18 Dez 2018 | Sem categoria
No laboratório “L’Ecopesce” e no ponto de venda “E Nustren” nada é jogado fora: é a filosofia deste pequeno polo que, em Cesenatico (Itália), trabalha e vende o peixe do Mar Adriático, utilizando somente a tecnologia da cadeia do frio. Desta maneira, na mesa do cliente chega um produto que, de outra forma, não seria valorizado, ou até mesmo descartado. E tudo isso colocando a comunhão antes da economia. https://vimeo.com/302089164
17 Dez 2018 | Sem categoria
Christopher Jiménez, da comunidade dos Focolares do México, conta sobre o longo êxodo dos migrantes de Honduras que estão há semanas aos pés do muro que os separa dos Estados Unidos. «No dia 12 de outubro, uma mensagem através das redes sociais – afirma Christopher Jiménez, que colabora com a associação Promoção Integral da Pessoa (PIP) – espalhou-se em pouco tempo como um vírus. Mais de mil hondurenhos partiram de São Pedro Sula», cidade que por muitos anos, até 2014, foi considerada uma das mais violentas do planeta. Desde então, o mundo inteiro está assistindo àquilo que, por muitas pessoas, foi definido um êxodo bíblico. «Uma semana depois, enquanto a caravana ultrapassava a fronteira com o México, numerosas organizações da sociedade civil e agências governativas tinham-se já colocado em campo para fornecer assistência humanitária, primeiro em Chiapas, depois em Oaxaca e em Veracruz». A este ponto, não se tratava mais de um único contingente de migrantes, mas de vários grupos que chegavam em ondas, a pé ou com meios de transportes improvisados, atravessando o país por milhares de quilômetros. «Em fins de outubro – continua Christopher – quando já era eminente a chegada deles à Cidade do México, na capital, por causa de um grave problema hídrico, tinha sido programada o corte da água potável para mais de quatro milhões de habitantes. Mesmo assim, apesar das dificuldades e do frio intenso, muitas organizações civis e religiosas responderam ao convite da Comissão local para os direitos humanos, com a criação de um campo humanitário à oeste da cidade. Também os Focolares aderiram. Cerca de trinta pessoas, dentre as quais médicos, enfermeiros, estudantes e donas de casa, foram para os centros de atendimentos de pronto socorro e de distribuição de alimentos e roupas. Ao mesmo tempo, um outro grupo organizou uma coleta de gêneros de primeiras necessidades e uma associação civil que se inspira na espiritualidade do Movimento ofereceu colaboração técnica e logistica». Na manhã do dia 5 de novembro, cerca de cinco mil migrantes chegaram à capital. Nos dias sucessivos, quase dez mil pessoas receberam acolhimento, alimentos, cobertas e roupas. «A pesar da solidariedade de muitos, a passagem deles não foi isenta de atritos e tons de violência. Alguns incidentes chegaram ao ponto de provocar episódios graves de xenofobia. Agora a onda de migrantes espera com impaciência diante do muro intransponível que separa a cidade mexicana de Tijuana dos Estados Unidos. Esperamos dias de grande incerteza. Mas a passagem deles, mesmo entre as armadilhas de uma tragetória muito complexa, indicaram ao coração do povo mexicano a direção para o qual seu sonho se move».
Chiara Favotti
17 Dez 2018 | Sem categoria
Mesmo que a mídia noticie sobre a intermitência do drama que continua acontecendo na fronteira entre México e EUA, muitas pessoas e organizações, entre elas o Movimento dos Focolares, não abandonam os imigrantes. Nas últimas semanas, notícias e imagens da coluna composta por milhares de pessoas em marcha de Honduras até a fronteira com os Estados Unidos rodaram o mundo. “Nesta região, o fenômeno migratório é muito comum”, nos explicou Sandra Garcia-Farias Herrera da comunidade do Movimento dos Focolares do noroeste do México. “Mexicali e Tijuana são cidades de fronteira que cresceram justamente pelo alto número de pessoas que chegaram aqui com o sonho de entrar nos Estados Unidos. Mas o que assistimos no último mês não tem precedentes. A própria população não entende como o fenômeno chegou a essa proporção e o que impulsionou tantas famílias a deixar tudo, mesmo em situações climáticas adversas, e viajar. A estrada termina aqui e o sonho deles parece morrer. As ruas e os lugares públicos viraram acampamentos. A confusão é grande, vimos atos violentos, fechamento das fronteiras dos EUA, o arame farpado sobre o muro, a grande preparação de forças policiais para defender as fronteiras, inclusive com helicópteros e veículos especiais que nunca tínhamos visto antes. Parece que vai estourar uma guerra. A falta de informações sobre as razões que os fizeram partir, e também as notícias difundidas pelos meios de comunicação e pelas redes sociais, suscitaram sentimentos contrastantes entre os habitantes do México, além de hostilidade e desprezo, até episódios de xenofobia.” Enquanto alguns jovens do Movimento dos Focolares procuram um modo de entrar nos campos destinados aos migrantes nessa última etapa do percurso mexicano, outros se aproximaram deles nas ruas, tentando entender sua motivação, mas principalmente suas necessidades. Uma família acompanhou de carro duas mulheres com crianças pequenas até Tijuana para que evitassem um percurso muito difícil. Outros, que trabalham em um centro educacional, propuseram aos estudantes uma mudança de comportamento cultural para manifestar aos imigrantes sua solidariedade e um sentido de fraternidade que deve ser dado a todos os homens. “Agora, a prioridade é combater a confusão desenfreada e os atos de intolerância derivados dela, também entre os jovens. É preciso difundir a cultura da acolhida.”
Chiara Favotti
14 Dez 2018 | Sem categoria
No mundo existem muitas boas ações, experiências proféticas que favorecem modelos econômicos alternativos, orientados ao desenvolvimento humano integral e à sustentabilidade. O congresso Economia Profética foi a plataforma para unir algumas destas experiências que querem mudar o mundo… https://vimeo.com/302089342
13 Dez 2018 | Sem categoria
Entre o Centro Internacional de Loppiano e a cidade de Trento, aconteceu um laboratório islâmico-cristão que desmente as atuais histórias de ódio e desconfiança entre as duas religiões. Trento, 7 de dezembro de 2018 – Acabou de concluir-se a Week of Unity, uma semana da unidade, organizada pelo Instituto Universitário Sophia (IUS) de comum acordo com o Risalat International Institute em Qom (Irã) e o Centro do Diálogo Inter-Religioso do Movimento dos Focolares. Mas a data e o local não foram escolhidos por acaso assim como a formação do grupo de pesquisa. A data marca o 75° aniversário da escolha de Chiara Lubich em dedicar sua vida a Deus, deixando tudo para segui-lo. O grupo que celebrou esse aniversário é formado por umas cinquenta pessoas, a maioria jovens, muçulmanos xiitas e católicos. Eles são de vários lugares: Líbano, Egito, Irã, Emirados Árabes, EUA, Inglaterra, Canadá, Argentina, Itália. Todos protagonistas desta Week of Unity, último passo de um projeto que nasceu como uma profecia: Wings of Unity, as asas da unidade.
É uma iniciativa que tomou corpo há menos de três anos, mas que marca um caminho de duas décadas de amizade do professor Mohammad Shomali e sua esposa Mahnaz com o Movimento dos Focolares. De fato, entre o professor Shomali e o professor Piero Coda, presidente do IUS, nasceu uma amizade intelectual e de vida que levou um pequeno grupo acadêmico das duas religiões e das duas realidades acadêmicas a refletir sobre um tema crucial: a unidade de Deus e a unidade em Deus. Nessa perspectiva, a sensibilidade muçulmana ao monoteísmo absoluto se abre à dimensão dialógica do Deus cristão, em uma reflexão com mais vozes que trazem pensamento e tradições diversas não para demonstrar ou impor a Verdade, mas para caminhar juntos em direção a ela.
As aulas dos professores tocaram pontos nevrálgicos seja da cultura do mundo globalizado seja das verdades fundamentais propostas pelas duas fés, mas a Semana da Unidade foi, sobretudo, uma experiência de encontro de corações e de mentes que levou os participantes a fazer uma verdadeira experiência de shekinah, a presença da paz de Deus entre os fieis. A experiência não ficou restrita aos participantes, pois havia o desejo de abrir-se em dois preciosos momentos de partilha. Primeiro, na cidadela de Loppiano e em segundo no Centro Mariápolis Chiara Lubich em Cadine (Trento). Quem estava presente não só pode escutar uma experiência que parece desmentir clamorosamente a história atual nos relacionamentos entre cristãos e muçulmanos que fala de medo, repulsa, invasão; puderam fazer uma profunda experiência de enriquecimento recíproco, o testemunho em um clima de paz dentro do qual é possível viver e construir aquilo que o papa Francisco define como uma ‘cultura do encontro’.
Roberto Catalano
12 Dez 2018 | Sem categoria
A mensagem mais importante da beatificação? A fidelidade destes cristãos ao ‘seu’ povo até o fim.
“O que ensinam estes 19 mártires cristãos a nós argelinos, hoje? A dar a vida uns pelos outros sem distinções de raça ou religião. Eles, estrangeiros, sacrificaram a vida por nós, por todo o povo argelino, cristãos e muçulmanos. Morreram também por aqueles que lhes faziam a guerra, por isso não nos fizemos perguntas, nos colocamos imediatamente à disposição e trabalhamos juntos na beatificação.” – Assim responde Karima Kerzabi, muçulmana, da comunidade dos Focolares na Argélia que chamamos ao telefone junto com Giorgio Triulzi, focolarino da primeira hora, no focolare de Tlemcen desde 1983, para fazer com que nos contassem, a partir de dentro, a beatificação dos mártires Cristãos em Orã no dia 8 de dezembro passado.
Uma beatificação única no seu gênero, porque o máximo reconhecimento da Igreja Católica aos seus filhos acontece numa terra, a Argélia, 99% muçulmana. Um país que de 1991 a 2001, a “década negra”, viu morte e destruição por obra do fundamentalismo de matriz islâmica. “Agora é reconhecida a heroicidade da vida destes cristãos – explica Giorgio – mas é importante dizer que, além deles, houve também milhares de vítimas muçulmanas entre a população civil: imãs, intelectuais, artistas, jornalistas, médicos, advogados, juízes e professores, mas também mulheres e crianças. Creio que a mensagem mais importante que esta beatificação na terra do Islã dê ao mundo é que estes mártires permaneceram fiéis ao ‘seu’ povo até o fim”.

Ir. Christian De Chergé (à esquerda) em 1989 em Tlemcen com o bispo C. Rouault e Giorgio Triulzi
Giorgio lembra os numerosos encontros com alguns dos monges de Tibhirine que sábado passado foram elevados às honras dos altares, e em especial com o prior deles, fr. Christian De Chergé. “Conheci Christian porque frequentemente vinha estar conosco, em Tlemcen, durante as suas viagens ao Marrocos. O relacionamento era simples, como pessoas que deram a sua vida a Deus e por isto se reconhecem irmãos. Sem dúvida, era um homem de Deus, como confirma aquilo que escreve no seu testamento espiritual: ‘Se me acontecesse um dia – e poderia ser hoje – de ser vítima do terrorismo que parece querer envolver agora todos os estrangeiros que vivem na Argélia, gostaria que a minha comunidade, a minha Igreja, a minha família, se lembrassem que a minha vida era ‘doada’ a Deus e a este país”.
“Christian e os outros – acrescenta Giorgio – são santos pela escolha que fizeram de permanecer entre aquela que, a esse ponto, era a ‘sua’ gente: Deus nos coloca num lugar e nós lhe permanecemos fiéis. Devo dizer que a beatificação confirma inclusive a escolha de vida e de fé dos muitos que permaneceram durante esta década, é a Igreja na Argélia que é beatificada, justamente pela escolha de permanecer fiel a este povo”. “O que fica para mim desta experiência? – conclui Karima – Que podemos dar a nossa vida por todos os nossos irmãos e esta é uma coisa magnífica. É com o passar do tempo que entenderemos o valor do dom destas vidas”.
Stefania Tanesini