14 Out 2019 | Sem categoria
São 195, de 67 países do mundo, dos 17 aos 35 anos. Representam todos os jovens do Movimento dos Focolares, e se reuniram para se conheceram, questionarem-se e projetar um mundo mais unido. Juntos. https://vimeo.com/363781950
13 Out 2019 | Sem categoria
Sacerdote nascido no norte da Itália, o padre Mario Bodega, depois de trinta anos como pároco, diretor espiritual de um colégio e capelão no hospital Niguarda, na diocese de Milão, foi para o Centro do Movimento dos Focolares em Grottaferrata, Roma, e foi pároco por dez anos da paróquia de Loppiano, a cidadela internacional do Movimento dos Focolares. Quando você pensa no padre Mario Bodega, o que vem à mente são as notas do Hino à Alegria de Beethoven. E isso ocorre por muitos motivos: a alegria era realmente sua característica e essa canção estava entre suas preferidas e a tocava frequentemente na gaita. Tinha aprendido a tocar no seminário e a música havia acompanhado-o em vários momentos da sua vida. Quando era capelão no hospital, durante o período natalino, era costume passar de quarto em quarto tocando gaita. “Agora, sim, é Natal”, diziam alguns pacientes assim que ouviam as notas. “Você tocou para mim o Hino à Alegria”, escreveu-lhe um detento da cadeia de Bollate, perto de Milão, “e me fez entender que nem todos passam ao nosso lado para nos julgar. Há também pessoas que amam e basta” e exprimia gratidão por ter feito-o reencontrar Deus, por quem pensava ter sido abandonado. E justamente de alegria e profunda felicidade também falou o arcebispo de Milão, monsenhor Mario Delpini, após ter recebido a notícia de sua morte: “Acompanhamos com alegria o encontro de Deus com um homem, um padre, um amigo que guardava o sorriso de uma íntima e profunda alegria nos dias de juventude, e de velhice, e de doença, quando estava cheio de empenhos pastorais e nos anos em que as atividades diminuíram por causa da redução da força”. Padre Mario nasceu em 15 de setembro de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, em Lecco, no norte da Itália. Ao terminar a escola, entrou no seminário e lá, por meio do reitor, conheceu a espiritualidade do Movimento dos Focolares. Ordenado sacerdote em 1968, ficou por trinta anos na diocese com várias funções, depois, acolhendo a proposta do, naquela época, bispo Martini, colocou-se à disposição do Movimento dos Focolares. Nos onze anos em Grottaferrata, Roma, aprofundou o relacionamento com Chiara Lubich, a quem, durante sua vida, escreveu 135 cartas. Em uma de suas respostas, a fundadora do Movimento indicou-lhe uma Palavra da Escritura para viver em particular: “Seguindo a sua misericórdia, abandonaram as realidades vãs e falsas”. E Credo la Misericordia (“Creio na Misericórdia”, em tradução livre) é o título do livro com experiências escritas por ele que o bispo de Fiesole monsenhor Meine deu a todos os sacerdotes da diocese na quinta-feira santa de 2018. Em 2009, de fato havia chegado a esse território, como pároco da cidadela de Loppiano. Lá, além de criar uma comunhão mais profunda entre os habitantes, foi para muitos um guia seguro no caminho espiritual. Sua participação em “Percursos de Luz” para casais em dificuldade foi fundamental. Contribuiu também no desenvolvimento do Instituto Universitário Sophia. “Sua casa, a igreja paroquial de San Vito em Loppiano, pertinho do nosso Instituto, e o presbitério que tradicionalmente fica anexo”, escreve o presidente Piero Coda, “virou a nossa casa, onde a presença e condução do padre Mario eram luz, bálsamo, escola de vida. E nosso Instituto também virou um pouco a sua casa. Tanto que, entre os ecos mais comoventes suscitados por sua morte, estão aqueles comunicados pelos nossos amigos muçulmanos do projeto ‘Wings of Unity’.” Em 2018, celebrou o 50° aniversário de sua ordenação sacerdotal. Pouco antes, em ocasião da visita do Papa na cidadela, devido à piora de suas condições físicas, não queria se apresentar para Francisco. O bispo, com amor paterno, o convenceu. “Sou um padre doente, caminho com dificuldade e não consigo mais trabalhar.” “Se não pode trabalhar de pé, trabalhe sentado”, foi a resposta do papa. E padre Mario continuou a fazê-lo, com perseverança e alegria, nos próximos 365 dias que a vida lhe presenteou. Partiu, de fato, exatamente um ano depois, no dia 10 de maio de 2019.
Anna Lisa Innocenti
11 Out 2019 | Sem categoria
Cada cristão tem a sua “missão” na própria comunidade social e religiosa: construir uma família unida, educar os jovens, se comprometer na política e no trabalho, cuidar das pessoas frágeis, iluminar a cultura e a arte com a sabedoria do Evangelho vivido, consagrar a vida a Deus pelo serviço dos irmãos. Férias O meu marido e eu temos modos diferentes de repousar. Eu gosto de fazer esporte e nadar, já ele ama visitar lugares novos e visitar museus. Neste ano, ao se aproximarem as férias, sentia mais do que nunca a necessidade de recuperar as forças, mas uma voz interior me sugeria que não exprimisse e impusesse as minhas preferências, mas antes me adequasse aos desejos do meu marido. Mas também ele procurou fazer o mesmo comigo. Isto comportou para ambos o desapego dos próprios projetos pessoais e tornou as nossas férias belas e repousantes como nunca. (B.S. – EUA) O exemplo Um jovem migrante tinha acabado de bater à minha porta para vender meias. Estávamos conversando, me interessando por ele, quando passou uma minha vizinha que eu sabia não ter ideias positivas a respeito dos migrantes. Para minha surpresa, ela o convidou para passar também na casa dela, lhe dizendo que tinha algo para ele. No dia seguinte eu soube que lhe havia dado sapatos, medicamentos, e também tinha se comprometido a prover a outras necessidades. Eu realmente não esperava por isso! (C.V. – Itália) A serviço dos outros Nosso filho sofria de depressão. Não conseguíamos ajudá-lo de modo algum, fugia de nós. Uma tarde de verão, decidiu deixar esta vida. Pessoalmente me senti punida e com muita sensação de culpa. Aos poucos, com o apoio da comunidade paroquial, comecei a rezar e me coloquei à disposição de quem podia precisar de uma ajuda, uma palavra, um sorriso. Um dia, veio me procurar uma mãe, ela também tinha perdido uma filha como eu. Comuniquei-lhe como procurava preencher aquele vazio, me colocando a serviço dos outros. Embora não sendo crente, também ela reencontrou uma certa serenidade fazendo o mesmo. (G.F. – Itália) De inimiga a irmã Uma minha colega no hospital, também ela enfermeira como eu, me fazia sofrer me aprontando de tudo. Um dia, fui ao trabalho com um ramalhete de flores e o ofereci a ela com um sorriso. Nunca esquecerei a sua expressão de espanto. Foi o início de uma nova fase do nosso relacionamento. Agora nos tornamos como irmãs. (Annamaria – Itália)
Organizado por Chiara Favotti
9 Out 2019 | Sem categoria
Continua a acolhida de milhares de refugiados, sobretudo venezuelanos, no Peru. A contribuição dos Focolares na narração de Gustavo Clariá. Eu já conhecia o conteúdo da “Mensagem para o 105º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2019” do Papa Francisco. Mas ouvi-lo junto com uma centena de migrantes, a maioria venezuelanos, foi diferente: era novo e muito tocante, especialmente em algumas passagens.
É verdade que na hora anterior, enquanto as pessoas chegavam no “Centro Fiore” de Lima (Peru), administrado pelo Movimento dos Focolares, empenhados na acolhida dos migrantes – venezuelanos em especial – houve ocasião de cumprimentar e de conhecer muitos deles. Eu os tinha ouvido contar os motivos pelos quais tinham deixado o seu país, os sofrimentos, a angústia de partir deixando mulher, filhos ou os pais já idosos e o esforço – frequentemente inútil – para os ajudar, enviando quantias de dinheiro. Tinham me falado da solidão deles, da rejeição, da discriminação, de como eram considerados responsáveis por tirar o trabalho das pessoas do lugar, de se sentirem olhados com desconfiança e até mesmo com suspeita. Foram as suas emoções que me ajudaram a compreender de modo diferente as palavras do Papa e a colher mais profundamente a importância do conteúdo da sua mensagem, a olhar para aquilo que existe por trás do que é definido um fenômeno: as estatísticas dizem que hoje são 70,8 milhões de pessoas, em todo o mundo, obrigadas a fugir do próprio país; e destas, cerca de 25,9 milhões são refugiados. Um número impressionante. Francisco sintetiza a resposta ao desafio das migrações com quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar. Não são só voltados aos migrantes e aos refugiados, mas a todos, como explica o papa Francisco: “a missão da Igreja é a favor de todos os habitantes das periferias existenciais”, especialmente “os migrantes, frequentemente os mais vulneráveis”.
À mensagem, lida por Silvano Roggero, venezuelano filho de italianos, membro da Comissão Internacional para os Migrantes, dos Focolares, se seguiram os seus testemunhos: “Chegamos através da Igreja Luterana – começa Koromoto, da Venezuela –. No início, tínhamos muito medo: o que será que nos espera, como faremos? Mas a acolhida deles foi generosa e nos sentimos em família, como hoje aqui com todos vocês, junto com os Focolares”. É impressionante a atitude dos migrantes, cheia de gratidão para com o país que os acolhe, e o desejo de se integrar, mesmo permanecendo ligados às suas raízes, de ajudar à distância os seus entes queridos que ficaram na pátria e de retribuir tudo o que receberam. O dia prossegue com um almoço juntos, num clima festivo de família, enquanto alguns entoam cantos nativos e se fortalece o conhecimento e o desejo de ainda se reencontrar, peruanos e venezuelanos (e não só), para continuar a conjugar, na vida, os quatro verbos propostos pelo papa Francisco.
Gustavo E. Clariá
http://w2.vatican.va/content/francesco/it/messages/migration/documents/papa-francesco_20190527_world-migrants-day-2019.html
8 Out 2019 | Sem categoria
Tonadico nas Dolomitas: “Mirar ao alto” – rostos e vozes da Mariápolis Europeia. Jovens e adultos, participantes do Leste e do Oeste fizeram uma importante experiência de abertura, conhecimento de diferentes culturas e diálogo na Europa.
https://vimeo.com/363782449
6 Out 2019 | Sem categoria
300 conversas telefônicas de Chiara Lubich com as comunidades do Movimento dos Focolares no mundo compiladas em um volume. Falamos com Maria Caterina Atzori, membro do comitê organizador da Coleção das “Obras Completas de Chiara Lubich” no Centro Chiara Lubich em Rocca di Papa (Roma). Conversazioni (Conversas em tradução livre) é o segundo volume da Coleção das “Obras Completas de Chiara Lubich” que a editora Città Nuova, em colaboração com o Centro Chiara Lubich, lançou em 2017 com a publicação do primeiro volume sobre Palavras de Vida. Pode nos dizer melhor do que se trata?
O livro Conversazioni reúne 285 pensamentos espirituais escritos por Chiara entre 1981 e 2004 transmitidos pessoalmente por ela de tempos em tempos, por meio de conferências telefônicas a várias comunidades do Movimento dos Focolares presentes nos vários continentes. São pensamentos muito ricos que contam sobre a vida e delineiam, em suas várias etapas, o que é um verdadeiro caminho espiritual vivido à luz do carisma da unidade, é o traçado de um caminho de santidade coletiva que abre um novo percurso, uma vida marcadamente comunitária, pela qual se vai a Deus “juntamente com” o irmão. Esse caminho foi feito in primis por Chiara Lubich e, contemporaneamente, por aqueles que – conquistados pelo seu exemplo e guiados também por esses “collegamentos telefônicos” – aceitaram o convite de completar juntos aquilo que Chiara mesma, citando as palavras do Salmo 83, definiu como a “Santa Viagem” da vida. Mas pode-se dizer que Chiara Lubich tenha, de algum modo, criado um “novo gênero literário”? Com certeza, Chiara não tinha a intenção de criar um novo gênero literário. De fato, esses textos não foram escritos por ela visando a publicação de um livro. A publicação começou depois, inicialmente com pequenos livros, sempre editados por Città Nuova, muito requisitados não só pelos membros do Movimento dos Focolares, mas também por quem, em vários níveis, tinha contato com o Carisma da unidade de algum modo. Mas, no início, esses textos foram escritos um por um, antes de tudo para serem “falados”, transmitidos oralmente usando materialmente o telefone (e aqui está o novum desse “gênero literário”), algo que criou todas as vezes um diálogo imediato com os interlocutores, formou uma família estendida em todos os continentes, feita “uma” pelo empenho de percorrer juntos a “Santa Viagem” da vida. Só em um segundo momento esses mesmos textos foram reunidos visando a publicação. Nesse sentido, pode-se afirmar, portanto, que, com Conversazioni, nasce também um novo gênero literário: é um gênero que junta palavras, metodologia comunicativa e vida e que estreita um diálogo íntimo e profundo entre a autora e seus interlocutores, no sentido mais amplo entre emissor e receptor, entre escritor e leitor. Quais são as características desses textos? Na passagem do “collegamento telefônico” para a escrita, cada texto se apresenta como uma leitura que, mesmo sendo cada uma contextualizada no tempo e no espaço, quer estabelecer ainda um contato direto com novos leitores, interpelados todas as vezes com a fórmula de abertura: “Caríssimos”. São “conversas” que continuam agora não mais com o telefone, mas por meio das páginas de um livro. A linguagem que Chiara utiliza é rica de calor e cor; adapta-se aos jovens e aos não tão jovens de várias classes sociais. De tempos em tempos, ela se inseria na realidade contemporânea, relia a existência humana à luz do Carisma da unidade, contava uma experiência sua sobre o pensamento que queria transmitir, interagia com os interlocutores, propunha uma mensagem a ser vivida até o novo encontro telefônico (no volume: até a nova carta). Exprimia, portanto, o seu pensamento espiritual com imagens concretas e cotidianas, muito próximas dos interlocutores. Eram frequentes as semelhanças, metáforas, slogans vivazes e fáceis de memorizar que deixavam a mensagem limpa, envolvente, “fácil” de viver. Cada um desses textos pede, de fato, ainda hoje, que o leitor o traduza em vida. Esse livro é o segundo, depois de Parole di Vita (Palavras de Vida em tradução livre), da coleção que prevê a publicação da opera omnia da fundadora do Movimento dos Focolares. Quais são as próximas publicações previstas? Mais que uma “Opera omnia”, falamos simplesmente de “obras”. De fato, o material documentado assinado por Chiara Lubich, suscetível a posteriores aquisições, é muito consistente e precisa de um trabalho de organização e catalogação que requer muito tempo. Todavia, já agora, viu-se que é possível editar um corpus de obras que apresente de maneira sistemática o patrimônio de referência de seu pensamento, considerando tanto o já editado quanto o inédito. Essa é a intenção da coleção das “Obras Completas de Chiara Lubich”. O projeto prevê 14 volumes, organizados em três áreas temáticas: 1. A Pessoa; 2. O Caminho Espiritual (nessa segunda área estão incluídos os primeiros dois volumes da coletânea que acabaram de ser editados por Città Nuova: Parole di Vita e Conversazioni); 3. A Obra (dessa terceira área fará parte o próximo volume que já está sendo preparado e reunirá os discursos em âmbito civil e eclesial e dever ser concluído até o próximo ano). Esses textos serão publicados só em italiano ou também em outras línguas? A tradução para o inglês do volume das Palavras de Vida está sendo feita. Esperamos que o volume Conversazioni possa ser traduzido logo e em outras línguas também, considerando o fato de que cada pensamento espiritual (assim como os comentários das Palavras de Vida) foram traduzidos para várias línguas quando foram lançados por exigência imediata de comunicação com os destinatários não italianos. Portanto, esperamos ver logo nas livrarias também a tradução dos volumes da coleção das “Obras Completas de Chiara Lubich” em um amplo leque de línguas.
por Anna Lisa Innocenti