15 Jul 2019 | Sem categoria
Chiara Lubich e Igino Giordani fizeram, no dia 16 de julho de 1949, um especial pacto espiritual. Dele jorrou uma experiência mística original, aberta à humanidade e que transformou a história de comunidades e povos. “Todos estes papéis que escrevi não valem nada se a alma que os lê não ama, não está em Deus. Valem, se nela é Deus que os lê. Ora aquilo que eu quero deixar a quem seguir o meu Ideal é a segurança de que basta o Espírito Santo (e a fidelidade a quem iniciou) para prosseguir a Obra. Depois, de acessório posso deixar também aquilo que escrevi: mas vale se for tomado como “acessório”. Também Jesus, mesmo sendo Deus e tendo tudo em Si, não veio para destruir e fazer ex-novo, mas para cumprir. Assim, quem me seguir poderá completar aquilo que eu fiz. Eu não quero amar os meus pósteros menos do que a mim mesma e, portanto, quero que eles tenham o Espírito Santo jorrante como Deus O deu a mim. Não o terão diretamente; eles O terão por mediação, mas O terão vivo da viva boca de quem O transmitir vivendo aquilo que Ele ensina por meio de mim. Assim, é bom eliminar decididamente toda e qualquer preocupação senão aquela de fazer a divina vontade que momento por momento nos é manifestada, mas sem sugerir nada a Deus. (Chiara Lubich, Paraíso 49) Quais são “esses papéis” a que Chiara Lubich se refere? São as páginas do famoso texto chamado Paraíso 49, escritas por Chiara no verão de setenta anos atrás, sob o influxo de uma luz espiritual, que se prolongou nos meses sucessivos. No trecho citado, Chiara se dirige diretamente a quem hoje deseja não só relembrar o que aconteceu na época, mas inserir-se nessa experiência mística que ela e alguns membros da recente comunidade dos Focolares estavam fazendo. As belas palavras, as sugestivas metáforas e os amplos conceitos escritos nesses papéis podem agradar o gosto estético do leitor, fazê-lo saborear o clima religioso que ali se respirava e mais nada. Só quem ama é capaz de penetrar no significado profundo da mística do Paraíso 49. Tal significado nasce da compreensão da realidade humana e de cada criatura inspirada diretamente pela contemplação de Deus e em Deus. Os frutos dessa experiência estão diante dos nossos olhos: a visão da espiritualidade de comunhão, a doutrina que jorra do carisma da unidade, a missão do Movimento dos Focolares, as iniciativas e as obras que nascem do seu empenho social. Não é uma coincidência que a abrir uma brecha para o início desta experiência mística tenha sido um pacto espiritual e especial que Chiara fez com Igino Giordani, que era esposo e pai, parlamentar, escritor. Normalmente a mística é inacessível para quem está mergulhado nos desafios do dia a dia, para quem tem família, trabalho, empenhos obrigatórios e desafios complicados. O fato de o Paraíso 49 se abrir graças à unidade entre Chiara e Igino implica que a espiritualidade de Chiara Lubich não é reservada, não é dedicada a quem vive uma condição religiosa especial, mas é para a humanidade e é chamada a dar suporte à marcha para a unidade de todos os homens e mulheres, das comunidades e grupos, dos povos e nações, em qualquer circunstância e condição. A nós, hoje, Chiara pede para continuarmos a sua obra.
Alberto Lo Presti
14 Jul 2019 | Sem categoria
Pela primeira vez, uma semana juntos: judeus, muçulmanos, hindus, budistas, cristãos. Fazem parte da família de Chiara Lubich. Liridona vem da Macedônia do Norte e é muçulmana, sunita. Ao Papa Francisco, na sua recente viagem, apresentou a experiência que vive com outros jovens dos Focolares, cristãos e muçulmanos, concluindo com a pergunta: «É lícito continuar a sonhar?» . De 17 a 23 de junho, o seu sonho se cruzou com o de umas quarenta pessoas, de 15 países, de 5 crenças diferentes, esperados em Castel Gandolfo, como se espera «aqueles de casa», pela equipe do centro do diálogo inter-religioso dos Focolares. Primeira etapa, a capela onde se encontra a sepultura de Chiara Lubich . Com um canto, Vinu Aram, indiana, líder do movimento Shanti Ashram, exprime por todos o amor que os liga à «fonte» que transformou as suas vidas.
E o dr. Amer, muçulmano, docente de teologia comparada: «Venho da Jordânia, onde corre o rio Jordão. Faz com que eu pense que o nosso caminho começa com a purificação da alma. Frequentemente me pergunto como pessoas possam tirar a vida de outros e de si mesmos impelidos pelo extremismo radical. Peço a Deus a coragem de estarmos prontos a dar a vida pelo Bem, para testemunharmos este amor entre nós e a todos».
Um quarto dos participantes tem menos de trinta e cinco anos. Entre eles, Kyoko, budista, do Japão, Nadjib e Rassim, muçulmanos, da Argélia, Israa e Shahnaze, xiitas, que vivem nos EUA, Vijay, hindu, de Coimbatore. Vivem-se dias de «profecia» aprofundando a experiência mística do verão de 1949. Shubhada Joshi, hindu, conta: «Quando ouvi falar pela primeira vez de “Jesus Abandonado” estava suportando grandes sofrimentos e não conseguia entender. Comecei a olhá-lo como o outro lado da medalha do amor. Estou compreendendo a minha tradição de um modo melhor».
Depois de três dias, este «laboratório» se abre para uma centena de pessoas, na maioria cristãos, empenhados no caminho de fraternidade dos Focolares. A mensagem do neo-Presidente do Pontifício Conselho para o diálogo inter-religioso, D. Ayuso Guixot, exprime um sinal de profunda «sintonia» com a ação do Papa Francisco. A narração deste diálogo no magistério dos últimos Papas feita por Rita Moussallem e Roberto Catalano, põe em evidência a abertura e o espírito profético do Vaticano II. Formação e transformação, portanto. Cada um, que chegou «carregado» das próprias experiências, encontra na partilha com irmãos e irmãs de várias crenças a «escola» mais verdadeira, faz a experiência de um «Deus presente». Para além do diálogo, se olha para frente juntos. De resto, o Papa Francisco respondeu a Liridona para: «se tornarem bons cinzeladores dos próprios sonhos com dedicação e esforço, e sobretudo com uma grande vontade de ver como aquela pedra, pela qual ninguém daria nada, se torna uma obra de arte» .
Gianna Sibelli
12 Jul 2019 | Sem categoria
Setenta jovens se encontraram nos Estados Unidos para um dos eventos internacionais ligados à Semana Mundo Unido 2019. Uma semana que fechou o primeiro dos 6 “Percursos para um mundo unido” lançados pelos jovens do Movimento dos Focolares, focado no trabalho e na economia, e abriu o segundo sobre a paz, justiça e legalidade.
Folhas de uma mesma árvore ou fios de uma mesma trama. Diversos, mas ligados pelo mesmo sonho de fraternidade, unidos pelo mesmo objetivo a ser realizado. É o que experimentaram os mais de 70 jovens, provenientes dos Estados Unidos, Canadá, México, Paraguai, Itália, Brasil, Líbano e República Tcheca, que se reuniram de 9 a 16 de junho na Mariápolis Luminosa, ao norte de Nova York, EUA, a cidadela internacional do Movimento dos Focolares da América do Norte. Pedimos a Chris Piazza, jovem estadunidense presente no evento, que nos falasse sobre esse encontro que era um dos acontecimentos internacionais da Semana Mundo Unido 2019. Qual era a temática principal do encontro? No ano passado, no Genfest 2018 em Manila, Filipinas, os Jovens por um Mundo Unido (Y4UW) lançaram “Pathways for a United World”: 6 “Caminhos para um mundo unido” para 6 grandes temáticas a serem aprofundadas e vividas em 6 anos. O primeiro, que abrange os temas da economia, trabalho e comunhão, esteve no centro também do evento na Mariápolis Luminosa. E como vocês abordaram e desenvolveram o tema? Aprofundamos o tema e fizemos workshops sobre temas ligados a finanças, liderança, pobreza de recursos e refletimos em pequenos grupos sobre como viver e difundir uma cultura baseada em dar e compartilhar, participando também de um exercício de conscientização dos consumidores chamado “Into the Label”. O título do último dia “Viver para que não exista ninguém em necessidade” resume nossa experiência. Também estavam presentes alguns empreendedores que participam da Economia de Comunhão, um novo modelo econômico que promove a fraternidade em todos os aspectos da empresa.
Dois deles, de empresas concorrentes, contaram como procuraram não comprometer seu relacionamento pessoal apesar da concorrência cruel do trabalho deles. Entre os eventos da semana estava também “Hands4Humanity”: a visita a uma casa de repouso; E depois teve uma ação antidesperdício e a favor da reciclagem. Também fizemos uma exposição de arte com o título “Trama de fraternidade”, uma viagem sobre como tornar-se construtores de tecidos de fraternidade. Vocês foram a Nova York um dia. O que fizeram? Foi um dia dedicado à crise climática. Juntamente com Lorna Gold, autora do livro Climate Generation, e com outros ativistas ambientais, falou-se sobre como combater a injustiça climática. Cada um escreveu uma sugestão ou um desejo sobre esse tema em um papel e o colocou ao lado do desenho de um grande tronco. Assim, tudo com o que nos comprometemos formava uma grande árvore, um apelo à ação individual e coletiva. “Esse evento me ajudou a entender que um mundo unido não só é possível, mas já está se tornando realidade”, disse Maria Bisada, de Toronto. “Mesmo que esse percurso esteja no fim, nossa missão não acaba aqui.” Valorizando os empenhos que pegamos e colocando-os em prática, agora, de fato, abrimos, com todos os jovens do Movimento dos Focolares, o segundo dos “Caminhos para um mundo unido”, que é focado na paz, direitos humanos, justiça e cultura da legalidade.
Stefania Tanesini
11 Jul 2019 | Sem categoria
De 29 de junho a 4 de julho passado, Maria Voce e Jesùs Morán estiveram em Birmingham (Reino Unido), para participarem de uma sessão do encontro dos Secretários gerais das Conferências Episcopais da Europa (CCEE). Encontraram-se ainda com a comunidade dos Focolares e visitaram um dos centros Sikh da cidade. Conhecida há séculos como “cidade dos mil ofícios” e “oficina do mundo”, Birmingham é a segunda cidade mais populosa do Reino Unido; hoje apresenta um rosto jovem – 25% dos habitantes tem menos de 25 anos – e marcadamente multicultural. E isso devido, em grande parte, à circulação de trabalhadores de várias partes do país e do mundo que, da Revolução Industrial até hoje, pisaram (e construíram) as ruas da cidade e a economia do país. Foi aqui que, de 1 a 4 de julho, realizou-se o encontro dos Secretários gerais das Conferências Episcopais Europeias (CCEE) sobre a contribuição do cristianismo ao renascimento de uma consciência que possa definir-se realmente europeia. Maria Voce foi convidada a dar o seu testemunho sobre a importância dos carismas dentro da Igreja, com uma palestra intitulada “Perfil petrino e perfil mariano: juntos por uma nova Pentecostes”. Não obstante a breve viagem, a presidente dos Focolares pode conhecer a pequena comunidade do Movimento, que espelha a variedade de raças e culturas presentes na cidade. Havia pessoas de Burundi, Uganda, Índia, Malásia, Filipinas, ao lado das que nasceram na Grã-Bretanha; eram sikhs, muçulmanos e cristãos das Igrejas Católica e Anglicana, e ainda pessoas de convicções não religiosas.
Num diálogo simples e espontâneo, Maria Voce indicou um caminho para eles: “A fraternidade do gênero humano é a nossa meta e cada um de nós deve dar o próprio passo, e o damos quando amamos, porque o amor evidencia aquilo que os outros precisam. Esta cidade dos mil ofícios pode se tornar a cidade dos mil semblantes, dos mil sabores e dos mil encontros com tantas pessoas que vocês conhecem. Faço votos que cada uma dessas pessoas seja realmente tocada pelo amor que vocês terão para com todos”.
Ela visitou ainda o Guru Nanak Nishkam Sewa Jatha Gurdwara, onde encontra-se o centro de uma das comunidades Sikh da cidade. O presidente Bhai Sahib Bhai Mohinder Singh a recebeu com afeto, acompanhado por um grupo de adolescentes do ensino médio de duas escolas, a escola Sikh Nishkam High school e a escola católica Saint Paul’s High. Estavam presentes ainda o arcebispo católico de Birmingham, D. Bernard Longley, e um representante do bispo anglicano, David Urquhart. Há anos as duas comunidades, Sikh e dos Focolares, trabalham lado a lado pela paz, para testemunhar, como foi dito, que é muito mais o que nos une do que o que nos divide. Exemplo disso foi a passagem da banda internacional Gen Verde por Birmingham, em novembro passado: muitos jovens de credos diferentes participaram dos workshops organizados pela banda e do espetáculo final. Durante a visita ao Gurdwara foi entregue a Maria Voce a “Carta da paz pelo perdão e a reconciliação”, assinada por vários líderes e organizações internacionais e que é voltada a “promover a cura das divisões, a harmonia, a justiça e a paz sustentáveis no nosso mundo”, como se lê no preambulo. “A divisão não é o projeto de Deus; o projeto de Deus é a unidade e nós acreditamos nisso – concluiu Maria Voce -, o que nos liga não são apenas os esforços de colaboração por objetivos comuns. Liga-nos um dom de Deus: o sonho de unidade de toda a família humana”. Ela salientou ainda o lugar central do perdão em um estilo de vida e de relações centradas no diálogo e na acolhida recíproca. “Somente por meio destes pequenos passos conseguiremos superar inclusive os conflitos que todos os dias tentam nos dividir”. Bhai Sahib Bhai Mohinder Singh presenteou a presidente dos Focolares com um trecho das escrituras sagradas Sikh, que falam sobre o amor e a união entre Deus e a criação, auspiciando que continue o caminho comum pela paz e a harmonia dos povos.
No dia 2 de julho a presidente dos Focolares fez a sua palestra no encontro dos Secretários gerais das Conferências Episcopais Europeias, presente também Jesùs Morán, copresidente, que participou de uma sessão de diálogo. Maria Voce salientou a “coessencialidade entre dons hierárquicos e dons carismáticos na Igreja”. Para a presidente dos Focolares, as diferentes realidades “que nascem de um carisma precisam viver bem enxertadas no conjunto da compagine eclesial da qual fazem parte, e cultivar um intercâmbio fecundo com todas as outras realidades”. “Não se trata de fazer todos a mesma coisa, ficando parados ‘em casa’, mas de colocar-se a caminho nas mais variadas direções, animados pelo anseio comum de chegar até os últimos confins da terra”. Enfim, indicou o perfil mariano da Igreja enquanto dimensão que “ensina como fazer nascer uma pastoral autenticamente geradora”.
Stefania Tanesini
9 Jul 2019 | Sem categoria
Pela primeira vez o meeting histórico dos Focolares é organizado em nível continental e será a Europa a ser a pioneira. De 14 de julho a 11 de agosto próximos, nas Dolomitas italianas, são esperadas 3.000 pessoas. Pela primeira vez em 70 anos, os Focolares organizam o seu encontro histórico, a “Mariápolis” (cidade de Maria), para um continente inteiro, a Europa. A Mariápolis europeia que tem como título e slogan “Mirar alto” se realizará de 14 de julho a 11 de agosto de 2019 em Fiera di Primiero, nas Dolomitas italianas, precisamente onde esta experiência começou, inspirada pelo carisma da unidade, 70 anos atrás.
Segundo os organizadores, o evento está suscitando muito interesse. Em poucas semanas, as reservas antecipadas superaram de longe os alojamentos disponíveis. No dia 31 de janeiro, data de encerramento das pré-inscrições, se registraram quase 3.000 pessoas. Portanto, estarão presentes cerca de 600 pessoas por semana. A Mariápolis europeia se coloca sobre o plano de fundo de um continente cada vez mais fragmentado. “O nosso sonho é o de ter um evento que enfatiza a beleza do continente europeu em toda a sua diversidade, onde a riqueza de cada cultura emerge no esplêndido tapete que é a Europa”, disse Peter Forst dos Focolares. “Acreditamos que através da partilha e de um cada vez maior conhecimento dos nossos testemunhos, das nossas culturas e da nossa história podemos lançar as bases para uma Europa mais unida”. A Mariápolis é um encontro em que os cidadãos de uma cidade temporária procuram construir um novo tipo de sociedade humana baseada nas relações, como numa família: fraternidade e respeito recíproco estão no centro destas férias. Os participantes serão hospedados em estruturas hoteleiras, institutos religiosos, casas e apartamentos alugados no bonito vale do Primiero. Um time composto por pessoas provenientes de diferentes países europeus preparou o programa das quatro semanas, que compreenderá uma série de inputs temáticos, momentos de intercâmbio cultural, workshops e mesas redondas. “Esperamos que haja algo para todos! E, naturalmente, sejam também umas férias. Os participantes terão ampla escolha: passeios, excursões e outros eventos culturais”, comentou Ana Siewniak do Reino Unido, membro do comitê científico. Disse ao site CatholicIreland.net que um dos objetivos da Mariápolis europeia é o de ter “espaços onde intercambiar a riqueza das nossas culturas e das nossas experiências”, por exemplo aprendendo os respectivos repertórios musicais ou danças nacionais. Numa recente entrevista, Maria Voce, presidente do Movimento dos Focolares, descreveu a sua primeira experiência da última Mariápolis em Primiero, em 1959. “Eu me lembro bem, dormíamos nas salas de aula das escolas, todos os colchões estavam pelo chão. Havia uma cadeira entre cada cama e isto constituía a decoração para todos os participantes. Não havia armários, não havia espelhos e, no entanto, nada de tudo isto comprometeu a experiência da Mariápolis”. Mesmo se a Mariápolis era materialmente pobre, continua Maria Voce, era “muito rica de graças espirituais. O divino construído entre todos resplandecia entre as pessoas da Mariápolis, envolvia os participantes”. Entre as 12.000 pessoas que passaram pela Mariápolis de Fiera di Primiero em 1959 havia pessoas de todas as camadas sociais, explica ainda a presidente dos Focolares, e de muitos países. “Os pobres e os ricos chegaram graças a uma grande comunhão de bens entre todos”. “Era realmente o encontro de uma cidade rica de relações e de amor recíproco. As pessoas eram todas iguais e o amor dava a todos a mesma vida divina e alegria plena”.
Susan Gately
Fonte: Catholicireland.net Para informações: mariapolieuropea.org
7 Jul 2019 | Sem categoria
A lógica de Jesus e do Evangelho é sempre receber para compartilhar, nunca acumular para si mesmos. É um convite, também para todos nós, para reconhecer o que recebemos: energias, talentos, capacidades, bens materiais, e colocá-los a serviço dos outros. A taxa de inscrição Sou responsável por uma hospedaria para estudantes numa aldeia do Punjab. No dia da inscrição para o exame de madureza, dois irmãos vêm me dizer que não têm o dinheiro para se inscrever. Infelizmente nem mesmo eu tenho os meios para os ajudar. Mas não encontro paz pensando naqueles jovens e dois dias depois, juntando algumas economias, sem que eles saibam mando ao escritório da provedoria os respectivos requerimentos de inscrição. No mesmo dia recebo a oferta de um grande trabalho nos campos com o meu trator. (M.A. – Paquistão) O troco a mais Raramente no caixa confiro o troco, porque estou sempre com pressa. Uma noite, porém, já a caminho de casa, faço este controle. O troco a mais não é muito, mas acho que o caixa poderia ter problemas se no fim do expediente as contas não batem. Portanto, volto atrás para devolver o que não me pertence. (Annalisa – Suíça) Tudo o que tenho Sou idoso e vivo sozinho, com uma mísera pensão que não me consente chegar ao final do mês, mas a providência de Deus nunca deixa me faltar o necessário. Um dia em que devo ir ao hospital para consultas de rotina, tenho no bolso só 2 euros para a passagem do ônibus. Um pobre me pede esmola. Eu lhe dou aqueles 2 euros. Aqui sou conhecido, talvez alguém me dará uma carona de carro. Dou poucos passos e encontro uma pessoa que me conhece bem: sem que eu diga nada, pega a carteira e me oferece 50 euros. (Tonino – Itália) Piquenique Com as nossas quatro filhas, demos um passeio fora da cidade. Brincamos, almoçamos, cantamos com alegria. Ao final da tarde, voltamos cansados, mas contentes. Na frente da porta de casa, porém, não encontramos as chaves. Quem estava com as chaves? Quem tinha fechado? Entre mim e minha mulher está nascendo uma discussão, quando a segunda filha intervém: “Porque estão brigando? Jesus não nos disse para nos amarmos uns aos outros?”. Diante destas palavras mudamos de atitude. Logo depois encontramos as chaves na bolsa do piquenique. (T.V. – Madagascar)
Por Chiara Favotti