19 Nov 2014 | Sem categoria
Cielo Lee, Young-Hee é enfermeira e trabalha a domicílio para um hospital em Seul. Na Coreia a porcentagem de suicídios dos idosos com mais de oitenta anos é a mais alta do mundo. “Depois de tomar conhecimento de alguns dados a respeito eu comecei a trabalhar com afinco para a prevenção, uma vez que 50% dos meus pacientes ultrapassaram a idade de oitenta anos”.
Após uma experiência negativa com uma paciente muito deprimida, Cielo Lee, decidiu organizar um curso de prevenção ao suicídio, para cem educadores de idosos e trinta voluntários que trabalham em paróquias. “Visitando, toda semana, com outro colega, cerca de quarenta pacientes de alto risco, avaliamos o estado geral deles segundo os parâmetros da saúde. Com base nos resultados obtidos decidimos visitar duas vezes por semana as dez pessoas que corriam maior risco”.
O Projeto Gate-keeper – literalmente, “guardião da porta” e também, naquela situação, “guarda-costas” – é um dos serviços públicos oferecidos pelo governo de Seul. Está em vigor em todos os bairros da capital para prevenir os suicídios, em estreita colaboração com as estruturas hospitalares locais. “Neste projeto – explica Cielo Lee – formamos também alguns idosos para atuar como “guarda-costas”. Eles vão com os enfermeiros visitar os pacientes coetâneos dando conselhos úteis à saúde”.
“Na intenção de proteger a vida mesmo se de uma só pessoa, no meu trabalho comuniquei a minha iniciativa à enfermeira chefe, uma religiosa, e em seguida sessenta enfermeiras, minhas colegas, participaram do curso de prevenção”.
Um dos pacientes, há dez anos sofria de uma doença grave: “Ao visitá-lo – nos conta Cielo – eu rezava antes de entrar na sua casa e depois eu ouvia atentamente tudo o que ele me dizia. Já faz um bom tempo que este paciente começou também a rezar e está recuperando condições estáveis”.
Tenho uma amiga que sofria de insônia depois que perdeu o filho mais velho. Conseguia dormir somente com uso de medicamento. Depois que frequentou o curso ela começou a cuidar de uma sua vizinha que é idosa e não tem família. Hoje ela consegue dormir sem uso de medicação e sente-se agradecida pelo fato de poder ajudar outras pessoas.
Continua Cielo: “Um dia recebi um telefonema, chamavam do Centro de Saúde Mental no qual eu trabalho dizendo-me que o prefeito de Seul daria um prêmio a uma pessoa de cada bairro e o meu nome tinha sido proposto por unanimidade! Alguns dias depois recebi outro prêmio, conferido pelo diretor do hospital”.
Os membros do Movimento dos Focolares que frequentaram o curso, em Seul, nos escreveram: “Foi uma ocasião preciosa para aprofundar o conhecimento do mistério da vida e para ir ao encontro das periferias existenciais”.
18 Nov 2014 | Sem categoria
«Agradeço primeiramente Vossa Eminência, o Cardeal Stanisław Rylko, por me ter convidado para participar desta entrevista coletiva. Nesta ocasião desejo agradecer publicamente o Pontifício Conselho para os Leigos por ter promovido este 3º Congresso mundial e creio expressar também o sentimento dos muitos Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades que enriquecem atualmente a Igreja e a sociedade.
O que o Movimento dos Focolares – e talvez também os demais Movimentos – esperam deste Congresso?
Em primeiro lugar, considero que foi convocado em um momento propício e também por outros motivos: Estamos em plena comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Toda a Igreja e portanto todos nós, nos encontramos diante das suas grandes intuições e do seu ensinamento. O Vaticano II continua sendo, e hoje mais do que nunca, particularmente para nós leigos, estímulo e reflexo da nossa função, vocação e responsabilidade perante a Igreja e o mundo contemporâneo.
Encontramos outro motivo de estímulo na pessoa de Paulo VI, evidenciada por ocasião da sua beatificação, com o seu lúcido e muitas vezes profético magistério, como o Papa do diálogo e como o Papa dos leigos.
Outro grande motivo são os questionamentos que o Papa Francisco continua colocando a toda a Igreja, como instituição e como povo de Deus. Por isso, todos nós, que fazemos parte do Movimento dos Focolares, sentimos o dever de nos deixarmos interpelar pelas suas palavras e escolhas. Não basta admirar, é preciso atuá-las, deixando que nos interpelem profundamente, em termos de radicalidade, de abertura e concretude.
O programa do próximo 3º Congresso, que conhecemos até o momento, percorre as grandes solicitações da Evangelii gaudium. Com estas o Papa Francisco impulsiona e acompanha a Igreja rumo à máxima expansão: faz-nos penetrar em todas as “periferias”, com o dever de oferecer – com o nosso ser e com a nossa ação – a luz que vem da certeza de que “Deus nos ama imensamente”.
Gostaria de falar brevemente sobre a nossa Assembleia Geral, ocorrida há dois meses, com a participação de cerca de 500 representantes de 137 nações, de todos os setores, gerações e diálogos presentes no Movimento, e que se concluiu em prática no dia 26 de setembro passado com a audiência com o Papa Francisco.
Naquela ocasião, o Papa Bergoglio, percorrendo o caminho da Igreja, chamada a uma nova evangelização após os 50 anos do Concílio Vaticano II, desejou entregar ao Movimento três “verbos”. Neles distingo uma perspectiva que – me parece – pode inspirar, solicitar e interessar também outras realidades associativas da Igreja.
Primeiro: contemplar. Contemplar Deus e viver na companhia dos homens; perseverar no amor mútuo, disse o Papa, citando um escrito da nossa fundadora Chiara Lubich, a qual «inspirada por Deus em resposta aos sinais dos tempos» – dizia – escreveu: “Eis a grande atração do tempo moderno: penetrar na mais alta contemplação e manter-se misturados com todos, ombro a ombro com os homens”.
Segundo: sair. Cito: «Sair (…) para comunicar a todos generosamente o amor de Deus» com respeito, gratuidade e criatividade. «Para fazer isto, é preciso se tornar especialista naquela arte que se chama ‘diálogo’ e que não se aprende a baixo preço. Não podemos nos contentar com meias medidas», mas «com a ajuda de Deus, mirar alto e alargar o olhar». Sair com coragem ao encontro dos «gemidos dos nossos irmãos, das chagas da sociedade e dos questionamentos da cultura do nosso tempo».
Terceiro: fazer escola. O Papa Francisco recordou a expressão de João Paulo II na Novo millennio ineunte, com a qual convidava toda a Igreja a se tornar “casa e escola de comunhão” (cfr n. 43). E acrescentou: «Vós levastes a sério esta missão. É preciso formar, como exige o Evangelho, homens e mulheres novos e para tal objetivo é necessária uma escola de humanidade segundo a humanidade de Jesus. (…) Sem uma adequada obra de formação das novas gerações, é ilusório pensar que se possa realizar um projeto sério e duradouro a serviço de uma nova humanidade». É preciso formar “homens-mundo”, disse, citando uma expressão «que Chiara Lubich cunhou, na sua época, e que continua sendo de grande atualidade… Homens e mulheres com a alma, o coração, a mente de Jesus e, por isso, capazes de reconhecer e de interpretar as necessidades, as preocupações e as esperanças que habitam no coração de cada homem».
Esses três verbos se fundem com as três expressões emersas na Assembleia Geral dos Focolares, na tentativa de captar o essencial das 3.650 instâncias recebidas nos meses de preparação das comunidades dos Focolares do mundo inteiro, e oferecer pistas e orientações para o futuro. Três expressões que indicam em extrema síntese o empenho e as perspectivas do Movimento para os próximos anos: “sair, juntos, preparados”.
Este próximo 3° Congresso dos Movimentos eclesiais e das Novas Comunidades se situa em uma história comum e fecunda, que viu nascer e crescer Movimentos que deram a própria contribuição à Igreja e à humanidade, segundo o específico carisma de cada um. Mas não só. Muitas vezes, especialmente a partir do momento fundamental na festa de Pentecostes de 1998, viu também vários Movimentos e/ou comunidades colaborarem juntas em diversas ocasiões e projetos.
Neste trabalho comum, o Pontifício Conselho para os Leigos esteve sempre perto, dando-nos assim a garantia de que tudo o que cada Movimento trazia, era útil para implementar um projeto em benefício de todo o corpo eclesial, vigiando sempre com amor e discernimento, valorizando o positivo e fazendo cair aspectos secundários que poderiam existir. Quantas vezes o Movimento dos Focolares se sentiu apoiado em favorecer com o seu carisma da unidade vários tipos de encontros, às vezes complexos, como por exemplo, as Jornadas da Juventude ou os Congressos de Leigos, como aquele da Coreia…
Fazemos votos de que o próximo Congresso, dando segmento a esta história, assinale um passo de maturidade, ou seja, que reflexões e debates, comunhão de sucessos e de fracassos, de experiências e de projetos, estabeleçam as condições para que Deus, Senhor da história, possa obter dele não apenas frutos de comunhão e de enriquecimento recíproco, mas o fruto de orientar sempre mais a todos, e que, todos juntos, possamos olhar e viver com renovada alegria, para o único objetivo da Igreja de Cristo: “Pai, que todos sejam um” (cf Jo 17,21). É este o “sonho de Deus”. Que saibamos responder às expectativas mais profundas dos homens e das mulheres do nosso tempo, colaborando para que a humanidade se torne uma única grande família. Com esta disposição, nos preparamos para encontrar todos os participantes do Congresso».
Das palavras de Maria Voce na entrevista coletiva para apresentar o 3° Congresso de Movimentos eclesiais e Novas Comunidades
18 Nov 2014 | Sem categoria

O III Congresso mundial, no Vaticano, foi apresentado à imprensa pelo presidente do Conselho Pontifício, D. Stanislaw Rylko, com o secretário D. Josef Clemens. Falaram sobre as expectativas dos Movimentos e Comunidades, Maria Voce, presidente dos Focolares, e Jean-Luc Moens, responsável pelas relações internacionais da Comunidade do Emanuel.
Trata-se da terceira etapa de um “crescimento rumo à maturidade eclesial”. A primeira manifestação foi em 1988 e sucessivamente em 2006, simultaneamente aos dois grandes encontros dos Movimentos, antes com João Paulo II – que definia o fenômeno dos movimentos como “uma corrente de graça”, afirmando que a Igreja esperava deles “frutos maduros de comunhão e de empenho” -, depois com Bento XVI, que via neste caminho “uma provocação salutar” para a Igreja, “minorias criativas” para o futuro da humanidade.
O Papa Francisco encontrou os Movimentos e as novas comunidades dia 18 de maio de 2013, e o III Congresso mundial toma agora as orientações da sua Exortação Evangelii Gaudium. Nela o Papa chama os movimentos a “serem verdadeiros protagonistas de uma nova etapa da missão evangelizadora da Igreja, marcada pela alegria”, lançada nas “periferias geográficas e existenciais do nosso mundo”, “próxima a todos os pobres, sofredores e excluídos – produto amargo da cultura do descarte hoje dominante”.
Diante dos jornalistas o cardeal Stanislaw Rylko assumiu o questionamento de muitos. Por que “num mundo que rejeita Deus de uma forma tão radical, encontram-se ainda muitos homens e mulheres, adultos e jovens, que descobrem a alegria e a beleza de serem cristãos”, e “escolhem Cristo e o seu Evangelho como bússola segura de sua existência?”. A variedade e a riqueza dos novos carismas “propõem itinerários pedagógicos” de vida cristã de “surpreendente eficácia, capazes de mudar a vida das pessoas e acender nelas um extraordinário vigor de evangelização”, com “sua fantasia missionária, a capacidade de encontrar modos e caminhos sempre novos de testemunho e de anúncio do Evangelho”.
O conteúdo do programa foi exposto pelo secretário do Conselho Pontifício para os Leigos, D. Josef Clemens: contexto e diferentes aspectos da evangelização, purificação de obstáculos e impedimentos, dinamismo e colaboração entre carismas, a função das mulheres e percursos de inclusão dos pobres.
Maria Voce, presidente dos Focolares, evidenciou quanto o Concílio Vaticano II seja para os leigos “impulso e espelho” da própria “vocação e responsabilidade diante da Igreja e do mundo contemporâneo”. Ao exprimir as expectativas dos leigos manifestou a esperança que o Congresso “assinale um passo de maturidade”, e que “reflexões e confronto, comunhão de sucessos e de derrotas, de experiências e de projetos, criem as condições para que Deus, Senhor da história, possa extrair dele não apenas frutos de comunhão e de enriquecimento recíproco”, mas possa orientar todos a “olhar e a viver com alegria sempre renovada pelo único grande objetivo da Igreja de Cristo: ‘Pai que todos sejam uma coisa só… que todos sejam um’. Este é o ‘sonho de Deus’. Esperamos saber responder aos anseios mais profundos dos homens e das mulheres de hoje e contribuir a fazer da humanidade uma única grande família”.
“Queremos avançar no caminho da conversão pastoral”, pede-nos o Papa, e principalmente “fazer uma experiência de comunhão”, disse Jean-Luc da Comunidade do Emanuel; e reforçou: “Para nós é muito interessante descobrir como o Espírito Santo trabalha nos outros. O Congresso será uma ocasião única para fazer essa descoberta recíproca”.
Info: www.laici.va
Das palavras de Maria Voce na entrevista coletiva para apresentar o 3° Congresso de Movimentos eclesiais e Novas Comunidades
15 Nov 2014 | Sem categoria
“No atual momento de grande virada, de mudança de época, de visão do homem e do mundo, é uma urgência histórica oferecer a contribuição, amadurecida nestes decênios, do dom de um carisma, o carisma da unidade confiado a Chiara Lubich”.
Foram estas as tiradas iniciais do Prof. Piero Coda, reitor do Instituto Universitário Sophia fundado em Loppiano, próximo de Florença, Itália, durante o primeiro encontro com um grupo de professores universitários e ex-alunos de Sophia, provenientes das várias regiões do Brasil na Mariápolis Ginetta (SP).
Esta urgência já era sentida intensamente há bastante tempo aqui no Brasil. Nos mais de 50 anos que o Movimento dos Focolares está presente neste grande País e nos demais países da América Latina, são várias as iniciativas de caráter cultural nascidas em muitas universidades. É o que se viu por meio dos incontáveis relatos apresentados nesses dias, onde a fraternidade é proposta como categoria que pode imprimir renovação tanto na Política quanto na Economia, no Direito, na Pedagogia… como resposta aos muitos desafios, comuns em todo Ocidente: fragmentação do saber e do próprio homem enquanto os problemas são sempre mais transnacionais e multidimensionais; fratura entre o pensamento e a vida; grande riqueza de meios técnico-cientificos; pobreza dos fins.
Agora, a expectativa era a de dar um novo passo, que também neste continente nascesse um Centro Universitário com a mesma inspiração que deu vida à Sophia. Esta é a prospectiva que emergiu durante a intensa troca de experiências, propostas, reflexões que caracterizou os três dias de encontro, que se concluiu domingo 2 novembro.
Trata-se de um projeto embrionário, com conotações especificamente latino-americanas. A teóloga Maria Clara Bingemer, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro, percorreu a história do caminho conciliar e pós conciliar da Igreja no continente, desde a opção preferencial pelos pobres, passando pelo difícil caminho trilhado pela Teologia da Libertação, até à atual crise religiosa, ou seja, a religião subjetiva e o vazio de sentido. Enquanto, sempre mais, se percebe a sede de Deus e a exigência de testemunhas. O politólogo Juan Estevan Belderrain colocou o dedo sobre uma das feridas mais profundas do Continente: a desigualdade social e as suas causas, com o deficit de coesão social e o deficit de relações. A isso se acrescentam as necessidades dos povos indígenas, e dos afrodescendentes. Em síntese, veio em evidência a vocação social da América Latina.
O projeto cultural do Instituto Universitário Sophia delineia-se aqui, portanto, como uma dimensão social, com suas raízes na inspiração e na metodologia originais apresentadas, em um vídeo, por Chiara Lubich, em seu discurso programático na ocasião da fundação da Sophia em 15 de agosto de 2001: pensamento e vida inspirados no modelo trinitário, que se tornou acessível pelo mistério de morte e ressurreição de Cristo que, na cruz, gritou o abandono do Pai. Deste mistério jorrou a Sabedoria que gera uma nova cultura, em que são privilegiados os relacionamentos em todos os níveis, cuja norma é a interdisciplinariedade e a transdisciplinariedade.
Atualmente, alunos, professores e pesquisadores do Instituto Sophia provém de 30 países, formados pela sabedoria como “Homens mundo”, cuja cultura típica de cada um deles abre-se à dimensão universal. É um projeto em profunda sintonia com o trinômio proposto recentemente pelo Papa Francisco ao Movimento dos Focolares: contemplar, sair, ‘fazer escola’.
O presente projeto em estudo, inclusive na América Latina, visa contribuir para a tão esperada reforma do estilo de fazer universidade, que, como escreveu profeticamente Edgar Morin, comentado por Piero Coda, iniciará de modo periférico, por iniciativa de uma pequena minoria, talvez não compreendido inicialmente, mas destinado a uma vasta difusão. Por isso já foram fixados novos encontros: na Ásia em 2016, na África em 2017.
8 Nov 2014 | Sem categoria

Foto: Jorge Mejia Peralta / Flickr
«Vivemos num cemitério, exigimos justiça», proclama um dos slogans do protesto que levou às ruas milhares de estudantes. Desde o dia cinco de novembro começou no México uma greve transversal a todas as escolas. Uma manifestação estudantil de três dias pede ao governo um maior compromisso na busca dos 43 estudantes desaparecidos no estado de Guerrero no dia 26 de setembro.
O prefeito de Iguala (município onde o fato ocorreu) José Luis Abarca e sua esposa, Maria de los Ángeles Pineda, foram presos, acusados de serem os mandantes do sequestro. Enquanto aguardam-se os interrogatórios que poderão trazer maiores informações sobre o desaparecimento misterioso, o Movimento dos Focolares no México une-se à reivindicação de que os fatos sejam esclarecidos.
«A violência e a injustiça cometidas contra os 43 jovens desaparecidos e contra milhares de pessoas desaparecidas nos últimos anos em nosso país, são fatos diante dos quais afirmamos o nosso forte repúdio e indignação e exigimos que nunca mais aconteçam episódios semelhantes; estes nos comovem profundamente e nos interpelam como indivíduos e como sociedade», escrevem num comunicado.
Além disso, convidam a um compromisso ainda mais decidido pela construção de um país pacificado: «A paz não se constrói com a violência. Regenerarmo-nos como sociedade mais humana significa responder com a caridade e o perdão. Não como gestos de indiferença e tolerância, mas como empenho em trabalhar concretamente pelo bem comum». O apelo focaliza antes de tudo a transformação do coração, especialmente de quem governa: «Não basta o estado de direito, é necessário transformar o coração de quem faz as instituições».
A mensagem é dirigida «a todos aqueles que professam uma fé, não importa qual esta seja, e a todas a pessoas de boa vontade, a fim de que, todos unidos, possamos manter vivo e renovado o compromisso em ser construtores de paz lá onde vivemos e trabalhamos».
Enfim, propõem ao povo mexicano o “Time out pela paz”, para chamar a atenção à trágica situação que se vive no México e em todos os países onde impera a violência: «Um minuto de silêncio e oração pela paz, todos os dias às 12 horas, como um sinal visível e concreto de fraternidade e solidariedade para com qualquer pessoa sofredora».
O Movimento dos Focolares do mundo inteiro adere ao “minuto pela paz” em apoio ao povo mexicano, com o desejo que o respeito pela vida, a busca da verdade e da justiça, tenham a supremacia sobre qualquer forma de abuso.