Movimento dos Focolares

Nem vítimas nem bandidos. Mude as regras do jogo.

Com este titulo se terá do dia 30 de Setembro ao dia 1 de Outubro o evento LoppianoLab, um laboratório nacional de economia, cultura, comunicação, formação e inovação promovido anualmente pela editora Città Nuova, o pólo industrial Lionello Bonfanti, o Instituto Universitário Sophia  IUS e a cidadela internacional de Loppiano. Imigração, trabalho, pobreza, inclusão social, luta à corrupção, empenho pelo bem comum, família, jovens, educação e muito mais, serão os temas da oitava edição deste laboratório.

Dia International da Solidariedade

Foi instituída pela ONU em 2005 com o objectivo de sensibilizar a sociedade ao problema de quem vive uma vida mais desfavorecida. O dia Internacional da Solidariedade celebra-se no dia 31 de Agosto de cada ano para lembrar à Comunidade Internacional de que a atitude natural de cada ser humano não é aquela do ódio, da discriminação e da indiferença para com quem não conseguem emancipar-se e viver dignamente, mas aquela de colaborar, de sustentar, sem interesses pessoais.

Um ano após o terramoto na Itália central

Do dia 26 de Agosto ao dia 2 de Setembro, nos arredores de Amatrice e Borbona, dois dos centros afectados pelo terramoto na Itália central, os jovens do Movimento dos Focolares organizarão uma semana de iniciativas para crianças, jovens e idosos. A iniciativa desenvolve-se no âmbito de um programa promovido pela Caritas para dar um apoio continuo á comunidade local. São 25 os jovens provenientes de toda a Itália para dar vida ao projecto.

Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação

O Dia Mundial de Oração pela Criação (1 de Setembro) foi instituído pela Igreja Ortodoxa em 1989. Desde então, muitas outras Igrejas cristãs se uniram à celebração, entre elas a Igreja católica, após a carta encíclica do Papa Francisco Laudato sí sobre o cuidado da casa comum. A tutela e a salvaguarda do meio ambiente, a responsabilidade e a atenção a cada homem e ao ambiente em que ele vive, com especial atenção aos pobres e aos esquecidos, serão os temas ao centro das iniciativas e orações comuns que se terão em vários países.

O homem reza com a Criação

O homem reza com a Criação

Luca 3A oração não consiste propriamente em dedicar tempo à meditação, durante o dia, ou em ler algum trecho da Sagrada Escritura ou outros textos de santos, nem em procurar pensar em Deus ou em nós próprios, em busca duma reforma interior. Isso não é rezar na sua essência. O mesmo se diga da recitação do rosário ou das orações da manhã e da noite. São, sem dúvida, expressões adequadas a fazer-nos entrar em relação com Deus e a exteriorizar a realidade interior, mas que, apesar de tudo, não concidem perfeitamente com a oração. No limite, uma pessoa pode fazer estas coisas durante todo o dia e não ter rezado um só minuto que seja. Entre a oração e as orações há uma diferença substancial que procurarei ilustrar, iniciando pela oração mais inconsciente, mas nem por isso menos essencial. Quando de noite os nossos olhos se erguem para contemplar o céu estrelado, vêem um universo de infinita beleza que encanta e surpreende na sua tácita obediência a uma lei: lei de vida e de harmonia que, desde o início, o constituiu e que, em cada momento, o sustém; lei que, por si só, testemunha o Criador. Se isto acontece com os astros do céu, assim é também com as plantas e as flores que, ‘sabem’ quando devem desabrochar e florescer, quando frutificar e morrer. Uma profunda relação liga portanto todos os seres vivos a Deus; relação que – atrevo-me a dizer – é uma profunda oração, porque eles, pelo simples facto da sua existência, inconscientemente O reconhecem e O seguem “proclamando a sua glória” (Sl 18,2). Mas esta oração recôndita encontra também expressão no ser humano, na sua forma mais elevada, porque consciente e livre. É a oração que nasce, quanto nós, ainda antes de entrarmos em colóquio com Deus, O reconhecemos como Pai que nos criou e nos mantém, à semelhança de todo o universo. A relação com Deus manifesta-se então na sua realidade de fundamento vital e simultaneamente medicinal. Trata-se portanto de uma relação que cada um de nós é chamado a estabelecer quotidianamente com Deus, ou a pedir-lhe que no-la conceda, como alguns mestres do espírito convidam a fazer, numa original exegese da invocação do Pai-nosso: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. A oração, para ser verdadeiramente tal, exige antes de mais uma relação com Jesus: ir com o espírito para além da nossa condição humana, das nossas ocupações, das nossas orações (ainda que belas e necessárias), para estabelecer com Ele esta relação íntima, pessoal. […] Vejamos então as diferentes maneiras como essa relação se pode desenvolver. Começo por uma forma de oração que, aparentemente, pode não parecer tal: é a oração de oferecimento. Ela pode ser vivida por quem, prostrado pelos sofrimentos físicos ou espirituais, e sentindo-se incapaz seja do que for, até de falar, oferece a Deus, num brevíssimo instante que seja, toda a sua existência. Esta forma de oração pode mesmo ser considerada a mais profunda, porque a alma é como que enxertada naquele ponto onde o contacto com Deus é imediato e direto. Mas o trabalho também pode assumir a forma de uma oração de oferecimento. Penso especialmente naquelas pessoas que, durante o dia, sobrecarregadas pelo cansaço físico, se sentem quase impossiblitadas de reunir as forças necessárias para se dedicar à oração. Ora bem, também essas pessoas, se de manhã, com um simples pensamento, oferecerem a Deus o seu dia, dar-se-ão conta de viverem numa contínua relação com Ele; e à noite, num momento de recolhimento silencioso, reencontrarâo a união com Ele. É a isso que, no fundo, a humanidade de hoje se mostra particularmente sensível, isto é, que todo o universo e tudo o que nele tem lugar se possa transformar numa imensa oração que se eleva continuamente para Deus. Pasqual Foresi, in “Luce che si incarna” – Ed. Città Nuova, Roma 2014, pagg. 31-32-33.

Maria: a cristã perfeita

Maria: a cristã perfeita

Maria 1«Só pensar em falar de Maria me faz estremecer a alma e bater o coração. Este é um assunto tal que supera qualquer capacidade nossa, e no lugar da palavra ficaria melhor o silêncio. Maria! A extraordinária entre todas as criaturas, a excelsa até ser investida pelo título e pela realidade de Mãe de Deus e, portanto, a Imaculada, a Assunta, a Rainha, a Mãe da Igreja. Maria é mais próxima de Deus do que do homem, no entanto é criatura como nós criaturas, e assim está diante do Criador. Daqui a possibilidade, para ela, de ser para nós como um plano inclinado que toca céu e terra e, por conseguinte, embora no seu ser extraordinário: menina, jovenzinha, noiva, mãe, esposa, viúva… como nós que, cada um na própria idade e condição, podemos encontrar uma ligação com ela e, portanto, um modelo». […] «Com relação a possuir uma verdadeira devoção a ela – embora magnificando as várias devoções que floresceram nos séculos, para dar ao povo cristão o sentido de um amor materno seguro, que pensa em todos os pequenos e grandes problemas que a vida traz consigo – eu aconselharia um caminho que faz nascer no coração um amor por Maria semelhante e do tipo daquele que Jesus tem por ela. Pois bem, se Maria tem todas aquelas magníficas e extraordinárias qualidades que você sabe, ela é também “a cristã perfeita”. E é assim porque, como se pode deduzir pelo Evangelho, ela não vive a própria vida, mas deixa que a lei de Deus viva nela. É aquela que pode dizer, melhor do que todos: “não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gal 2,20). Maria é a Palavra de Deus vivida. Portanto, se você quer amá-la verdadeiramente, “imite-a”. Seja, também você, Palavra de Deus viva! Imitá-la faz com que você seja semelhante a ela e a leva a amá-la, porque, se diz um ditado: “o amor ou encontra semelhantes, ou torna semelhantes”, é verdade também que os semelhantes se amam. […] «Imitemos Maria, portanto, tornemo-nos semelhantes a ela, e nascerá espontaneamente no nosso coração o amor por ela». Chiara Lubich “Diálogo aberto”. Publicado em Città Nuova, 1976, n. 9, p. 33.