Movimento dos Focolares

Deus os ama de modo especial

Por ocasião da “Jornada mundial do doente” propomos uma breve reflexão de Chiara Lubich sobre a doença e sobre as comunidades do Movimento em que vivem pessoas doentes. Vocês sabem que toda a nossa vida, porque é vida cristã, é uma revolução. É uma revolução do modo de pensar, é ir contra a corrente. Ora, se repararmos como o mundo considera os doentes, observaremos que, sobretudo se a doença se prolongar ou for incurável, eles passam a ser considerados diferentes dos sadios, como se formassem uma categoria à parte. Com efeito, a sociedade de hoje, não compreendendo o valor da dor, e querendo esquecê-la – como tenta fazer com a morte –, marginaliza os enfermos. É uma atitude anticristã, muito grave, porque o primeiro marginalizado deveria ser, então, Jesus Cristo na cruz. Por isso, essas comunidades especiais em que vivem pessoas doentes, se, por um lado, são sem dúvida iguais às outras, por outro lado são também especiais pelo bem que produzem e porque têm a possibilidade de testemunhar ao mundo o que é a dor para um cristão. A dor é um dom que Deus concede à criatura. E isso não é apenas uma frase feita, para nos consolar ou para consolar os doentes. Todos os que não estão bem de saúde são realmente amados por Deus de maneira especial, porque são os que mais se assemelham ao seu Filho. (Chiara Lubich, Por que me abandonaste?, 1998, Cidade Nova, pág.104-105)

Um homem evangélico

Humilde mas decidido, com a convicção de que o Evangelho é um dos livros mais revolucionários da história, capaz de mudar o mundo. Assim viveu Marco Aquini. Deixou-nos há um mês, no dia 4 de janeiro passado. O encontro com Marco marcava. Era uma daquelas pessoas francas que, com o olhar profundo, chegava diretamente ao coração, e com poucas palavras, sem divagar, respondia com gestos concretos às tuas necessidades, dava um conselho, mas sem impor nada, pelo contrário, suscitando uma resposta interior. Nasceu em 1958 e foi um dos primeiros jovens da sua região a aderir aos Focolares. Vinha do Friuli, uma terra de pessoas íntegras: sério, trabalhor, disciplinado. Conheceu cedo a crueldade que a vida às vezes traz, com a perda do pai após um acidente grave. Mas o encontro com a espiritualidade dos Focolares deu uma virada na sua história. Durante um campus com os Gen (os jovens dos Focolares) em 1978, sentiu o chamado a doar-se a Deus como focolarino e aderiu ao convite de Chiara Lubich de assumir um compromisso de fidelidade a Deus até ao fim da vida. Tratava-se do “Pacto do até o fim”, que se tornou histórico. Naquela época, escreveu a Chiara: “Antes de conhecer o Ideal* estava muito fechado no meu mundo de ouro. Agora estou saindo de mim mesmo. Volto para casa com a consciência de ter a força potencial de mudar o mundo onde vivo”. Deu a sua contribuição com entusiasmo primeiro na Alemanha, depois outra vez na Itália, no centro do Movimento dos Focolares, especialmente na fundação de dois organismos ao serviço dos últimos e da paz: a AMU-Associação Mundo Unido AMU e “New Humanity”, a ONG do Movimento credenciada na ONU. Por vários anos trabalhou também como conselheiro central para o aspecto da “Comunhão dos bens, Economia e Trabalho”. Tornou-se corresponsável do movimento Jovens por um Mundo Unido. A partir do ano 2000 esteve ao lado de Chiara Lubich e Eli Folonari na condução do Collegamento CH, a video-conferência que, desde 1980, reúne periodicamente a família dos Focolares no mundo. Mas a vida reservou-lhe uma outra experiência inesperada, a inexplicável morte da sua irmã Chiara, que tinha uma saúde frágil. Sofreu muito junto com a sua mãe, enquanto seguiram-se os dias de buscas até que o corpo foi encontrado. Também nesta tragédia Marco conseguiu perceber o amor de Deus que lhe deu a força para sustentar a sua família. Depois Marco colaborou com a sua mãe, Franca, para o nascimento de uma casa de acolhimento intitulada à irmã, para a inserção social de pessoas com necessidades especiais e doenças psíquicas. Mesmo à distancia, continuou sempre mantendo contato com a associação. Dedicou-se também ao ensino acadêmico na Pontíficia Universidade de São Tomás de Aquino de Roma e, sempre na área da economia dos Focolares, assumiu o cargo de membro do atual Conselho de administração da revista “Città Nuova”. O seu amor para com os mais necessitados levou-o a comprometer-se também em oferecer uma assistência competente a um grupo de escuta da Caritas. Em novembro de 2018 compartilhou com muitos amigos a descoberta de uma doença grave e enfrentou esta nova etapa com uma escolha de Deus renovada, que lhe deu uma alegria profunda, apesar do grande sofrimento físico. Maria Voce, no telegrama enviado às comunidades dos Focolares no mundo, destacou a sua vocação de focolarino, o seu estilo sóbrio, claro e direto que se refletia na palavra do Evangelho que Chiara lhe indicou como lema de vida: “Que o vosso falar seja: «Sim, sim», «Não, não»” (Mt 5,37), e como tenha vivido de maneira extraordinária a doença. A última etapa da vida de Marco deixou todos sem palavras, na aparente impossibilidade de acompanhar o rápido agravamento da saúde que, em apenas dois meses, o levou, na manhã de 4 de janeiro, a alcançar a meta do Céu. Ao seu funeral estavam presentes pessoas de todos os tipos, todas ligadas a ele, de algum modo, junto com ele escalando não apenas as suas amadas montanhas, mas os cumes mais altos da vida, acompanhados pelo seu exemplo autêntico e luminoso. *a espiritualidade dos Focolares Patrizia Mazzola

Três cidades, um único objetivo: o bem comum

Três cidades, um único objetivo: o bem comum

O que têm em comum Medellín, Katowice e Kingersheim? Apesar da distância cultural, aquilo que as acomuna é o projeto social e civil. Estão geograficamente situadas em dois continentes diferentes e em três áreas culturais distantes. Trata-se de Medellín (Colômbia), Katowice (Polônia) e Kingersheim (França). São cidades que acolheram o desafio de pôr no centro o bem comum no sentido mais autêntico e não como soma de interesses particulares. Administrações e cidadania trabalharam para encontrar um caminho para romper egoísmos, pobrezas, solidões e reconhecer-se irmãos. Os protagonistas em campo são respectivamente Federico Restrepo, Danuta Kaminska e Jo Spiegel que no Congresso “Cogovernança. Corresponsabilidade nas cidades hoje” contaram as suas três histórias, diferentes, mas com um único leitmotiv. A primeira história é contada por Federico Restrepo, engenheiro e ex diretor da EPM – Empresas Públicas de Medellín (Colômbia) que, junto com outros amigos, não se rendeu diante da inevitabilidade da situação que parecia maior do que as suas forças. Medellín – cidade que conta quase três milhões de habitantes –, como muitas outras cidades sul-americanas demonstra uma forte tendência de crescimento das áreas urbanas em detrimento da população rural. “Em alguns bairros de Medellín se acham populações que procuram construir uma sua cidade na periferia da cidade” conta Restrepo. A alguns anos foi dado início a uma experiência-piloto nos bairros nascidos de migrações forçadas para atuar projetos urbanos integrais. A imigração, em aumento na Colômbia inclusive por causa da crise venezuelana, não se resolve construindo muros: “Temos a responsabilidade – continua – de construir relações entre as cidades para poder resolver este problema social que a nossa sociedade está atravessando”. Mas não é somente uma questão de urbanística. Outros desafios se apresentam para redescobrir o coração da cidade e fazê-lo pulsar. A experiência que Danuta Kaminska conta, atua como um elo entre o continente americano e a Europa. Administradora pública no Conselho da Silésia Superior, na Polônia, ela apresenta histórias quotidianas, mas ao mesmo tempo extraordinárias, de acolhimento por parte dos cidadãos de Katowice para promover a inserção dos migrantes, na maioria ucranianos. Só no ano passado, eles atingiram o número de 700.000. “Para ativar a cogovernança na nossa cidade entendemos que é preciso apoiar os cidadãos. Colabora-se com as comunidades religiosas e as organizações não governamentais para a integração, como por exemplo o apoio às comunidades judaica e muçulmana”. Katowice, dois milhões de habitantes, sofreu nestes anos uma profunda mutação, transformando-se de cidade industrial a sito UNESCO, e foi sede da Conferência das Partes sobre Mudança do Clima de 2018 (COP24). Se a cidade é um espaço de transformação, se a democracia deve ser fraterna, é preciso cultivar a participação e a espiritualidade. Estamos falando de administradores que se tornam facilitadores dos processos decisionais e Jo Spiegel, prefeito de Kingersheim, cidadezinha francesa de cerca de 13.000 habitantes, continua a não se poupar, com todas as forças, para restituir à sua cidade um semblante multiforme onde possam coexistir culturas e gerações diferentes. “Vinte anos atrás – conta o prefeito – fundamos um ecossistema democrático participativo, dando vida à ‘Casa da Cidadania’, um lugar privilegiado onde se aprende a viver juntos, cidadãos e políticos”. Mais de quarenta, os projetos levados a termo como a revisão do plano urbanístico local, o planejamento do tempo da criança, a criação de um lugar de culto muçulmano. “A fraternidade não se delega, não se decreta. Está dentro de nós, está entre nós. Constrói-se.”

Patrizia Mazzola

Gen Verde em tournée no Panamá e na América Central

Gen Verde em tournée no Panamá e na América Central

A banda conta a experiência na Grã-Bretanha e Luxemburgo e, depois, no Panamá para a JMJ. A viagem delas continua agora em Cuba, Guatemala e El Salvador. No último álbum de vocês, “From the inside outside”, emerge um olhar positivo sobre as pessoas: cada um tem a possibilidade de encontrar em si aquela luz que pode levar aos outros. É isso mesmo? Adriana: Frequentemente ouvimos dizer que hoje a sociedade está passando por uma noite cultural, onde existe muita “escuridão” e as divisões vêm mais em evidência. Queremos que a mensagem deste álbum seja um convite a pôr em evidência aquela esperança que talvez está escondida debaixo das cinzas, a reacendendo. O álbum nasce da experiência feita com milhares de jovens durante as nossas tournées. Graças ao projeto “Start Now”, um programa com oficinas artísticas e um concerto conclusivo, temos a possibilidade de viver em estreito contato com as novas gerações. Percebemos os desafios que enfrentam, mas também as suas belezas. Frequentemente oferecemos a nossa experiência, mas nunca do alto, como alguém que já resolveu tudo. Ao contrário, junto com eles olhamos de frente os desafios, procuramos enfrentá-los e dar uma resposta. Diversos nos disseram: “Quando voltar para casa as circunstâncias externas não terão mudado, mas será diferente como eu as enfrentar”. Segundo vocês, a música, o canto, a dança, funcionam para entrar em contato com os jovens? Sally: As disciplinas artísticas têm justamente estas características: facilitam o diálogo, a abertura e os resultados frequentemente surpreendem. Uma vez, numa escola, uma aluna estava acometida de mutismo seletivo, isto é, tinha decidido não falar mais. Quando se inscreveu no grupo de canto, nós nos perguntamos: o que fará? No primeiro dia não abriu a boca. No segundo agradeceu, no terceiro se ofereceu ela mesma para cantar uma segunda voz. Voltando para casa, em lágrimas, contou à mãe: “Reencontrei a minha voz”. Até as professoras ficaram comovidas: “Não dá para acreditar, estava sempre sozinha, agora começa a falar com os outros e contar sobre si…”. Este é só um exemplo, mas como este existiriam muitíssimos outros. Na canção “Not in my name” vocês abordam as relações entre cristãos e muçulmanos. Como nasceu? Adriana: Quisemos exprimir solidariedade aos nossos amigos muçulmanos e pôr em luz os valores que compartilhamos, sabendo que muitos deles sofrem, porque está se difundindo uma representação errada dos muçulmanos e porque o coração da religião deles não é o que está sendo difundido pela mídia. Além disso, a própria experiência de criar a canção foi na trilha do diálogo: também nos inspiramos nas palavras do Dr. Mohammad Ali Shomali, Diretor do Instituto Internacional para os Estudos Islâmicos de Qum (Irã) que conhecemos em Loppiano. Ele afirma que todos nós somos gotas que refletem o rosto de Deus e juntos podemos ser um oceano de amor. Quando ele leu as palavras da canção, disse que se sentia bem expresso. Para o arranjo da canção, envolvemos Rassim Bouabdallah, membro dos Focolares de religião muçulmana, que na gravação tocou violino. Agora vocês se encontram na América Central onde participaram também da JMJ. Como está indo a viagem de vocês? Alessandra: No Panamá, nas cidades de Chitré e de Colón realizamos o concerto com os jovens para milhares de peregrinos por ocasião da JMJ: estar sobre o palco com eles, foi sentir e dizer a muitos que se pode ter esperança juntos. Forte também a experiência no Instituto Penal feminino da Cidade do Panamá. Lá, as mulheres vivem realmente uma vida difícil, mas havia uma atenção incrivelmente profunda: quantos aplausos espontâneos, quantas lágrimas durante as canções… No final, muitas nos disseram que parecia que tínhamos vivido as mesmas experiências e que juntas podíamos nos pôr novamente de pé e olhar para o futuro, num lugar em que pareceria impossível. Foi experimentar a misericórdia de Deus que age nas nossas vidas para além de qualquer circunstância.

organizado por Anna Lisa Innocenti

Evangelho vivido: experimentar a verdadeira paz

Empenhar-se pessoalmente e reatar relacionamentos feridos no tecido da cidade. Surra Desde quando no México começou o combate ao narcotráfico, se contam muitíssimas vítimas, e não se trata sempre de delinquentes. Tempos atrás, eu voltava para casa da escola, quando se aproximou um rapaz para me pedir um cigarro. Bem naquele momento apareceram alguns agentes da polícia e nos revistaram. Depois, começaram a surrar o rapaz e a insultá-lo, o deixando no meio da rua ferido e sangrando. Eu tinha assistido impotente. Então o ajudei a se levantar e lhe dei os poucos trocados que tinha no bolso. E ele, me abraçando, me disse: “Com este dinheiro, hoje a minha família vai comer”. (Abraham – México) Intercâmbio de cartas Com os adolescentes do catecismo, tratamos sobre as obras de misericórdia. Para as pôr em prática, pensamos em escrever a algumas mulheres presidiárias. Expus o projeto ao diretor da prisão, que logo se demonstrou contrário. Em seguida, porém, consultando outros, se convenceu da bondade do projeto, que poderia ter efeitos positivos sobre aquelas mulheres. Assim, o intercâmbio foi aprovado e, desde então, os adolescentes se puseram em ação, preparando desenhos e cartinhas a serem entregues às presidiárias. (Prisca – Suíça) Bazar Eu conhecia algumas famílias pobres e queria ajuda-las. No escritório, uma colega me perguntou se eu tinha interesse em roupas usadas em ótimo estado e brinquedos de seus filhos que já cresceram. Falei do meu interesse e ela mesma envolveu os outros. Rapidamente, recolhemos em uma garagem muitas coisas que demos de presente ou vendemos em um bazar. Com o que arrecadamos, ajudamos muitas famílias em dificuldade. Outro colega, geralmente muito antissocial, depois dessa experiência afirmou que não podíamos parar. Continuamos prestando atenção ao nosso redor para ver quem ajudar. (R.A.R. – Brasil)

Organizado por Chiara Favotti

Siria, geração da esperança

Siria, geração da esperança

Muitos projetos humanitários buscam aliviar as dificuldades da população. Desde 2012, inclusive o Movimento dos Focolares oferece apoio e assistência por meio do trabalho da AMU e de AFN. Forte desvalorização da moeda, aumento irrefreável do custo de vida diante de uma constante contração dos serviços públicos. São algumas das vozes que compõe o balanço social e civil de sete anos de guerra na Síria. Os efeitos entre a população são cada vez mais devastadores. Há quem perdeu o trabalho e é constrangido a usar todas as suas economias para sobreviver e cuidar da saúde, num país onde médicos, professores e muitos profissionais precisaram emigrar. Nesta situação de extrema dificuldade, como escrevem os contatos de referência dos projetos conduzidos, na Síria, pela comunidade dos Focolares, por meio de AMU e AFN, florescem “valores maravilhosos como a solidariedade, a acolhida, a generosidade, a fraternidade. Deus está agindo, levando a cada um apoio e coragem”. Graças ao projeto “Emergência Síria”, mais de 200 famílias desalojadas de Damasco, Homs, Aleppo, Kafarbo e do litoral, foram visitadas com regularidades por “equipes” de voluntários que nas várias ocasiões, dos nascimentos aos aniversários e às várias etapas da vida escolar, levaram o seu apoio, sempre no respeito da sua sensibilidade e dignidade. Com a ajuda do projeto puderam pagar as despesas escolares, adquirir os eletrodomésticos necessários, cobertores, alimentos, etc. Mas, principalmente, aquelas pessoas sentiram-se acompanhadas neste difícil momento de suas vidas. Outros programas de assistência acrescentaram-se aos já existentes na área da assistência sanitária, da instrução e do sustento à renda familiar, já ativos há mais de seis anos, principalmente no setor da formação profissional e da instrução. “Este trabalho iniciou, além de que para vir ao encontro das necessidades materiais urgentes das pessoas assistidas, também para abrir ocasiões de trabalho a muitas outras, especialmente jovens que, de outra forma, na atual situação do país, estariam desocupadas”. Em Dueilaa, durante o ano passado, mais de 90 crianças frequentaram o contraturno escolar, obtendo ótimos resultados. Nos meses do verão o centro ficou aberto para receber até mais de 115 crianças. “Algumas mães nos dizem que seus filhos, ainda que estejam doentes ou tenham outro programa em família, preferem vir aqui”. Em Homs, outro centro para crianças e adolescentes recebeu o nome “Geração da esperança”. Os estudantes que o frequentam passaram nas provas, nas escolas que frequentam, com excelentes notas. Aqui é oferecida inclusive a possibilidade de um acompanhamento psicológico dirigido seja às crianças seja aos seus pais. “Trabalhamos em especial sobre os traumas sofridos por causa da guerra. Estes momentos ajudam a fazer renascer a confiança e a encontrar soluções a muitos problemas”. Ainda em Homs, mas também em Kafarbo, há mais de dois anos, um projeto de assistência sanitária permitiu chegar, até agora, a mais de uma centena de pessoas com necessidades de tratamentos médicos especializados. “Procuramos colaborar com outros organismos a fim de poder ajudar os pacientes também quando os custos dos tratamentos ou das cirurgias superam as nossas possibilidades”.

Chiara Favotti