26 Abr 2018 | Palavra de Vida, Sem categoria
O apóstolo Paulo escreve aos cristãos da região da Galácia. Eles tinham acolhido por meio dele o anúncio do Evangelho, mas agora ele os recrimina por não terem compreendido o significado da liberdade cristã. Para o povo de Israel a liberdade foi um dom de Deus: Ele o arrancou da escravidão no Egito, conduziu-o rumo a uma nova terra e estabeleceu com ele um pacto de fidelidade recíproca. Paulo afirma com força que, assim como a liberdade foi um dom de Deus, a liberdade cristã é um dom de Jesus. Com efeito, é Ele que nos doa a possibilidade de nos tornarmos, Nele e como Ele, filhos de Deus, que é Amor. Também nós, imitando o Pai como Jesus nos ensinou e mostrou com a sua vida, podemos aprender a mesma atitude de misericórdia para com todos, colocando-nos a serviço dos outros. Para Paulo, essa aparente contradição da “liberdade de servir” é possível devido ao Espírito, o dom que Jesus fez à humanidade com a sua morte na cruz. Realmente, é o Espírito Santo que nos dá a força de sair da prisão do nosso egoísmo – com a sua carga de divisões, injustiças, traições, violência – e nos guia para a verdadeira liberdade. O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio. A liberdade cristã, além de ser um dom, é também um compromisso. Antes de mais nada, é o compromisso de acolher o Espírito Santo no nosso coração, abrindo espaço para Ele e reconhecendo no nosso íntimo a sua voz. Chiara Lubich escrevia: […] Antes de tudo, devemos nos tornar cada vez mais conscientes da presença do Espírito Santo em nós. Carregamos no nosso íntimo um imenso tesouro, mas não nos damos conta disso suficientemente. […] E ainda, para que possamos ouvir e seguir a sua voz, devemos dizer “não” […] às tentações, cortando sem hesitar as sugestões que elas trazem; “sim” aos deveres que Deus nos confiou; “sim” ao amor para com todos os próximos; “sim” às provações e dificuldades que encontramos… Se agirmos assim, o Espírito Santo nos guiará, dando à nossa vida cristã aquele sabor, aquele vigor, aquela força de atração, aquela luminosidade que ela não pode deixar de ter se for autêntica. Então também quem está ao nosso lado vai perceber que não somos somente filhos de nossa família humana, mas filhos de Deus. De fato: o Espírito Santo nos convoca a deixarmos de fazer de nós mesmos o centro das nossas preocupações, para sabermos acolher, escutar, compartilhar os bens materiais e espirituais, perdoar, ou ainda, cuidarmos das pessoas mais diversas na variedade de situações que vivemos todos os dias. E essa atitude nos faz experimentar o típico fruto do Espírito Santo: o crescimento da nossa própria humanidade rumo à verdadeira liberdade. Com efeito, faz vir à tona e florescer em nós capacidades e recursos que, se vivermos fechados em nós mesmos, ficarão para sempre sepultados e desconhecidos. Portanto, cada ação nossa é uma ocasião, que não pode ser desperdiçada, para dizer “não” à escravidão do egoísmo e “sim” à liberdade do amor. O fruto do Espírito, porém, é: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio. Quem acolhe no coração a ação do Espírito Santo contribui também para a construção de relações humanas positivas, por meio de todas as suas atividades do dia a dia, tanto familiares como sociais. Carlo Colombino, empresário, marido e pai, tem uma empresa no norte da Itália . Dos sessenta funcionários, cerca de quinze não são italianos e alguns deles têm um histórico de experiências dramáticas. Numa entrevista, ele contou ao jornalista: “Também o emprego pode e deve favorecer a integração. Eu trabalho em processos de coleta e reciclagem de materiais de construção; tenho responsabilidade para com o meio ambiente, o território no qual vivo. Alguns anos atrás, a crise bateu duro. O que fazer: salvar a empresa ou as pessoas? Tivemos de dispensar alguns funcionários, falamos com eles, procuramos as soluções menos dolorosas, mas foi dramático, coisa de tirar o sono. É um trabalho que posso fazer bem feito ou pela metade; eu tento fazê-lo do melhor modo possível. Acredito que as ideias contagiam positivamente. Uma empresa que pensa só no faturamento, nas contas, tem pouca chance de futuro, porque no centro de toda atividade deve estar o homem. Sou uma pessoa de fé e tenho a convicção de que não é uma utopia fazer a síntese entre empresa e solidariedade”. Portanto, somos convidados a atuar com coragem o nosso chamado pessoal para a liberdade, no ambiente em que vivemos e trabalhamos. Desse modo o Espírito Santo poderá atingir e renovar também a vida de muitas outras pessoas ao nosso redor, conduzindo a história para horizontes de “alegria, paz, paciência, amabilidade…”. Letizia Magri
24 Abr 2018 | Sem categoria

Foto: © CSC Audiovisivi
Durante o congresso “Juntos para dar esperança. Cristãos e muçulmanos em caminho no carisma da unidade”, promovido pelo Movimento dos Focolares, na tarde do sábado, dia 21, realizou-se uma sessão aberta da qual participaram muitas personalidades e promotores de um diálogo entre cristãos e muçulmanos atuado na vida cotidiana. Na abertura, a saudação da Presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce: «Já são 52 anos desde quando estamos percorrendo um caminho juntos, cristãos e muçulmanos, iniciado em 1966, quando foi aberta uma comunidade do focolare em Tlemcen, na Argélia. Para Chiara Lubich, cujo ideal é “Que todos sejam um” – a Unidade, certamente soou mais forte esta dádiva, inclusive fora dos nossos recintos cristãos. Foi fundamental viver e compartilhar a assim chamada “arte de amar”». Entre os presentes, S.E. D. Miguel Ayuso, secretário do Conselho Pontifício para o diálogo inter-religioso. «No panorama mundial de hoje – ele afirmou – que vive uma profunda transformação rumo a uma sociedade cada vez mais multicultural e multireligiosa, o Movimento dos Focolares há tempos está comprometido em promover o diálogo entre crentes, a fim de que o pluralismo religioso da humanidade não seja causa de divisão e de guerras, mas contribua a construir a fraternidade e a paz no mundo».
Teve a palavra também o Imã de Florença, Elzir Izzeddin, presidente da União das Comunidades Islâmicas na Itália, com quem, há vários anos, os Focolares mantem um relacionamento profundo e frutuoso de colaboração. «Somos todos irmãos. Não é nosso objetivo fazer uma única religião, mas construir pontes. Com o diálogo podemos ir ao encontro daquela esperança que vai além dos medos que foram gerados devido ao terrorismo internacional. Trabalhamos juntos para ir além dos nossos temores». Entre outros, houve o testemunho da comunidade austríaca dos Focolares com os refugiados sírios. Conta Hedy Lipburger: «Em 2015, chegaram ao sul da Áustria centenas de refugiados. Não podíamos ignorá-los e assim fomos até eles, para ajudá-los». E Mohammad Kamel Alshhada, refugiado sírio, continua: «Precisei deixar o meu país, não tive escolha, porque de outra forma eu teria que seguir o Estado Islâmico e ensinar suas ideias, porque sou professor. Nos primeiros três meses, nos campos de refugiados na Áustria, estive deprimido e sem esperança, não podíamos falar com os moradores locais. Depois, pela primeira vez, algumas pessoas do Focolare falaram conosco e interessaram-se pela nossa situação. Nós nos sentimos aceitos e valorizados, como se alguém nos tomasse pela mão e ajudasse, passo a passo, a começar uma vida nova».
E enfim, o forte testemunho de unidade entre Mohammad Shomali, diretor do Centro Islâmico da Inglaterra, e Piero Coda, reitor da Universidade Sophia, de Loppiano (Itália), que fundaram “Wings of Unity”, um itinerário de seminários para jovens cristãos e muçulmanos objetivando um aprofundamento dos respectivos credos e de um caminho de diálogo e paz. Afirma Shomali: «Se pedimos sinceramente a Deus que nos guie, para entender-nos melhor entre nós, Deus nos guiará. Devemos pedir a Deus para conversarmos. Em 2016, em Loppiano, Piero Coda acolheu esta minha ideia e disse que devíamos encontrar um nome para este projeto. Assim surgiu o nome “Wings of Unity”, “asas de unidade”». E Piero Coda: «Percebi em tudo isso um claro projeto de Deus. Então propus a Shomali um pacto: “queremos pedir a Deus que seja ele mesmo a tomar nas mãos o nosso coração, a nossa mente?”. Ele o recebeu com alegria».
23 Abr 2018 | Sem categoria
«Hoje, por ocasião do décimo aniversário do seu falecimento, recordamos uma grande mulher». São palavras do Arcebispo de Belgrado (Sérvia), Mons. Hočevar, durante a celebração de uma Missa no dia 14 de março passado: «Enquanto o mundo era governado pelas trevas, uma nova Luz iluminou o coração de Chiara Lubich. Onde o pecado, o ódio e o mal criavam a divisão, o amor aproximou-se, para conectar, unir, construir e restaurar. Sob o choque de conflitos históricos, culturais e sociais, hoje, como naquela época, somos chamados a acender uma nova luz de compreensão, unidade e cooperação». Aproximar, conectar, unir, construir: são os verbos que talvez melhor exprimam o sentido de uma “festa” planetária iniciada no último mês de março, e ainda em andamento, para recordar e lançar novamente a herança espiritual deixada pela fundadora dos Focolares. «Se hoje tivesse que deixar esta terra e me pedissem uma palavra, como a última que define o nosso Ideal, diria, certa de ser entendida no exato sentido da palavra: sejam uma família». Pronunciadas por Chiara Lubich em dezembro de 1973, estas palavras ressoam como um testamento sempre atual. Damos alguns flash, das muitas notícias que chegaram de todos os cantos do mundo.
Em Chiang Mai, entre as montanhas da Tailândia setentrional, onde centenas de templos budistas ricamente decorados são o símbolo cultural da nação, cerca de sessenta membros da comunidade dos Focolares, recordaram Chiara Lubich com uma iniciativa de ajuda a uma comunidade pobre da tribo Kachin. Os membros pertencem a cinco diferentes grupos étnicos (Thai, Karen, Akha, Lahu, Kachin), além de outros provenientes das Filipinas, «Depois da Celebração Eucarística, crianças e adultos da comunidade fomos até uma aldeia pobre, a 7 km da cidade, onde vivem alguns amigos nossos da tribo Kachin. Os habitantes dali pediram-nos para limpar e preparar um lugar onde as crianças pudessem brincar. No fim, aquele pequeno lugar era muito diferente, mas a verdadeira transformação aconteceu no coração e nos relacionamentos pessoais, enquanto trabalhamos e suamos sob o sol que queimava. Naquele bairro pobre Deus estava presente. Procuramos mudar o mundo, uma aldeia de cada vez». Em seis regiões do Quênia, em contextos político-sociais caracterizados por tensões, incertezas, desconfiança e, em alguns casos, verdadeiros conflitos entre as pessoas, as comunidades organizaram dias de convívio para incarnar com um novo impulso a mensagem da unidade e enfrentar os desafios de um país multiétnico e multirreligioso. Houve reuniões em Garissa, na região oriental, atingida por fortes tensões entre cristãos e muçulmanos, em Amukura e em Seme no oeste, em Mombasa, na costa, e também em Karatina no centro e Meru no nordeste. «Chiara continua a guiar-nos neste momento da nossa história».
Quase por toda a parte, nos vários países, as autoridades religiosas ou os representantes da Igreja são presentes e participantes. Em Varsávia (Polônia) o Bispo da Igreja Metodista enviou uma mensagem à comunidade reunida, enquanto o Núnzio da Igreja católica levou a todos a saudação de Papa Francisco. Em Moscou (Rússia), durante uma noite enriquecida pela troca espontânea de experiências entre os participantes, a recordação da chegada, nos anos 70, dos primeiros focolarinos na então União Soviética foi um motivo para expressar a gratidão. Também em Chelyabinsk, na encosta oriental dos Montes Urais, a cerca de 1900 km de Moscou, reuniu-se a comunidade dos Focolares, enquanto em Krasnojarsk, na Rússia siberiana central, realizou-se durante três dias uma “mariápolis”, definida não por acaso como “de família”. A “herança” de Chiara Lubich ressoa com uma intensidade especial em Dublim, na Irlanda, escolhida para hospedar, no próximo mês de agosto, o Encontro Mundial das Famílias. Aqui a sua figura também será recordada com testemunhos de acolhimento e cuidado entre as gerações. Em Estocolmo, na Suécia, um grupo de jovens está preparando um jantar para todos da comunidade. Sera uma oportunidade para uma troca entre os participantes sobre os efeitos da espiritualidade da unidade na própria vida. Também aqui será uma festa “de família”. Chiara Favotti
21 Abr 2018 | Sem categoria
É celebrado todos os anos, no dia seguinte ao equinócio de primavera, o Dia da Terra, a maior manifestação ambiental do planeta, promovida pelas Nações Unidas para incentivar a custódia da terra. A ideia da criação de um “Dia pela Terra” foi discutida pela primeira vez em 1962, e foi assumida definitivamente em 1969, após o desastre ambiental causado pelo vazamento de petróleo de um poço localizado nas proximidades de Santa Bárbara, na Califórnia. Nas últimas edições, o Dia chegou a envolver um milhão de pessoas em 192 países, tornando-se um evento educativo e formativo de dimensões planetárias, sobre as temáticas da poluição, da desertificação, da destruição de ecossistemas e do esgotamento dos recursos não renováveis. Mas também de conscientização pessoal por um consumo sustentável, inspirado no cuidado com a “Casa comum” de todos os homens.
21 Abr 2018 | Sem categoria
«Não estamos submersos no acaso, nem à mercê duma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina». Quem lembra isso é o Papa Francisco, na mensagem para o 55º Dia mundial de oração pelas vocações, dirigido especialmente aos jovens, programado para o dia 22 de abril sobre o tema: “Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor”. A relação entre jovens, fé e vocações estará no centro inclusive do próximo sínodo de outubro. «Nessa ocasião – observa o Papa –, teremos oportunidade de aprofundar como, no centro da nossa vida, está a chamada à alegria que Deus nos dirige». Os jovens e os adolescentes dos Focolare lembram das palavras de Chiara Lubich, dirigidas a eles em 1998: «Deus chama de maneiras diferentes e variadas: chama muitos com funções e missões particulares. Por exemplo, ele chama jovens para a sublime vocação do sacerdócio, para serem outros Cristo. Ele chama homens e mulheres para fazerem parte daquele canteiro multicor do jardim da Igreja, que são as Famílias Religiosas. Ele chama homens e mulheres nos modernos Movimentos eclesiais para se doarem a Deus, individual e comunitariamente, ou para compor famílias modelo, como muitas outras pequenas Igrejas. Lembrem-se: ele chama a qualquer idade. Chama inclusive os adolescentes, inclusive as crianças. Ele chama em todos os pontos da terra».
21 Abr 2018 | Sem categoria
«Para que a paz volte, não deixemos de rezar. Além do mais neste momento, todos nós devemos nos sentir chamados a seguir com decisão uma linha de vida que repare pelo menos dentro de nós (mas, graças à comunhão dos santos, em muitos) o erro que foi cometido. Os homens não fizeram a vontade de Deus, do Deus da paz, fizeram a própria. Devemos impor a nós mesmos, como jamais fizemos, o cumprimento perfeito da Sua vontade. «Não a minha, mas a tua vontade seja feita». Hoje, essas palavras de Jesus devem assumir para nós uma importância toda especial. Diante delas qualquer outra coisa deve se tornar secundária. Não deve ser tão importante na nossa vida, por exemplo, ter boa saúde ou estar doente, estudar ou servir, dormir ou rezar, viver ou morrer; o importante será assumirmos como nossa a sua vontade, sermos a sua vontade viva. Era assim que vivíamos nos primeiros tempos do nosso Movimento quando, justamente no contexto de outra guerra, o Espírito nos iluminou sobre o valor das coisas. Diante da destruição provocada pelo ódio, Deus se revelou como o único ideal que não morre, que nenhuma bomba podia destruir. Deus Amor. Esta grande descoberta era uma bomba espiritual de tal dimensão que nos fez esquecer literalmente todas as bombas que caíam ao nosso redor devido à guerra. Descobríamos que para além de tudo e de todos existe Deus que é Amor, existe a sua providência que faz com que tudo coopere para o bem daqueles que o amam. Percebíamos os traços do seu amor em todas as circunstâncias, até mesmo sob o flagelo da dor. Ele nos amava imensamente. E nós, como responder ao seu amor? «Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus». Podíamos portanto amá-lo fazendo a sua vontade. Vivendo assim nos habituamos a escutar com crescente atenção “a voz” dentro de nós, a voz da consciência, que nos evidenciava a vontade de Deus expressa nas mais variadas formas: através da sua Palavra, dos deveres do nosso estado de vida, das circunstâncias, das inspirações. Tínhamos a certeza de que Deus conduziria a nossa vida para uma divina aventura, inicialmente desconhecida por nós, na qual, sendo ao mesmo tempo expectadores e atores do seu desígnio de amor, dávamos, momento após momento, a contribuição da nossa livre vontade. Pouco depois nos fez entrever vislumbres sobre o nosso futuro, fazendo-nos descobrir com segurança o objetivo pelo qual o Movimento estava nascendo: atuar a oração do testamento de Jesus: «Pai, que todos sejam um», colaborar na realização de um mundo mais unido. É assim que podemos nos comportar também agora. A vida de algum de nós sofreu uma brusca e dolorosa mudança? […] Vivemos momentos de medo, de angústia, de dúvida até mesmo de que a nossa vida nos seja tirada? Ou levamos a mesma vida de sempre, com os nossos compromissos diários, por enquanto longe do perigo? Para todos deve valer o que mais vale, nem isto nem aquilo, mas a vontade de Deus: colocar-se à “escuta”. Que ela ocupe o primeiro lugar no nosso coração, na nossa memória, na mente. Devemos orientar, antes de tudo, as nossas forças ao seu serviço. […] Deste modo Cristo permanecerá no nosso coração e seremos um grupo mais compacto, mais unido, todos “um”, partilhando tudo, rezando com eficácia uns pelos outros e para que retorne a paz».