Movimento dos Focolares

Vivendo o Evangelho: “Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

Mai 13, 2026

Jesus ressuscitado dá paz e alegria aos seus discípulos e confia-lhes a sua própria missão. O Espírito Santo os "recria" como uma nova humanidade, e esta vocação hoje não diz respeito apenas a cada um de nós, mas realiza-se plenamente quando somos uma "comunidade" e nos apoiamos uns para os outros. É assim que o Evangelho se torna vida e a missão um novo Pentecostes.

Aprendamos com as crianças

Eu estava fazendo alguns trabalhos em casa quando sofri um corte profundo na mão esquerda. Enquanto tentava estancar o sangramento antes que meus pais me levassem ao pronto-socorro, nosso neto Emanuel, de seis anos, que estava passando o dia conosco, me observava enquanto eu enfaixava a mão de forma improvisada. “Dói muito, vovô?”, perguntou, e para me ajudar, ele me deu… um doce! Logo depois: “Quer outro doce, vovô? Vai te fazer bem.” Quando voltei do hospital, com o ferimento costurado, enfaixado e com uma tala no polegar esquerdo (felizmente o tendão estava intacto), ele veio até mim: “Vovô, como vai? Talvez você devesse tomar um café.” “Obrigado, Emanuel, depois do almoço: agora vamos para a mesa.” Minha esposa havia preparado as linguiças que ele tanto adora. Depois de comer a dele, ele pegou outra do prato, cortou e, sem dizer uma palavra, colocou no meu prato. Após essas observações ponderadas, expressas com uma simplicidade comovente, lembrei-me de que Jesus apontou as crianças como nossos modelos.

(Giovanni C. – Itália)

Férias Providenciais

“Oltre noi” (Além de nós, n.d.t.), uma associação que trabalha com pessoas com deficiência, estava organizando férias em San Bernardino, entre outras atividades. O presidente, que eu conheço há anos, sugeriu: “Por que você não manda a Benedetta conosco?” A oferta foi tentadora, mas será que a acomodação seria adequada para cadeirantes como minha filha? Após uma visita ao local, pareceu-me que sim. Além disso, nossa amiga Daniela se ofereceu para nos acompanhar, e também contamos com a assistência de uma enfermeira. Benedetta ficou entusiasmada. Eu nem conseguia acreditar. Antes de partirmos, participamos de um jantar para conhecer os outros participantes das férias. O ambiente era alegre. No dia 3 de agosto, Benedetta e Daniela saíram em nosso carro para pegar o transporte público. Esperava sinceramente que minha amiga não se cansasse muito… Confiei e entreguei tudo a Jesus. As primeiras notícias que começamos a receber das duas foram tranquilizadoras. Quando ela voltou, quase não reconhecia mais minha filha: ela estava relaxada e radiante, principalmente por ter podido assistir à missa todos os dias, celebrada no próprio quarto dela e de Daniela. Deus sempre vence na generosidade!

(M.B. – Suíça)

Quando você não é autossuficiente

O mês passado foi um mês de “paixão”, no sentido mais carnal da palavra. Um mês excepcional, em que a dor do meu corpo foi amenizada pela ternura dos meus irmãos. A pressa para me curar — aquele pecado do orgulho em quem sempre quer se sentir autossuficiente — me traiu. O pós-operatório foi complicado, meu joelho estava inchado e o médico foi peremptório: repouso e gelo. Naquela bolsa de gelo, encontrei uma estranha forma de oração. Me senti “pequeno”, dependente do meu irmão para um copo d’água ou uma carona. Mas é justamente nessa fragilidade que redescobri o tesouro da comunidade sacerdotal em que vivo. Compreendi que fraternidade não é apenas comer juntos, mas ter a confiança para dizer: “Preciso de você”.

Depender dos outros não é uma derrota, mas sim um testemunho da nossa humanidade. Hoje, no meu pequeno jardim como padre aposentado, cultivo meus poucos metros quadrados do mundo. E enquanto eu tiver voz (e uma muleta para me apoiar), meu jardim estará sempre aberto àqueles que buscam esperança.

(Padre Peppino G. – Itália)

Aos cuidados de Maria Grazia Berretta

Extraíso de Il Vangelo del Giorno, Città Nuova, ano XII– n.3 – maio-jundo de 2026)

Fotos ©Tieffenbrucker456, Alexandra Koch-man, Codi Punnett – Pixabay

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