6 Abr 2021 | Sem categoria
Após a audiência da Assembleia Geral dos Focolares com o Papa Francisco, quais são as perspectivas para o Movimento dos Focolares? Nesta Collegament fazemos um balanço com Margaret Karram, Presidente dos Focolares e Jesús Morán, co-presidente. https://vimeo.com/529522775
5 Abr 2021 | Sem categoria
Amar Jesus no seu abandono na cruz significa amá-lo nas dores e nas renúncias que a atenção ao próximo requer. Este é um verdadeiro caminho para a perfeição na vida cristã, como Chiara Lubich nos comunica com a sua experiência. […] Para encorajar-nos sempre mais no caminho da nossa santificação coletiva […] penso que vocês gostarão de conhecer uma recente experiência espiritual minha. Como talvez vocês já saibam, estou dedicando alguns dias do mês […] para aprofundar um ponto central da nossa espiritualidade: […] Jesus Abandonado, chave da unidade. Este tema me tocou profundamente, pareceu-me tão interessante e atraente que me impeliu a vivê-lo imediatamente, no momento presente, levando-me quase a esquecer o empenho da “tensão à santidade” como tal. Em resumo, pus-me a amar Jesus Abandonado, abraçando-o sob os seus mais variados aspectos. Mas, justamente naqueles dias, durante a meditação da manhã, caíram-me sob os olhos o que para S. João da Cruz são as “Doze estrelas da perfeição”[1], isto é, o amor a Deus, o amor ao próximo, a castidade, a pobreza, a obediência, a paz, o silêncio, a humildade, a mortificação, a penitência, a oração em comum e a individual. Eu já as conhecia bem, ou melhor, de tanto meditar sobre elas, já havia decorado. Mas aqueles dias realmente não pensava nelas porque estava totalmente absorvida no empenho de amar somente Jesus Abandonado. E então tive uma surpresa, uma alegre surpresa, como uma luminosa redescoberta. Relendo estas “estrelas”, durante a meditação, percebi que amando Jesus Abandonado tinha feito com que estas doze estrelas brilhassem um pouco mais em minha alma. Eu havia amado a Deus um pouco mais porque havia amado a Jesus que é Deus. Havia amado mais o próximo porque por amor a Jesus Abandonado tinha me esforçado para fazer-me um com todos. Havia aperfeiçoado a castidade, porque o amor a Jesus Abandonado nos leva à mortificação. Igualmente com relação à pobreza porque, por Ele, havia me esforçado para eliminar qualquer apego. A obediência, porque, por Ele, esforcei-me em fazer calar o meu eu para escutar melhor [a voz de Deus que fala à alma, na interioridade]. Amando Jesus Abandonado nas dores, consegui manter a paz. Amando-O, pude também observar melhor o silêncio, mortificando palavras inúteis. A humildade ganhou com a morte do ‘eu’ que o amor a Jesus provoca. Da mesma forma a mortificação e a penitência. Estive mais atenta às orações em comum que, para nós, significa fazer as orações juntas em focolare[2], e assim, a oração pessoal torna-se mais plena. Portanto, tudo melhorou por causa do amor a Jesus Abandonado. Eu sabia que Jesus Abandonado é, como nós dizemos, um monumento de santidade, mas ainda não havia experimentado, com tanta evidência, que vivê-lo significa verdadeiramente tender, com frutos, à santidade. […] Não posso desejar-lhes nada melhor do que isto: façam vocês também esta experiência. Provem! Amem Jesus Abandonado nas dores, nas renúncias, no morrer para fazer-se um com o próximo […] Que Jesus Abandonado se torne tudo para nós. E a nossa santidade coletiva estará garantida.
Chiara Lubich
(em uma conexão telefônica, Rocca di Papa, 16 de junho de 1982) Tirado de: “Gesù Abbandonato e le dodici stella della perfezione”, in: Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, Città Nuova Ed., 2019, pag. 85. [1] Cf. São João da Cruz, Obras completas, Vozes, Petrópolis. [2] Assim se domina as pequenas comunidades do Movimento, sejam masculinas ou femininas.
1 Abr 2021 | Sem categoria
Apesar de ainda estarmos na pandemia do coronavírus, a Páscoa é a ocasião de passar da morte para a vida, da escuridão para a luz por meio do amor ao irmão. A força da solidariedade e da fraternidade universal nos ajudam a manter viva a esperança de um mundo mais unido. Os votos de Páscoa da Presidente do Movimento dos Focolares, Margaret Karram, e de muitas pessoas do mundo inteiro. Ver o vídeo com legendas em italiano, inglês, espanhol, francês e português. https://youtu.be/2BVukpY5b5s
29 Mar 2021 | Sem categoria
Caros amigos, aproxima-se a Páscoa: a maior festa do ano e, com ela, a Semana Santa repleta dos mais preciosos mistérios da vida de Jesus. Esses mistérios, lembrados principalmente na Quinta, na Sexta-Feira Santa, no Sábado de Aleluia e no Domingo de Páscoa, representam para nós alguns aspectos centrais da nossa espiritualidade. […] Como viver, então, às portas da Semana Santa e durante aqueles dias abençoados? Eu creio que se vivermos a Páscoa, ou seja, se deixarmos que o Ressuscitado viva em nós, celebraremos do melhor modo todos esses acontecimentos. De fato, para que o Ressuscitado resplandeça em nós, devemos amar Jesus Abandonado e estar sempre – como costumamos dizer – “além da sua chaga”[1], onde a caridade reina. É a caridade que nos impulsiona a sermos o Mandamento Novo vivido, que nos leva a aproximarmo-nos da Eucaristia, […]. É a caridade que nos leva a viver a unidade com Deus e com os irmãos. É através dela que podemos ser, de certa forma, “outra” Maria. […] Desta forma, todos juntos, seremos realmente aquele “povo de Páscoa” que alguém entreviu no nosso Movimento. […][2]
Chiara Lubich
https://vimeo.com/529414794 [1] Ter um amor semelhante àquele de Jesus, o qual, na cruz, embora sentindo-se abandonado pelo Pai (Mt 27, 46) (a «chaga» do abandono), entregou a Ele o seu espírito (Lc 23, 46). A expressão indica a plena aceitação do sofrimento. [2] Cf. “Para sermos um povo de Páscoa”, Sierre, 24 de março de 1994, in Chiara Lubich, Conversazioni in collegamento telefonico, Roma 2019, pp.461-462.
24 Mar 2021 | Sem categoria
É o caminho para o próximo Jornada Mundial da Juventude em 2023. A história de uma jovem mulher dos Focolares que colabora na realização do evento O próximo Jornada Mundial da Juventude terá lugar em Lisboa, capital de Portugal, em 2023, com o tema “Maria levantou-se e foi à pressa” (Lc 1,39). A pandemia deixa questões em aberto, mas os trabalhos preparatórios já estão em curso há algum tempo. Mariana Vaz Pato, uma jovem mulher do Movimento dos Focolares, faz parte da equipa local que colabora para a realização do evento:

a cruz da JMJ
O lema da JMJ escolhido pelo Papa recorda o “sim” de Maria a Deus e a sua pressa em alcançar a sua prima Elisabetta, como relatado no Evangelho. O que significa isto para os jovens de hoje, especialmente nesta época de pandemia? “Este tema, em primeiro lugar, mostra-nos uma ação “Maria levantou-se” Podemos entender que o Papa está a desafiar-nos a sair da nossa zona de conforto, a levantarmo-nos e a ir ao encontro do outro. Em segundo lugar, temos o “sim” de Maria a Deus, que nos serve de exemplo para dizermos também o nosso “sim” e partir em missão. O Papa lançou o tema em 2019, antes de existir esta pandemia. Neste momento, o tema escolhido pode parecer contraditório com aquilo que estamos a viver, mas diz-nos que a pandemia não pode ser um obstáculo no seguimento de Deus, que torna possível o que parece impossível”. Os jovens de todo o mundo são exortados a identificarem-se com Maria. É um modelo elevado: como ser inspirado por ela na vida quotidiana? “No Panamá, o Papa disse que Maria é a “influencer” de Deus e que na sua simplicidade deu o seu “sim”, tornando-se a mulher com mais influência na história. É verdade que transformar o mundo é uma missão ambiciosa, mas Maria foi capaz de o fazer com as suas virtudes. Se seguirmos o seu exemplo, estamos no caminho certo”.
Até onde chegou com a preparação do evento? Quantos jovens são esperados? “Dadas as circunstâncias é difícil fazer previsões. Em outubro foi lançado o logo, em novembro ocorreu a cerimónia de entrega dos símbolos e, mais recentemente, houve o lançamento do hino. Também foi desenvolvido o “Rise Up”, um itinerário de catequeses para que a JMJ não seja apenas um evento, mas um percurso vivo, de aprofundamento da fé. Não sabemos como estará a situação do mundo em 2023, mas as equipas estão a trabalhar para que este evento seja um momento marcante na vida dos jovens e que renove a Igreja e a sociedade”. Alguns jovens do Movimento dos Focolares estão envolvidos neste trabalho preparatório… “A Igreja está a organizar-se em comités que preparam o programa e cuidam dos aspectos logísticos. Nós, como Movimento, estamos presentes nestas comités com jovens, focolarinos, casais e pessoas envolvidas no movimento paroquial, e com várias tarefas: desde a pastoral juvenil, à comunicação com as comunidades locais e o movimento paroquial em Portugal, à comunicação com a Zona da Europa Ocidental e com os centros juvenis do Movimento. Esta experiência é um desafio, com todos os imprevistos destes tempos, mas é uma alegria descobrir a contribuição que podemos dar como Movimento e, sobretudo, poder fazer este percurso em conjunto com a Igreja”.
Claudia Di Lorenzi
23 Mar 2021 | Sem categoria
Apesar dos violentos confrontos em Myanmar, a comunidade dos Focolares continua ajudando, através da associação “Drop by Drop”, a testemunhar a fraternidade universal em meio à pandemia e a revolução. A viagem dos focolarinos presentes na área no início de março, com ações realizadas de acordo com as regras da Covid no país. Myanmar ainda está passando por uma revolução que começou em 22 de fevereiro passado, chamada ‘22222’. Este país, formado por diferentes grupos étnicos e rico em belezas naturais e matérias-primas, de 1947 a 2010, viveu a mais longa guerra civil da história da humanidade. Entre as várias revoluções tentadas: a de 8 de agosto de 1988 chamada ‘8888’ (com milhares de mortos) e a de 2007, a revolução ‘cor de açafrão’, pelo grande número de monges budistas que começaram o protesto e perderam suas vidas. Nos conflitos de 1988, milhares de pessoas começaram a migrar para a fronteira tailandesa, especificamente para a província de Tak, para a cidade de Mae Sot, depois para Mae Hong Song, e ainda mais para o sul, para Kanchanaburi. Hoje, após 32 anos, ainda existem nove campos de refugiados com milhões de birmaneses trabalhando na Tailândia.
Os focolarinos, que estão na área desde 1988, começaram a ajudar muitos jovens que haviam conhecido alguns anos antes em Rangoon e Bassein. “Nosso contato com eles”, diz Luigi Butori, um focolarino que vive em Ho Chi Min, Vietnã, e que viaja nessas áreas há anos, “prosseguiu até que o padre Justine Lewin, um sacerdote ligado aos Focolares, chegou em Mae Sot para ajudar essas pessoas que viviam não apenas nos campos de refugiados, como o mais famoso em Mae La com 50.000 pessoas, mas também na cidade de Mae Sot, espalhada pelo campo, muitas vezes perto das fábricas onde trabalhavam, ou nos campos de milho. No início dos anos 2000, começamos pequenos projetos no acampamento Mae La e gradualmente também na cidade de Mae Sot. O objetivo era alimentar e vestir o povo”. Em 2011, iniciou-se uma ponte de solidariedade entre a Itália e Mae Sot. A comunidade dos Focolares de Latina, no centro da Itália, junto com alguns alunos da professora Maria Grazia Fabietti, começaram a fazer algo para ajudar as crianças e as pessoas que vivem na fronteira entre a Tailândia e Mianmar. “Para o 50º aniversário de um desses amigos italianos, Paolo Magli, foi arrecadado dinheiro para ajudar os grupos étnicos Karen (uma população que fugiu da Birmânia durante os conflitos e foi forçada a viver como refugiada durante muitos anos na fronteira entre Myanmar e Tailândia), tanto no campo de refugiados de Mae La como especialmente fora – explica Luigi. Foi o começo dae uma nova atividade: Gota a Gota. Hoje, com esta iniciativa ajuda-se mais de 3.300 pessoas em três países do sudeste asiático e também colabora-se com a associação Charis de Cingapura, para levar ajuda às pessoas afetadas pela pobreza, solidão, doenças e até mesmo pela pandemia. Vietnã, Tailândia e Myanmar representam para nós a ‘possibilidade de amar concretamente’: há pessoas que conheceram o espírito da fraternidade universal e hoje fazem tudo para ajudar os excluídos, marginalizados, rejeitados, doentes e sozinhos”.
Gota a gota ajuda a todos: pessoas das etnias Karen, Bama, Kachin, Thai Yai ou Xtieng e Hmong no Vietnã, mas também muçulmanos carentes que estão em contato com o Focolare em Bangkok. No início de março, os focolarinos foram para Mae Sot com uma van cheia de alimentos, tecidos, brinquedos e muito mais, como mostra o vídeo abaixo. Todas as ações foram realizadas seguindo as regras da Covid do país. “As doações vieram de muçulmanos, budistas, cristãos e muitas outras pessoas que conhecemos. Todos são irmãos”, continua Luigi, “Queremos viver uma das mais belas páginas escritas por Chiara Lubich, a fundadora dos Focolares há muitos anos: ‘Senhor, dá-me todos os que estão sós: sinto meu coração bater por toda a solidão em que o mundo inteiro se encontra*”. O último projeto ajuda seis mães abandonadas em Mae Sot com seus quinze filhos. “Enviamos duas máquinas de costura e 15 kg de tecido de algodão para cortar e costurar, para fazer camisas, saias e calças para quem precisa”, diz Luigi. “É uma alegria e uma celebração ver como as pessoas se ajudam umas às outras. A fraternidade universal é uma realidade que está criando raízes, dia após dia, e Gota a Gota representa exatamente isso”.
Lorenzo Russo
https://youtu.be/xv5W3hxZInc * Meditação “Senhor, dá-me todos os sós”, de Chiara Lubich – setembro de 1949