Movimento dos Focolares

Sábado Santo

Pensar em Maria: na sua imensa dor por ter participado tão intimamente da morte do Filho, mas também na esperança na ressurreição, que nela é mais viva do que nunca. Maria é o ícone do mistério cristão, no qual cruz e ressurreição são uma só coisa. E, embora procurando partilhar do seu sofrimento, conduzir o pensamento a Jesus ressuscitado, gratos, infinitamente gratos por tudo o que significa para nós e para o mundo, segundo a nossa fé. E, não por último, porque se ele ressuscitou também todos nós ressurgiremos. Chiara Lubich (extraído de uma entrevista para a transmissão Ecclesia-CEI, de Antonella Mozza. Mollens, 27/03/2002)

Bruna Tomasi no Chile

Bruna Tomasi no Chile

Depois de uma longa viagem, não apenas pelos 12 mil quilômetros percorridos, mas principalmente devido a uma pane aérea, Bruna Tomasi chegou a Santiago do Chile. Tinha sido convidada, ainda antes que o terremoto atingisse tragicamente o país latino-americano, para recordar e celebrar o segundo aniversário da morte de Chiara Lubich.

Ao chegar foi imediato o seu interesse pelas vítimas do sismo e pela situação das ajudas, que tinham iniciado já um dia após a tragédia.

No dia seguinte, num centro do Movimento localizado em um bairro popular da capital, reuniu-se com um grupo de jovens e a eles comunicou a experiência vivida com Chiara, no início do Movimento, quando “tudo desmoronava e somente Deus, descoberto como Amor, permanecia”. Sublinhou a importância de “jamais perder o entusiasmo e ir adiante, salvando, antes de tudo, a unidade, a concórdia entre vocês”. Em sua pessoa estas não eram apenas palavras, mas realidade vivida há mais de 65 anos.

Mas o dia mais esperado era o domingo, 14 de março, na Aula Magna da Universidade Católica, aonde, em grande número, vieram para conhecê-la e escutá-la. Bruna comunicou a todos, com força, a experiência de Deus Amor e a novidade do carisma da unidade. Entre os presentes, representantes de outros movimentos eclesiais, da Igreja Ortodoxa e da comunidade judaica. Expressões colhidas no momento: “Precisávamos escutar estas palavras” (do Movimento Fondacio). “O anseio pela santidade ficou impresso em nós” (Comunidade Católica Shalom).

Foi um dia inesquecível para o Movimento dos Focolares no Chile. Não somente por esta extraordinária visita de Bruna, mas porque na missa conclusiva, pelas mãos do cardeal Francisco Javier Errazurz, arcebispo de Santiago, foi ordenado sacerdote o primeiro focolarino chileno, Juan Ortiz. Após ter recordado Chiara, com palavras cheias de emoção, o cardeal concluiu encorajando “a continuar a fazer crescer o fogo do amor e da unidade entre vocês, de modo que este amor atraia cada vez mais pessoas a Cristo, e seja um farol de luz na nossa cultura, uma presença questionadora e profética da unidade da Igreja; um testemunho vivo de que a fraternidade da família humana é mais forte que o egoísmo, a inimizade e a indiferença. O amor é mais forte!”
 

Bruna Tomasi no Chile

“Uomini di Dio, fratelli tra i fratelli, profeti di un mondo nuovo”

“Sacerdotes hoje” é o título de uma tarde que deseja dar uma resposta – especialmente com a linguagem do testemunho e da arte – aos graves desafios que a Igreja e a sociedade impõem aos sacerdotes hoje. O evento se realizará no dia 9 de junho próximo, na Sala Paulo VI, no Vaticano, durante as manifestações pela conclusão do Ano Sacerdotal. Prevê-se a participação de sacerdotes provenientes de mais de 70 nações, dos cinco continentes. Promotores da iniciativa: os sacerdotes do Movimento dos Focolares e do Movimento de Schoenstatt, em colaboração com a ICCRS (Renovação Carismática Católica Internacional) e outras associações eclesiais. O programa, articulado em três momentos, delineará a identidade atual dos sacerdotes: Homens de Deus – irmãos entre os irmãos – profetas de um mundo novo. Cada etapa será introduzida por um pensamento de Bento XVI (em vídeo). Na conclusão serão propostos alguns pensamentos de Chiara Lubich, fundadora dos Focolares, e de padre Josef Kentenich, fundador de Schoenstatt. Muitos os testemunhos: um sacerdote da Irlanda sobre a fidelidade ao chamado de Deus; do Burundi, os sobreviventes do assalto ao seminário menor de Buta; da Alemanha, um sacerdote que superou o problema do álcool com a ajuda de sua comunidade. E ainda a experiência da doença, da vida afetiva e do celibato vividos num contexto de fraternidade, da pastoral no atual contexto multicultural e multirreligioso. E ainda, do Brasil, uma vasta ação de evangelização no sul do país, junto com os leigos. O cardeal Claudio Hummes, Prefeito da Congregação para o Clero, presidirá as Vésperas, com as quais a programação será concluída. O cardeal Francisco Javier Errázuriz, arcebispo de Santiago do Chile, ex-presidente do CELAM, se pronunciará com um testemunho teológico. A parte artística estará sob os cuidados do International Multiartistic Performing Group Gen Verde, juntamente com sacerdotes de várias partes do mundo. As coreografias serão executadas pelos seminaristas do Centro internacional de espiritualidade de comunhão “Vinea mea”, de Loppiano (Florença). Todos os participantes serão protagonistas nesta tarde. No programa estão previstos breves momentos nos quais sacerdotes, seminaristas e leigos, e também consagradas e consagrados presentes, em pequenos grupos, dialogarão sobre os temas apresentados. O programa poderá ser assistido em muitos países, graças aos satélites do Centro Televisivo Vaticano, de Telepace e outras Network, e será pela Internet. Estão previstas inúmeras iniciativas em preparação para este importante evento. Programação e maiores informações: www.sacerdotioggi.orgsacerdotioggi@gmail.com Sala de imprensa: Silvestre Marques, tel. +39-340-0538 300 José Luis Correa, tel. +39-389-1230 117 Carla Cotignoli, tel. +39-348-8563 347

Sexta-feira Santa

Ele tinha dado tudo: uma vida ao lado de Maria, no desconforto e na obediência. Três anos de pregação revelando a Verdade, testemunhando o Pai, prometendo o Espírito Santo e fazendo todo tipo de milagres de amor. Três horas na cruz, da qual dá o perdão aos carnífices, abre o paraíso ao ladrão, doa-nos a Mãe e, finalmente, o seu corpo e o seu sangue. Restava a sua divindade. A sua união com o Pai, que o havia tornado tão potente na terra, como filho de Deus, e tão real na cruz, devia deixar de se fazer sentir, desuni-lo, de alguma forma, daquele de quem ele havia afirmado ser uma coisa só com ele: “Eu e o Pai somos um” (Jo. 10,30). Nele o amor se anulou, a luz se apagou, a sabedoria calou. Nós estávamos separados do Pai. Era necessário que o Filho, em quem todos nos reencontrávamos, experimentasse a separação do Pai. Devia experimentar o abandono de Deus, para que nós não estivéssemos mais abandonados. Jesus soube superar tamanha, imensa provação, voltando a abandonar-se ao Pai“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc. 23,46) – e assim recompôs a unidade dos homens com Deus e entre eles, antes rompida. Manifesta-se agora a nós como remédio para qualquer desunião, como chave da unidade. Agora toca a nós corresponder a essa graça e fazer a nossa parte. Já que Jesus recobriu-se de todos os nossos males, nós podemos descobrir ele mesmo, o seu semblante, por detrás de qualquer sofrimento, em cada separação. Podemos abraçá-lo nos sofrimentos, nas divisões, e dizer-lhe o nosso sim como ele fez, recolocando-nos na vontade do Pai. E ele viverá em nós – talvez ainda padecentes – como Ressuscitado; e a prova disso será a paz que voltaremos a possuir. Chiara Lubich

Bruna Tomasi no Chile

Hong Kong

Foi celebrado em Hong Kong o 40° aniversário do início do Movimento dos Focolares em terra chinesa, com a abertura, no ano de 1970, da primeira comunidade de vida comunitária (o focolare), em Hong Kong. Para o evento, que coincidia com o segundo aniversário da partida de Chiara para o céu, mais de 500 pessoas reuniram-se no dia 14 de março, no grande auditório da Bishop Pashan Catholic School, em Kowloon Bay. Para a ocasião chegaram de Rocca di Papa (Roma), os primeiros protagonistas dessa história, Giovanna Vernuccio, uma das primeiras companheiras de Chiara, que iniciou o Movimento na Ásia em 1966, e Silvio Daneo, também ele um dos primeiros focolarinos que chegaram ao continente asiático. Esteve presente Rubi Tong, a primeira focolarina chinesa, que nos últimos anos passou a residir na Mariápolis permanente de Fontem (África). O teatro estava repleto de famílias, jovens, sacerdotes e religiosos, cristãos católicos e de outras Igrejas, pessoas de outras religiões. “Vendo esta multidão composta e em festa, comprovadamente variada, mas harmoniosa – comentou Silvio Daneo – não é possível deixar de ver nela a realização da unidade desejada por Jesus quando rezava ao Pai, que todos sejam um. E é justamente essa unidade que sintetiza o grande ideal de Chiara, hoje difundido em todos os ângulos do planeta. Os chineses o acolheram com entusiasmo e coerência, quase como se Confúcio o tivesse preanunciado, séculos antes de Cristo, com a sua grande máxima: entre os quatro mares (quatro pontos cardeais) somos todos irmãos”. Na solene celebração da manhã o cardeal Joseph Zen, bispo emérito da vasta diocese de Hong Kong, contou o seu primeiro encontro com o focolare, em 1957, quando era estudante em Turim, na Itália. Comoventes as palavras do venerável Kok Kwong, ancião chefe da comunidade budista, que conheceu o focolare em 1969. Muitas foram as personalidades presentes: diversos pastores de Igrejas cristãs, representantes budistas locais e alguns membros do movimento budista Risso Kosei Kai. Não faltaram momentos artísticos da cultura chinesa. Uma festa de agradecimento a Chiara “pela sua vida” e por quanto “o Movimento dos Focolares operou naquelas terras”, com o compromisso – disseram os dois corresponsáveis do Movimento, na conclusão – de olhar ao futuro “com entusiasmo renovado”.