As palavras de Margaret Karram, Presidente do Movimento dos Focolares, a todos aqueles que se preparam para viver o próximo Genfest 2024, evento dos jovens do Movimento que se realizará em Aparecida, Brasil, e em diversos lugares do mundo com os Genfest locais.
Uma música que nasceu da experiência concreta de alguns jovens do Movimento dos Focolares que, unindo os próprios talentos, souberam expressar em música e palavras o desejo de se mobilizarem para mudar as coisas. https://youtu.be/ua8Hw-0_2RA
Jornalistas, professores, especialistas em comunicação: um laboratório internacional no caminho sinodal“Qual comunicação para a sinodalidade?” Este foi o título de um webinar realizado no dia 7 de março em direto no Youtube, nascido após um longo debate entre especialistas em comunicação. Um caminho sinodal começou no ano passado com encontros mensais. Foi assim que, por iniciativa de NetOne, a rede internacional de comunicadores do Movimento dos Focolares, nasceu a ideia do webinar. Durante a primeira sessão do Sínodo, em outubro passado, o Papa Francisco pediu aos participantes que fizessem jejum das palavras. “A verdadeira comunicação tem um ritmo a ser respeitado: um tempo para calar e um tempo para falar” – disse Dom Brendan Leahy, membro da Assembleia Sinodal conectado de Limerick, Dublin. “A sinodalidade envolve ascetismo, aquela capacidade de olhar para dentro de nós mesmos e oferecer o “vinho destilado”. Portanto, use as palavras certas e não palavras vazias que levam à fofoca. Penso que o Papa nos convida sobretudo a imitar Maria na sua contemplação”. “Uma Igreja sinodal é essencialmente uma Igreja de comunhão, que se torna real quando há a comunicação dos dons de todos” – afirmou Monsenhor Piero Coda, secretário da Comissão Teológica Internacional que falou no evento. “Precisamos visar à qualidade da comunicação: não propor respostas opinativas, mas descobrir as verdadeiras questões que existem na sociedade para dar respostas proféticas”. O discurso de Thierry Bonaventura, responsável de comunicação da Secretaria Geral do Sínodo, liga-se às palavras de Monsenhor Coda: “A comunicação é a base de qualquer relação humana. Deus é comunicação, comunica-se, é diálogo entre as Pessoas da Trindade. Todas as questões que surgiram durante a primeira sessão do Sínodo de outubro passado estão ligadas ao tema da relacionalidade, a comunicação permeou o Sínodo, mesmo que tenha sido dada prioridade a fazer comunicação em vez de pensar na comunicação”. Em seguida, falou da Argentina, Isabel Gatti, coordenadora internacional da NetOne: “A partir da teoria da comunicação é possível oferecer chaves de interpretação para que os conceitos filosóficos e teológicos da sinodalidade possam melhorar as nossas práticas eclesiais nas dimensões individuais e também sociais. A nossa Igreja pode ser uma família se, como Jesus e Maria, assumirmos a dor da humanidade sofredora que hoje tem muitas faces ligadas à comunicação: polarizações sociais, guerras, desigualdades sociais”. Um exemplo de caminho sinodal é a reforma da comunicação do Vaticano. “O Papa quer uma Igreja em saída, na qual haja espaço para todos – afirma Dom Lucio Adrian Ruiz, secretário do Dicastério para a Comunicação. “Isto implica uma comunicação que, por um lado, abrace todas as novas tecnologias e, por outro, não esqueça nenhuma das antigas, porque ninguém deve ficar de fora. Depois há a experiência do Sínodo digital, um processo missionário para levar o carinho, o anúncio de Jesus também às pessoas que não vivem nas instituições da Igreja”. Depois há espaço para a inteligência artificial: como é que ela nos questiona na nossa profissão de comunicadores? “A resposta deve ser dada com três palavras: conhecimento, criatividade e responsabilidade – afirma Giovanni Tridente, diretor de Comunicações da Pontifícia Universidade da Santa Cruz de Roma. “Você precisa conhecer essa inovação tecnológica para entender como utilizá-la. Deve ser utilizada com criatividade para melhorar as nossas vidas e há necessidade de responsabilidade para utilizá-la também do ponto de vista ético para consciencializar e tornar as pessoas livres para formar a sua própria opinião.” Por fim, o discurso de Liliane Mugombozi, jornalista da República Democrática do Congo: “Quando comunicamos estamos dando algo de nós mesmos, da nossa visão de mundo, dos valores em que acreditamos, dos nossos medos, das tristezas, mas também as conquistas, as vitórias, as dúvidas, as esperanças, as nossas questões mais profundas. Um ato de comunicação pode ser uma dádiva que incentiva o encontro de pessoas, que cria contextos de diálogo e confiança mesmo em situações difíceis, e de caminhar juntos. Um provérbio Amhara (Etiópia) diz que “quando as teias de aranha se juntam, podem prender até um leão”. Por fim, espaço para diálogo e perguntas, experiências e impressões. Houve um desejo de transmitir e experimentar uma comunicação mais incisiva e sincera. Este webinar é apenas o início de uma jornada de sinodalidade e comunicação. Para mais informações acesse: net4synodcom@gmail.com
Aproxima-se a Páscoa, a maior festa do ano e, com ela, a Semana Santa repleta dos mais preciosos mistérios da vida de Jesus.
Vamos recordá-los principalmente na Quinta e na Sexta-Feira Santa, no Sábado de Aleluia e no Domingo da Ressurreição. Eles representam para nós os aspectos centrais da nossa espiritualidade. Que são: o Mandamento Novo; a instituição do sacerdócio e da Eucaristia; a oração pela unidade; a morte de Jesus Abandonado na cruz; a Desolada; o Ressuscitado.
Nós os celebraremos com a Igreja na santa liturgia, mas, como o nosso é um “caminho de vida”, nos preparamos para honrá-los também com a nossa vida.
Como viver esse período que antecede a Semana Santa e aqueles dias abençoados?
Eu creio que se vivermos a Páscoa, ou seja, se deixarmos que o Ressuscitado viva em nós, celebraremos do melhor modo todos esses acontecimentos.
De fato, para que o Ressuscitado resplandeça em nós, devemos amar Jesus Abandonado e estar sempre – como costumamos dizer – “além da sua chaga”, onde a caridade é rainha. É a caridade que nos impulsiona a ser o Mandamento Novo vivido; é ela que nos leva a ir receber a Eucaristia, a qual alimenta a caridade divina no nosso coração e nos transforma justamente naquele que recebemos, ou seja, em Jesus Ressuscitado. É a caridade que nos leva a viver a unidade com Deus e com os irmãos. É pela caridade que podemos ser, de certa forma, outra Maria.
Sim, não há modo melhor de viver os vários aspectos da vida de Jesus, que recordamos na Semana Santa, do que deixando que o Ressuscitado viva em nós, em cada instante.
Chiara Lubich
(Chiara Lubich, Per essere un popolo di Pasqua, 24 marzo 1994 in Conversazioni in collegamento telefonico, Città Nuova, 2019, pp. 461-2)
Um trecho do discurso de Chiara Lubich em Roma, em 2000, durante a XV Jornada Mundial da Juventude, na qual participaram mais de dois milhões de jovens do mundo. (Tor Vergata – Roma, 19 de agosto de 2000). https://youtu.be/Cai_bWvrv5U?list=PL9YsVtizqrYtArFIydWRG0aDC-WCr8BQi
O monsenhor Piero Coda, teólogo, secretário da Comissão teológica internacional, ex-reitor do Instituto Universitário Sophia, recebeu a láurea honoris causa da Universidade Católica de Córdoba, na Argentina. Uma semana de eventos marcou o início do mês de março de 2024 na Universidade Católica de Córdoba (UCC), na Argentina. Entre eles: o Seminário Itinerário Córdoba 2024, Universidades dos Jesuítas e antropologia trinitária e a concessão do Doutorado honoris causa ao monsenhor Piero Coda, teólogo, secretário da Comissão teológica internacional, ex-reitor do Instituto Universitário Sophia. Outros eventos correlatos permitiram apresentar o pensamento e a contribuição do monsenhor Coda, que não se limita à antropologia e à teologia, mas chega até a Igreja em seu caminho sinodal e no diálogo ecumênico e inter-religioso. O Seminário de Antropologia Trinitária ocorreu de 4 a 6 de março. O grupo de estudo, ativo há 11 anos, é composto por 14 pessoas, mulheres e homens, franciscanos, jesuítas, sacerdotes, religiosos, focolarinos e leigos de diversos movimentos eclesiais. Sonia Vargas Andrade, da Faculdade de Teologia San Pablo da Universidade Católica Boliviana, afirmou: “Nós nos encontramos para refletir sobre o percurso que um teólogo latino-americano deve seguir no diálogo com a teologia europeia, em particular com a Antropologia Trinitária, levando em conta o que é tipicamente nosso, ou seja, a pluralidade”. O Seminário terminou evidenciando que o elemento distintivo da Teologia Trinitária – objeto de estudo do grupo – é justamente a unidade na pluralidade: “o pensamento do outro vale tanto quanto o meu, devo pensar a partir do outro e no outro”, adicionou Vargas Andrade. O monsenhor Piero Coda contou sua experiência direta e sua leitura da primeira sessão da Assembleia sinodal, da qual participou como membro da Comissão teológica da Secretaria geral do Sínodo dos Bispos. Coda definiu a primeira sessão como uma pausa para aprender a se encontrar, se escutar e dialogar no Espírito. E acrescentou: “A viagem acabou de começar. A paciência e a perseverança devem andar no mesmo passo que a sabedoria e a prudência, mas também com o entusiasmo e a coragem de arriscar”. O doutor Tommaso Bertolasi, docente no Instituto Universitário Sophia de Loppiano (Florença), fechou a discussão abordando o tema “jovens e sinodalidade”, destacando que os jovens experimentam o Deus ausente: “Deus é experienciado como ausente, aquele que não existe”. Como consequência, é necessário considerar a experiência do abandono de Jesus na cruz. “É justamente ali, na morte e na ressureição, que Deus entra na experiência humana: a partir daquele momento não há mais um distanciamento de Deus, porque Deus está na ausência de Deus.” Dessa tese derivou-se diversas implicações para a Igreja em geral, sobretudo para a pastoral da juventude. 6 de março foi o dia da concessão do doutorado honoris causa ao monsenhor Piero Coda. Na ocasião, o cardeal Ángel Rossi S.J., arcebispo de Córdoba, definiu Piero Coda como um “peregrino da verdade, que viveu a sua vida em liberdade, o que o levou a deixar a própria ‘terra’ para colocar seu pensamento e suas intenções teológicas em diálogo permanente com culturas diversas, com aqueles que não professam uma fé explícita ou com outras disciplinas”. Padre Gonzalo Zarazaga S.J., diretor do Doutorado em Teologia da UCC, apresentando a contribuição de Coda, afirmou que “a ontologia trinitária de Piero Coda se abre à intimidade do Deus Trino e nos convida a participar do seu amor em plenitude”. A rabina Silvina Chemen, por meio de uma mensagem em vídeo, expressou seu afeto, sua admiração e sua gratidão para com Piero Coda pelo seu trabalho de reforçar os laços inter-religiosos com o Movimento dos Focolares. Em suas palavras de agradecimento, o monsenhor Piero Coda, declarou que considera o reconhecimento recebido como uma apreciação do estilo de compreensão e de realização do trabalho filosófico e teológico, que está se revelando ser de grande atualidade no processo de reforma sinodal e missionária no qual a Igreja está empenhada, guiada pelo papa Francisco. E acrescentou: “Trata-se de aprender uns com os outros, escutando juntos o que o Espírito diz às Igrejas: na troca dos dons das respectivas experiências de inculturação da fé e da missão, da qual as nossas comunidades e culturas são portadoras”. A sua lectio magistralis tinha como título “Habitar a reciprocidade do Pai e do Filho no Espírito Santo para reavivar o sentido e o destino da história”.
María Laura Hernández Foto: cortesia da UCC e de Guillermo Blanco