Brasil: “Aqui temos uma vantagem que, comumente, não temos em outros lugares: a fraternidade como possibilidade de transformar e resolver os problemas do Continente”.

Nos dias que precederam o curso, 45 professores da América Latina se encontraram para trabalhar no projeto dos próximos Cursos de Verão, criando um currículo para os próximos cursos e aprofundando a relação da espiritualidade do Focolare com a cultura contemporânea. Além disso, surgiu a proposta da fundação de um Centro de “Pesquisas e Formação Interdisciplinar Vittorio Sabbione”, em homenagem a um dos incansáveis difusores do ideal da fraternidade na América Latina. Existe já um Centro, com sede na Mariápolis Lia que, embora no início, é já “itinerante” para ir ao encontro das multiformes realidades do continente.

Em síntese, dias de intenso trabalho, de novas relações construídas com outros jovens latino-americanos, dias “inesquecíveis”, segundo Maria Alejandra, do Equador. E Javier, da Colômbia, não duvida: “É possível um mundo melhor, é possível uma sociedade melhor, são possíveis redes fraternas de solidariedade, é possível o diálogo!

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Economia de Comunhão: Relatório EdC 2011-2012

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Foi publicado o Relatório EdC do ano 2011/2012. Trata-se de uma publicação que oferece uma visão completa do estado das empresas que aderem aos princípios da Economia de Comunhão e das atividades que, no mundo inteiro, são sustentadas para promover uma cultura cujo fundamento é a comunhão.

Ao folhear o relatório tem-se a impressão de estar diante de uma janela e, ao abri-la, vê-se uma paisagem fascinante, de contornos incertos e, talvez, ainda limitados; mas, que transmite o sinal de esperança característico das grandes idéias.

Desta forma podemos ver o que aconteceu de setembro de 2011 a setembro de 2012 no mundo da Economia de Comunhão: atualmente as empresas que aderem ao projeto são mais de 800. Mas, entre as empresas que abrem e fecham, obtém-se o dado de que, em mais de vinte anos de atividade foram mais de 1.800 as empresas associadas, ao menos por um período de um ano. Um dado sintomático que confirma a vitalidade e o dinamismo da proposta da EdC, especialmente ao levar em consideração a crise econômica e a diversidade dos contextos socioeconômicos nos quais estas empresas são constituídas.

De fato, torna-se evidente que a maneira de agir das empresas EdC no mundo inteiro se dispõe a ser diferente: com a doação de uma parte do lucro, com a contribuição à solução direta dos problemas sociais através da própria ação da empresa (por exemplo a inclusão de pessoas em condições de desvantagem no setor profissional), mas, sobretudo, com uma ação econômica que gera comunhão e fraternidade. Como afirmava sempre Chiara Lubich, a empresa EdC procura ser “uma construção feita inteiramente de amor» .

Alem disso é notável o incremento de empresas EdC na África, continente que no decorrer de 2011 recebeu a primeira escola EdC e atualmente calcula-se um aumento de 60%, com 16 empresas a mais.

Enfim, convém analisar a tabela que apresenta a distribuição dos bens e contribuições. Ela demonstra como, das empresas e de particulares, existe um constante fluxo de bens que, não somente encoraja novas comunhões, quanto promove uma mudança cultural e econômica que suscita esperanças. O maior volume de lucros procede de dois países muito diferentes entre eles: da Bélgica, na velha Europa e do Brasil, país economicamente emergente e em constante crescimento: sinais de que os princípios que estão nos fundamentos da vida dessas empresas são universais, ultrapassam os limites e produzem reciprocidade por meio de atos que favorecem outras atividades produtivas.

Não falta a ajuda aos indigentes, feita pela integração da renda nos lugares onde existe necessidade, como o auxílio econômico para tratamentos médicos, para o estudo e moradia. Indigentes que se sentem cada vez mais parte integrante do projeto; não porque são assistidos, mas, porque também eles são colocados em condições de “dar”, em um círculo virtuoso que conquista os jovens e que começa a tornar-se novidade interessante também nos ambientes de estudo. Para baixar e ler o relatório completo: clique aqui.

[1] LUBICH, Chiara. 2001. L’economia di comunione – Storia e profezia. Roma, Città Nuova, p. 52.

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Chiara Lubich: carisma e cultura

Narrar algumas páginas de uma história, aquela dos anos 1900, iluminada por um carisma que inundou não somente a alma das pessoas, mas, além delas, também os diferentes âmbitos da vida humana, tornando-se projeto cultural à altura da nossa época.

Este é o objetivo do Simpósio com o título “Chiara Lubich. Carisma, História, Cultura”, que acontecerá em dois lugares: no dia 14 de março em um dos mais importantes centros da cultura de Roma, no prestigioso Salão Nobre da Reitoria da Universidade La Sapienza e, no dia 15 de março, na Sede internacional do Movimento dos Focolares, no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo.

O Simpósio acontecerá em uma data importante para a inteira Obra de Maria, no dia 14 de março, 5° aniversário da morte de Chiara Lubich. E, se no ano passado, para recordar Chiara optou-se pela prioridade aos jovens e ao impacto do seu carisma na formação das novas gerações, neste ano decidiu-se visar a “potencialidade inovadora do valor doutrinal” que tem e que continuará tendo a espiritualidade da unidade.

O Simpósio contará com a participação de professores de diversas universidades italianas e de outros países que farão intervenções durante os dois dias do evento que será iniciado com a mensagem do Presidente da República Italiana, Giorgio Napolitano; do Presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, Cardeal Gianfranco Ravasi; do Prefeito de Roma, Gianni Alemmano e da Presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce.

O programa do Simpósio será um debate entre docentes de diversas disciplinas. Professores de sociologia, economia, política, teologia, matemática, filosofia, ciências das comunicações e da educação e de psicologia. O objetivo principal é de aprofundar as pistas ‘culturais’ indicadas pelo carisma de Chiara. Trata-se – explicam os organizadores do evento – de uma cultura que promove, sobretudo, o “diálogo em diversos níveis, especialmente, no campo ecumênico e interreligioso, como contribuição entusiasta e incansável à edificação de uma sociedade digna para o homem. Uma cultura que está compromissada a fazer com que a Europa seja a ‘casa comum’; que busca atingir a unidade entre os povos, promovida também por meio de realizações e projetos inéditos como a Economia de Comunhão”.

Os promotores da iniciativa dos dias 14 e 15 de março são os vinte e quatro especialistas das Ciências Religiosas e Humanas que compõem a Escola Abba, o Centro de Estudos do Movimento dos Focolares que Chiara Lubich fundou, em 1990. O Centro – lê-se na sua apresentação – “caracteriza-se como laboratório interdisciplinar dedicado ao estudo dos conteúdos doutrinais ínsitos no carisma da unidade, com o objetivo de evidenciar as multíplices implicações para os diversos setores do saber”.

Economia, humanismo, direito, beleza, futuro. “São estes alguns dos assuntos – explicam ainda os promotores do evento – que serão tratados, durante o Simpósio, pelos próprios Reitores das Universidades de alguns países que tiveram a ocasião de reconhecer em Chiara Lubich a testemunha de uma história da humanidade que caminha em direção à fraternidade universal”.