Movimento dos Focolares
Um laboratório de vida por uma cultura de paz

Um laboratório de vida por uma cultura de paz

A escola materna “Biseri” (Pérolas) é a primeira experiência desse tipo na Macedônia, uma das repúblicas da antiga Iugoslávia, que rompeu com o socialismo. No campo da educação, o regime não deixava liberdade de iniciativa. Agora estão sendo buscadas novas referências e novos valores. Num país multiétnico e multireligioso, cujo passado recente não foi privo de violentos conflitos, esta escola, inserida na universidade trilingüe (macedônio, albanês e turco), será também um “laboratório” de experimentação da educação para a paz, onde os estudantes poderão fazer estágios e ser formados segundo novos princípios pedagógicos. O ministro Adnan Cahil, presente na inauguração, fez votos de que essas iniciativas sejam um estímulo para o futuro da sociedade e se multipliquem em toda a Macedônia e nos outros países do Sudeste Europeu. «Uma idéia corajosa e inovadora» – Assim a definiu Chiara Lubich na sua mensagem para a inauguração da escola, o 13 de juhno, da qual participaram representantes do governo, da Universidade “S. Kliment Ohridski”, e de diversas instituições educacionais, com um público de 150 pessoas. Tomaram a palavra o reitor, Giorge Martinovski, o decano, Murat Murati, e, em nome de Chiara Lubich, Valeria Ronchetti. «Uma idéia – continua Chiara – que encontra o seu significado mais elevado na promoção da unidade entre pessoas, povos, culturas e religiões. Desejo às crianças que frequentarem essa escola que se tornem “pequenas pérolas”, um exemplo para muitas outras! E aos seus professores que possam experimentar aquela verdadeira cultura de diálogo e de amor recíproco, que é um itinerário educativo irenunciável na construção de uma nova sociedade alicerçada na fraternidade e na paz». O modelo em que se inspira a escola “Biseri”, é o método educacional que há anos vem sendo aplicado na escola maternal Raio de Sol, Na Mariápolis “Farol” (Krizevci), cidadezinha-testemunho do Movimento dos Focolares na Croácia. Fundada em 1995, baseia-se nos princípios educacionais da pedagogia de comunhão, do Movimento dos Focolares, e do método das irmãs Agazzi – educadoras italianas do período pós-guerra, que utiliza um material didático que a criança reelabora com criatividade, junto com os colegas, desenvolvendo assim a sua capacidade de colaboração e de integração. De 1995 até hoje foram numerosos passos dados, na educação primáia, para reconstruir, começando pelas crianças, o tecido social  de uma região, como o Sudeste Europeu, marcada por anos de conflito: depois de “Raio de Sol”, na Croácia, também em Belgrado (Sérvia) teve início a escola “Fantasy”; Em fevereiro de 2007, para aprofundar esses temas, foi instituído, na Universidade de Zagreb (Croácia),  um curso de especialização (pós-graduação), de 180 horas, em pedagogia de comunhão e médodo Agazzi. A experiência educacional da escola materna “Raio de Sol”, onde há anos atua a pedagoga Anna Lisa Gasparini, juntamente com uma equipe qualificada, foi objeto de estudo de vários seminários promovidos também por EDU-Educação-Unidade, que despertaram o interesse do Ministério da Educação da Croácia e de universidades de outros países da região: Sérvia, Eslovênia, Macedônia, Albânia. Surgiu o desejo de que também na Macedônia fosse instituída uma escola para ajudar a superar barreiras étnicas, lançando sementes de esperança e de paz.

Junho 2007

O Evangelho fascina com as suas palavras, que são verdade. Nele fala Aquele que disse: “Eu sou a Verdade”. Diante de nós, Ele abre de par em par o mistério infinito de Deus e nos faz conhecer o seu projeto de amor pela humanidade: Ele dá a Verdade.
Mas a Verdade tem a profundidade infinita do mistério. Como podemos compreendê-la e vivê-la na sua plenitude? O próprio Jesus sabe que não somos capazes de suportar o “peso” da Verdade. Por isso, durante a sua última ceia com os discípulos, antes de voltar ao Pai, promete enviar-nos o Espírito Santo, para que seja Ele a explicar-nos as suas palavras e a nos fazer vivê-las.

«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»

A comunidade dos fiéis conhece a verdade porque vive de Jesus.
Ao mesmo tempo está caminhando rumo à “plenitude da verdade”, guiada com segurança pelo Espírito.
A história da Igreja pode ser lida como a história da compreensão gradual e cada vez mais profunda do mistério de Jesus e da sua Palavra. O Espírito Santo a conduz ao longo desse caminho, dos modos mais variados: com a contemplação e o estudo dos fiéis, com os carismas dos santos, com o Magistério da Igreja.
O Espírito fala também no coração de cada fiel – é lá que Ele mora – fazendo-o escutar a sua “voz”. Vez por vez, Ele sugere perdoar, servir, doar, amar. Ensina a distinguir o bem do mal. Lembra e faz viver as Palavras de Vida que o Evangelho semeia em nós, mês por mês.

«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»

Como viveremos esta Palavra de Vida? Escutando aquela “voz” que fala em nós, na docilidade ao Espírito Santo, que guia, exorta, impulsiona.
Chiara Lubich esclarece que “o cristão deve caminhar sob o impulso do Espírito, a fim de que Ele mesmo, com a sua potência criadora, possa operar no coração do fiel para levá-lo à santificação, divinização e ressurreição”.
Para compreendermos melhor essa “voz” interior, de certo modo amplificando-a, Chiara convida a vivermos em unidade entre nós, para aprendermos a escutar a voz do Espírito não apenas dentro de nós, “mas também a voz d’Ele presente entre nós, unidos no Ressuscitado”.
Quando Jesus está entre nós, o Espírito “aperfeiçoa a escuta da sua voz em cada um de nós. Pela presença de Jesus em nosso meio, a voz do Espírito é como um alto-falante da sua voz em nós”.

“O nosso parecer sobre o melhor modo de amar o Espírito Santo, de honrá-Lo, de tê-Lo conosco no nosso coração, sempre foi o de escutar a sua voz, que pode iluminar-nos em todos os momentos da nossa vida (…). E, escutando ‘essa’ voz, pudemos constatar, com grande surpresa, que se caminha para a perfeição: os defeitos, aos poucos, desaparecem e as virtudes se tornam mais evidentes”.

«O Espírito da Verdade vos conduzirá na verdade plena»

Essa Palavra de Vida, que é uma frase da liturgia da Festa da Santíssima Trindade, nos convida a invocar o Espírito Santo:
 “Ó Espírito Santo, não te pedimos outra coisa senão Deus por Deus. (…)
Permite que vivamos a vida que nos resta (…) exclusivamente, sempre e a todo momento, em função de ti somente, o único a quem queremos amar e servir.
Deus! Deus, puro espírito, a quem a nossa humanidade pode servir de cálice vazio para d’Ele se preencher…
Deus, que deve transparecer em nosso espírito, em nosso coração, em nosso rosto, em nossas palavras, em nossos gestos, em nosso silêncio, em nosso viver, em nosso morrer, em nosso aparecer, depois do nosso desaparecer da terra, onde podemos e devemos deixar só um rastro luminoso da sua presença, d’Ele presente em nós, entre as matérias e as misérias do mundo, que vive ou desmorona no louvor ou na vaidade de todas as coisas, para submissão ou remoção de tudo a fim de dar lugar ao Tudo, ao Único, ao Amor.”

Aos cuidados de Fabio Ciardi e Gabriella Fallacara

Um laboratório de vida por uma cultura de paz

Novas fronteiras da comunicação

«Intermediando», seminário para estudantes e jovens profissionais da comunicação – Sob o impulso da revolução digital as profissões da comunicação estão se multiplicando e se especializando cada vez mais. E mesmo assim assiste-se a constantes “desfiles” de uma profissão a outra: entre jornalismo e comunicação empresarial, ICT e televisão, literatura e cinema… Focus – Este curso internacional deseja oferecer um «aprofundamento criativo» para distintos campos da comunicação (informação, cinema e TV, informática e novas tecnologias, marketing e comunicação empresarial e pública), mas com aberturas inter e intra-disciplinares. Quem o promove: NetOne, rede de profissionais, estudantes e agentes de mídia, dos cinco continentes que trabalham ou estudam no campo da mídia, na perspectiva do mundo unido. São previstos cinco dias de curso – 18 a 23 de junho de 2007 – em Ciampino (Roma), para 120 jovens profissionais e estudantes, entre 20 e 35 anos, provenientes de todo o mundo, em língua italiana e inglesa. Método – Confiados a alguns especialistas da comunicação, os argumentos interdisciplinares de Intermediando, apresentados nas sessões plenárias, darão aos participantes uma visão de conjunto sobre a realidade comunicativa na qual trabalharão. No restante do tempo o programa será articulado em laboratórios distintos segundo os vários campos da comunicação. São previstos momentos que favoreçam a coesão interna de cada grupo, numa espécie de “exercício de diálogo e de comunicação interpessoal”. Será, de fato, uma parte integrante de Intermediando, o método de trabalho, baseado na convivência entre professores e estudantes e no constante diálogo entre eles. Constam do programa visitas à RAI, Rádio Vaticano e Agência Espacial Européia (ESA) de Frascati. Segunda-feira, 18 de junho, a escola será aberta ao público externo, para um encontro com Sergio Maistrello sobre temas tratados em seu último livro “A parte habitada da rede”. Maiores informações e inscrições: www.net-one.org

Um laboratório de vida por uma cultura de paz

Amu: 20 anos juntos, pela solidariedade internacional

Amu – Ação por um mundo unido: um nome já conhecido no campo da cooperação internacional, uma ONG nascida com o objetivo de promover projetos nos países do hemisfério sul e difundir em toda parte a cultura do diálogo e da unidade entre os povos. Nestes anos a AMU realizou 20 projetos de desenvolvimento, com vários anos de duração, na Argentina, Brasil, Guatemala, Costa do Marfim, Uganda, Filipinas e Croácia, e sustentou mais de 260 micro-realizações, definidas e realizadas como resposta às necessidades locais e juntamente com as comunidades de muitos países da Ásia, África, América Latina, Médio Oriente e Europa oriental. Cada atividade de cooperação da AMU tem como objetivo o desenvolvimento integral das comunidades a quem se destinam, graças ao trabalho educativo e social dos membros do Movimento dos Focolares, presentes nos diferentes países da Ásia, África, América Latina, Oriente Médio e Europa oriental. Com o congresso dos dias 2 e 3 de junho próximo, dirigido aos colaboradores da AMU e a todos os que se interessam por cooperação e desenvolvimento, deseja-se fazer uma viagem pela história da AMU, entrevistando os seus protagonistas. Por meio de conexões vídeo com a Palestina e o Congo, serão vistos de perto os projetos de desenvolvimento, e ainda com conexões vídeo, serão apresentados testemunhos sobre as ações em países, como a Argentina e a Indonésia, que passam da emergência à reabilitação. Durante a sessão “A AMU por uma cultura da fraternidade”. será proposta a educação à cidadania global e consciente e para a última sessão está previsto um aprofundamento sobre “desenvolvimento e reciprocidade”. Na conclusão do Congresso se lançará um olhar ao futuro, com perspectivas e projetos na Itália e no mundo. www.azionemondounito.org

A Amu em cifras

Principais projetos de desenvolvimento em curso Rep. Dem. Congo: projeto sócio-sanitário, prevenção e tratamento para doentes da SIDA     (Kinshasa) Camarões: atividades sanitárias, formativas e culturais na Divisão de Lebialem; Brasil: formação e micro-empresas em Benevides (Pará); Argentina: centro de reabilitação para jovens diversamente hábeis (Rosário); Uruguai: animação social e formação profissional (Montevidéu); Palestina: educação à paz e apoio econômico para famílias (Belém); Líbano: reconstrução da conjuntura econômica e social no sul, após a guerra de    2006; Vietnam: prevenção do abandono de menores, ajuda familiar (Kontum e Binh Duong); Sudeste asiático: ajudas de emergência e reconstrução após o maremoto de 2004; Sudão: formação escolar da infância para vítimas da guerra civil. Micro-realizações ativas Formação profissional e escolar (Argélia, Brasil, Burundi, Quênia, Paquistão); Infra-estrutura e higiene (Costa do Marfim, Paquistão, Tanzânia); Infância e família (Brasil, Bolívia, Índia, Vietnam); Desenvolvimento econômico e social (Argentina, Camarões, Colômbia, Quênia, Madagascar, Paraguai, África do Sul, Uruguai). Projetos de Educação ao Desenvolvimento (Eas) “ABC da solidariedade para educar à paz e ao desenvolvimento na nova Europa unida” “Água par todos! Ano Internacional da água doce”, campanha água 2003; “Água: bem comum, direito de todos”, projeto consórcio CIPSI – CEVI 2004-2005. Principais cursos de formação para funcionários de escola: O outro na relação educativa (Benevento, março de 2003); Integração intercultural primeiro, segundo e terceiro curso (Treviso, novembro de 2004/5/6); Educação aos valores por uma cidadania responsável (Roma, fevereiro de 2004); Da fragmentação à unidade. O olhar do educador. O olhar da educação (Roma, abril de 2004); Didática e metodologia intercultural (Treviso, novembro de 2004); Aldeia global ou supermarket global? Pistas de reflexão sobre economia e globalização (Grotaferrata, novembro de 2004) A escola dos saberes e dos valores, por uma cidadania ativa e responsável (Piacenza, dezembro de 2004); Água, bem comum da humanidade: educar à cidadania ativa (Cagliari, janeiro de 2005); O encontro, ícone da prosocialidade (Caserta, janeiro de 2005)/ Relacionalidade no direito: qual espaço para a fraternidade? (Roma, novembro de 2005); Cidadania ativa: comunicação e convivência civil (Caserta, março de 2006); … E como escola uma cidade: congresso internacional de pedagogia (Roma, abril de 2006); Educação à cidadania ativa e responsável (Perugia, março de 2006). Atividades de informação Revista:  AMU Notícias (trimestral) Vídeo:  “Magnificat, terra de esperança” – “Homem ao lado do homem” DVD:   Projetos AMU de reabilitação no Sudeste asiático

Um laboratório de vida por uma cultura de paz

Juntos pela Europa 2007

Num clima festivo aconteceu esta manhã a grande manifestação “Juntos pela Europa”. Um evento, que desde o início teve um desenvolvimento novo e em constante evolução, através de uma dinâmica de comunhão entre Movimentos e comunidades católicas, evangélicas, ortodoxas e anglicanas de toda a Europa. Oito mil aderentes de mais de 250 movimentos e comunidades cristãs estavam presentes. Bento XVI, numa mensagem assinada pelo Secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, fez votos de que a iniciativa: “reforce o desejo de comunhão”, anime as realidades eclesiais, “contribua para dissipar preconceitos, superar nacionalismos e barreiras históricas, e comprometa-se para que a Europa dos tempos pós-modernos não diminua a dimensão espiritual”. Juntos pela Europa: O programa de vida lançado em Stuttgart salienta a vivência: “A quem iremos? Aonde iremos? É a pergunta que nos colocamos para o futuro da Europa”, disse Ulrich Parzany – pastor evangélico, promotor do projeto de evangelização Pró Christ. “Passado o entusiasmo pela Europa, insinuou-se o ceticismo, o medo de sofrer desvantagens. As correntes do nosso tempo nos fazem titubear de um lado a outro. Com confiança serena repetimos: Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida”. A resposta às exigências dos jovens é Jesus, como salientou Nicky Gumble, anglicano, responsável pelos cursos de evangelização Alpha International, iniciado na Igreja Anglicana: “Os jovens estão buscando transcendência, um objetivo na vida”. André Riccardi, fundador da Comunidade de Santo Egídio, falou de uma corrente profunda da história, que envolverá cada vez mais: “Numa Europa onde as instituições são rígidas, os processos retardam e os políticos hesitam, faz-se necessário um povo profético, capaz de fazer desabrochar um sentimento de unidade que se torne uma corrente vital entre os nossos cidadãos europeus, cristãos e não cristãos, crentes ou não. Para que a Europa promova um novo humanismo, uma nova corrente de ardor pela unidade, capaz de demolir rigidez e fronteiras. Para que a Europa olhe para além de suas fronteiras, para a África, onde mais de dois terços são excluídos do bem estar”. Chiara Lubich aprofundou a fonte, de onde brota uma nova corrente de vida. A suas palavras – lidas por uma de suas primeiras companheiras, Bruna Tomasi – referiram-se ao mistério de Jesus no momento em que, na cruz, lança o grito de abandono. Nele, está a imagem de toda dilaceração, escuridão, duvida, inquietação. “Reconhecendo-o e amando-o em todas as expressões do sofrimento – concluiu – poderemos recolher o grito da humanidade de hoje e, pelo seu grito que redimiu tudo, criar ao nosso redor a sociedade renovada que o mundo espera”. À tarde, foram apresentados testemunhos sobre a vitalidade do Evangelho para a renovação da família, da economia e do trabalho, da vida nas cidades multiculturais, entre as novas e antigas pobrezas, na justiça e na paz; com intervenções de personalidade políticas como o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, e o vice-presidente da Comissão Européia, Jacques Barrot. De Stuttgart, Carla Cotignoli, para a Rádio Vaticana