Movimento dos Focolares
Margaret Karram: Città Nuova, importante instrumento de mudança

Margaret Karram: Città Nuova, importante instrumento de mudança

Em 2026, completam-se 70 anos do nascimento da revista Città Nuova. Era 14 de julho de 1956 quando, em Fiera di Primiero, no norte da Itália, durante um encontro de verão dos Focolares chamado Mariápolis, a fundadora e primeira presidente do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, teve a ideia de criar um “folheto” que mantivesse todos os participantes em contacto.

Desde então, milhares de publicações se sucederam e Città Nuova sempre se empenhou em tentar olhar para os fatos, ler e aprofundar a atualidade na ótica da fraternidade universal. Para dialogar sobre temas problemáticos, para estar perto dos mais frágeis, dos esquecidos, para construir pontes, para estar presente nas feridas da humanidade, para destacar sementes de paz e esperança, com um horizonte global que olha para o mundo unido.

Com a difusão do Movimento no mundo, surgiram edições em vários países. Hoje são 32 em 21 idiomas, impressa e online.

Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, dirigiu uma mensagem em vídeo no dia 7 de janeiro de 2026, na qual afirma que «hoje, diante das terríveis ameaças do nosso tempo – as guerras, as polarizações de todo o tipo, as crises ambientais, uma economia frequentemente baseada na exploração, os desafios éticos colocados pela inteligência artificial – Città Nuova escolhe ainda uma vez e sempre o diálogo:

  • escolhe a paz como uma busca árdua, mas indispensável;
  • escolhe acreditar que cada encontro, cada ideia, cada palavra pode contribuir para mudar o rumo do mundo”.

Eis a mensagem completa em vídeo. Ative as legendas e escolha o idioma desejado.

Foto da capa: Sai a primeira edição da Città Nuova, 14 de julho de 1956. © Arquivo Audiovisual da CSC

Venezuela: uma mensagem de unidade e esperança dos jovens

Venezuela: uma mensagem de unidade e esperança dos jovens

“Em meio à escuridão que vivemos hoje na Venezuela, lembramos que não estamos sozinhos. Chiara Lubich descobriu, sob as bombas em 1943, que há um Ideal que nada nem ninguém pode destruir: Deus nos ama imensamente”.

Assim começa a “Mensagem de esperança e unidade” que os gen (jovens que aderem à espiritualidade do Movimento dos Focolares) venezuelanos que moram no país e em outras partes do mundo compartilharam na noite do último dia 05 de janeiro, encontrando-se online para orar e contar como cada um está vivendo essa época crucial para todo o povo, não se esquecendo jamais da escolha de amar a todos. É forte a exigência de enfrentar juntos este tempo que definiram como “sagrado”: “não estamos sós porque temos o suporte das orações de todos aqueles da Venezuela e do mundo inteiro que pedem a paz”.

A mensagem continua assim:

“Hoje, o medo quer nos paralisar, mas a resposta não é o ódio, e sim a unidade. Chiara nos ensinou que, quando tudo desmorona, a única coisa que permanece é o Amor. Se nos tornamos “um”, se cuidamos uns dos outros e colocamos Deus como nossa pedra angular, o medo perde sua força.

Não temos medo. Façamos deste momento uma oportunidade para:

  • Ter plena confiança de que Deus é Pai e não nos abandona, mesmo quando o panorama é difícil;
  • Tornar-nos “um”: que a dor do próximo seja nossa. Ajudemo-nos, compartilhemos o pouco ou o muito que temos e derrubemos os muros da indiferença;
  • Ser construtuores de paz: que a nossa arma seja a solidariedade.

Se permanecemos unidos, Jesus estará entre nós e onde Ele está, a luz acaba vencendo as trevas.

Força e confiança!”.

Por: Redação
Foto: Vista da cidade de Caracas (Venezuela) © Pixabay

Uma vida nova

Uma vida nova

“Uma Vida Nova” é a história de Hasan Mohammad, um migrante econômico que chegou à Sicília, Itália, vindo de Bangladesh. Graças à Cooperativa Fo.Co., ele encontrou um lar, um trabalho e uma nova família. O sistema de “acolhimento e inclusão” vai além da integração de migrantes, promovendo a reciprocidade. O encontro entre pessoas diversas se torna assim um crescimento para todos. Descubra como a solidariedade pode transformar vidas e territórios.

Equador: Clubes ecológicos e desenvolvimento da pessoa

Equador: Clubes ecológicos e desenvolvimento da pessoa

No cantão de Muisne, Esmeraldas, o projeto “Sunrise”, realizado pelo Movimento dos Focolares com o apoio da AMU (Ação por um Mundo Unido) e da Economia de Comunhão, reúne mais de 500 jovens em clubes ecológicos localizados em cidades e povoados costeiros. Esses clubes focam não apenas na ecologia, mas também no desenvolvimento humano integral como resposta aos muitos riscos a que estão expostos.

Experimentar a unidade

Experimentar a unidade

O mundo hoje precisa de unidade. Percebemos isso nas divisões dentro das famílias, entre vizinhos, entre igrejas e comunidades, para citar alguns exemplos. A polarização parece prevalecer sobre a compreensão. É uma consequência do individualismo, que predomina e nos leva a fazer tudo por conta própria, a buscar os próprios interesses ou prestígio pessoal, ignorando ou até desprezando os outros, suas exigências, seus direitos.

E, no entanto, é possível experimentar a unidade. É um caminho que começa a partir de pequenas atitudes, com um sim interior: sim ao acolhimento, sim ao perdão, sim a viver para os outros. Não se trata de grandes projetos, mas de pequenos atos de fidelidade que, a longo prazo, transformam uma vida, uma comunidade, um ambiente.

E, quando isso acontece, percebemos que a fraternidade deixa de ser um sonho e se torna uma realidade visível e fonte de esperança para todos.

Martin Buber acredita que a unidade é relacionamento. É o espaço do encontro, o espaço que existe entre o Tu e o Eu, um lugar sagrado no qual as diferenças não desaparecem, mas se reconhecem mutuamente. Para ele, a unidade surge quando duas realidades se permitem tocar, e não quando uma se impõe à outra. Esse “entre” pode ser entendido como um espaço que acolhe a diversidade e, precisamente por isso, torna-se fonte de comunhão. Portanto, para Buber, “Toda verdadeira vida é encontro”. (Ichund Du, 1923)

Com as pessoas que encontramos no nosso dia a dia, com os amigos, os familiares, podemos descobrir a grande oportunidade do relacionamento. Em particular, quando uma situação desafiadora parece nos aprisionar em nossos medos, as pessoas nos “salvam”, ajudando-nos a transcender a nós mesmos. Viver para ser unidos significa caminhar juntos apesar das nossas diferenças, transformando-as em tesouros e não em obstáculos. É um convite a passar da simples convivência ao encontro, no qual o que pertence a cada um, na reciprocidade, se torna novo porque é compartilhado e conectado. A unidade, entendida dessa forma, não é a soma de nós dois, nem é fragilidade: é uma força que gera a esperança de que ainda há um amanhã. A diversidade não é mais falta de unidade, mas enriquecimento mútuo. É sentir que o que acontece no outro também ressoa em mim. “A unidade não consiste na igualdade, mas na harmonia”, lembra-nos Rabindranath Tagore.

Que neste mês possamos vivenciar a alegria, a luz, a vida, a paz e a esperança que provêm da unidade vivida.

Quando estamos unidos, tudo é percebido de forma diferente.

Foto: © JGC-CSC Audiovisivi


A IDEIA DO MÊS é preparada pelo “Centro do Diálogo com pessoas de convicções não religiosas” do Movimento dos Focolares. É uma iniciativa que nasceu no Uruguai em 2014 com o intuito de compartilhar com os amigos que não creem em Deus os valores da Palavra de Vida, uma frase da Escritura que os membros do Movimento se comprometem a colocar em prática. Atualmente, A IDEIA DO MÊS é traduzida em doze idiomas e distribuída em mais de 25 países, adaptada segundo as exigências culturais. dialogue4unity.focolare.org