Movimento dos Focolares

A “Festa das luzes”

A festividade judaica de Hanukkah, conhecida também com o nome de Festa das luzes ou Festa das lamparinas, que a cada ano inicia no 25º dia do mês judaico de Kislev e se prolonga no mês de Tevet, neste ano iniciará no fim da tarde do dia 13 de dezembro e durará até o dia 20. A festividade recorda a revolta dos Macabeus, no século II a.C., insurgidos em defesa do monoteísmo, da própria terra e dos próprios costumes contra os gregos, que queriam despojar os judeus da sua identidade. Voltando ao Templo de Jerusalém, após a ocupação helênica, para reconsagrá-lo, encontraram lá somente una pequena ampolazinha de óleo, suficiente para apenas um dia. Milagrosamente aquela pequena quantidade de óleo propiciou a luz durante oito dias. Todos os anos, neste período, cada família judaica acende na própria casa a Hanukkiah (o candelabro de nove braços) por oito noites, tantas quantos foram os dias em que a ampola de óleo permaneceu acesa no Templo. O candelabro é posicionado próximo à janela, para que seja bem visível inclusive do lado de fora, como advertência a respeitar sempre a vida e os seus ideais.

As crianças e a verdadeira história do Natal

https://vimeo.com/246971375 Video em italiano «Eu tinha ouvido falar só de Papai Noel, mas ninguém tinha me contado a verdadeira história do Natal, a história de Jesus que nasce!», conta uma menina. «É sim, as pessoas tinham se esquecido um pouco, mas nós podemos fazer com que se lembrem! Como já estão fazendo muitas outras crianças no mundo inteiro», responde outro menino. São os gen4, meninos e meninas «que gostam de todos como fez Jesus e fazem com que todos vejam que é Ele o maior presente!», como eles mesmos explicam. Quem lhes ensinou isto foi Chiara Lubich, a fundadora do Movimento dos Focolare, que tinha dirigido a eles este convite: «Façam Jesus nascer no meio de vocês com o amor de vocês; assim sempre é Natal! […] Podemos oferecer Jesus, Jesus no nosso meio para todo o mundo, levar este nosso amor, esta alegria pelas ruas, nas escolas, aos pequenos e aos grandes… por toda a parte!». Anos atrás, Chiara, passeando antes do Natal pelas ruas de Zurique, na Suíça, viu as vitrines com luzes, brinquedos, a neve nas arvorezinhas, Papai Noel… e se perguntou: Onde está Jesus? Jesus não existia ali. «Este mundo rico pegou o Natal para si, mas desalojou Jesus», escreveu. «O que significa ‘desalojado’?» Pergunta uma menina. «Significa que Jesus não tem um lugar para morar, como quando nasceu e não encontravam um lugar para Ele». «Então Chiara nos disse: pelo menos nós vamos fazer festa para Ele! Nós, gen4 do mundo inteiro, gostaríamos de fazer assim e convidar todos a fazer o mesmo». Nasce em seguida a ideia de modelar estatuazinhas de Jesus menino e dos presépios e de oferecê-los às pessoas que talvez não sabem ou não se lembram de que Jesus é mais importante do que as compras de Natal. «Queremos fazer com que se lembrem de que o Natal é a festa de Jesus. E dizemos às pessoas: você quer levá-lo para casa? Alguns respondem que não, alguns passam e nem param, mas outros param e nós damos estas estatuazinhas de Jesus ou presépios, preparados por nós. Estamos nas principais praças das grandes cidades e nos centros comerciais, as damos também aos nossos prefeitos e vamos às casas de repouso de idosos; atraímos a atenção com as nossas banquinhas, os concertos musicais; organizamos festas de Natal para muitas crianças. É como uma onda de felicidade que envolve todos e reconduz o “festejado” ao centro do Natal».

A viagem como método, o território como sala de aula

A viagem como método, o território como sala de aula

Colombia 0LocandinaNão uma viagem turística, a organizada pela Rede internacional “Diálogos em Arquitetura” junto com a Universidade de La Salle de Bogotá, mas uma experiência de vida juntos, conhecendo diretamente os lugares, o mundo da cultura, das empresas e das associações. A partida é de Bogotá, do Sul da cidade. Os olhares desorientados dos italianos dizem que é preciso “mudar os olhos” para se transferir com o coração e a mente para esta terra de fortes contrastes e com um diferente relacionamento com o meio ambiente e o território. Ultrapassamos, a mais de 3000 metros, a Cordilheira Oriental alcançando o centro de Villanueva, lugarejo colonial entre as montanhas, onde parece que o tempo tenha parado. Assistimos a uma exercitação de evacuação dos habitantes em caso de terremoto, e a reunião na praça da cidadezinha que nos dá a ocasião de vivermos, com todos, este momento comunitário. A viagem é retomada numa longa estrada em descida, contorcida, através de túneis que fazem descobrir vez por vez o verde intenso das montanhas e a vista de belíssimos panoramas. Só por um momento se vê a intervenção do homem que está construindo uma ousada ponte de conexão. Colombia24Chegamos à porta do Llano, Villavicencio. A temperatura externa é muito alta, igual ao calor das pessoas que encontramos. Uma majestosa árvore nos protege da luz. Retomamos a estrada atravessando “el llano”, uma imensa extensão. É uma natureza desabitada, que contrasta com a megalópole. Etapa sucessiva: Yopal, cidade nunca visitada antes, mas logo familiar pela acolhida que recebemos. Visitamos a Universidade Unitrópico, que iniciou um percurso interdisciplinar e de arquitetura social. Como em todos os países da América Latina, também na Colômbia a arquitetura não pode ser destacada do social e nasce das relações construídas com as comunidades. Nos arredores de Yopal se encontra o Campus universitário ‘Utopia’ da Universidade de La Salle. Uma experiência para os jovens que provêm das regiões rurais, vítimas de violência por parte da guerrilha. Conjugando o estudo e o trabalho da terra obtêm um diploma em Ciências Agrárias e a possibilidade de iniciar um trabalho. Uma concreta experiência piloto de paz, para a qual olhar com esperança. Eis-nos à metade da viagem. Após um ótimo café da manhã típico, partimos para as cidades coloniais de Monguì, e Tunja, primeira capital da Colômbia. Nas grandiosas praças coloniais, como em Villa de Leyva, se encontram as populações indígenas que nos transmitem a sua forte identidade que hoje se integra bem nas arquiteturas coloniais. Retornamos a Bogotá pelo Norte. O impacto é quase mais forte do que pelo Sul. Atravessamos a região mais rica com as suas habitações fechadas em recintos de segurança. A experiência continua com o workshop organizado pelo Observatório Urbano da Universidade La Salle, no bairro periférico Altos de Cazucá, para onde nos mudamos por uma semana, conhecendo de perto as famílias, compartilhando a comida e dormindo nas suas casas. O impacto é muito forte. Estamos junto com jovens universitários da Alemanha, de Bogotá e de Yopal. A pobreza é altíssima, mas a solidariedade e os relacionamentos que existem nos fazem descobrir a identidade do lugar. A experiência de trabalho é nova! Trata-se de completar os exteriores de algumas habitações, realizar hortas, pintar algumas fachadas, montar uma biblioteca, desenhar murais que exprimam a vida daquela comunidade. Uma família inteira é simbolicamente representada por pássaros, entre eles inclusive o filho assassinado pela delinquência local, uma dor que compartilhamos. Um dos jovens do bairro nos diz: «Trabalhamos juntos e fizemos o nosso bairro bonito. Agora se continuará completando as ruas». Os seus olhares se imprimem dentro de nós: grande entusiasmo e nova esperança nos invadem. A troca intercultural é um autêntico enriquecimento ao fazer arquitetura juntos. Pondo à disposição as suas capacidades e os seus conhecimentos, o arquiteto pode contribuir para reconstruir o tecido social realizando espaços que sirvam para custodiar e fazer crescer a identidade de um lugar com a sua comunidade.

Dia mundial dos Direitos humanos

No dia 10 de dezembro de 1948 foi proclamada a Declaração universal dos Direitos humanos. Desde então, todos os anos, no mesmo dia, se recorda tal Declaração, elaborada pela Comissão para os direitos humanos, órgão da ONU, presidida na época por Eleanor Roosevelt, mulher do presidente dos Estados Unidos da América, Franklin D. Roosevelt, para chamar a atenção de todos sobre a importância e a defesa da dignidade da pessoa. O documento constitui uma espécie de interrupção entre a época precedente a 1948, em que a indignação pelas iniquidades no mundo era confiada a alguma intervenção esporádica, e a sucessiva, em que era firmemente reconhecida, pela primeira vez, a necessidade de combater as desigualdades, em todos os Estados do mundo. Reconhecendo a validade de tal Carta e aplicando ao pé da letra os seus 30 artigos, muitos aspectos desviados da nossa sociedade desapareceriam: escravidão, tortura, guerra, racismo, violência de gênero, maus tratos sobre os menores, exploração do homem pelo homem, mas também depauperamento, abuso e poluição das reservas ambientais.

Um instrumento indispensável para a fraternidade

No mundo moderno a obediência não é avaliada na sua justa medida. O sopro de liberdade, de fraternidade e de igualdade que dimanou da revolução francesa entrou nos nossos jornais, nos nossos pátios, nas nossas casas e, também, nas nossas paróquias e nos nossos conventos. (…) Não é raro, portanto, encon­trar no nosso inconsciente uma oculta desconfiança no que diz respeito àquela preciosa virtude, como se ela estivesse em contraposição com a descoberta evangélica de que todos somos irmãos em Cristo. A obediência não implica uma abdicação da própria personalidade, uma humilhação desumana. Ela, ao con­trário, ajuda-nos a sermos verdadeiramente nós próprios, a desenvolver o nosso eu, porque nos insere num contexto social que é indispensável, humana e divina­mente, à verdadeira manifestação das nossas capaci­dades. Quando a vontade daquele que é superior a mim, legitimamente investido no governo civil ou eclesiástico, me indica aquilo que devo querer, ou aquilo que devo abandonar, ainda que isto choque com os meus projetos, com o meu modo de pensar, eleva-me sempre a um plano mais vasto e geral, ao plano do bem comum. Aquela limitação que experimento, aquele choque pelo contraste que se gera, é a contribuição neces­sária ao meu desenvolvimento. Naquele momento a minha humanidade cresce, torna-se mais plena. E quanto mais me encontro unido aos outros, mais redescubro a minha fraternidade com os outros. Ela, de fato, é fruto da comunhão. A obediência, longe de estar em oposição à frater­nidade humana, torna-se um meio indispensável para a sua realização.( …) Muitas vezes, quando se fala desta virtude, são apresentados apenas os aspectos ascéticos: como pro­gride a alma que renuncia à própria vontade, quanto se livra das paixões, etc. É certamente verdadeiro, mas ela nos dá algo melhor: faz-nos participar misticamente da humanidade de Cristo; permite-nos experimentar no nosso coração os mesmos sentimentos de Jesus (Fil. 2, 5). Maria Santíssima é o modelo por excelência desta obediência interior: quando responde ao anjo: “Eis a serva do Senhor”; quando, para obedecer ao decreto do imperador romano, se dirige a Belém; quando “apressadamente” segue a inspiração e vai assistir Isabel; quando nas bodas de Caná pede a Jesus o milagre; quando no Calvário dá o Filho de Deus ficando com João; quando no meio dos apóstolos reza na espera amorosa do Espí­rito Santo. A sua vida é um contínuo obedecer somente a Deus, justamente obedecendo aos homens e às circuns­tâncias. Revivendo Maria em nós, participaremos da sua mesma intimidade, da sua mesma docilidade. Como o focolarino André Ferrari que, agonizante, com um sorriso nos lábios, dizia, a quem o preparava para aceitar a vontade de Deus, sorridente com uma serenidade que mani­festava a sua íntima união com Ele: “Aprendemos a reconhecê-la sempre, até mesmo no sinal vermelho de um semáforo.” De: Pasquale Foresi – Palavras de Vida – Cidade Nova, Portugal 1963 – págs. 80-83

Festa da Imaculada Conceição

Hoje, dia 8 de dezembro, celebra-se uma das festas mais caras e populares que a Igreja Católica dedicou a Maria: a Imaculada Conceição. Uma festa que se celebra precisamente no dia em que o Papa Pio IX, em 1854, com a sua Bula “Ineffabilis Deus”, proclamou que a Virgem Maria, “por singular graça e privilégio”, foi preservada, desde o primeiro instante da sua conceção, daquela comum herança do género humano, isto é, o pecado original. Esta formulação é o culminar de uma longa série de disputas teológicas em torno do nascimento da Mãe de Jesus. No Oriente celebrava-se, desde os finais do século VI d.C., uma festa em honra da conceção de Maria, que, a partir do século X, se difundiu também no Ocidente. A solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria insere-se no contexto do Advento e do Natal, associando assim à espera do nascimento de Cristo a memória de sua Mãe.