Movimento dos Focolares
Emergência Goma (R. D. Congo)

Emergência Goma (R. D. Congo)

A cidade de Goma, capital da região de Kivu do Norte (República Democrática do Congo), foi atacada e agora é controlada pelo grupo rebelde armado M23. Os conflitos entre as forças do governo congolês e a milícia M23 se intensificaram após o assassinato do general Peter Cirimwami, governador da província de Kivu do Norte, em 25 de janeiro de 2025.

O Movimento dos Focolares está presente em Goma desde 1982 com uma comunidade muito ativa na ajuda às pessoas necessitadas e com inúmeras iniciativas de atendimento aos pobres e refugiados. Em 2019, foi inaugurado um focolare feminino. Desde 2020, com a ajuda de diversas organizações e pessoas de boa vontade, existe ali um Centro social para garantir ajuda de primeira necessidade e acolhimento. Ao mesmo tempo, foram lançados cursos de formação e orientação profissional para oferecer dignidade e meios de subsistência aos refugiados, com especial atenção às mulheres que criam seus filhos sozinhas. Muitas pessoas foram ajudadas dessa forma, incluindo aquelas que chegaram recentemente a um campo de refugiados perto do “Centro Louis Quintard / Focolare”. Desde 2023, graças ao apoio da AMU, teve início um projeto de microcrédito e, desde que as guerrilhas se intensificaram em fevereiro passado, a AMU também apoiou a comunidade do Movimento local na realização de ações de emergência, sobretudo por meio do fornecimento de água potável e kits de higiene para as muitas pessoas que se encontram nos campos de refugiados da cidade.

As tensões na região são muito grandes e há uma preocupação crescente sobre o que pode acontecer nos próximos dias com a possibilidade de uma escalada do conflito. Isso pode ter consequências dramáticas para uma cidade e uma população que já passam por situações difíceis devido a conflitos que duram mais de trinta anos.

Por isso, convidamos todos a reforçar a oração, unindo-se ao “Time out”, um minuto de silêncio e oração pela paz que propomos todos os dias às 12 horas locais, bem como apoiando todas as ações pela paz e incentivando as ações diplomáticas que buscam o fim de todos os conflitos em curso no mundo.

É possível fazer a doação online

AMU: https://www.amu-it.eu/campagne/goma/
AFN: https://afnonlus.org/project/emergenza-goma-in-rep-democratica-del-congo/

Ou por transferência bancária para as seguintes contas correntes:

Azione per un Mondo Unito ETS (AMU) IBAN: IT 58 S 05018 03200 000011204344 – Banca Popolare Etica Codice SWIFT/BIC: ETICIT22XXX

Azione per Famiglie Nuove ETS | Banca Etica – filiale 1 di Roma – Agenzia n. 0 | Codice IBAN: IT 92 J 05018 03200 000016978561 | BIC/SWIFT: ETICIT22XXX

Motivo: Emergência Goma

Para essas doações são previstos benefícios fiscais em muitos países da União Europeia e em outros países do mundo, segundo as normas locais. Os contribuintes italianos poderão obter dedução e detração de renda, segundo as normas previstas pelas ONLUS.

Margaret Karram e Jesús Morán no Brasil

Margaret Karram e Jesús Morán no Brasil

A Presidente e o Copresidente do Movimento dos Focolares transcorreram um mês no Brasil para encontrar as comunidades locais e vivenciar o Genfest, evento mundial promovido pelos jovens do Movimento. Cuidar, solidariedade horizontal, acreditar: são as três palavras que resumem a intensa experiência vivida em julho de 2024.

Um pacto planetário

Um pacto planetário

Em 16 de julho de 1949, Chiara Lubich e Igino Giordani fizeram um “Pacto de Unidade”. Foi uma experiência espiritual que deu início a um período particular, de luz e de união com Deus.

E marcou a vida da então primeira comunidade dos Focolares, mas também marcou a história de todo o Movimento e o seu empenho por um mundo mais fraterno e mais unido.

Setenta e cinco anos depois daquele dia, um olhar mais aprofundado sobre o significado daquele Pacto na época e o que pode significar hoje continuar a atuá-lo.

Clique para ver o vídeo

Uma só família humana: o caminho revolucionário para a paz

Uma só família humana: o caminho revolucionário para a paz

A conferência internacional inter-religiosa “One Human Family” (Uma só família humana), promovida pelo Movimento dos Focolares, acaba de ser concluída com uma peregrinação de fraternidade a Assis. Estiveram presentes 480 pessoas de 40 países, falando 12 idiomas.

Na cidade da paz, a oração pela fraternidade, justiça e reconciliação para todos os povos em conflito ressoou como um pacto solene, acolhido e pronunciado pelos participantes, cada um segundo a própria fé.

Estavam presentes rabinos e rabinas, imãs, sacerdotes católicos, monges budistas Theravada e Mahayana, bem como judeus leigos, muçulmanos, cristãos, hindus, budistas, sikhs e bahá’ís, adeptos de religiões tradicionais africanas, de todas as gerações.

O congresso foi organizado por uma equipe inter-religiosa que centralizou o programa no bem supremo da paz, a qual está extremamente ameaçada hoje.

Encontro, escuta, passos de reconciliação, partilha do sofrimento das pessoas foram as marcas desse congresso, que alternou painéis liderados por especialistas com grupos de diálogo entre os participantes. Política e diplomacia internacionais, economia, inteligência artificial e meio ambiente foram os temas discutidos na perspectiva da paz. Houve a participação de numerosos acadêmicos e especialistas de muitas culturas, religiões e proveniências. Mencionamos apenas alguns: o embaixador Pasquale Ferrara, o diretor geral para Assuntos Políticos e de Segurança do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, o grão-rabino Marc Raphaël Guedj, a teóloga muçulmana Shahrzad Houshmand Zadeh, o dr. Kezevino Aram, presidente da organização indiana Shanti Ashram, o rev. Kosho Niwano, presidente designado do movimento budista japonês Risho Kossei Kai, o eng. Fadi Shehadé, fundador do Projeto RosettaNet, ex-CEO da ICANN; o economista Luigino Bruni, o filósofo indiano, prof. Priya Vaidya, o teólogo islâmico Adnane Mokrani, o prof. Dicky Sofjan, indonésio do Centro Internacional de Direito e Estudos Religiosos, o prof. Fabio Petito, professor de Religião e Assuntos Internacionais da Universidade de Sussex e muitos outros.

“As religiões têm uma função fundamental hoje”, disse o embaixador Ferrara. “Ao contrário do que dizem os realistas das relações internacionais, a guerra não é a condição normal da humanidade. As religiões podem desempenhar o papel de ‘consciência crítica’ da humanidade e voltar-se para a política, sinalizando quais são as prioridades. É preciso imaginação política; imaginar o futuro deste planeta de forma construtiva, nova e criativa. Precisamos cultivar algo que está faltando nas relações internacionais neste momento: a confiança.”

Houve também sessões muito ricas dedicadas a testemunhos pessoais, projetos, à apresentação de ações direcionadas à colaboração entre pessoas e comunidades pertencentes a diversas crenças religiosas, em vista da paz e em apoio às necessidades dos respectivos povos.

No dia 3 de junho, uma delegação de 200 participantes foi recebida em audiência pelo Papa Francisco, que em seu discurso definiu o caminho iniciado por Chiara Lubich com pessoas de religiões diferentes como: Un cammino rivoluzionario che fa tanto bene alla Chiesa”.Il fondamento su cui poggia questa esperienza O fundamento sobre o qual se baseia esta experiência” – continuou o Papa – “é o amor de Deus que se concretiza no amor recíproco, na escuta, na confiança, no acolhimento e no conhecimento mútuo, no pleno respeito pelas respectivas identidades”.

“Se, por um lado, essas palavras nos dão profunda alegria” – comentou Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares – “por outro lado, sentimos a responsabilidade de fazer muito mais pela paz. É por isso que queremos trabalhar para fortalecer e difundir a cultura do diálogo e do ‘cuidado’ para com as pessoas e a criação. O Papa confirmou isso quando disse que o diálogo entre as religiões é uma condição necessária para a paz no mundo. Em tempos terrivelmente sombrios como estes, a humanidade precisa de um espaço comum para consolidar a esperança.”

Stefania Tanesini

Galeria de fotos: © CSC Audiovisivi – Caris Mendes e Carlos Mana, Vatican Media, RKK.