Du 26 janvier au 1er février 2026 se tiendra en présentiel la semaine de clôture du programme biennal de formation à l’action politique promu par New Humanity ONG du Mouvement des Focolari, en collaboration avec la Commission pontificale pour l’Amérique latine.
L’evento, con la metodologia dell’Hackathon, vedrà la partecipazione di 100 giovani leader dei cinque continenti, impegnati nei propri Paesi in ambito politico e sociale, di diverse culture e convinzioni politiche. Dopo mesi di intenso lavoro online, i giovani si ritroveranno a Roma in presenza per tradurre il percorso di apprendimento, che hanno condiviso da remoto, in proposte di incidenza politica: la sfida che dovranno affrontare è quella di ideare processi e strumenti idonei ad affrontare i punti di crisi che emergono nell’esercizio del potere politico, nelle relazioni e nelle istituzioni politiche.
Grande atenção será dada à dimensão participativa das políticas, até definir pistas comuns, que serão avaliadas e apresentadas na tarde aberta ao público, a jovens e políticos interessados.
“Oggi ci troviamo di fronte a problemi gravissimi – spiega Javier Baquero, giovane politico colombiano, presidente Movimento politico per l’unità/Mppu internazionale -. Ciò che va coltivata è una cultura politica che guardi all’umanità che è una e al pianeta come casa comune. A nostro parere, c’è un diverso paradigma che dobbiamo esplorare e sperimentare insieme, imparando a comporre le nostre diverse visioni a partire da alcuni valori universali”.
“Uma resposta à altura das questões dos nossos povos não poderá vir apenas da reforma das fórmulas institucionais ou de um tratamento empresarial, que muitas vezes parece vazio de conteúdos democráticos” – confirma Argia Albanese, presidente do Mppu Itália. “O nosso ponto de partida é sempre a ligação social e comunitária, a fraternidade e a sororidade universal”.
A semana conclui a formação interdisciplinar – centralizada na ecologia integral, economia civil, governança colaborativa e comunicação generativa – que iniciou em maio de 2025, com o suporte de especialistas qualificados, provenientes de várias instituições acadêmicas: Rotterdam School of Management/Países Baixos, Universidade de Coimbra/Portugal, Universidad Nacional de La Plata/Argentina, Georgetown University/Washington DC, University of the Philippines, Universidade de Ribeirão Preto/Brasil, Escuela Superior de Administración Pública Bogotá/Colômbia, University of Dschang/Camerões, Instituto Universitário Sophia/Itália.
Segue a estrutura principal da semana:
Dois dias de Hackathon, nos quais os jovens, divididos em grupos linguísticos, deverão encontrar soluções aos problemas coletivos designados.
Diálogos com especialistas e políticos formadores de opinião, para conectar a reflexão e as propostas, num amplo quadro internacional.
Um encontro público para apresentar os valores do Hackathon e conhecer a experiência de políticos comprometidos, a vários níveis e de diferentes tendências.
Visitas e atividades na capital italiana, em centros de pesquisa e de ação social (em favor de migrantes, pelos direitos das mulheres, pela justiça climática, o trabalho, sobre o tema dos armamentos…).
Workshop para definir as impostações da rede global do II ano, e a sua governança.
Já está agendada, para sábado, dia 31 de janeiro, a aguardada audiência com o Papa Leão XIV, em São Pedro. Participarão também os representantes dos Centros do Mppu que virão à Roma para a ocasião; com os jovens, terão a oportunidade de avaliar os resultados da experiência, bem como programar as novas etapas.
É um laboratório intensivo, no qual é possível trabalhar na busca de soluções a problemas coletivos. A ideia vem do mundo da inovação digital, aplicando à esfera cívica a lógica do “fazer juntos e rapidamente”.
Integrando competências políticas, administrativas, econômicas, comunicativas, sociais, tecnológicas, articula-se em diversas fases: análise dos problemas e das necessidades, definição das prioridades e dos atores, desenvolvimento de propostas operativas e instrumentos para a ação pública.
Considerando as temáticas aprofundadas durante o ano, os participantes deverão enfrentar alguns desafios, por exemplo: corrupção, governança oligárquica, monopólios midiáticos, polarização, crise de representatividade, abstenção eleitoral…
No tempo disponível e com o apoio dos coach, cada grupo passará do diagnóstico à proposta, desenhando mapas dos problemas, analisando dados disponíveis, projetando ideias possíveis de implementação. No final, os grupos apresentarão as soluções alcançadas: protótipos dos planos de intervenção, iniciativas políticas e projetos de impacto cultural, modelos participativos, instrumentos e planos de comunicação…
O valor acrescido não se constitui apenas das ideias elaboradas, mas no método, que demosntra como as soluções aos problemas públicos podem ser projetadas juntos, com criatividade e rigor, valorizando e integrando perspectivas diferentes, na busca de soluções eficazes para fazer crescer a qualidade e as qualidades de uma política ao serviço da unidade da família humana.
De 28 a 30 de novembro acontecerá, no Centro Mariápolis de Castelgandolfo (Roma, Itália), o evento “Reiniciando a economia”, promovido pela Fundação A Economia de Francisco (EoF, na sigla em inglês), com o apoio do Dicastério para o Serviço ao Desenvolvimento Humano Integral, do Vaticano.
É o primeiro encontro mundial do EoF que se realiza distante de Assis e sem a presença do Papa Francisco. “Uma novidade que não mostra uma distância, mas, sim, uma extensão – salienta D. Domenico Sorrentino , presidente da Fundação. O espírito de Assis coloca-se próximo à Roma e ao Papa, para continuar a inspirar uma economia capaz de colocar-se ao serviço da humanidade e da criação”.
Encontro da EoF em Assis, setembro de 2022
Mais de 600 jovens, provenientes de 66 países, com a presença majoritária de mulheres e a participação de cerca de 80 estudantes de escolas de ensino médio; juntamente a economistas, filósofos, empresários, teólogos, artistas e legisladores.
É “um sinal de que a proposta de compromisso dos jovens, para mudar a economia, é viva e capaz de futuro – afirma o prof. Luigino Bruni , vice-presidente da Fundação e idealizador do evento desde o seu nascimento -. Reiniciando a economia é a versão EoF do Jubileu: um retorno ao senso bíblico originário, com a libertação dos escravos de hoje (dependências, usurpação, misérias); a remissão dos débitos (portanto, o grande tema das finanças, boas e más); a restituição da terra (a ecologia, a justiça, os desafios que atravessam a Amazônia, a África e as nossas cidades)”.
Durante o evento será apresentado o Relatório Fraternidade 2025 do EoF, fruto do trabalho deste ano e destinado a tornar-se um compromisso anual: uma medição do estado da fraternidade no mundo, conceito caro a São Francisco e ao Papa Francisco. “O relatório evidencia como a fraternidade, pilar moral e social, é, inclusive, um componente econômico decisivo, mas ainda não medido – afirma Paolo Santori, presidente do Comitê científico da Fundação -. Desenvolvendo um indicador inovativo, baseado em dados internacionais, o estudo analisa o grau de fraternidade ao interno e entre as economias globais (…) e convida a repensar desenvolvimento, cooperação e bem-estar coletivo”.
O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral acompanhou desde o início o caminho de “Economia de Francisco”, reconhecendo no movimento uma forte sintonia com a própria missão. “Valores como a centralidade da pessoa, a justiça social e ecológica, a solidariedade, a inclusão e a cooperação, representam um terreno comum sobre o qual desenvolveu-se um acompanhamento respeitoso da autonomia do movimento, mas capaz de apoiar o seu desenvolvimento e iniciativas, durante esses anos”, confirma Padre Avelino Chicoma Bundo Chico, S.I., diretor do escritório do Dicastério.
Apresentação do evento na Sala de Imprensa do Vaticano. Da esquerda: Luca Iacovone, Luigino Bruni, Mons. Domenico Sorrentino, Rita Sacramento Monteiro, Padre Avelino Chicoma Bundo Chico e Cristiane Murray .
A programação, em Castelgandolfo, “será articulada em plenárias, com convidados internacionais como Sabine Alkire, Jennifer Nedelsky, Paolo Benanti, Massimo Mercati e Stefano Zamagni; workshops temáticos, momento espirituais e criativos, e uma grande exposição – denominada “EoF Fair” – com projetos e experiências que nasceram dentro do movimento EoF, como afirmam Rita Sacramento Monteiro e Luca Iacovone, da equipe do evento. Um destaque especial será dado a duas sessões dedicadas: Vozes Proféticas para uma Nova Economia, na qual jovens provenientes de vários contextos irão testemunhar mudanças já atuadas; e Ideias extraordinárias para a economia de Francisco, uma série de breves intervenções para conhecer ideias empresariais, iniciativas sociais e pesquisas inovadoras, selecionadas por meio de um concurso internacional”.
A comemoração do 80o aniversário da ONU foi a ocasião para realizar, em Nairobi, Quênia, um evento internacional intitulado “Cidades, Comunidades, Cuidados – Jovens em ação por uma paz sustentável”. Um congresso que reuniu numerosos jovens africanos e representações do mundo inteiro, protagonistas de um novo impulso na construção de sociedades pacíficas e resilientes, capazes de contruir o futuro do continente africano tendo no coração o mundo unido.
Momento culminante foi a apresentação da “Carta de Compromissos”, um documento que solicita a paz através do diálogo intercultural, de iniciativas artísticas e programas comunitários, reconhecendo a função central dos jovens como “influenciadores de paz” e agentes de mudança. No ponto da central da ideia apresentada está a adoção dos valores do ubuntu, a filosofia africana que convida à partilha e à reciprocidade, como alicerce para uma sociedade solidária. Os jovens encorajam as Nações Unidas e a União Africana e admiram o seu papel em sustentar e colaborar com os governos locais, os atores da sociedade civil, as instituições religiosas e as organizações juvenis na promoção da solidariedade, da justiça e da igualdade, seja em nível local seja em nível global. A Carta apoia ações concretas em favor de cidades mais acolhedoras, de um desenvolvimento sustentável, de um novo impulso para o empreendedorismo juvenil e uma nova visão africana, livre de confins e barreiras. Salienta a urgência de maior inclusão, formação e participação juvenil nos processos de decisão, em todos os níveis.
O apelo emergiu na conclusão do evento organizado por New Humanity, ONG do Movimento dos Focolares, que teve como sede a Mariápolis Piero, de Nairobi. Participaram ainda: UN Habitat, agência da ONU para o desenvolvimento urbano e UNEP, agência das Nações Unidas para o ambiente; Movimento Laudato Sì África; Greening Africa Together; Living Peace International; Africa Interfaith Youth Network; International Sociological Associatio; Centro Universitário ASCES, de Caruarú (PE), Brasil.
Paz, desenvolvimento urbano, ambiente e liderança de comunhão
Segundo as jovens lideranças reunidas em Nairobi, esta nova perspectiva poderá acontecer apenas com a criação de mecanismos permanentes de colaboração, em nível local e internacional. Um verdadeiro trabalho de construção e consolidação de redes. O evento teve a participação de 30 relatores internacionais, oito mesas-redondas, seis lives e oito vídeos-depoimento, de cidades dos cinco continentes, com uma atenção constante ao diálogo com os jovens. Os temas abordados tocaram a paz, o desenvolvimento urbano, o cuidado com o ambiente e as novas formas de liderança de comunhão.
Saudações
O Congresso foi aberto com a projeção de mensagens em vídeo de Felipe Paullier, assistente do Secretário Geral da ONU para os jovens, e de Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares. Paullier, após recordar que Nairobi é uma das três principais sedes das Nações Unidas, afirmou que “cada guerra é uma derrota para a humanidade, um fracasso do diálogo. Os jovens não são apenas vítimas das crises de hoje: são criadores, líderes e construtores de paz”. E são mais de 2 milhões de jovens “dispostos a serem parceiros, de igual para igual, na construção do nosso futuro comum”. Uma mensagem clara para todos: dando confiança a uma geração que “resiste ao ódio, rejeita a indiferença e escolhe a paz como responsabilidade cotidiana”, é possível partir das cidades e das comunidades, porque “é precisamente nos bairros, nas escolas, nos locais de culto e nas comunidades locais que a cooperação torna-se tangível”.
Margeret Karram desejou recordar a iniciativa, que já supera os dez anos, da formação de uma liderança de comunhão, iniciada pelo Instituto Universitário Sophia e pelo Movimento Político pela Unidade, com o programa “Juntos por uma Nova África”. O percurso, no seu último ciclo trienal, teve a participação de 140 jovens de 14 países africanos, ao lado de tutores e professores, que nos dias anteriores ao Congresso realizaram a sua Escola de Verão anual, na modalidade híbrida, para rever e discutir os resultados de suas ações locais. Outro programa relembrado pela Presidente dos Focolares foi “One Humanity, One Planet: Synodal Leadership” – “Uma humanidade, um planeta: liderança sinodal” – que reúne 150 jovens de 60 países, ativos no âmbito político e na sociedade civil. Jovens que “se formam e trabalham para atuar boas práticas políticas e gerar impacto social, com uma visão inspirada na cultura da unidade”.
Tratam-se de perspectivas que definem o compromisso de todo o Movimento dos Focolares, “já expresso no documento “Together to care” – “Juntos para cuidar” – entregue à ONU um ano atrás” – explicou a presidente – ressaltando “iniciativas como Living Peace, que envolve mais de 2 milhões de adolescentes no mundo”; e juntamente com a “AMU, que conta com quase 900 projetos de cooperação, testemunham um empenho concreto e largamente difundido”. Neste quadro, apreciou o esforço de “desenhar um percurso comum, com o qual redefinir a vida urbana, valorizando e fortificando as relações sociais”, e acrescentou: “quanto têm a nos dizer as culturas africanas sobre este importante aspecto!”. Incisivo foi o seu convite a redescobrir, no coração das cidades “comunidades de solidariedade e de reconciliação não perceptíveis aos olhos humanos”: “’cidades invisíveis’, que no seu pequeno, no dia a dia, contribuem na construção de uma rede mundial de paz, e mostram que um outro mundo é possível”. Salientou, enfim, a reciprocidade como chave da mudança, citando o que Chiara Lubich, ainda em 1977, afirmou durante um seu discurso no Palácio de Vidro, da ONU: “A reciprocidade é uma meta que pode nos aproximar, fazer-nos crescer, que pode tornar-se realidade quando damos o primeiro passo em direção ao outro, quem quer que ele seja e quaisquer sejam as suas convicções, para compreender as suas razões, para buscar uma conexão, para estabelecer um relacionamento”.
Os desafios da África e a contribuição de UN Habitat
Dentre os hóspedes, Christelle Lahoud, da ONU Habitat, salientou como a África, continente com a população mais jovem e em rápida urbanização, representa uma urgência e uma oportunidade. A construção da paz se reforça quando os jovens podem participar ativamente dos processos de decisão, contribuindo para a criação de espaços urbanos seguros e inclusivos. Com uma população urbana que, se estima, alcançará os 70%, em nível global, até 2050, as cidades são chamadas a responder a crescentes desafios, entre os quais a desigualdade, migrações forçadas e emergências climáticas, que colocam sob pressão a coesão social e os recursos.
Lahoud evidenciou como os jovens já são protagonistas na co-criação de espaços urbanos resilientes, avaliando riscos, recolhendo dados e influenciando as políticas locais, colaborando com a administração pública e as autoridades para plasmar cidades que reflitam as reais exigências das comunidades. As cidades, portanto, tornam-se reflexo de como as sociedades vivem juntas, constroem confiança entre as gerações e buscam juntas o bem-estar coletivo, em sintonia com a filosifia ubuntu.
Experièncias interncionais e empenho das cidades do mundo
Experiências de cidades com Belém – na Cisjordânia -, Beirute, Kinshasa, Trento, Manila, Pajule, Capodistria e Medellin, contribuíram a dar um respiro internacional ao evento, demonstrando que a transformação social e cultural pode nascer de baixo, por meio da colaboração entre sociedade civil e instituições. Testemunhos como o de Agnes Aloyotoo, candidata às eleições em Uganda, e de Jonathan Masuta, presidente de uma das federações de jovens da União Africana, mostraram como as novas gerações já estão ativas e dando voz aos jovens nas decisões executivas.
A mensagem que chega de Nairobi é clara: a confiança no protagonismo dos jovens representa a chave para construir sociedades mais justas, solidárias e pacíficas, a partir das cidades e das comunidades locais. Desse evento emerge uma determinação forte a agir em rede, em nível local e internacional, para promover uma cultura de paz fundada na responsabilidade, na colaboração e na inclusão das novas gerações.
O Centro Evangelii Gaudium (CEG) iniciará em breve um novo curso sobre a Sinodalidade. Quais são as novidades para este ano?
Estamos em uma nova fase do processo sinodal. Depois dos primeiros 3 anos que culminaram na Assembleia de outubro de 2024, agora entramos na chamada fase de implementação. De fato, no dia 15 de março de 2025, o Papa Francisco aprovou o início de um processo de acompanhamento da fase de implementação por parte do Secretariado Geral do Sínodo. Esse processo envolve todos, desde as dioceses até as associações leigas, movimentos eclesiais e novas comunidade.
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É por esse motivo que decidimos lançar um novo curso, intitulado Práticas para uma Igreja sinodal como uma contribuição concreta para a implementação do processo sinodal. Temos a convicção de que a prática da sinodalidade é muito mais do que uma tentativa de tornar a Igreja mais participativa, é um novo paradigma da existência eclesial. Não apenas isso, nos parece que não se trata só de um fato religioso. Nossas sociedades estão mudando radicalmente e, todos estão vendo, a verdade, os valores fundamentais, o comprometimento recíproco estão cedendo espaço para a lei da selva. Por outro lado, a nível local e regional, estão emergindo novas ideias que revelam paralelismos com o processo sinodal na sociedade civil. Acreditamos que o processo sinodal no qual a Igreja está empenhada poderia também ser uma contribuição válida neste momento histórico para toda a sociedade.
Este ano, queremos nos identificar com esses aspectos, oferecendo um aprofundamento no processo corrente, procurando descobrir novas pistas e instrumentos para encarnar a sinodalidade nas realidades em que vivemos, como nos convida o Documento final do Sínodo e o documento seguinte da Secretaria de julho passado, Pistas para a fase de implementação do Sínodo. Temos certeza de que se trata de um caminho no qual o protagonista é o Espírito Santo e que antes de tudo devemos nos abrir a Ele e deixar que seja Ele a guiar a história, tanto a nossa pessoal, como aquela da Igreja e da humanidade.
O tema da “Sinodalidade” foi central durante os anos do pontificado de Francisco. De que modo estão prosseguindo nesse caminho com o Papa Leão XIV?
Maria do Sameiro Freitas
No último dia 08 de maio, em sua primeira mensagem ao povo de Deus, no dia de sua eleição, o Papa Leão desenhou um programa: A todos vocês, irmãos e irmãs de Roma, da Itália, de todo o mundo: queremos ser uma Igreja sinodal, uma Igreja que caminha, uma Igreja que procura sempre a paz, que procura sempre a caridade, que procura sempre estar perto especialmente daqueles que sofrem.
E em diversas circunstâncias, em particular no dia 26 de junho, aos membros do Conselho ordinário da Secretaria geral do Sínodo, reafirmou: E a herança que nos deixou (Papa Francisco) me parece que é sobretudo esta: que a sinodalidade é um estilo, um comportamento que nos ajuda a ser Igreja, promovendo experiências autênticas de participação e comunhão.
Parece claro que a linha seja aquela de seu predecessor, com a convicção de que a sinodalidade é intrínseca à Igreja. É significativo também o próximo Jubileu das equipes sinodais e organismos de participação que acontecerá de 24 a 26 de outubro no Vaticano. São esperados mais de 2.000 participantes aos quais o Papa dirigirá uma mensagem no dia 24 à tarde. Será mais um passo para ir decisivamente adiante, todos em grupo no mundo.
Qual é a estrutura desse curso? Para quem se dirige?
Desta vez, o curso será online, em italiano, com tradução para 3 línguas: inglês, português e espanhol. Como conteúdo, se partirá do Documento Final do Sínodo e das Pistas para sua implementação, procurando descobrir Novos Percursos para uma prática sinodal e como implementá-las nos diversos contextos em que cada um se encontra.
Depois, daremos instrumentos práticos para implementar o processo sinodal, como o método da facilitação, a prestação de contas, a avaliação e a verificação.
As boas práticas já em andamento serão destacadas, com uma partilha a nível internacional. Tudo com a convicção de que o processo sinodal não é uma técnica, mas sim uma experiência de abertura aos irmãos e irmãs, que abre a possibilidade da presença de Jesus entre os seus (Mt 18:20) e, à luz dessa presença, ficamos à altura de escutar o Espírito.
Em cada aula, haverá a possibilidade de uma partilha entre os estudantes, seja de boas práticas seja de reflexões ou sugestões.
Na conclusão, haverá um laboratório em abril no qual colocaremos em prática o que aprendemos durante o ano.
O curso começará no dia 03 de novembro com uma aula especial confiada à Secretaria geral do Sínodo e com a participação de Margaret Karram, presidente do Movimento dos Focolares, que esteve presente nas duas Assembleias sinodais. Esse momento é aberto a todos.
Pessoas de todas as vocações, tanto leigas como sacerdotes, religiosos e consagrados, pessoas empenhadas em nível eclesial e civil estão se inscrevendo. Há muitos estudantes dos anos anteriores, mas também temos muitas novas inscrições de diversos países.
Considerando os anos anteriores, o que vocês esperam?
Esperamos que seja uma contribuição para a implementação do processo sinodal nos vários ambientes em que os participantes vivem.
Nos anos anteriores, vimos que diversos estudantes se empenharam em nível de diocese, paróquia, associações, para colocar em prática o que aprenderam; outros foram multiplicadores de ideias em universidades, escolas…
Temos uma ampla gama de participantes de diversos países, das Filipinas ao Canadá, da África do Sul à Suécia. A troca de boas práticas poderá dar ideias novas, impulsos decisivos para levar adiante o processo sinodal, para o bem da Igreja e da sociedade.
Um quadro resumido das linhas gerais do compromisso formativo do Movimento dos Focolares. Este é, em síntese, o conteúdo do documento sobre a Formação permanente e integral do Movimento dos Focolares, que oferece um elenco inicial das numerosas e heterogêneas experiências de formação dirigidas aos pertencentes ao Movimento, mas também às escolas e agências culturais e educativas abertas por ele, em diferentes contextos.
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O documento é dirigido, portanto, a todas as pessoas comprometidas no âmbito educacional nos vários setores e agências formativas do Movimento dos Focolares, nas próprias Igrejas ou comunidades cristãs, na própria religião, na sociedade.
Embora com a consciência de encontrar-se ainda no início, quanto à reflexão e à atuação, este documento dirige-se inclusive àqueles que atuam em outras entidades e organizações que se ocupam de formação, como estímulo para um confronto e um enriquecimento recíprocos.
Em algumas moções da Assembleia Geral de 2021, foi expresso o desejo de focalizar a pedagogia que brota do carisma da unidade, e favorecer sinergias, interna e externamente ao Movimento, sobre este assunto. Nas vésperas da Assembleia de 2026 torna-se disponível este primeiro documento com publicação online – e não impressa – para salientar a característica de documento em andamento, aberto, para ser enriquecido e atualizado.
Na primeira parte mencionam-se os destinatários, os princípios inspiradores, os objetivos e os protagonistas da formação; segue-se uma síntese dos conteúdos e do método e, por fim, uma coletânea das agências e dos programas de formação oferecidos pelo Movimento dos Focolares.
O Movimento dos Focolares e os religiosos, um elo que teve origem no início da história do Movimento: uma trama compacta de relações entre Chiara Lubich – fundadora dos Focolares – e os consagrados de várias famílias religiosas. Tantas mulheres e homens, doados a Deus por meio das mais várias espiritualidades, que inspiraram e deram suporte a Chiara nos primeiros anos do Movimento. Tudo isso foi contado no livro “Um jardim magnífico. Chiara Lubich e os religiosos (1943-1960)”, preparado por Padre Fábio Ciardi e Elena Del Nero.
Comecemos pelo título: “Um jardim magnífico”. Vocês poderiam explicar?
Elena Del Nero obteve o Doutorado em História e Ciências filosóficas-sociais na Universidade “Tor Vergata”, de Roma (Itália). Trabalha na seção histórica do Centro Chiara Lubich, em Rocca di Papa (Itália). É autora de ensaios e volumes sobre a história do Movimento dos Focolares.
Elena Del Nero: “Esta imagem evocativa, usada por Chiara Lubich ainda em 1950, refere-se à Igreja e aos diversos carismas que floresceram nela, no decorrer da história. Cada um deles é precioso, com sua beleza particular, enraizada na palavra evangélica que o inspirou, e assim, todos juntos, compõem uma harmonia de nuances que enriquece a ilumina a Igreja”.
O livro é composto por uma reconstrução histórica e por uma reflexão teológica-eclesial. No que consistem?
Elena Del Nero: “A reconstrução histórica concentra-se apenas em duas décadas: do nascimento do Movimento, em 1943, a 1960; isso porque foram anos muito ricos e densos, de documentos e de conteúdos relativos ao tema que tomamos em consideração. A leitura teológica-eclesial, ao invés, escorre numa dimensão temporal maior, dilatando o olhar até a leitura mais recente do magistério. Desta maneira, parece-nos, o panorama que propomos mostra-se mais amplo e preciso.
A figura dos religiosos, portanto, sempre existiu na Obra de Maria, desde o seu nascimento. Qual é o sentido dessa presença no Movimento?
Pe. Fabio Ciardi: “O Ideal ao qual Chiara Lubich sentia-se chamada era reavivar a unidade na Igreja, em resposta à oração de Jesus: ‘Que todos sejam um’ (Jo 17,21). O Movimento continua essa grande missão de promover a comunhão e a unidade entre todos. Que unidade seria se faltassem os religiosos? Estes manifestam a riqueza carismática da Igreja, mantém viva a experiência dos grandes santos. Chiara desejou envolve-los em sua ‘divina aventura’; como desejou envolver todas as pessoas, de todas as vocações”.
Que benefício os religiosos, e as suas Ordens, obtiveram, no diálogo com Chiara Lubich e a espiritualidade da unidade, do Movimento dos Focolares?
Padre Fabio Ciardi é oblato de Maria Imaculada; professor emérito do Instituto Pontifício de Teologia da Vida Consagrada Claretianum, de Roma (Itália); é autor de numerosas publicações; desde 1995 é consultor do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, no Vaticano; e desde 2022 é consultor do Dicastério para o Clero, no Vaticano.
Pe. Fabio Ciardi: “Desde as origens, religiosos de ordens diferentes foram atraídos pelo frescor evangélico testemunhado por Chiara e pelos primeiros membros do Movimento que estava nascendo, que os conduzia de volta ao radicalismo de suas escolhas; percebiam um amor renovado pela própria vocação, a compreendiam de uma maneira mais profunda, sentiam-se envolvidos em uma comunhão que os fazia relembrar a primeira comunidade cristã, descrita nos Atos dos Apóstolos”.
E que efeito essa proximidade dos religiosos, desde o início do Movimento, teve sobre Chiara Lubich?
Pe. Fabio Ciardi: “A presença deles mostrou-se providencial para Chiara, porque permitiu a ela um contato com as grandes espiritualidades cristãs que surgiram ao longo da história; um confronto que a ajudou a entender, de modo mais profundo, a sua própria vocação, enriquecendo-a com a comunhão dos santos. “Aos poucos – Chiara escreveu pensando nos santos, que os religiosos testemunham – eles se aproximaram da nossa Obra, para encorajá-la, iluminá-la, ajudá-la’. Por um lado, a relação com os santos confirma certos aspectos da vida da Obra de Maria. Por outro, o confronto com a vida deles, e as suas obras, mostra toda a originalidade desta obra de Deus, nova e contemporânea”.
A presença dos religiosos nos Movimentos eclesiais, gera um enriquecimento mútuo? Ou há o risco de criar confusão e perda de identidade?
Pe. Fabio Ciardi: “Nenhuma interferência na vida das famílias religiosas. Chiara Lubich escreveu que se aproximava delas ‘nas pontas dos pés’, consciente de que são ‘obras de Deus’, e com um profundo amor que leva a descobrir, em cada uma delas, ‘a beleza e aquela particularidade sempre atual’ que conservam. Ao mesmo tempo, Chiara era consciente de ser chamada a dar uma contribuição: ‘Nós devemos somente fazer com que o Amor circule entre as várias Ordens. Elas devem se compreender, se amar como as Pessoas da Trindade se amam, [entre si]. Entre elas existe o Espírito Santo que as liga, porque cada uma é expressão de Deus, do Espírito Santo’. É nessa caridade que circula, que cada religioso aprofunda a própria identidade e pode dar a sua contribuição específica à unidade”.
Para concluir: por que ler esse livro? A quem recomendá-lo?
“Porque narra uma página de história maravilhosa, que faz compreender a beleza da Igreja. Não é um livro só para religiosos. É um livro para quem quer descobrir uma Igreja inteiramente carismática”.