Tveit: nutrire sogni di pace per l’unità delle Chiese

Após uma variada apresentação do Movimento, o dr. Olav Fykse Tveit, salientou “o empenho do coração”, “o cuidado acentuado às pessoas”, “a forte ligação entre compromisso pessoal e global”, encontrados nele.
E acrescentou: “É justamente este o fulcro do movimento ecumênico”. Referindo-se ao Conselho ecumênico das Igrejas, havia acenado ao caminho de fraternidade no qual 349 Igrejas, de 110 países estão empenhadas, “na busca constante de novas vias de colaboração comum”.
O Secretário geral estava acompanhado por uma delegação de diretores dos vários departamentos do Conselho ecumênico das Igrejas, acolhida pela presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, pelo co-presidente, Giancarlo Faletti, pelos responsáveis pelo “Centro Uno”, a secretaria para o diálogo ecumênico, e por alguns membros do Conselho Geral. Em sua saudação Maria Voce recordou o relacionamento de profunda amizade que, há vários decênios, liga o Conselho ecumênico das Igrejas e o Movimento dos Focolares. Recordando a sua primeira visita à sede de Genebra, em 2009, ela reafirmou o empenho de dar continuidade à herança de Chiara Lubich, que iniciou os contatos ainda em 1976. “Sentimo-nos lado a lado com o Conselho ecumênico das Igrejas – disse – para levar adiante os ideais de unidade e de fraternidade universal”.
A ocasião para este encontro nasceu da visita do rev. Olav Fykse Tveit a Roma, no Vaticano, onde pela primeira vez foi recebido em audiência por Bento XVI, e encontrou o cardeal Koch, presidente do Conselho Pontifício para a unidade dos cristãos. Em Roma reuniu-se ainda com a comunidade metodista, a Igreja valdesa e a Comunidade de Santo Egídio.
Uma questão social a resolver
“No fundo da atual crise contemporânea age uma potente exigência de unificação”. Com estas palavras proféticas, de 1954, Igino Giordani aponta para o exercício quotidiano do amor recíproco como caminho principal para a reconstrução do tecido social.
«Há uma questão social a resolver, porque há uma questão de caridade a pôr em prática. E a caridade é o sentimento pelo qual no homem se vê o irmão; no homem se vê Deus, como imagem: quase um homem-Deus místico, elevado pela redenção.
Fala-se de que o povo abandona a Igreja, mas isso pode ser conseqüência da caridade que não se atuou, da fraternidade que ficou no missal, da imagem de Deus obscurecida por um ateísmo prático. Onde falta o amor é preciso perguntar-se se foi o povo que abandonou as igrejas ou se foram as igrejas que abandonaram o povo.
Digo igrejas e não a Igreja, a qual é essa mesma o povo – o povo de Deus – e não pode abandonar a si mesma. Se alguns pobres se afastaram, a Igreja não pode afastar-se de si mesma, povo de pobres, do qual também os ricos fazem parte, se se tornam pobres de espírito, usando a riqueza como um ministério de caridade.
Por vezes, quando os cristãos se esqueceram do próximo, recolhendo a fé no sarcófago do seu próprio eu, desligada das obras e assim asfixiada, os irmãos mais fracos, sem sentir a caridade, perderam o sentido de Deus, que é caridade, e que ama encarnar esta caridade, nas obras dos homens, feitos para o seu serviço social arautos e portadores de Deus. «Tens a caridade, tens a Trindade”, dizia o grande S. Agostinho.
Onde os irmãos não se amaram, o tecido social gastou-se, e aqueles desligaram-se».
I.Giordani, Il Fratello, 1954
O volume “Il Fratello”, donde escolhemos esta página, vai ser reimpresso na coleção “Opere Vive” da editora italiana Città Nuova
Seoul
I giovani sudcoreani, un capitale sociale per il Paese



Palavra de Vida – dezembro de 2010
“Como é que vai ser isso?” (cf Lc 1,34). Esta pergunta de Maria, feita depois do anúncio do anjo, teve como resposta: “nada é impossível a Deus”. E, como prova disso, o anjo citou o exemplo de Isabel, que, na sua velhice, tinha concebido um filho. Maria acreditou e tornou-se a Mãe do Senhor.
Onipotente. Este nome de Deus é frequentemente encontrado na Sagrada Escritura, e é usado quando se deseja exprimir o seu poder de abençoar, julgar, dirigir o curso dos acontecimentos, realizar os Seus desígnios.
Existe apenas um limite à onipotência de Deus, a liberdade humana, que pode opor-se à vontade de Deus, tornando o ser humano impotente, ao passo que ele foi chamado a compartilhar a mesma força de Deus.
«Nada é impossível a Deus».
É uma Palavra que nos abre a uma confidência ilimitada no amor de Deus-Pai, pois, se Deus existe e o seu Seu ser é Amor, a confiança completa Nele nada mais é do que uma consequência lógica disso.
Todas as graças, temporais e espirituais, possíveis e impossíveis, estão em Seu poder. E Ele as dá a quem as pede e até mesmo a quem não pede, porque, como diz o Evangelho, Ele, o Pai, «faz nascer o sol igualmente sobre maus e bons» (cf Mt 5,45), e convida todos nós a agirmos como Ele, com o mesmo amor universal, sustentado pela fé de que:
«Nada é impossível a Deus».
Como podemos, então, colocar em prática essa Palavra na vida diária?
Todos nós, de vez em quando, temos que enfrentar situações difíceis, dolorosas, tanto na nossa vida pessoal, quanto nos relacionamentos com os outros. E, algumas vezes, experimentamos toda a nossa impotência, pois percebemos que existem em nós apegos a coisas e pessoas que nos tornam escravos de amarras das quais gostaríamos de nos libertar. Frequentemente nós nos vemos diante dos muros da indiferença e do egoísmo, e nos sentimos sem forças ante acontecimentos que parecem maiores do que nós.
Pois bem, nesses momentos, a Palavra de Vida pode vir em nossa ajuda. Jesus nos deixa experimentar a nossa incapacidade, não para nos desencorajar, mas para nos ajudar a compreender melhor que «nada é impossível a Deus», para nos preparar a fim de experimentarmos a extraordinária potência da Sua graça, que se manifesta justamente quando constatamos que, com as nossas pobres forças, nada vamos conseguir.
«Nada é impossível a Deus».
Ao nos relembrarmos disso nos momentos mais críticos, a Palavra de Deus nos mandará aquela energia que ela encerra, fazendo-nos participar, de algum modo, da própria onipotência de Deus. Porém, com uma condição: que vivamos a Sua vontade, procurando irradiar ao nosso redor aquele amor que foi depositado nos nossos corações. Assim estaremos em uníssono com o Amor onipotente de Deus pelas suas criaturas, para o qual tudo aquilo que contribui para a realização dos seus planos, em cada pessoa e em toda a humanidade, é possível.
Mas existe um momento especial em que podemos viver esta Palavra e experimentar toda a sua eficácia: é durante a oração.
Jesus disse que qualquer coisa que pedirmos ao Pai em Seu nome, Ele nos concederá. Portanto, experimentemos pedir-lhe aquilo que mais desejamos ou necessitamos, com a certeza de fé de que a Ele nada é impossível: da solução de casos mais desesperadores, até à paz no mundo, da cura de doenças graves até a resolução de conflitos familiares e sociais.
E se formos duas ou mais pessoas, unidas em pleno acordo através do amor mútuo a pedir a mesma coisa, então será o próprio Jesus em nosso meio quem pedirá ao Pai e, como ele prometeu, obteremos o que pedirmos.
Certo dia, também nós pedimos, com esta fé na onipotência de Deus e no seu Amor, que o tumor diagnosticado em N., por meio de uma radiografia, "desaparecesse", como se fosse um erro ou um fantasma. E, de fato, isso aconteceu.
Esta confiança ilimitada, que faz com que nos sintamos nos braços de um Pai ao qual tudo é possível, deve acompanhar sempre os acontecimentos da nossa vida. Isso não significa que toda vez obteremos aquilo que pedirmos, porque a onipotência de Deus é a de um Pai, e Ele a usa tão somente para o bem de seus filhos, tenham eles consciência disso ou não. O importante é vivermos alimentando a certeza de que para Deus nada é impossível. E isso nos fará provar uma paz que nunca experimentamos antes.
Chiara Lubich
Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em Cidade Nova, em dezembro de 1999.
