28 Jul 2018 | Palavra de Vida, Sem categoria
O profeta Jeremias é enviado por Deus ao povo de Israel que está vivendo a dolorosa experiência de exílio em terras babilônicas e perdeu tudo o que havia representado a sua identidade e que o tornava “povo eleito”: a Terra Prometida, o Templo, a Lei… Porém a palavra do profeta rasga esse véu de sofrimento e desorientação. É verdade que Israel se mostrou infiel ao pacto de amor com Deus, entregando-se à destruição, mas eis que se anuncia uma nova promessa de liberdade, de salvação, de uma aliança renovada, que Deus, no seu amor eterno e nunca revogado, prepara para o seu povo. “Eu te amo com amor de eternidade; por isso guardo por ti tanta ternura!” A dimensão eterna e irrevogável da fidelidade de Deus é uma qualidade do seu amor: Ele é o Pai de toda criatura humana, um Pai que toma a iniciativa de amar e que se compromete com a sua criatura para sempre. A sua fidelidade abraça cada um de nós e nos permite lançar Nele toda preocupação que possa nos frear. É devido a esse Amor eterno e paciente que também nós podemos crescer e melhorar na nossa relação com Ele e com os outros. No entanto, embora o nosso empenho em amar Deus e os irmãos seja sincero, estamos bem conscientes de que ainda não somos muito firmes. Mas a fidelidade Dele por nós é gratuita, nos precede sempre, independentemente do nosso desempenho. Com essa certeza tão feliz podemos passar para além do nosso horizonte limitado; podemos recolocar-nos cada dia a caminho e nos tornar, também nós, testemunhas dessa ternura “materna”. “Eu te amo com amor de eternidade; por isso guardo por ti tanta ternura!” Esse olhar de Deus sobre a humanidade faz surgir também um grandioso projeto de fraternidade, que encontraria em Jesus a sua plena realização. De fato: Ele testemunhou a sua confiança no amor de Deus com a sua palavra e sobretudo com o exemplo de toda a sua vida. Ele nos abriu o caminho para imitarmos o Pai no amor para com todos (cf. Mt 5,43ss) e nos mostrou que a vocação de cada homem e de cada mulher é contribuir para a construção de relacionamentos de acolhida e de diálogo ao seu redor. Como poderemos viver a Palavra de Vida deste mês? Chiara Lubich nos convida a ter um coração de mãe: […] A mãe sempre acolhe, sempre ajuda, sempre espera, tudo cobre. […] Com efeito, o amor de uma mãe é muito semelhante à caridade de Cristo de que fala o apóstolo Paulo (cf. 1Cor 13). Se tivermos um coração de mãe ou, mais especificamente, se nos propusermos a ter o coração da Mãe por excelência, Maria, estaremos sempre prontos a amar os outros em todas as circunstâncias e, assim, a manter vivo o Ressuscitado em nós. […] Se tivermos o coração desta Mãe, amaremos a todos: não somente os membros da nossa Igreja, mas também os membros de outras Igrejas; não somente os cristãos, mas também os muçulmanos, os budistas, os hinduístas e os outros homens de boa vontade… Amaremos todos os homens que vivem nesta terra […]. “Eu te amo com amor de eternidade; por isso guardo por ti tanta ternura!” Uma jovem esposa que começou a viver o Evangelho na família conta: “Senti uma alegria nunca experimentada antes e o desejo de fazer transbordar esse amor para fora das quatro paredes de casa. Lembro-me, por exemplo, de um dia, quando corri ao hospital para ver a esposa de um colega; ela havia tentado o suicídio. Já fazia tempo que eu sabia das dificuldades deles, porém, envolvida nos meus problemas, nunca tinha pensado em ajudá-la. Mas dessa vez eu senti o sofrimento dela como se fosse meu e não parei mais, até se resolver a situação que a tinha levado àquela atitude. Esse episódio marcou para mim o início de uma mudança de mentalidade. Fez-me compreender que, quando amo, posso ser para cada pessoa que passa ao meu lado um reflexo, por menor que seja, do próprio amor de Deus”. Que tal, se também nós, sustentados pelo amor fiel de Deus, nos colocássemos livremente nessa atitude interior, diante de todos aqueles que encontramos durante o nosso dia? Letizia Magri
27 Jul 2018 | Sem categoria
«A mulher de Nazaré, uma dona de casa, é um enorme desafio para nós: nos impele a nos despedirmos de uma espiritualidade baseada no fascínio do extraordinário para encontrar uma mística do quotidiano. De imaginações teóricas a uma realidade palpável na simplicidade do quotidiano … Ali Deus caminha por ele». (Ermes Ronchi: Le domande nude del Vangelo, p. 176) «… Nós precisamos mesmo da casa. A casa é importantíssima. […] Ela deve ser cuidada como Maria Santíssima cuidava da sua casa, que hospedava nada menos que Jesus. Portanto, era preciso fazer alguma coisa em harmonia com Ele, que era o Verbo de Deus, é a beleza de Deus, é a irradiação, é a glória. Glória significa a irradiação de Deus. Não sei se vocês conseguem imaginar, por assim dizer, Deus como um sol que se põe e os raios que dardejam são o Verbo e, portanto, o Verbo de Deus feito carne é Jesus. Logo, Ele é mesmo a glória, portanto, o máximo da beleza, o resplendor. E, portanto, Maria, […] daquela casinha […] ela sabia cuidar bem de modo que hospedasse bem Jesus. […] A nossa vocação, que é vocação mariana, é a da casa. Não se compreende Maria sem o seu aspecto de dona de casa, além de ser “sede da sabedoria” e, portanto, que sabe cuidar de uma casa ». (Chiara Lubich, Loppiano, 30 de maio de 1996, inauguração da casa Gen) «A mãe é mais objeto de intuição do coração do que de especulação intelectual, é mais poesia do que filosofia, pois é real e profunda demais, achegada ao coração humano. Assim é com Maria, a Mãe das mães, que a soma de todos os afetos, as bondades, as misericórdias das mães do mundo não consegue igualar. Maria é pacífica como a natureza, pura, serena, tersa, suave, bela […]. E é forte, vigorosa, ordenada, contínua, inflexível, rica de esperança. Maria é simples demais e próxima demais de nós para ser “contemplada”. […] Traz o divino à terra, suavemente, qual celeste plano inclinado que, da vertiginosa altura dos Céus, desce até a infinita pequenez das criaturas». (Chiara Lubich, Desenhos de luz, pp. 84-85)
26 Jul 2018 | Sem categoria
«Cinquenta anos depois da publicação, a encíclica Humanae vitae de Paulo VI se apresenta aos olhos dos homens de hoje de modo completamente diferente: em 1968 era um documento corajoso – e, portanto, contestado – que ia contra o ar que se respirava na época, o da revolução sexual, para realizar a qual eram fundamentais um contraceptivo seguro e também a possibilidade de aborto. Era também a época em que os economistas falavam de “bomba humana”, isto é, do perigo de superpopulação que ameaçava os países ricos e podia diminuir a prosperidade deles», escreve Lucetta Scaraffia no jornal Avvenire. Mas hoje o mundo mudou, conclui, por isso seria preciso relê-la com um olhar diferente e como um “evento profético”. A encíclica foi publicada no dia 25 de julho de 1968, no sexto ano do pontificado de Paulo VI, suscitando muitas reações contrastantes.
24 Jul 2018 | Sem categoria
Conscientes da crise ecológica e social que o nosso planeta enfrenta, centenas de pessoas, no mundo inteiro, agem constantemente a fim de encontrar soluções criativas para estes grandes problemas, e o fazem na vida diária, por meio de grandes e pequenas ações. Ações, no entanto, que com frequência nascem, crescem e morrem em total isolamento. “Juntos podemos fazer muito mais” é um dos lemas propostos por “Prophetic Economy”, uma iniciativa que busca criar redes de colaboração entre todos aqueles que trabalham, no próprio contexto, em favor do desenvolvimento humano, independentemente de idade, nacionalidade, crença. O evento principal do projeto acontecerá em Castelgandolfo (Roma), de 2 a 4 de novembro de 2018. Envolverá especialistas de várias áreas, como Jeffrey Sachs, economista e ensaísta norte-americano, um dos maiores especialistas mundiais em questões ambientais e de sustentabilidade, e ainda Luigino Bruni, economista italiano, coordenador mundial do projeto Economia de Comunhão. “A experiência – afirma Florencia Locascio, coordenadora geral do Prophetic Economy – dirige-se a todas as pessoas, organizações e empresas que estão propondo soluções sustentáveis e criativas ao problema da pobreza, da desigualdade, da crise social e ambiental que estamos vivendo. Queremos identificar os change-makers, os “inovadores”, para dar-lhes visibilidade”.
Durante o evento, além de workshops, atividades de inteligência coletiva, intercâmbios e conferências de personalidades e especialistas internacionais, acontecerá a premiação do concurso “Práticas Proféticas 2018”, que deseja premiar, dar visibilidade e colocar em contato experiências já existentes de “economia profética”, todas aquelas boas práticas já atuadas e que contribuem ao bem comum. Paolo Matterazzo, responsável pelas comunicações da Comunidade Nomadelfia, explica: “Os adolescentes e as novas gerações tem algo importante a dizer e contribuem, desde agora, com um grande entusiasmo, trazendo exemplos concretos muito estimulantes”. Os três primeiros colocados no concurso receberão um prêmio em dinheiro e serão convidados a apresentar os próprios projetos durante o evento de novembro. E ainda, os dez primeiros classificados terão a oportunidade de apresentar suas boas práticas. A inscrição para o concurso vai até o dia 1º de agosto. Para maiores informações consultar o site http://www.propheticeconomy.org Fonte: Projeto Mundo Unido
24 Jul 2018 | Sem categoria
22 Jul 2018 | Sem categoria
No restaurante Na hora do almoço sempre faltava um colega. Pelo seu caráter briguento ele praticamente não tinha amigos. Um dia insisti para que viesse e, como resposta, ele me confidenciou o drama que vivia com um filho drogado. Eu o escutei profundamente, depois veio comigo para comer. Vendo a cordialidade com a qual nos falávamos, desde então os colegas tiveram uma atitude de mais respeito para com ele. O. F. – Eslováquia Um presente No escritório aonde trabalho, eu me ofereci, junto com outra colega, a fazer uma coleta para darmos um presente a um de nós que iria se aposentar. Quando se tratou de comprar o presente, a colega me disse que bastava usar a metade do valor e o resto poderíamos dividir entre nós. Repliquei que não me parecia justo, mas ela acrescentou que esta era a práxis. Fiquei em silêncio, dando a entender que não pensava do mesmo modo. Depois de um pouco ela veio pedir-me desculpas e depois daquele dia nos tornamos amigas. F.M. – Itália Uma rosa e uma promessa Há algum tempo eu me ocupo em manter aberto o oratório da paróquia, para que os jovens tenham um lugar para encontrar-se quando estão livres do colégio. Não é um trabalho indiferente. Às vezes os garotos começam a brigar e nem sempre é fácil fazer retornar a calma. Uma vez, para separar dois que estavam brigando, recebi um murro que era destinado a um dos dois. Com o susto eles fugiram. Mas pouco depois, aquele que sem querer tinha me atingido voltou com uma rosa e a promessa de ser mais comportado. F. B. – Suíça Estágio Quando estava fazendo estágio no hospital notei um paciente. Li a sua cartela clínica e vim a saber que, por causa da diabete, tinha sido amputado de um dedo e metade do pé. Infelizmente a sua situação se tinha agravado e os médicos decidiram amputar toda a perna. Decidi tomar para mim a sua situação e falar-lhe sobre a próxima cirurgia. Ele se desesperou e eu procurei consolá-lo. «Veja – disse-lhe – tenho um presente para você, mas não é algo material». E lemos juntos a Palavra de Vida. No dia seguinte, quando o estavam levando para a sala de cirurgia, ele me viu e disse: «Tenho fé. Acreditamos juntos!». C.– Argentina Em voz baixa Eu não ia muito de acordo com uma das minhas irmãs e desejava retomar o relacionamento, mas não tinha coragem e assim nunca me decidia. Na manhã seguinte a uma noite em que eu havia lutado muito eu a encontrei na cozinha e disse “bom dia”, mas com a voz tão baixa que ela não escutou. Pensava comigo mesma: «Agora preciso repetir mais forte», mas também «e onde fica a minha dignidade…». Repeti “bom dia!” com a voz forte e decidida. Ela ficou surpresa e trocamos um sorriso. D. B. – Itália