21 Dez 2018 | Sem categoria
Votos de Natal de Maria Voce, Presidente do Movimento dos Focolares https://vimeo.com/307657038 É Natal! Observando as cidades ao meu redor, mas também a mídia, em geral, me pergunto: “O que é o Natal?”. E ouço um barulho do almoço, dos presentes, das decorações, luzes, feirinhas… e este ruído tenta cobrir – sem sucesso – o grito de dor e de sofrimento de grande parte da humanidade que pede solidariedade, respeito, hospitalidade, paz, justiça. Em conclusão, pede amor. E o homem não sabe dar este amor à humanidade; mas Deus sim, Deus sabe como doar o amor e o faz com a potência de um Deus. E aquela Criança que vemos no presépio neste Natal, como em todos os Natais, nos revela justamente o amor de Deus, de um Deus que ama tanto o homem a ponto de se tornar como ele, pequeno, indefeso, de enfrentar todos os sofrimentos, não só enfrentá-los, mas de viver todos os sofrimentos da humanidade até a morte. Um Deus que, deste modo, vindo viver entre os homens, repete o seu “sim” à humanidade para reuni-la novamente a ele. Este “sim” de Deus ao homem está representado naquele Menino de Belém, naquele Menino que os homens não querem mais ouvir e nem sequer mencionar. Estive em um país onde, para manter todo o aparato do Natal sem se referir a Deus, inventaram o “Festival de Inverno” para fazer tudo isso. No entanto, este Deus ama o homem, continua a amar o homem, não se cansa de demonstrá-lo. E esta Criança não só nos mostra o amor de Deus, mas nos faz participar do amor de Deus, nos doa esse amor, nos faz vivê-lo, nos ensina como fazer e nos convida a fazer o mesmo, ou seja, a testemunhar a outras pessoas o amor de Deus, e doar a todos o amor de Deus, um amor como o seu: um amor que não tem preferências, que chega a todos. Um amor que não ergue barreiras, que não tem preconceitos, que não faz diferença entre as pessoas; um amor que é capaz de abrir o coração, de abrir as mãos, os braços, de abrir a bolsa, a casa. Se esse tipo de amor reinar entre os homens, o próprio Deus viverá entre eles; e ele é o único capaz de acolher a todos, de criar família com todos, de fazer com que todos sejam irmãos, de fazer verdadeiramente festa. E isso é Natal. Se vivemos assim, este é o verdadeiro Natal para nós. É este Natal que eu gostaria de viver e desejar a todos. Feliz Natal!
20 Dez 2018 | Sem categoria
Um prêmio para quem se compromete a realizar ações de fraternidade no território que administra, para quem busca traduzir em ação política e empenho civil este valor universal. Estão abertas, até dia 15 de janeiro de 2019, as inscrições ou as propostas de candidatura ao “Prêmio Chiara Lubich pela Fraternidade”, designado todos os anos a entidades locais (províncias, regiões, comunidades rurais, etc.) do mundo inteiro e de qualquer dimensão. São premiados projetos que instituem ou difundem, sobretudo localmente, mas também no território nacional e internacional, práticas de fraternidade universal, segundo as diferentes acepções de significado deste princípio; estimulam os cidadãos a empenharem-se pelo bem comum e a participarem da vida da comunidade civil; favorecem o crescimento de uma cultura da cidadania ativa e inclusiva. E que favorecem sinergias entre administração pública, comunidades locais e sociedade civil organizada (associações, grupos, comitês, etc.) com efeitos nessas realidades. As ações devem ser representativas de um modo de administrar o território não episódico, consciente do valor da fraternidade. Os projetos podem ser expostos por meio de elaborações textuais e/ou audiovisuais. Todas as candidaturas e/ou propostas (com o relativo material anexado) devem ser enviadas à Presidência da Associação “Cidades pela Fraternidade”, no endereço Comune di Castel Gandolfo, Piazza Libertà, 7 – 00040 Castel Gandolfo – Roma (Italia). Caso a dimensão do material não permita o envio digital, o mesmo poderá ser enviado ao email associazionecittafraernita(at)gmail.com o info(at)cittaperlafraternita.org No pedido devem ser indicados: nome do Município/entidade/organização, dados do prefeito em exercício, endereço completo e contatos; nome do projeto ou da iniciativa e um abstract de, no máximo, três páginas A4; um anexo (nas formas previstas) que descreva o projeto e o seu processo. A premiação acontecerá em Santa Maria Capua Vetere – Caserta (Itália), em fevereiro de 2019. Para informações: Fone +39 340 4182127 – +39 347 4573988; e-mail: associazionecittafraternita(at)gmail.com – info(at)cittaperlafraternita.org.
19 Dez 2018 | Sem categoria
A cidadela dos Focolares na Argentina completa 50 anos. Pat Santoianni, Cecilia Gatti, Adriana Otero e Israele Coelho falam sobre a sua vocação: os jovens. A cidadela de O’Higgings na Argentina recentemente completou 50 anos de existência. Entre as 25 cidadelas do Movimento dos Focolare é aquela dedicada à formação dos jovens. E não poderia ter nascido sob uma estrela melhor, porque tudo começou em 1968, o ano da contestação juvenil. Hoje, O’Higgins é conhecida no mundo como “Mariápolis Lia”, em homenagem à Lia Brunet, jovem corajosa e de mentalidade aberta ao mundo, pioneira desta cidadela na terra sul-americana. Foi uma das primeiras que, desde os anos 40, em Trento, compartilhou ideais e vida com Chiara Lubich. Até agora mais de 3.500 jovens do mundo inteiro fizeram a “experiência”, isto é, a escolha de transcorrer alguns meses ou até dois anos trabalhando, estudando e fazendo uma experiência de convivência multicultural, baseada na espiritualidade da unidade, para depois voltar à propria vida, mas com uma bagagem humana e de pensamento que abre a mente e o coração a povos e culturas. “Nestes anos elaboramos um percurso formativo. – conta Pat Santoianni, antropóloga e corresponsável da Formação na Mariápolis Lia. Um dos principios desta proposta formativa reconhece que é o inteiro corpo social que forma: é um percurso existencial-antropológico sobre o modo de perceber a vida, o pensar e o agir. Adriana Otero, bióloga, uma das coordenadoras da equipe de formadores, explica que a experiência visa a uma formação integral da pessoa: “Procuramos estar constantemente sintonizados com os desafios e os riscos que a nossa sociedade apresenta aos jovens nos vários campos: relacionalidade, escolhas, liberdade, compromisso social e civil, diálogo intergeracional e intercultural, tecnologias. A experiência laborativa, que para muitos é a primeira, também é muito importante”.
O núcleo do percurso pedagógico da Mariápolis Lia é a relação – intervém Cecilia Gatti, pesquisadora em Pedagogia: “A educação é relação: este é um dos princípios da Pedagogia que se inspira na espiritualidade dos Focolares e que inspira o nosso percurso. Consequentemente é o relacionamento com o outro que me permite estreitar laços, repensar a minha vida, compartilhá-la e construir o tecido social. Ter como escola uma cidade faz com que toda a vida torne-se uma ocasião de aprendizagem: cada relacionamento, cada diálogo, cada encontro”. Enfim, na época do Web 4.0 perguntamo-nos se a escolha de O’Higgins – pequena aldeia no meio dos Pampas argentinos – funcione verdadeiramente como um lugar de formação para estes jovens millennials. Isaele Coelho, pedagogo brasileiro, corresponsável pela Formação e coordenador do percurso para os jovens, responde que é a propria experiência que demonstra esse valor: “Apesar deste lugar distante de tudo parecer um absurdo, continua a demostrar-se adequado aos jovens, para aprofundar a propria história, para fazer silêncio dentro de si e para questionar-se sobre o próprio relacionamento com Deus e com os outros. Para muitos deles a ‘experiência’ é um momento importante para fazer ou refazer escolhas fundamentais da vida”.
Stefania Tanesini
18 Dez 2018 | Sem categoria
No laboratório “L’Ecopesce” e no ponto de venda “E Nustren” nada é jogado fora: é a filosofia deste pequeno polo que, em Cesenatico (Itália), trabalha e vende o peixe do Mar Adriático, utilizando somente a tecnologia da cadeia do frio. Desta maneira, na mesa do cliente chega um produto que, de outra forma, não seria valorizado, ou até mesmo descartado. E tudo isso colocando a comunhão antes da economia. https://vimeo.com/302089164
17 Dez 2018 | Sem categoria
Christopher Jiménez, da comunidade dos Focolares do México, conta sobre o longo êxodo dos migrantes de Honduras que estão há semanas aos pés do muro que os separa dos Estados Unidos. «No dia 12 de outubro, uma mensagem através das redes sociais – afirma Christopher Jiménez, que colabora com a associação Promoção Integral da Pessoa (PIP) – espalhou-se em pouco tempo como um vírus. Mais de mil hondurenhos partiram de São Pedro Sula», cidade que por muitos anos, até 2014, foi considerada uma das mais violentas do planeta. Desde então, o mundo inteiro está assistindo àquilo que, por muitas pessoas, foi definido um êxodo bíblico. «Uma semana depois, enquanto a caravana ultrapassava a fronteira com o México, numerosas organizações da sociedade civil e agências governativas tinham-se já colocado em campo para fornecer assistência humanitária, primeiro em Chiapas, depois em Oaxaca e em Veracruz». A este ponto, não se tratava mais de um único contingente de migrantes, mas de vários grupos que chegavam em ondas, a pé ou com meios de transportes improvisados, atravessando o país por milhares de quilômetros. «Em fins de outubro – continua Christopher – quando já era eminente a chegada deles à Cidade do México, na capital, por causa de um grave problema hídrico, tinha sido programada o corte da água potável para mais de quatro milhões de habitantes. Mesmo assim, apesar das dificuldades e do frio intenso, muitas organizações civis e religiosas responderam ao convite da Comissão local para os direitos humanos, com a criação de um campo humanitário à oeste da cidade. Também os Focolares aderiram. Cerca de trinta pessoas, dentre as quais médicos, enfermeiros, estudantes e donas de casa, foram para os centros de atendimentos de pronto socorro e de distribuição de alimentos e roupas. Ao mesmo tempo, um outro grupo organizou uma coleta de gêneros de primeiras necessidades e uma associação civil que se inspira na espiritualidade do Movimento ofereceu colaboração técnica e logistica». Na manhã do dia 5 de novembro, cerca de cinco mil migrantes chegaram à capital. Nos dias sucessivos, quase dez mil pessoas receberam acolhimento, alimentos, cobertas e roupas. «A pesar da solidariedade de muitos, a passagem deles não foi isenta de atritos e tons de violência. Alguns incidentes chegaram ao ponto de provocar episódios graves de xenofobia. Agora a onda de migrantes espera com impaciência diante do muro intransponível que separa a cidade mexicana de Tijuana dos Estados Unidos. Esperamos dias de grande incerteza. Mas a passagem deles, mesmo entre as armadilhas de uma tragetória muito complexa, indicaram ao coração do povo mexicano a direção para o qual seu sonho se move».
Chiara Favotti
17 Dez 2018 | Sem categoria
Mesmo que a mídia noticie sobre a intermitência do drama que continua acontecendo na fronteira entre México e EUA, muitas pessoas e organizações, entre elas o Movimento dos Focolares, não abandonam os imigrantes. Nas últimas semanas, notícias e imagens da coluna composta por milhares de pessoas em marcha de Honduras até a fronteira com os Estados Unidos rodaram o mundo. “Nesta região, o fenômeno migratório é muito comum”, nos explicou Sandra Garcia-Farias Herrera da comunidade do Movimento dos Focolares do noroeste do México. “Mexicali e Tijuana são cidades de fronteira que cresceram justamente pelo alto número de pessoas que chegaram aqui com o sonho de entrar nos Estados Unidos. Mas o que assistimos no último mês não tem precedentes. A própria população não entende como o fenômeno chegou a essa proporção e o que impulsionou tantas famílias a deixar tudo, mesmo em situações climáticas adversas, e viajar. A estrada termina aqui e o sonho deles parece morrer. As ruas e os lugares públicos viraram acampamentos. A confusão é grande, vimos atos violentos, fechamento das fronteiras dos EUA, o arame farpado sobre o muro, a grande preparação de forças policiais para defender as fronteiras, inclusive com helicópteros e veículos especiais que nunca tínhamos visto antes. Parece que vai estourar uma guerra. A falta de informações sobre as razões que os fizeram partir, e também as notícias difundidas pelos meios de comunicação e pelas redes sociais, suscitaram sentimentos contrastantes entre os habitantes do México, além de hostilidade e desprezo, até episódios de xenofobia.” Enquanto alguns jovens do Movimento dos Focolares procuram um modo de entrar nos campos destinados aos migrantes nessa última etapa do percurso mexicano, outros se aproximaram deles nas ruas, tentando entender sua motivação, mas principalmente suas necessidades. Uma família acompanhou de carro duas mulheres com crianças pequenas até Tijuana para que evitassem um percurso muito difícil. Outros, que trabalham em um centro educacional, propuseram aos estudantes uma mudança de comportamento cultural para manifestar aos imigrantes sua solidariedade e um sentido de fraternidade que deve ser dado a todos os homens. “Agora, a prioridade é combater a confusão desenfreada e os atos de intolerância derivados dela, também entre os jovens. É preciso difundir a cultura da acolhida.”
Chiara Favotti