Movimento dos Focolares

Roma, 20 de março de 1983: “Rumo a uma Nova Humanidade”

Beatíssimo Padre, (…) Os voluntários e as voluntárias são a alma do Movimento Humanidade Nova. A sua vocação é doar-se totalmente a Deus, sem especiais consagrações. Mergulhados no mundo (lugar privilegiado da irradiação deles), vivem o Evangelho, seguindo o exemplo das primeiras comunidades cristãs, com as quais pretendem competir neste século, sendo (entre eles) um só coração e uma só alma, que têm por conseqüência a comunhão de bens espirituais e materiais. No nosso mundo congelado pelo materialismo e pelo consumismo, empobrecido e desvirtuado pelo hedonismo, pela violência e por todos os males existentes, os voluntários procuram levar o fogo, a luz e a força, a riqueza do Ressuscitado. Eles se esforçam, portanto, para que a sua presença resplandeça neles: abraçando as cruzes de cada dia e empenhando-se em gerar, pela mais profunda unidade entre eles, a sua presença nas famílias, nos hospitais, nas escolas, nos parlamentos, nas oficinas, por toda a parte, a fim de que os diferentes mundos possam ser iluminados, guiados e animados por Ele no caminho da renovação. Chiara Lubich

Festa da Assunção de Maria

Festa da Assunção de Maria

«Caríssimos, que vieram à Budapeste para celebrar o 40º aniversário do nascimento dos “voluntários”, que a todos chegue a minha mais cordial saudação. Não foi por acaso que vocês escolheram como sede deste importante congresso, Budapeste, a capital da Hungria, país de onde partiu a primeira centelha dessa realidade — uma das mais viçosas ramificações do Movimento dos Focolares — que logo haveria de alastrar-se na Itália, na Europa e no mundo inteiro. Foi a nossa resposta àquele anseio de liberdade, domado no sangue de quem queria arrancar Deus da sociedade e do coração dos homens. Foi também o nosso eco ao apelo aflito que o papa Pio XII lançou ao mundo naquela ocasião: “Deus! Esse nome, fonte de todo direito, de toda justiça, de toda liberdade, ressoe nos parlamentos, nas praças, nas casas e nas oficinas…” Foi então que homens e mulheres de todas as idades, nacionalidades, raças e condições diferentes, ligados pelo vínculo do amor mútuo, uniram-se para formar um exército de voluntários: “os voluntários de Deus”. A história vocês conhecem ou será contada nesses dias. Talvez haja entre vocês quem viveu “aquela história” em primeira pessoa. “Voluntários”, a vocação de vocês é esplêndida! A exemplo dos primeiros cristãos, vocês, por amor, de livres que são, tornaram-se escravos de Jesus, que espera o testemunho de vocês no mundo, justamente onde Ele não é conhecido ou não é amado. Vocês são “voluntários de Deus”, portanto, nada lhes é impossível, porque Ele está com vocês. Aproveitem desta circunstância para pedir a Ele e a vocês grandes coisas. Peçam a Ele que, com a vida de vocês, possam continuar a desencadear a revolução do Evangelho, que o mundo espera, fundamentada no amor. E não encarem a vocação de vocês apenas como alguma coisa espiritual e intimista. A Espiritualidade da Unidade já abre vocês para os irmãos! Mas vocês são chamados a inserir nas estruturas da sociedade, ao seu redor, o fermento divino que pode transformá-la em humanidade nova em seus diversos mundos, no mundo familiar e eclesial. Quem não estiver impedido pela idade ou por outros motivos, lance-se, portanto, nessa fantástica vocação leiga, confiada exatamente aos leigos. Peçam a Deus que este mundo mude, inclusive por meio de vocês, e não sosseguem enquanto não constatarem nele rebentos duradouros.  Todos nós na Obra estamos com vocês nessa festividade, recordando, fazendo propósitos, lançando-nos. Como Nossa Senhora da Assunção levou em seu corpo a Criação ao Paraíso, do mesmo modo vocês também não aspirem entrar nele sem um mundo renovado. Vivam os voluntários e as voluntárias, colunas da Obra de Deus em suas mais belas expressões!  Com vocês, Chiara» Rocca di Papa, 6 de novembro de 1996   Mensagem de Chiara por ocasião do 40º aniversário do nascimento dos voluntários (Lida por Dori Zamboni  em Budapeste, em 23 de novembro de 1996) Fonte: Centro Chiara Lubich

Festa da Assunção de Maria

Santa Clara de Assis

“Eram os tempos de guerra Tudo desmoronava diante de nós, jovens, apegadas aos nossos sonhos futuros: casas, escolas, pessoas queridas, carreira.

Deus dizia com os fatos uma das suas eternas palavras: «Tudo é vaidade, nada mais que vaidade…».

Foi da devastação completa e multíplice de tudo o que era objeto do amor do nosso pobre coração que nasceu o nosso Ideal.

Víamos que outras jovens se lançavam com sincero entusiasmo para salvar e melhorar o futuro da Pátria.

Era fácil falar do Ideal diante de uma vida morta a tudo o que humanamente poderia atrair.

Sentíamos que um único ideal era verdadeiro, imortal: Deus.

Diante da destruição provocada pelo ódio, apareceu na nossa jovem mente de um modo muito vivo Aquele que não morre.

E o víamos e o amávamos na sua essência: «Deus caritas est».

Confirmou os nossos pensamentos e as nossas aspirações outra filhinha, que em outros tempos, bem parecidos com os nossos, soube iluminar com a sua luz divina as trevas do pecado e aquecer os corações gélidos de egoísmo, de ódio, de rancores: Clara de Assis.

Também ela viu, tal como nós, a vaidade do mundo, porque o Pobre de Assis, vivo exemplo de pobreza, a educou a «perder tudo para fixar o olhar em Jesus Cristo».

Também ela, que fugiu do castelo dos Scifi, à meia-noite, para a Porciúncula, antes de depor os ricos brocados, respondeu à pergunta do santo: «Filhinha o que deseja?»: «Deus».

Era impressionante ver que uma jovenzinha de dezoito anos, belíssima, cheia de esperanças, soubesse englobar todos os desejos de seu coração no único Ser digno do  nosso amor.

E nós, tal como ela, sentimos o mesmo desejo.

E dissemos: «Deus é o nosso Ideal. Como doar-nos a Ele totalmente?».

Ele disse: «Deve amar-me com todo o coração...».

Como amá-lo? «Quem me ama observa os meus mandamentos. Amarás o teu próximo como a ti mesmo».

Olhamo-nos uma para a outra e decidimos certamente «amar-nos para amá-lo».

Quanto mais se “vive” o Evangelho, mais se compreende.

Antes que nos lançássemos em vivê-la, assim como as crianças começam a brincar, a palavra de Deus era perfeitamente obscura para nós ou não estava viva na nossa inteligência nem era sagrada para o nosso coração.

Todos os dias fazíamos novas descobertas sobre o Evangelho, que já tinha se tornado o nosso único livro, única luz de vida.

Compreendemos claramente que no amor está tudo, que o amor recíproco “devia” ser o último convite de Jesus aos que o tinham seguido, que “o consumar-se em um” devia ser a última oração de Jesus ao Pai, síntese suprema da Boa Nova.

Jesus sabia que a Santíssima Trindade era bem-aventurança eterna, e Ele, Homem Deus que veio para redimir a humanidade, queria arrastar todos aqueles que amava para dentro da com-Unidade dos Três.

A sua Pátria, a pátria dos irmãos que amou dando o seu sangue.

«Consumar-nos em um»: foi o programa da nossa vida para poder amá-lo.

Mas onde dois ou mais estão unidos no seu nome, Ele está no meio deles.

Sentíamos a sua divina presença cada vez que a unidade triunfava sobre a nossa natureza rebelde, que não queria morrer: presença da sua luz, do seu amor, da sua força.

Jesus entre nós. A primeira pequena sociedade de irmãos, seus verdadeiros discípulos, foi formada.

Jesus vínculo de unidade. Jesus rei de cada coração, porque a vida de unidade supõe a morte perfeita do próprio eu.

Jesus rei do pequeno grupo de almas. E dizíamos desde o início: «Sim, o Evangelho é a solução para cada problema individual e para cada problema social».

Ele era assim para nós, que nos tornamos um só coração, uma só mente; podia sê-lo para mais gente, para todos.

E não era difícil. Bastava ter no próprio coração os desejos que Jesus teria tido se estivesse no nosso lugar; pensar em cada coisa como Jesus teria pensado, em outras palavras concretizar o Evangelho na própria vida, fazer a divina vontade, diferente para cada pessoa e mesmo assim proveniente do mesmo Deus, como os raios provêm do mesmo sol; e a unidade está feita.

A fé e o amor, que Ele vivia em nós, nos aproximavam de todos aqueles que todos os dias Ele nos fazia encontrar. E este amor, espontânea e livremente, os atraía para o mesmo Ideal.

Nunca pensamos em fazer apostolado. Não achávamos uma palavra bela. Abusaram em usá-la, deturpando o seu sentido. Queríamos unicamente amar, para amá-lo.

Percebemos logo que este era o verdadeiro apostolado.

Sete, quinze, cem, quinhentas, mil, três mil e mais pessoas de todas as vocações, condições. Todos os dias aumentavam as pessoas ao redor de Jesus entre nós.

A nossa humanidade pendurada na cruz pela vida de unidade atraía todos a si.

Unidade perfeita que vivia e vive entre essas pessoas que já moram em toda a Itália e no exterior.

Unidade não só espiritual, na busca apaixonada para ser outro Jesus, mas também unidade prática. Tudo em comum: coisas, casas, ajudas, dinheiro. E havia paz, o paraíso na Terra.

A vida é diferente. Em toda a cidade não existe um escritório, uma escola, uma loja, uma empresa onde não trabalhe um irmão ou irmã da unidade.

Deles irradia, como o sol, a vida de caridade que cria uma nova atmosfera sobrenatural, que apaga ódios, rancores. Muitas famílias se recompõem na paz: outras começam a sua vida tendo no coração o Ideal. Estamos no início de uma época nova: «a era de Jesus».

E tudo isso porque o único princípio, único meio, único fim é Jesus.

Jesus “em” nós. Jesus “entre” nós. Jesus fim do tempo e da eternidade.

Que as mentes humanas quebrem a cabeça para encontrar soluções para o drama de hoje! Eles só as encontrarão em Jesus. Não só em Jesus que vive no íntimo de cada um, mas em Jesus que reina “entre” as almas.

Eles não têm tempo de discutir porque Ele mostra claramente a quem está unido a outros no seu nome, e se assim permanecer, o que “é necessário fazer” para restituir ao mundo a paz verdadeira.

Existe uma única coisa necessária [1] para a alma no seu relacionamento com Deus.

Existe uma única coisa necessária para a alma no seu relacionamento com os próximos e é amá-los como a si mesmos até consumar-se em um aqui na Terra, à espera da perfeita consumação das almas no Uno, Jesus, que está no Céu.

É a Comunidade cristã.

De «Fides», 48 (1948), n. 10, pp. 279-280.


[1]     «…porro unum est necessarium»uma só coisa é necessária» Lc 10, 42). A citação, em latim, era habitual nos primeiros tempos do Movimento.

Festa da Assunção de Maria

Novo moderador da comunhão dos bispos amigos dos Focolares

Concluiu-se em Forno di Coazze (Turim – Itália) o encontro do bispos amigos do Movimento dos Focolares (1-9 de agosto). Neste contexto, ao falar aos bispos no dia 5, a presidente Maria Voce convidou D. Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij, arcebispo de Bancoc (Tailândia), a assumir o cargo de moderador da comunhão entre os bispos que aderem à espiritualidade da unidade transmitida pela fundadora, Chiara Lubich.

D. Francis Xavier aceitou o convite e sucede o cardeal Miloslav Vlk, arcebispo emérito de Praga (República Tcheca), que por 18 anos teve essa função, convocando numerosos encontros internacionais de bispos, católicos e também de várias Igrejas. Tais encontros desejam responder ao desejo dos bispos de aprofundar a própria vida espiritual e de realizar juntos a Igreja comunhão, auspiciada pelo Concílio Vaticano II e pelos últimos papas. Eles foram realizados em Castelgandolfo (Roma), Istambul, Jerusalém, Beirute, Augsburg, Wittemberg, Londres, Genebra, apenas para citar alguns.

A escolha de D. Francis Xavier Kriengsak deve ser vista como “sinal da abertura universal do Movimento e da sua atenção aos continentes emergentes e aos diversos diálogos”, segundo o que escreveu a presidente ao comunicar a notícia. Entrará em função no início do mês de outubro, durante a assembleia internacional dos dirigentes do Movimento.

O cardeal Miloslav Vlk exprimiu gratidão à presidente por ter nomeado um bispo do Oriente, “onde a espiritualidade do Movimento dos Focolares difunde-se rapidamente inclusive entre os bispos”. Ao sucessor, D. Kriengsak, “bem preparado e muito apto a esta função”, desejou “a força e a criatividade necessárias para guiar a comunhão entre os bispos amigos do Movimento dos Focolares, ao lado da sua tarefa de arcebispo de Bancoc”.

Por sua vez, D. Kriengsak aceitou humildemente essa missão, dizendo-se confortado pela disponibilidade dos coirmãos bispos em sustentá-lo de todas as formas possíveis.

A participação dos bispos no Movimento dos Focolaresm, aprovada e sustentada pela Santa Sé para favorecer a colegialidade “efetiva e afetiva” entre os bispos, num espírito de comunhão e fraternidade, constituiu um compromisso de natureza exclusivamente espiritual.

Fonte: Serviço de Informações Focolares

Festa da Assunção de Maria

Focolare.org: “Uma casa acolhedora para todos”

Nos primeiros quatro meses deste ano focolare.org foi visitado 477.687 vezes num total de 1.422.450 paginas visualizadas com um tempo médio de 1’54’’ na página. O visitante-modelo de focolare.org tem idade entre 35 e 54 anos e prefere navegar no site nos dias de semana, principalmente na segunda-feira e do local de trabalho. As faixas mais jovens, ao contrário, chegam através das redes sociais (Facebook, Twitter e Google+), com uma média semanal de mais de 30 mil pessoas. São os resultados de um estudo realizado por três estudantes da Faculdade de Comunicação Social Institucional da Pontifícia Universidade Santa Cruz, de Roma, que escolheram o site oficial do Movimento dos Focolares como objeto de pesquisa. São eles Oleksii Fedorovych, Padre Rastislav Hamráček e Padre Tiago José Síbula da Silva. Na premissa os estudantes recordam que o portal focolare.org foi criado em 1998, teve a segunda versão em 2006 e foi renovado em 2011. Sucessivamente obteve o Prêmio WeCa 2011 na categoria Sites Institucionais. E acrescentam: “A missão geral do portal focolare.org é ser uma casa acolhedora para todos e, ao mesmo tempo, tem o objetivo de exprimir a unidade e a multiplicidade das componentes da família dos Focolares em diálogo com o mundo, e os eventos que o caracterizam”. Os nossos visitantes. A grande maioria, 44%, é de língua italiana. A visualização média das páginas por visita foi 2,98 com duração média de 3,45 minutos. O site é visitado mais por homens do que por mulheres. Mas esta maior incidência masculina depende do fato que os homens são mais da metade da média total da população da internet. As pessoas navegam muito mais do trabalho do que de casa. Coligando este fato com os dados da GoogleAnalytics sobre a fidelidade, parece que o site é visitado principalmente durante os dias de semana. De fato, considerando o período 1/1 – 30/4 2012, segundo GoogleAnalytics, o dia que marca o pico das visitas durante a semana com frequência é a segunda-feira. A “circulação”. Cerca da metade dos “visitantes” (48,58% no período 1/1 – 30/4 2012) chega dos motores de pesquisa. De buscas no Google vêm 4% das visitas, com as palavras: focolare.org, movimento dos focolares, WWW.focolare.org, focolare. Das visitas, 4% provém da esfera dos celulares, iPad, iPhone. Uma boa fatia de visitantes (37,4%) vem do Facebook. Quem está por traz? O estudo analisa também a composição da redação de focolare.org e fala de uma verdadeira “força-tarefa” com uma redação alargada, composta por representantes dos diversos Centros do Movimento, os referentes em cada nação, alguns colaboradores técnicos, redatores das notícias, tradutores e uma equipe fixa, de quatro pessoas, com um colaborador part-time para a administração das redes sociais. Os conteúdos e a “página melhor” do site. No parágrafo reservado aos conteúdos veiculados pelo site, pelos quais observa-se o “caráter informativo e formativo”, os pesquisadores salientam “a coerência” entre a mensagem escrita e “os valores do Movimento”. É apreciado o fato que além das notícias relativas à Igreja Católica, o site publica sistematicamente notícias sobre outras Igrejas cristãs, sobre as grandes religiões, sobre pessoas de convicções não religiosas e várias notícias de caráter social, que mostram porções de vida de várias partes do mundo. Enfim, é definida como “bem feita” a página “Palavra de Vida”: uma citação da Bíblia e o comentário sobre o trecho citado. “Esta página – escrevem – tem grande valor formativo e está entre os melhores conteúdos do site, com muitas visitas e comentários dos usuários”.

Festa da Assunção de Maria

O mundo de Sophia

«A semente foi lançada e começou a germinar, tímida, mas vigorosa e rica de promessas. Por isso a grande e sincera gratidão a todos aqueles que com dedicação e generosidade deram a própria contribuição para o nascimento e os primeiros passos do Instituto. Ao caminhar nos demos conta da beleza, originalidade e responsabilidade da “ideia” de universidade que Chiara Lubich, com intuição inspirada e uma enorme confiança, nos confiou». São palavras do teólogo Piero Coda na entrevista (publicada no portal do IUS) após a confirmação da sua nomeação como reitor para os próximos quatro anos. «Hoje, Sophia é uma realidade».

Quais as futuras perspectivas acadêmicas? Responde ainda o reitor:

  • Distinção de algumas especializações (ontologia trinitária, estudos políticos, economia e administração, no contexto mais amplo da cultura da unidade nos seus aspectos antropológicos e sociais), no segundo ciclo;
  • Sucesso do ciclo de doutorado e início da “escola” de pós-doutorado;
  • Inovações no aspecto didático (inter e transdisciplinar) e de formação integral da pessoa, com um projeto educativo;
  • Abertura intercultural e inter-religiosa;
  • Sinergias de pesquisa e colaboração em vários níveis, no próprio território e em âmbito nacional e internacional.

A comunicação chegou ao Instituto Universitário Sophia durante o mês de julho. Aliás, o decreto da Congregação para a Educação Católica era esperado. Datado em 11 de julho de 2012 e enviado à Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares e Vice-Grã Chanceler do Instituto, confirmou a reeleição do teólogo italiano Piero Coda como reitor do IUS para o período 2012-2016. A primeira nomeação, por parte da Congregação, em 2008, aconteceu por proposta da própria Chiara Lubich dois meses antes, dia 12 de março daquele ano, dois dias antes de seu falecimento.

A eleição do Reitor é um fato relevante e que segue um procedimento articulado: pretende-se salvaguardar seja a plena autonomia da Instituição acadêmica seja a ligação essencial com o Movimento dos Focolares, sendo que nomeação e confirmação por parte do Conselho vaticano responsável pelos estudos universitários conferem distinção à imagem acadêmica própria do Instituto.

Quais as prioridades que orientarão o exercício do seu segundo mandato nos próximos quatro anos? O reitor responde: «Duas coisas interessam-me especialmente: a fidelidade à “ideia” geradora da qual nasceu e se alimenta a vida do Instituto e o crescimento da fraternidade como alma criativa da comunidade acadêmica nas suas diversas componentes; o desenvolvimento do projeto acadêmico segundo as linhas de luz que somos chamados a discernir e interpretar, o compromisso de fazer nascer, com realismo e profecia, um lugar onde se possa exercitar e aprender a arte inédita de “pensar juntos”.

O verdadeiro diretor é o Espírito de Jesus Ressuscitado que sopra e ilumina lá e quando nos dispomos a acolhê-lo com liberdade e escutá-lo com inteligência, desarmados de tudo. E não é esta a “Sophia”? Tão divina porque tão humana, e vice-versa, que nos fascina e que queremos amar e partilhar com todos aqueles com quem somos chamados a caminhar rumo ao mundo novo que já renasce das contradições do nosso tempo?».