Movimento dos Focolares

Adolescentes e mudanças: o projeto “Time to Change”

Jun 13, 2026

A Expo Fest concluiu um percurso que envolveu 1300 adolescentes e 105 equipes da Itália e Albânia: ações concretas de solidariedade, cidadania ativa, meio ambiente, inclusão e paz.

Não foi uma simples festa final fechando um percurso, mas a etapa visível de um caminho construído durante o ano por centenas de adolescentes de toda a Itália e Albânia, e já projetado futuramente, mirando mais alto, com o desejo de envolver muitos outros adolescentes, outras equipes e outras ações nos próximos anos, tanto na Itália como no mundo.

O Expo Fest de Time to Change se concluiu em Castel Gandolfo (Roma, Itália) nos dias 06 e 07 de junho. O percurso envolveu cerca de 1.300 jovens e 105 equipes, chamados a jogar com ações concretas de solidariedade, cidadania ativa, cuidado com o meio ambiente, inclusão e paz pelo bem comum.

Quase 600 adolescentes de 52 equipes se encontraram. “Tive mais consciência das minhas ações e prestei muito mais atenção nos enfrentamentos de quem se encontra em contextos desfavoráveis.” “Entendi o quanto valem algumas amizades.” “Levo no coração a beleza do que nasceu e a força silenciosa que estes dias geraram.” Essas são algumas impressões recolhidas dos participantes, protagonistas de um evento que deu voz não só às 9 equipes finalistas, mas a todas as realidades envolvidas.

Durante a manifestação, aconteceram as votações e a premiação final. A equipe Trento Gen Time to Change de Trento se classificou em primeiro; a segunda classificada foi a Children of the Sun de Taranto; a terceira classificada foi a Time to Change de Milão. Foram entregues prêmios especiais às equipes de Piemonte e Valle d’Aosta, à Escola “Alfonso Gatto” de Agropoli e à equipe albanesa Alboomerang.

Por meio de momentos de partilha, testemunhos, música, dança, debate, laboratórios e flash mob, cada grupo pôde contar a própria contribuição para a mudança. No meio das jornadas, foi dedicado um amplo espaço para as histórias: aquelas de adolescentes que escolheram sair de si mesmos para encontrar os outros; de escolas que transformaram a educação cívica em experiência concreta; de grupos territoriais que deram vida ao período após a escola, iniciativas artísticas, atividades ambientais e gestos de proximidade em direção a quem vive situações frágeis.

As ações que trouxeram mostravam uma mudança vivida no cotidiano. A Escola linguística Alfonso Gatto di Agropoli (Salerno), por exemplo, fez um projeto dedicado à Declaração universal dos direitos humanos de 1948. Os estudantes encontraram as pessoas pelas ruas e fizeram perguntas sobre direitos fundamentais, entregando badges simbólicos aos “amigos dos direitos humanos” e doando cópias da Declaração a quem desejava conhecê-la melhor.

Da Albânia, estavam presentes 18 adolescentes. O percurso de Time to Change os envolveu em atividades de teatro e pintura para crianças, caminhos ecológicos, momentos de formação e encontros com jovens acolhidos em casas-famílias. “Nas comunidades”, explicou Regjina Paluca, “vivem jovens de 3 aos 23 anos; alguns nos contaram que cresceram em casa-família: chegavam pequenos e agora frequentavam a universidade. Para os nossos adolescentes foi muito emocionante. Viram que aqueles 30 adolescentes moravam todos na mesma casa, enquanto eles, ao fim do dia, sabiam que voltariam cada um para a própria casa. Para o futuro, continuaremos em frente, porque este projeto está se difundindo rapidamente: os adolescentes têm dentro de si uma beleza que desejam compartilhar com seus amigos”.

Uma parte decisiva do percurso foi dedicada também às fragilidades pessoais. As experiências de Edoardo, Francesca, Victoria falaram de isolamento, depressão, ansiedade, luto, exclusão e reconciliação. Caminhos concretos, em que a dor pode se tornar lugar de crescimento, relações, fé reencontrada e abertura aos outros.

Uma poesia escrita em 2005 por Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, também inspirou o caminho. Ela, diante do “longo muro alto, cinza” de Jerusalém, “que avança no meio da cidade, dividindo bairros, estradas, terras e famílias”, releu o sentido da própria vida e as divisões da sua Terra Santa à luz de Jesus crucificado e abandonado, esperança contra toda esperança.

Margaret Karram, durante o evento, entregou uma taça itinerante às equipes vencedoras, Trento Gen Time to Change: um símbolo que acompanhará as próximas edições e que será confiada a cada ano à nova equipe vencedora.

Em sua breve saudação, lembrou como é necessário ter coragem para viver a paz, uma paz que parte da mudança pessoal. “A primeira paz é Jesus”, disse, “que morreu por nós, mas ressuscitou para nos dar a paz e para redimir cada um de nós”.

Como um dos participantes escreveu, Time to Change “não se limita a falar de mudança, mas a torna possível”. E a onda que partiu dos adolescentes agora continua. Mirando alto.

Aurelio Molè
Publicação e fotos de focolaritalia.it

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