Movimento dos Focolares

Na Itália a emergência gera solidariedade

Nov 5, 2011

Empresários e trabalhadores das empresas que aderem ao projeto “Economia de Comunhão” entram em ação. “Quando acontecem estes desastres nos encontramos numa sociedade transformada”.

As enchentes que atingiram a Itália, especialmente nas regiões Ligúria e Toscana, causaram mortos, feridos e enormes danos. Vilarejos ficaram isolados por dias e a situação ainda é crítica. O Consórcio Tassano, empresa da Economia de Comunhão, entrou em ação, empresários e funcionários juntos, para unirem-se à onda de solidariedade e aos grandes esforços para reduzir os estragos. Maurizio Cantamessa, presidente do Consórcio Tassano Serviços Assistenciais, que possui várias estruturas nas regiões atingidas, conta: «Três prédios foram atingidos, de modos diferentes, dois ficaram completamente isolados e pode-se imaginar o que isso causou para os abastecimentos, as mudanças de turno do pessoal. Para ter uma ideia, quando telefonei ao presidente do Grupo Tassano, na sexta feira de manhã, ele estava descascando batatas para o almoço dos moradores, porque ele mesmo tinha ficado preso no prédio. Em Brugnato, na casa que hospeda 133 idosos, a água atingiu um metro de altura, e por isso, logo que foi possível corremos para lá». «Encontramos lama por todo lado e tivemos que tirá-la com pás, parecia uma situação quase surreal, um vilarejo coberto de lama e pessoas que andavam no meio dela. Saímos de Sestri Levante com cerca de vinte pessoas e no prédio já encontramos membros da proteção civil que estavam trabalhando. Girando pela vila havia muitos outros que acudiam, nos lugares mais diferentes, as pessoas interagiam e se ajudavam, viam-se cenas não comuns». «Quando acontecem esses desastres nos encontramos numa sociedade transformada. As pessoas agem com disposição para ajudar e tudo é diferente. Vi um carro no meio da rua, que atrapalhava a passagem, e as pessoas que desciam de seus carros para ajudar o motorista; e um pequeno acidente entre dois carros no qual cada um dos motoristas queria assumir a culpa. Parecia uma sociedade revertida. Claro, não desejamos outras enchentes, mas constatamos que, às vezes, desastres como esses fazem com que desabroche nas pessoas o seu lado mais bonito». «Durante o sábado e o domingo trabalhamos o máximo, para conseguir levar os hóspedes para os quartos, porque momentaneamente tinham sido transferidos, com vários desconfortos. Isso não quer dizer que tudo já esteja no lugar, mas estamos prosseguindo». De Antonella Ferrucci Fonte: WWW.edc-online.org

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