23 Jun 2012 | Sem categoria

Chiara Lubich definiu as gen 4 como os “brotinhos” da grande árvore do Movimento dos Focolares. Em 1988 deu início a este evento único, o Congresso Gen 4 Internacional.
Este ano eram mais de 400 que não obstante a idade, de 4 a 9 anos, chegaram sem nenhum medo, da Argentina, Panamá, Venezuela e vários países da Europa. Um verdadeiro congresso: dois empresários da Cooperativa Loppiano Primeira explicaram como vivem por uma “nova economia” e responderam a várias questões postas pelas gen 4. Elas aprofundaram a vida dos primeiros cristãos, através de brincadeiras e quiz. E depois o grande jogo “A cidade invadida pelo amor”: palhaços, vendedoras, banqueiros, prefeito e tudo o mais, todos unidos por uma única lei que é “ver Jesus no irmão”, para entender quais são as necessidades dessa cidade tão especial.
“Quem passa ao meu lado é Jesus” e “A mim o fizeste” foram os slogans daqueles dias, relembrados em duas canções compostas especialmente para o congresso. Elas as cantaram, criaram pecinhas e assim foi criado um pequeno musical, apresentado na sexta-feira de manhã, quando a presidente Maria Voce foi encontrá-las. A ela fizeram algumas perguntas, ansiosas para saber o que iria dizer:
“Oi Emmaus, como é o paraíso e como é o inferno?”. “Por que Deus criou o mundo?”. “Através da vida dos primeiros cristãos nós conhecemos os mártires. E hoje, nós também devemos nos tornar mártires por Jesus?”. “Como Chiara entendeu que Jesus está entre nós?”. “Você poderia me explicar o que é o focolare?”. E outras ainda.
Uma delas disse, no primeiro dia: “Tenho uma grande alegria no meu coração, porque sonhei que Jesus vinha a esse congresso e estava aqui, no meio de nós”. Um sonho que tornou-se realidade nos dias sucessivos. Apesar das línguas e culturas diferentes elas entendiam-se, conversavam, inventavam brincadeiras juntas, trocavam presentes. Durante a Missa do último dia ofereceram a Jesus os próprios atos de amor: centenas de flores coloridas encheram os cestos em cima do palco. E havia também cestos onde colocavam a própria comunhão de bens, para os pobres. O Evangelho que se torna vida.
Antes de irem embora escreveram muitas cartas, fizeram desenhos para Jesus e para Emmaus. Cada uma exprimiu-se do seu jeito: “Obrigada Emmaus, sexta-feira foi um dia maravilhoso. No ano que vem, se houver o congresso em Castelgandolfo, espero que você venha. Estes dias eu me diverti muito, mesmo se na sexta-feira fiquei muito emocinada”. “Meu nome é Miriam, sou da Bélgica, tenho cinco anos e meio e este é o meu primeiro Congresso gen 4, foi a primeira vez que vim à Roma! Eu gostei muito do dia que estivemos com você, senti muita alegria no meu coração. Um grande abraço!”. “Obrigada por ter vindo falar conosco e responder às nossas perguntas. Eu também queria saber porque Deus criou o mundo e gostei muito da sua resposta. Com todo o meu afeto, Eva, da Polônia”. Uma gen 4 de cinco anos: “Nunca vi Chiara mas ela está no meu coração”. Outra: “Dia 27 de maio fiz a Primeira Comunhão. Quando Jesus veio ao meu coração senti uma grande alegria. Agora, sempre que vou à igreja procuro fazer a comunhão. Estou muito feliz de estar aqui e de amar Jesus sempre. Um abraço!”.
“Querido Jesus, meu amor por você é do tamanho do mundo! Você é o meu melhor amigo!”. “Querido Jesus, queria que o congresso começasse de novo, mas é impossível. Eu pensei que seria triste e difícil dormir sem a minha mãe, mas não foi assim”. “Obrigada Jesus, eu fiz muitos atos de amor, no total foram sete. Obrigada pela Missa”. Querido Jesus, levarei você para a minha cidade, no meu coração, e se alguém brigar vou fazer com que parem”. “Oi Jesus, escrevo da terra. O amor é algo muito importante porque você é importantíssimo. Você é o Rei da Paz, e nós o amamos muito porque você deu a vida por nós”. “Jesus, é mesmo verdade que quem passa ao meu lado é você? Tchau! Vamos nos encontrar no Paraíso!”. “Obrigada Jesus por esse Congresso maravilhoso, desculpe-me se eu reclamei um pouco e fui um pouco difícil”. “Eu o amo Jesus, muito, quero estar sempre ao seu lado e nunca deixá-lo”.
Aos cuidados do Centro Gen 4
5 Jun 2012 | Focolare Worldwide
“
Meu nome é Jay, sou de origem jamaicana, sou contador. Esta é minha esposa, Ana, ela é professora e dá aulas de reforço. E estes são os nossos seis filhos, que têm de 2 a 12 anos”.
Assim a família Rerrie apresentou-se ao Papa Bento XVI, durante a “Festa dos Testemunhos”, sábado, dia 2 de junho, com transmissão direta pela televisão, durante o 7º Encontro Mundial das Famílias.
A espiritualidade da unidade ajudou Jay e Ana Jerrie a manterem firme o relacionamento entre eles, e a família unida, também nos momentos de dificuldade.
No início de 2006, quando o mercado de trabalho entrou numa grande crise Jay teve que encontrar uma outra ocupação. Decididos a manter vivo o amor recíproco, apesar de todos os obstáculos, enfrentaram este momento com coragem, embora Ana, que esperava o quarto filho, estivesse preocupada e se perguntasse como teriam se sustentado quando Jay recebesse a demissão.
Decidiram juntos que, mesmo grávida, ela poderia voltar a dar aulas, e transferiram-se para outra cidade onde uma escola a tinha chamado. Lá Jay também encontrou trabalho, num escritório onde passava longas horas tentando despachar causas arquivadas, já que por quatro meses ninguém havia olhado para elas. Por esse motivo foi muito admirado pelo seu novo chefe.
Mas em casa não aconteceu a mesma coisa. «Crianças pequenas e a mãe na escola: uma receita para o desastre!». Jay explicou: «Cada vez mais faltava o tempo para estar juntos, sem pressa». Ana tinha dificuldade para aceitar essa situação, ela, que havia crescido numa família que sempre se reunia para o jantar, enquanto Jay quase sempre voltava para casa quando todos já estavam dormindo.
Enquanto isso, sempre devido à crise, a firma onde ele estava começou a ter dificuldades que acabaram, mais uma vez, na sua demissão. A reação compreensiva de Ana diante dessa notícia dolorosa foi um conforto para Jay. De consequência experimentaram uma unidade mais profunda entre eles. «Os dois meses sucessivos – recordou Anna – foram, ao mesmo tempo, divertidos e enervantes. Mas foi fantástico ter Jay em casa!».
Com o passar dos meses as economias foram acabando, mas não por isso deixaram de acreditar e ter esperança, até que chegou um telefonema: a oferta de um trabalho melhor, muito mais próximo de casa, com horários bastante compatíveis com a vida da família.
«O importante é procurar manter a harmonia e o relacionamento de unidade entre nós, com o amor recíproco. Mesmo se a vida não é fácil. Constantes corridas contra o tempo, ansiedades e articulações muito complicadas… – eles disseram ao Papa. Também para nós, nos Estados Unidos, uma das prioridades absolutas é garantir o lugar de trabalho, o que significa não olhar para os horários, e com frequência quem sofre são as relações familiares».
«Creio entender esse dilema… – respondeu-lhes o Papa – portanto, quero aqui convidar os empregadores a pensarem na família, para que as duas prioridades possam ser conciliadas. Parece-me que se deva, naturalmente, buscar a criatividade…. cada dia levar ao menos algum elemento de alegria à família, de atenção, alguma renúncia à própria vontade para estar juntos na família. E finalmente, existe o domingo, a festa… dia do Senhor e também “dia do homem”, porque somos livres. Na narrativa da criação era esta a intenção original do Criador: que um dia todos sejam livres. E nessa liberdade, de um para o outro, para si mesmos, somos livres para Deus. E assim defendemos a liberdade do homem, defendendo o domingo e as festas como dias de Deus e dias para o homem. Felicidades para vocês! Obrigado!».
2 Jun 2012 | Sem categoria
Manhã de sábado, dia 2 de junho. A cidade de Sesto San Giovanni (Milão) recebeu 4 mil pessoas provenientes da Lombardia e regiões adjacentes, famílias aderentes ao Movimento dos Focolares que participam ativamente do Encontro Mundial. Parte da programação foi o discurso da presidente Maria Voce. Presente também o copresidente Giancarlo Faletti. «Nestes dias, em que coloca-se a foco a realidade da família – iniciou Maria Voce – surge uma pergunta: qual o desígnio de Deus sobre ela?». Respondeu citando Chiara Lubich ao Familyfest de 1981, em Roma: «Deus criou, plasmou uma família. Quando encarnou-se quis ao seu redor uma família. Quando Jesus iniciou a sua missão e manifestou a sua glória, estava festejando uma família». Referindo-se ao tema da Jornada de Milão, “O trabalho e a festa na vida da família”, salientou a importância do trabalho para a sua fundação e subsistência. «Por sua vez – afirmou a presidente – a família também é importante para o trabalho. Com a educação à laboriosidade e aos típicos valores que esta traz, com o seu peculiar espírito de cooperação e solidariedade, com a importância da gratuidade, da reciprocidade, de ser dádiva uns para os outros, garantem-se bases sólidas para a sociedade, ainda que – asseverou com força – o homem não seja feito apenas para o trabalho. «Para isso é necessário que o trabalho seja organizado e desenvolvido levando em consideração não somente as exigências financeiras das pessoas, mas do seu bem estar efetivo e total. Daqui a importância de que os tempos do trabalho sejam harmonizados com os da família». A este ponto a presidente recordou que também Jesus trabalhou (como José e Maria), e que eles «além de terem sido perfeitos trabalhadores, nos dão o verdadeiro significado da festa». Neste sentido recordou a peregrinação a Jerusalém… e as bodas de Caná «onde (Jesus), com Maria, sua mãe, foram festejar as núpcias de dois esposos. (…) Na vida da Sagrada Família existia, sim, o trabalho, mas também a festa, o que significa um tempo dedicado ao repouso, às relações com os outros». Referindo-se ainda a Chiara Lubich, Maria Voce concluiu sublinhando que «de certo modo (Chiara) já nos tinha antecipado os termos deste binômio: trabalho e festa. Isto é, se vivermos bem os valores da família também o trabalho e a festa serão impregnados por esses valores, e nos tornaremos testemunhas e construtores autênticos de uma sociedade segundo o coração de Deus». Leia tudo
21 Mai 2012 | Focolare Worldwide
Entre os dias 20 e 27 de maio as igrejas cristãs do Hemisfério Sul realizam a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com o tema “Todos seremos transformados pela vitória de nosso Senhor Jesus Cristo”. A proposta é refletir sobre o que significa vencer e perder, destacando, principalmente, a diferença entre vitória e triunfalismo e as perdas em um contexto mais amplo do que o esportivo. O tema deste ano prega que a vitória se dará através do serviço, da ajuda mútua, da promoção da autoestima de todos, da fraternidade entre as Igrejas que se unem para socorrer os necessitados. O tema de 2012 foi preparado por representantes das igrejas Ortodoxa, Católica Romana e dos Antigos Católicos e Protestantes em atividade na Polônia. No Brasil, as iniciativas são coordenadas pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), que celebra 30 anos de caminhada na promoção das relações ecumênicas entre Igrejas cristãs. O Conic prevê a realização de celebrações ecumênicas para ressaltar a fraternidade entre as igrejas e a luta comum contra a injustiça, a desunião, a violência e o rancor. Os membros do Movimento dos Focolares no Brasil estão inseridos nas atividades da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e fomentam o ecumenismo em diversas oportunidades. No extremo sul do Brasil, há, por exemplo, o Centro Mariápolis Arnold, que tem como timbre peculiar a promoção do diálogo ecumênico. Nas proximidades do Centro Mariápolis encontram-se instaladas as sedes nacionais da Igreja Luterana, da Igreja Episcopal do Brasil e da Igreja Metodista. Para mais informações sobre a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos no Brasil: www.conic .org.br
17 Mai 2012 | Sem categoria
Alfonso Di Nicola é coordenador do Projeto Sempre Pessoa (Roma-Itália), que se ocupa dos presos e suas famílias. Ele mesmo narrou:
«Quarta-feira passada eu estava refletindo sobre a Palavra de Vida quando escutei o sinal que tinha entrado uma mensagem no celular. Era Jorge que me dizia que a sua conta da energia ia vencer na sexta-feira e que seria cortada se ele não pagasse o boleto de 450 euros. Era um contrato e precisava pagar. Ele tinha pedido ajuda ao seu chefe, que não tinha confiado nele. Tinha pedido a vários amigos, sem nenhum resultado… como somos muito amigos ele não queria me dar uma preocupação. Mas, enfim, já que todas as portas estavam fechadas ele dirigiu-se a mim.
Nestes casos usamos o fundo do Projeto Sempre Pessoa, que justamente naqueles dias tinha destinado os poucos meios à disposição para comprar óleo, açúcar e gêneros de primeira necessidade para os ex-detentos. Além disso, eu pensava: “Como ele vai poder restituir os 450 euros se ganha 800 por mês e tem três filhos para manter?”.
Jorge garantia que no fim do mês pagaria a dívida e eu, para dizer a verdade, estava um tanto incrédulo. Pensei que o meu fiador seria Jesus. Muitas vezes voltavam à minha mente as suas palavras: “Eu estava com sede e me saciastes… alimentastes… assististes. Porque todas as vezes que fizeste tudo isso a um só destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes” (Cf Mt 25, 31).
E vocês sabem o que aconteceu? Dei a Jorge os 450 euros!
Era quinta-feira. Na sexta-feira à noite, quando voltei da penitenciária, onde tinha tido várias conversas com os presos, abri o computador para ler os emails e, com grande surpresa, vi um que me convidava a retirar um depósito de 1720 euros, doados por uma senhora que tinha escutado o nosso testemunho numa igreja e desejava contribuir com o Projeto.
O meu Fiador não tinha esperado um mês para restituir o empréstimo, mas um dia só, quadruplicando a cifra, o que nos permitia ajudar outros ainda».
Alfonso Di Nicola