Movimento dos Focolares
Sínodo para a Amazônia

Sínodo para a Amazônia

No dia oito de junho foi publicado o Documento Preparatório da Santa Sé em vista do Sínodo dos bispos para região Pan-Amazônica, já anunciado em outubro de 2017, que acontecerá em Roma no mês de outubro de 2019. O texto, disponível no www.vatican.va em italiano, francês, inglês, espanhol e português, está dividido em três partes: ver (“Identidade e grito da Amazônia”), discernir (“Rumo a uma conversão pastoral e ecológica”), agir (“Novos caminhos para uma Igreja com o rosto amazônico”). «As reflexões do Sínodo Especial – afirma o Documento na parte introdutória – superam o âmbito estritamente eclesial amazônico, por serem relevantes para a Igreja universal e para o futuro de todo o planeta. Partimos de um território específico, do qual se quer fazer uma ponte para outros biomas essenciais do nosso mundo: Bacia Fluvial do Congo, corredor biológico mesoamericano, florestas tropicais da Ásia Pacífica e Aquífero Guarani, entre outros. Também para a Igreja universal é de vital importância escutar os povos indígenas e todas as comunidades que vivem na Amazônia, como os primeiros interlocutores deste Sínodo».

Sylvester e a sua dignidade

Eu o vi de passagem, quando estava entrando correndo no supermercado. Estava lá, quase escondido atrás de uma árvore, come se quisesse se esconder de algo ou de alguém. Eu me dei conta na saída, quando o vi diante de mim. Eu já tinha preparado dois euros para ele, mas sentia-me mal com a ideia de fazer o papel do “doador” que dá um trocado ao “mendigo”. Não somos homens, todos dois? No máximo, com sortes diferentes na vida. Espontaneamente, quando dei a ele a moeda, quis me apresentar: “Olá, meu nome é Gino, e o seu?”. “Sylvester”, respondeu com a voz embaraçada. “Você está com algum problema?”, perguntei. Depois de um instante de silêncio – mais tarde eu entenderia que se devia mais à incompreensão do italiano do que à vergonha -, “Não, tudo bem”, respondeu. Não convencido, eu questiono ainda: “Olhe nos meus olhos e me diga se tem alguma dificuldade”. Novamente “tudo bem” é a sua resposta. Quando estava indo para o carro vejo que vem até mim. “Sim, eu tenho um problema: quero trabalhar”. Aperto a sua mão, em sinal de compreensão, e vou embora levando em meu coração aquele olhar e a sua dignidade ferida. Mas não sem antes ter trocado os números de celular, não queremos nos perder. Foi assim que nos tornamos amigos, para além da língua e das diversidades culturais, Sylvester e eu. Um encontro de pessoas, cada uma com a própria dignidade. A partir daquele dia batalhei de muitas maneiras, com a consciência de que a primeira coisa é ajudá-lo a enfrentar a barreira da língua. Ainda que esteja com os documentos regulares é impossível pensar que possa encontrar um trabalho se não consegue exprimir-se e entender o italiano. Como dizer isso a ele, sem saber a sua língua, e vice-versa? Lembro de um amigo do seu mesmo país e peço que seja o nosso intérprete. E assim nos encontramos na mesa do bar, diante do supermercado, para conversar, com tradutor e cerveja, e conhecer melhor a sua situação. Antes de sairmos faço a ele um convite: “Lembre Sylvester, nenhum trabalho é pequeno se feito por amor. Você não está aqui para pedir, mas para oferecer uma ajuda a quem precisa, dividir o peso da sacola de compras, encontrar um estacionamento ou um simples carrinho. Deus ama imensamente a você, a mim, a todos. Agora vamos começar a bater, juntos, como o Evangelho ensina. Vejamos se alguma porta se abre. Mas, por enquanto este é o seu trabalho, faça-o de cabeça erguida, sem perder a sua dignidade”. Na noite seguinte chega uma mensagem dele, no whatsapp: “Boa noite Gino, como está? Espero que você esteja bem, junto com sua família. Obrigado pelo que está fazendo por mim. Deus o abençoe porque você está cuidando de mim. Não vejo a hora de encontrar um verdadeiro trabalho, mas, enquanto isso, farei como você diz, mantendo o olhar alto e limpo. Espero por você”. Eu precisei usar o “google tradutor” para entender a sua mensagem e responder. “Caro Sylvester, obrigado pelas suas saudações. Hoje procurei informações sobre um curso gratuito de italiano. Espero poder lhe dar boas notícias logo”. Nos dias seguintes fiz a experiência, já conhecida, do quanto é difícil ajudar alguém! Por algum motivo, para mim ainda desconhecido, prevalece sempre a bendita burocracia. Mas decido não me render, até porque, enquanto isso, encontrei outras pessoas dispostas e se aproximarem de Sylvester. Agora não estou só, e ele também não. Amanhã ele começa as aulas de italiano, primeiro passo para conseguir encontrar um trabalho e assim poder enviar uma ajuda para sua esposa e os dois filhos pequenos, que ficaram no seu país natal. Talvez um dia eles possam voltar a estar juntos. Eu rezo para que seja assim, querido Sylvester! Gustavo Clariá

Internet, uma grande responsabilidade

É dedicada às redes sociais e à internet, a intenção de oração do Papa Francisco para o mês de junho, difundida hoje através de um vídeo feito em espanhol pela Rede mundial de oração pelo Papa, traduzido em sete línguas e retransmitido por Vatican News. No vídeo o Pontífice convida a pedir a Deus que as redes sociais “não anulem a nossa personalidade, mas favoreçam a solidariedade e o respeito ao outro nas suas diferenças”. Depois do título, “Para que as redes sociais favoreçam a solidariedade e o respeito ao outro na sua diferença ”Francisco salienta que “a Internet é um dom de Deus, e é também uma grande responsabilidade”, e explica que “a comunicação, os seus espaços e os seus instrumentos trouxeram uma ampliação dos horizontes para muitas pessoas”. Parte do Papa Francisco o convite, já formulado na mensagem para o dia das comunicações de 2014, a aproveitar “das possibilidades de encontro e solidariedade que as redes sociais nos oferecem” e o auspício de que “a rede digital não seja um lugar de alienação”, mas “um lugar concreto, um lugar rico de humanidade”. “Rezemos juntos – é a intenção do Pontífice – a fim de que as redes sociais não anulem a nossa personalidade, mas favoreçam a solidariedade e o respeito ao outro nas suas diferenças”. Fonte: SIR https://youtu.be/r5jwhnvjI8g