31 Jan 2022 | Sem categoria
Nesta ocasião, debruçamo-nos sobre a pedra angular fundamental da Espiritualidade da Unidade. Chiara Lubich mostra-nos o caminho para obter a graça da unidade do Pai. […] neste ponto, que é típico da nossa espiritualidade, está implícito aquele “algo mais” em relação ao que geralmente é pedido nas espiritualidades individuais, pelo menos ao longo dos séculos. Aquele “algo mais” que, como sabemos, é reciprocidade e unidade. A unidade. Mas o que é a unidade? É possível atuá-la? A unidade é o que Deus quer de nós. A unidade significa realizar a oração de Jesus: “Pai que sejam um como eu e tu. Eu neles e tu em mim, para que sejam um” (cf Jo 17, 21-23). Não podemos buscar a unidade apenas com os nossos esforços. Somente uma graça especial, que vem do Pai, pode realizá-la, se ela encontrar em nós uma determinada disposição, um requisito específico e necessário. Trata-se do amor mútuo, pedido por Jesus, colocado em prática. O seu amor mútuo, aquele que Ele deseja, que não é – como sabemos – simples amizade espiritual, ou acordo, ou afinidade. É amar-nos mutuamente como Ele nos amou. E isso significa: com a medida do abandono. Com o desapego completo, material e espiritual, das coisas e das criaturas, para poder “fazer-se um” reciprocamente e com perfeição. Desse modo teremos feito a nossa parte e estaremos em condições de obter a graça da unidade, que não faltará, que não pode faltar. […] É preciso lembrar que, na nossa espiritualidade comunitária, temos uma graça a mais; que o Céu pode abrir-se a qualquer momento para nós; e se fizermos o que Ele nos pede, imbuídos dessa graça, podemos realizar muito, muito pelo Reino de Deus. […] durante o próximo mês, esforcemo-nos para obtermos sempre esse dom! E não esperemos por ele somente para a nossa felicidade, mas para sermos capazes de realizar a nossa típica evangelização. Vocês a conhecem: “Que sejam um, para que o mundo creia” (Cf Jo 17,21) No mundo há muita necessidade de fé, de acreditar! E todos somos chamados a evangelizar. […] Quem observar dois ou mais membros da Obra unidos – nos focolares, nos núcleos, nas unidades, nas nossas reuniões ou por estarmos casualmente juntos – seja tocado por um raio da nossa fé e acredite, acredite no amor, porque o viu. Mãos à obra! É isso o que Deus quer de nós. Deseja isso através do nosso carisma que está gravado nos Estatutos: a unidade é a premissa de qualquer outra vontade de Deus. Podemos também falar para irradiar o Evangelho, mas só depois.
Chiara Lubich
(Chiara Lubich, Conversazioni, Cittá Nuova, 2019, p. 523-524) https://youtu.be/pML328Qa0vs
28 Jan 2022 | Sem categoria
Os gen, os jovens dos Focolares, miram a santidade. Eles são jovens como todos: com alegrias, tristezas, sonhos e dificuldades. Mas eles sabem que um objetivo tão ousado não pode ser alcançado da noite para o dia. É construído momento a momento e não sozinho, mas juntos. Eles expressaram isto com histórias de vida, canções e relatos em um dia mundial que os reuniu virtualmente por mais de duas horas no domingo 19 de dezembro de 2021. Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, saudou-os e convidou-os a estarem atentos à construção de relações verdadeiras e profundas com todos, parando na frente dos próximos para descobri-los “aqui e agora”. Nós lhes damos a palavra através desta seleção de experiências de vida contadas durante o dia. Unidade na diversidade A República da Indonésia reconhece uma série de religiões oficiais: Islamismo, Cristianismo, Hinduísmo, Budismo, Confucionismo e crenças tradicionais. A maior população é muçulmana. Esta diversidade faz do diálogo inter-religioso um diálogo da vida cotidiana. Atualmente, estou estudando para um Mestrado em Ciências Farmacêuticas. Na universidade, encontro muitos amigos de ilhas diferentes, pertencentes a diferentes religiões. Algumas delas são muito próximas a mim, são como minhas irmãs. Sou cristã católica, a amiga ao meu lado é hindu e as outras são muçulmanas. Durante o mês do Ramadã, muitas vezes os acompanho para quebrar seu jejum. Uma vez eu os convidei para quebrá-lo juntos no Focolare. Eles se sentiram muito amados. Após a reunião, um deles escreveu em seu perfil no Instagram: “Não temos a mesma origem, religião, idade ou até nem somos do mesmo país, mas temos um sonho: criar um mundo melhor para todos, ter esperança e rezar por um futuro próspero”. Esperamos um mundo universal, como diz o lema de nosso país “Bhineka Tunggal Ika” – “Unidade na Diversidade”. Vivo em uma pensão onde a maioria das meninas são muçulmanas. Quando elas se mudaram para lá, a princípio tinham medo de mim porque eu parecia muito séria e a maioria delas nunca havia vivido com não-muçulmanas. Um dia eu comi muitos doces e pensei em compartilhá-los com elas. A relação entre nós está crescendo. Cozinhamos juntas, comemos juntas, praticamos esportes, brincamos juntas. Nossa experiência de viver juntas ampliou nossos horizontes e estamos felizes com isso. Tika (Indonésia) Amar além das próprias forças Tenho uma irmã que está estudando arquitetura. Durante os últimos três meses, ela dedicou-se ao trabalho da sua graduação, permanecendo acordada muitas noites. Ela teve que apresentar um seu projeto da cidade: preparar os documentos e modelos de apresentação. Normalmente os estudantes mais novos ajudam os que estão mais adiantados nestas tarefas, mas por causa da COVID-19, minha irmã teve que fazer tudo sozinha. A certa altura, ela pediu ajuda à minha mãe e a mim. Respondi de bom grado: “Muito bem! Eu posso te ajudar”! Mas depois pensei: “Eu também tenho muitos deveres de casa agora”, e me perguntei: “Será que foi uma escolha sábia dizer que eu a ajudaria? Estas tarefas são importantes para o seu diploma, serei capaz de fazê-lo bem? Não seria melhor ter alguém que conheça o assunto”? Mas, vendo minha irmã lutando, pensei: “Se eu terminar meu trabalho de casa cedo, serei capaz de ajudá-la”. Assim, todas as noites eu a ajudava de todo coração com seus deveres de casa, como se fossem os meus. No final, ela foi capaz de entregar seu trabalho, que foi concluído em tempo, com sucesso. Ela me agradeceu muito e ficou feliz por este trabalho ter sido concluído não só por ela, mas com a força de todos. Seria uma mentira se eu dissesse que ajudei minha irmã amando-a cem por cento, sem reclamar, mas não me arrependi de ter feito isso, meu coração ficou aliviado e feliz. Além disso, dentro de mim, havia uma pequena alegria. Veio-me à mente uma frase do Evangelho que diz: “Aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele”, e eu pensei: “Talvez Deus tenha feito morada em mim?” Rosa (Corea) Entre a guerra e a esperança Estudo engenharia informática. Desde criança, procuro viver a espiritualidade do Movimento dos Focolares. No último período, eu sentia que meu relacionamento com Jesus e Maria estava distante. Eu me perguntava onde Deus está e como Ele permite as dificuldades que vivemos aqui na Síria, tais como a falta de eletricidade, os altos preços e a dura situação econômica. Além disso, tudo isso estava tendo um efeito no meu relacionamento com os outros. Recentemente fui a Londres por um mês para visitar minhas irmãs e lá participei de um fim de semana com os Gen, os jovens dos Focolares. Esta experiência me ajudou a encontrar muitas respostas e a me redescobrir vivendo a espiritualidade da unidade. Nunca esquecerei o amor que encontrei entre os Gen, um amor que encheu meu coração… foi como se nos conhecêssemos há muito tempo. Estas experiências me afetaram muito e senti que algo estava começando a mudar dentro de mim. Assim que retornei à Síria, houve também aqui um Congresso Gen que eu participei. Por causa das situações difíceis da guerra, pela primeira vez em 10 anos pudemos nos encontrar. Foi uma experiência rica marcada pelo amor mútuo e vivida como uma só família. Experimentei que a paz interior estava crescendo em mim dia após dia. As experiências que tive durante os dois fins de semana com os Gen e as pessoas que conheci deixaram uma profunda impressão em meu coração e me ajudaram a ser novamente aquela pessoa positiva que olha para frente com coragem. Há momentos em que, por causa das pressões que estamos sofrendo na vida, perdemos a esperança… como se fosse o fim do mundo e nada mais existisse. Porém, se tentamos, por sua graça, Deus nos permite retornar a Ele e descobrimos que as coisas difíceis que experimentamos foram como nossa própria pequena participação nos sofrimentos de Jesus na cruz. Percebemos que nossas dores eram pequenas em comparação com seus sofrimentos experimentados para nos redimir. Uma coisa que sinto que devo dizer é que, quando vivemos momentos dolorosos na vida, que parecem não ter fim, eles podem terminar na luz, mas cabe a nós pedir a ajuda de Deus na oração. Ele está sempre pronto para nos ajudar e com grande esperança podemos recomeçar e ter uma relação cada vez mais forte com Ele. Paul (Aleppo, Síria) Com os mais sofredores Após o terremoto de dois anos atrás na Croácia, decidimos fazer algo indo para o epicentro do sismo. Procurando a melhor maneira de ajudar, o pároco de Sisak nos surpreendeu ao nos pedir para trabalharmos com ele na preparação de um grupo de crianças ciganas para sua Primeira Comunhão. Concordamos em ir toda semana durante alguns meses à aldeia de Capranske Poljane, onde vivem muçulmanos e cristãos romanichéis (ortodoxos e católicos). Fizemos catequese com eles, teatros, jogos… A partir deste encontro nasceram belas relações que continuam e crescem ainda hoje. Através dos focolarinos também conhecemos e visitamos uma família de Petrinja, que vive em uma situação muito difícil (tanto por causa do terremoto como pela realidade socioeconômica em que se encontram). Com a ajuda da Cáritas conseguimos comprar materiais e ferramentas tanto para consertar a casa como para retomar o trabalho. Elas ganharam uma nova esperança! Em uma reunião com os Gen senti que tinha que dar um passo para fora de minha zona de conforto – inspirado pelo exemplo de tantos ao redor do mundo – eu queria “sair para a rua” para tentar amar os outros como a mim mesmo. Um dia fomos a Sisak para conversar com o pároco sobre como seguir em frente com os ciganos, e depois visitamos esta família em Petrinja e levamos para eles vários bens de primeira necessidade. Vimos como eles usaram o dinheiro que arrecadamos para consertar sua sala de estar, que agora é realmente aconchegante! Também trouxemos um laptop para que as crianças pudessem acompanhar a escola on-line. Eu me senti em casa. Havia uma bela atmosfera familiar. Embora eu não tivesse feito nada de concreto pela situação deles até então, dei o que pude: eu mesmo com minha boa vontade e um pouco do meu tempo. Sou grato a Deus que me deu esta oportunidade de amar e quero continuar a amar porque encontrei a alegria multiplicada ao cêntuplo, que quero compartilhar com os outros e agora com vocês. Thiana e Peter (Croácia)
27 Jan 2022 | Sem categoria
Um encontro capaz de superar grandes obstáculos; um salto no amor que aproxima as pessoas e gera unidade. Bella Gal, uma judia que vive perto de Tel Aviv, conta sobre sua amizade especial com E., uma cristã palestina. Há alguns anos, tive um encontro muito interessante e profundo com uma mulher palestina, uma cristã, professora universitária, durante uma conferência em Jerusalém, onde ela estava dando uma palestra. Seu nome é E. Ela criou seus filhos sozinha, enquanto seu marido esteve em uma prisão israelense por 10 anos. Ele foi liberado devido a problemas de saúde e, pouco tempo depois, infelizmente, morreu. Mesmo sofrendo, E. não desistiu de viver e educou seus filhos que agora são profissionais, cada um em sua própria área de especialização. Seu discurso foi muito interessante, mas, ao mesmo tempo, muito triste. Ao final da sua apresentação, sem esperar pela sessão de perguntas e respostas, deixei a sala. Eu não suportava ouvir sua história. Isso me fez lembrar de meu sofrimento, de minha primeira infância e de meus pais, que morreram durante o Holocausto. Talvez tenha sido muito egoísta da minha parte, mas E. me deu um exemplo muito importante e uma lição para “fazer com que cada encontro valesse a pena”. Depois de sair do salão, fui sentar-me no refeitório. De repente, senti alguém colocar a mão no meu ombro. Foi E. que me disse: “Eu a vi em minha palestra e também o vi sair no final. Aconteceu alguma coisa? Eu a ofendi?” Embora E. tivesse todas as razões no mundo para ser hostil comigo, nos aproximamos com grande compaixão, percebendo que ambas tínhamos sofrido, mas tínhamos encontrado nossa força interior, recolhendo os pedaços, e abraçamos a situação. Depois de conversar e chorar, E. e eu nos sentimos imediatamente conectadas, e sentimos muito amor e apreço uma pela outra. Fomos capazes de nos unir profundamente como mulheres e ver além das diferenças de nossa nação. Ao longo dos anos, E. também ocupou um importante cargo político, e isto em nível histórico é uma grande conquista para uma mulher cristã que vive neste contexto. Hoje, devo admitir, E. é minha alma gêmea além do muro que nos separa.
Bella Gal
25 Jan 2022 | Sem categoria
Recentemente saiu o livro “L’unità. Uno sguardo dal Paradiso’49 di Chiara Lubich”, A Unidade. Um olhar a partir do Paraíso ’49 de Chiara Lubich (N.d.T.), editado por Stefan Tobler e Judith Povilus (Città Nuova, Roma 2021). Em breve será publicado em outros idiomas. É um estudo aprofundado, com muitas vozes, que nos ajuda a entender o que é a unidade, o ponto central da espiritualidade dos Focolares. “A unidade é nossa vocação específica”[1]; “A unidade, portanto, é o nosso ideal e não outro”[2]. Chiara Lubich estava bem ciente da missão da obra à qual ela havia dado vida. Se “a unidade é o que caracteriza o Movimento dos Focolares”[3], este é chamado a se questionar sobre a herança recebida e sobre como se desenvolver de forma criativa e fiel. Como podemos viver hoje a unidade nos focolares, nos núcleos, entre aqueles que compartilham a “Palavra de Vida”? Como percorrer com coragem e liberdade um caminho que evite o autoritarismo e o individualismo, que permita o pleno desenvolvimento de dons pessoais e a busca de objetivos comuns? Como podemos trilhar o difícil caminho da comunhão que exige a salvaguarda da autonomia legítima e a busca de identidade e aceitação, integração e abertura à diversidade? Este tema toca a Obra inteira. Ao mesmo tempo, o legado de Chiara Lubich é muito mais amplo: a unidade diz respeito ao mundo eclesial, às relações entre religiões, culturas, nações… A pedido do Centro da Obra de Maria, a Escola Abbà vem examinando este tema há alguns anos, começando, como é sua natureza, a partir da experiência de Chiara Lubich nos anos de 1949-1951. Assim nasceu o livro “L’unità. Uno sguardo dal Paradiso’49 di Chiara Lubich”, “A Unidade. Um olhar a partir do Paraíso ’49 de Chiara Lubich (N.d.T.). O volume está dividido em três partes. A primeira – “Fundamentos” – oferece uma visão global da unidade do ponto de vista bíblico, teológico e espiritual. Os escritos de Chiara são analisados em toda a sua profundidade e ousadia. Tomados em seu contexto, eles mostram a “lógica” divina, a de um Deus cujo “interior” “não deve ser pensado como um todo no qual as diferenças desaparecem, ao contrário: Deus é o Único, precisamente porque Ele é infinita multiplicidade”, uma dinâmica que se reflete na criação. Como Chiara escreve, o Pai “diz ‘Amor’ em tons infinitos”, indicando a extraordinária riqueza das manifestações infinitas de seu amor. A segunda parte do livro propõe uma leitura de alguns dos textos do Paraíso ’49, a fim de trazer à tona as intuições fundadoras sobre a unidade. Desta forma, páginas ou fórmulas que o desgaste do tempo ou a repetição preguiçosa às vezes tornaram incompreensíveis ou inaceitáveis são iluminadas com nova luz. Para viver a unidade, é necessário anular a própria personalidade, ou o “entrega sem reservas de si, na lógica da vida de Deus, que nos leva a ‘correr o risco’ de ‘perder’ a própria”? O que significa viver “do jeito da Trindade”? Na unidade há nivelamento ou não é antes a epifania da pluralidade? Trata de mal-entendidos e desvios aos quais uma compreensão inexata de expressões como “perder”, “morrer”, “anular-se” pode levar, e destaca a fecundidade de um amor exigente e total que leva à plena autorrealização: “Vimos claramente”, afirma Chiara, “que cada um de nós tem uma personalidade distinta e inconfundível”, que é “a palavra que Deus pronunciou quando nos criou”. A unidade aparece então dinâmica, em constante transformação, criativa, necessitada da contribuição de todos e de cada um, respeitosa de todos e de cada um. Isto também inclui a contribuição e a posição única e irrepetível da pessoa de Chiara como instrumento de mediação do carisma e fundadora. A terceira parte do livro abre-se a diferentes disciplinas que são inspiradas pelos ditames do Paraíso ’49 para uma proposta relevante para seu campo específico. Esta última parte foi a que exigiu maior atenção metodológica. Como a linguagem do Paraíso ’49 é predominantemente de natureza religiosa, nos perguntamos como escrever um livro transdisciplinar sobre uma palavra plurissemântica – unidade – sem o risco de falar sobre coisas diferentes e misturar linguagens. Se um Movimento e uma espiritualidade que se definem como “da unidade” deram origem a realidades sociais e contribuições acadêmicas nos mais diversos campos, isso significa que existe um denominador comum, um ponto de partida e uma base estável que torna possível para todos, mesmo trabalhando em campos diferentes, reconhecer na unidade um horizonte comum, mesmo quando se expressam na linguagem específica de sua própria disciplina. Apenas algumas linhas intuitivas são traçadas em certos campos da vida social e do pensamento que exigirão maior desenvolvimento. O livro é o resultado de um processo lento na Escola Abbà. Por mais de dois anos, a partir de 2017, o Paraíso ’49 foi lido à luz deste tema específico. Cada uma das doze contribuições traz a assinatura dos respectivos autores, que mantêm seu estilo, experiência e metodologia específicos. Ao mesmo tempo, é fruto da comunhão de todo o grupo: uma forma de trabalho que exigiu um exercício de “unidade” – em consonância com o próprio tema! – o que nem sempre foi fácil, a fim de acolher e compreender o outro em sua diversidade, devido ao fato de que eles vêm de países diferentes, têm formações científicas diferentes e áreas disciplinares e metodológicas específicas. O livro é limitado à leitura de algumas páginas do Paraíso ’49. Não pretende, portanto, esgotar um tema tão vasto e exigente, mesmo se, graças à profundidade dos textos de referência, oferece uma grande riqueza de intuições e propostas.
Fabio Ciardi
[1] L’unità e Gesù Abbandonato, Città Nuova, Roma 1984, p. 26. [2] Ibid., p. 43. [3] Ibid., p. 26.
24 Jan 2022 | Sem categoria
A GCPS Consulting comunicou, em novembro do ano passado, uma prorrogação em relação à difusão dos resultados da investigação independente, prevista para o primeiro trimestre de 2022. A investigação relativa aos abusos sexuais cometidos por J.M.M., ex-membro consagrado francês dos Focolares, está exigindo mais tempo do que o previsto. Isso foi anunciado em novembro do ano passado em uma nota da GCPS Consulting, a sociedade de consultoria especializada, que recebeu do Movimento o pedido formal para instaurar uma investigação independente. “O processo de coleta das informações está continuando e superou a previsão do calendário – se lê – e a Comissão está agendando entrevistas com pessoas chave dentro dos Focolares (…) também como parte de uma revisão das disposições de salvaguarda. Como nota positiva, isso demonstra que o processo é minucioso e completo (…). O nosso objetivo é publicá-lo ao máximo no primeiro trimestre de 2022”. Ao pedir desculpas pelo atraso, a Comissão encarregada exprime o desejo de que “todas as partes interessadas entendam que a abrangência do trabalho foi ampliada e que o objetivo é aquele de refletir plenamente as vozes de todos aqueles que forneceram provas e outras informações à Comissão”.
Stefania Tanesini
24 Jan 2022 | Sem categoria
A Palavra de Vida deste mês de janeiro de 2022 diz que os Reis Magos chegaram em Belém seguindo a estrela para honrar o Menino Jesus. Hoje, nós também podemos honrar o Senhor com nossas escolhas de vida, como Chiara Lubich propõe nesta passagem. Você está no mundo, isto é evidente. Mas você não é do mundo. E isso faz uma grande diferença. Isto coloca você entre aquelas pessoas que se nutrem não das coisas que são do mundo, mas das coisas que são ditadas pela voz de Deus dentro de você. Essa voz está no coração de cada pessoa e faz você entrar – se lhe der atenção – em um reino que não é deste mundo, onde se vive o verdadeiro amor, a justiça, a pureza, a mansidão, a pobreza e o domínio di si. (…) Ter uma vida cômoda e tranquila não é típico do cristão; e Cristo não pediu – e ainda hoje não lhe pede – menos do que isso, se você quiser segui-lo. O mundo procura nos arrastar como um rio em tempo de cheia e você deve caminhar contra a correnteza. Para o cristão o mundo é como uma floresta cerrada, na qual é preciso ver bem onde se pisa. E onde se deve pisar? Nas pegadas que o próprio Cristo deixou quando esteve nesta terra: elas são as suas palavras.
Chiara Lubich
(Chiara Lubich, in Parole di Vita, a cura di Fabio Ciardi, Città Nuova, 2017, p. 110-112)