Movimento dos Focolares
Uma geração irrefreável

Uma geração irrefreável

50thGenCinquenta anos de vida, mas o mesmo frescor e o mesmo ideal dos primórdios. São os Gen, a nova geração dos Focolares que, de 17 a 20 de novembro, se reunirão em Castelgandolfo para o seu congresso. Em número de mil, provenientes de todas as latitudes do mundo. Não um congresso qualquer, mas uma grande festa para celebrar o 50º ano de vida deles. Corria o ano de 1966 quando Chiara Lubich lançou um apelo aos jovens do Movimento dos Focolares, para que recolhessem ao seu redor o maior número possível de seus coetâneos para realizarem o testamento de Jesus, “que todos sejam um”. Hoje, os Gen estão espalhados por toda a parte, pertencem a diferentes crenças religiosas, falam todas as línguas e idiomas do mundo, mas têm o mesmo entusiasmo e radicalismo evangélico daquela época. ChiaraLuce_03É uma Gen, a primeira pessoa que, vivendo a espiritualidade da unidade de Chiara Lubich, chegou às honras dos altares. A juveníssima Chiara Luce Badano, morta em 1990 aos 18 anos e beatificada em 2010, se tornou para todos, jovens e não só eles, um exemplo de como se pode testemunhar a fé no amor de Deus até mesmo em situações de doença e sofrimento. No dia 29 de outubro de cada ano, a jovem bem-aventurada é venerada no mundo inteiro. Tanzania_ChiaraLuceInclusive em Iringa, na Tanzânia, poucas semanas atrás, os Gen organizaram uma festa para propô-la como modelo de vida. Reuniram uma centena de jovens e exibiram o vídeo de Chiara Luce em língua suaíli, acompanhado de experiências e danças típicas. «Aprendi muitas coisas, por exemplo que devo amar sempre quem está perto de mim. E aqui eu vi que no amor podemos estar juntos, apesar das nossas diferenças». «O que me impressionou é a paciência de Chiara Luce. Ela aceitou tudo da sua doença, vivendo cada momento sem se lamentar». Apesar dos obstáculos, não param. Há 50 anos. Unstoppable generation! Chiara Favotti


https://vimeo.com/191033570 https://vimeo.com/191033565 https://vimeo.com/191033568 https://vimeo.com/191033569 https://vimeo.com/191039964 https://vimeo.com/191033564

Foresi: A Igreja dos pobres

Foresi: A Igreja dos pobres

20161113-03«Por “Igreja dos pobres” entendem-se dois significados bem precisos: a Igreja deve ser pobre como Cristo se quer anunciar o reino de Deus, se quer que a sua mensagem tenha uma eficácia; e pobres em espírito deverão ser todos os cristãos que aderem  profundamente à vida da Igreja. A mensagem da salvação será muito mais aceita pelos pobres, enquanto que, para um rico, será difícil entrar no reino dos céus assim como um camelo passar pelo buraco de uma agulha. Igreja pobre e Igreja dos pobres, conceitos, no entanto, que não devem nos fazer acreditar que isto tenha uma fácil implantação na vida sociopolítico atual. Na verdade, para Jesus os pobres são aqueles que, provados, sendo humildes, sem suporte ou apoio externo em que confiar, voltam-se para Deus, o justo e benfeitor. Os tradutores gregos da Bíblia entenderam muito bem que não se trata somente da pobreza material; para traduzir a palavra hebraica  anaw (pobre), eles não utilizaram o termo “indigente” ou “necessitado”, mas preferiram a palavra praus, que evoca a ideia daquele que é manso e resignado até mesmo nos momentos de provação. (…) Esses pobres, no Evangelho, são encontrados também nas classes mais elevadas. Mateus nos fala sobre José de Arimatéia: “homem rico, que era discípulo de Jesus” (27, 57). Ele era desapegado dos seus bens, era um homem pobre e humilde. (…) Tertuliano, na Apologética mostrava que os cristãos daquele tempo não lutavam e nem mesmo aspiravam por cargos políticos, porque não eram atraídos por ambições pessoais. Por outro lado, notamos que muitos, que são economicamente desfavorecidos, voltam-se para mensagens que vêm de fora da Igreja, e aderem a elas. (…) É por isso que os papas e o Concílio nos convidam a refletir sobre a nossa vida cristã.  Realmente é autentica? Ela traz o sinal visível da humildade e da pobreza? 20161113-02A pobreza deve ser o fruto da caridade. Será o amor que nos fará colocar nossos bens materiais à disposição da comunidade, dos pobres e necessitados. É a caridade cristã que nos conduz a eliminar o egoísmo e fazer brotar a comunhão. (…) A Igreja dos pobres torna-se, assim, a Igreja da comunhão entre ricos que se tornam pobres e pobres que doam a sua pobreza para construir juntos a Igreja. (…) Se quisermos que a Igreja dos pobres torne a assumir um valor de testemunho na evangelização, é necessário que, a todos os níveis, mergulhemos novamente na verdadeira vida cristã, a partir de qualquer ponto da Igreja, de cima para baixo, da periferia ao centro. (…) Isso se refletirá no plano social e político com novas reformas, que terão fundamento cristão se inspiradas pela liberdade. (…) Alguns espíritos mais sensíveis não estão satisfeitos e ainda gritam que a Igreja deve se tornar mais pobre. (…) Quando algo justo e correto é exigido, ainda que expresso mal ou de forma desordenada, devemos refletir profundamente se quanto nos é dito não seja um estímulo para acelerar o processo de renovação, sem o qual a Boa Nova não poderá ser levada a todos os homens da terra senão com pouca eficácia. (…) O desejo de paz, a pobreza, uma comunhão de bens que seja um sinal visível da comunhão dos espíritos, não são estes os protestos que tememos, pelo contrário, são precisamente estes que nos impulsionam a seguir no caminho do Evangelho». Pasquale Foresi – Problemáticas da Igreja de Hoje – 1970 – Editora Cidade Nova

No Congo nasce o Movimento Político pela Unidade

No Congo nasce o Movimento Político pela Unidade

IMG-20161102-WA0011«Nasceu em Kinshasa o Movimento Político pela Unidade!». Com estas palavras, Upira Dieudonné, deputado nacional da oposição na República Democrática do Congo (RDC), encerrou o primeiro encontro do Movimento Politico pela Unidade em Kinshasa, em 29 de outubro. «A situação política atual no nosso país é delicada. Existem fortes tensões políticas e sociais. Há poucos meses, houve confrontos que causaram a morte de várias pessoas. Por sua vez, o poder constituído e a oposição radicalizaram as suas posições», escreve. Mas, como foi que as coisas evoluíram até este ponto? «Depois da participação no congresso de Roma, no mês de junho passado, com políticos do mundo inteiro, juntamente com a Senhora Georgine Madiko (deputada honorária, membro do Gabinete da Assembleia Nacional, atualmente responsável política de uma célula de um partido da maioria presidencial) decidimos fazer alguma coisa pelo próprio país», explica. Para além das diferenças políticas, os dois deputados ao retornarem de Roma estreitam a amizade que os une, com a troca de opiniões. Sonham trabalhar para formarem jovens como líderes políticos. Como afirma, trata-se «de uma formação à verdadeira política, uma política com valores». Nesta troca de opiniões, decidem que o primeiro passo para a concretização deste projeto em Kinshasa é o lançamento do Movimento Político pela Unidade. «Isto pode permitir a criação de uma rede de vários atores que trabalham na política, que fazem ou gostariam de fazer o bem através da política». Organizam o evento, mas questionam-se: «Será que as pessoas convidadas terão a coragem de vir?». Esta incerteza continua a crescer quando, no sábado fixado para o encontro, uma chuva torrencial desaba quase ininterruptamente sobre Kinshasa. Por causa das más condições das estradas e do mal estado dos transportes públicos, as pessoas evitam ao máximo sair quando chove! Apesar disso, trinta pessoas respondem ao convite, entre estas deputados e dirigentes de vários partidos políticos, membros da administração pública, professores de ciências políticas, estudantes, integrantes dos movimentos sociais, advogados e jornalistas. O debate programado dá espaço a uma troca de ideias que se realiza num clima de escuta recíproca. Contam: «Ouvimos frases como: “queremos continuar em contato com vocês e multiplicar o diálogo”, “diante da perda dos valores devemos trabalhar para incutir o positivo no nosso sistema educativo para formar pessoas que amanhã possam ser bons políticos”, “sinto que se não faço alguma coisa, Deus um dia me perguntará o que é que eu fiz com tudo o que ele me deu”, “somos jovens e queremos aprender de vocês, que são mais velhos. Não nos esqueçam”». As impressões espontâneas dos participantes exprimem o pensamento dos organizadores e tornam este momento sagrado. Na conclusão, a Senhora Georgine Madiko afirma: «Através da nossa ação devemos ser uma luz num mundo que está na escuridão. Devemos pregar com o nosso exemplo. E àqueles que tocados pelo nosso comportamento, perguntam se fazemos política ou religião, respondemos que uma política sem valores é a ruína das nações». Antes de se despedirem um dos participantes propõe: «Devemos esquecer os nossos títulos, e encontrar-nos regularmente mesmo só para saber como estamos. Gostaria que cada um de nós partisse daqui com a lista de todos os participantes para podermos manter o contato». O próximo encontro será no dia 3 de dezembro. Gustavo Clariá

Unesco: “Reinventar a paz”

Unesco: “Reinventar a paz”

20161018-UNESCOslide_streaming LIVE STREAMING – 15 de Novembro de 2016, Horário: 10-13, 15-18  (CET, UTC+1) – http://live.focolare.org/unesco em Português, Espanhol, Francês, Inglês e Italiano   DISCURSOS  OFICIAIS “Reinventar a paz” – discurso de Maria Voce “Unidade da família humana e cultura de paz” – discurso de Jesús Morán   Serviço de Informação do Movimento dos Focolares (em Italiano) – SIF Comunicado de imprensa 09/11/2016 Comunicado de imprensa 26/10/2016   Programa do evento – “Reinventar a paz“ (em inglês) “Reinventar a paz” – declaração (em inglês)   Chiara Lubich, 17/12/1996 –  Discurso de Chiara Lubich à UNESCO em Italiano  

Diálogo: a palavra-chave da minha vida

Diálogo: a palavra-chave da minha vida

Mons.Machado_FotoRaulSilvaFelix Machado é um entusiasta pelo diálogo inter-religioso. Uma confirmação é a amizade que o liga a muitos líderes de várias religiões, como a grande estudiosa hindu Dra. Kala Acharya. Ambos referem-se um ao outro como “meu irmão Felix” e “minha irmã Kala”, confirmando a profunda amizade alcançada, que os levou a considerar a fraternidade universal como um ponto comum. Felix, como explica esta sua tendência para o diálogo? «Cresci numa cultura rural e cosmopolita. Vasai, atual sede do meu ministério, também é a minha cidade natal. Depois de ter estudado teologia na França e nos Estados Unidos, de 1999 a 2008, trabalhei junto ao Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso no Vaticano. Ali pude adquirir muitos elementos nesta matéria e compreender que a chave para o diálogo está em estabelecer relacionamentos verdadeiros e autênticos com as pessoas que são diferentes de nós. Portanto, mesmo que sejam líderes e estudiosos ou simples agricultores e pescadores, é meu dever de cristão considerar cada um como meu irmão ou irmã em Cristo. O verdadeiro diálogo pode nascer somente de uma escuta profunda e da aceitação do outro, e depois, se é necessário, pode-se oferecer os próprios ideais como um dom. É por isso que tenho grande apreço pelo trabalho inter-religioso feito pelo Movimento dos Focolares aqui na Índia. Trata-se de uma ação baseada na autenticidade, na confiança e na boa vontade com os nossos irmãos e irmãs hindus».  Machado2_FotoRaulSilvaAo retornar de uma viagem na Índia, no início deste ano, Maria Voce, presidente dos Focolares, contou-nos que foi calorosamente recebida pelo senhor. «Senti-me honrado em dar-lhe as boas vindas na minha diocese de Vasai, e de relembrar com ela os primeiros contatos que tive com o Movimento através das duas focolarinas que trabalhavam no Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso. Tinha ficado impressionado pelo grande amor que dedicavam nas atividades mais simples. Deste modo, interessei-me em conhecer mais a fundo o Focolare e bem logo tive o privilégio de encontrar Chiara Lubich. Era uma pessoa simples, direta, que acreditava na unidade. Ela ofereceu esta estrada da unidade para toda a humanidade através da Igreja, permanecendo-lhe profundamente fiel e trabalhando pela unidade da família humana. Sinto-me feliz por ver como na Índia os Focolares levam para frente esta herança por meio do diálogo entre as religiões, as culturas e as gerações». Diante dos tantos desafios que a família humana deve enfrentar em várias partes do mundo, na sua opinião, qual é a importância de se prosseguir na estrada do diálogo? «Este é um processo que requer tempo e dedicação e às vezes o diálogo pode parecer inútil quando deparamo-nos com episódios de violência, na pobreza e na discriminação social. Mas não é assim. Pessoalmente, procuro inspirar-me no Papa João XXIII, que costumava ajoelhar-se em oração depois de um dia longo e difícil, dizendo: “Senhor, fiz o melhor que pude. Esta é a tua Igreja, agora és tu que estás no comando”. Como seres humanos temos a tendência de sermos impacientes, mas Deus não o é. Consequentemente, é o nosso dever ser semelhantes a Cristo no amar, no perdoar e em continuar a acreditar na fraternidade universal, mesmo e sobretudo quando esta pode parecer inadequada para resolver os problemas de hoje. Devemos lembrar que não podemos impor a nossa ideia do tempo a Deus». Entrevista de Annabel D’Souza

Instituto Universitário Sophia: inauguração do Centro Evangelii Gaudium.

Instituto Universitário Sophia: inauguração do Centro Evangelii Gaudium.

untitledTrata-se de um novo “laboratório” promovido por Sophia, em colaboração com os Centros de formação e de ação pastoral do Movimento dos Focolares: o Centro dos sacerdotes e diáconos focolarinos, o Centro dos sacerdotes e diáconos voluntários, o Centro gen’s, o Centro dos religiosos, o Centro das consagradas, a Secretaria do Movimento Paroquial e a Secretaria do Movimento Diocesano. A intenção do Centro é responder ao convite feito pelo Papa Francisco à Igreja italiana a retomar em mãos a Exortação “Evangelii Gaudium” para dar impulso, conteúdo e direção ao trabalho de renovação pastoral necessário à evangelização à qual a Igreja é chamada para “sair” e ir em direção às periferias existenciais do nosso tempo. Os cursos, os seminários, os estágios e os laboratórios promovidos pelo Centro são direcionados a sacerdotes, pessoas consagradas, agentes pastorais, leigos empenhados em diversos setores da vida eclesial e social, e especialmente aos jovens. Tais cursos e atividades desejam oferecer uma contribuição a esta exigente e urgente tarefa, unindo os estímulos espirituais e as experiências suscitadas pelo carisma da unidade de Chiara Lubich. O Centro Evangelii Gaudium (CEG) tem a missão de promover e apoiar, em sintonia com o projeto de formação e o método acadêmico de Sophia, a formação, o estudo e a pesquisa no âmbito da eclesiologia, da teologia pastoral e da missão, da teologia espiritual e da teologia dos carismas, na vida atual da Igreja, em saída missionária. No programa da cerimônia de inauguração, além das saudações iniciais – entre as quais a do cardeal João Braz de Aviz e dom Vincenzo Zani – são previstas a apresentação do Centro, que será feita pelo diretor do Instituto Sophia, professor Piero Coda; uma introdução sobre os pontos fortes da exortação apostólica do Papa Francisco, que será feita pela professora Tiziana Merletti (ex-superiora geral das Irmãs Franciscanas dos Pobres) e uma mesa-redonda com a participação de expoentes do mundo da cultura como Massimo Toschi e Damiano Tommasi. Piero Coda afirmou: “O desafio é o de oferecer uma contribuição à mudança de paradigma na cultura e na relação entre comunidade eclesial e sociedade civil que o nosso tempo requer e à qual a profecia do Papa Francisco nos diz, de maneira forte, que chegou o momento de iniciá-la com fidelidade e criatividade”. Entrevista coletiva de apresentação do “Centro de alta formação Evangelii Gaudium” (CEG): 8 de novembro de 2016, às 11:30h, na sede de Toscana Oggi, Via dei Pucci, 2, Florença. Moderador: Padre Giovanni Momigli, colaborador CEG. Participantes: padre Emilio Rocchi, Secretário do Centro Evangelii Gaudium, e professor Sergio Rondinara, professor de epistemologia e cosmologia, no Instituto Sophia).   ****************************************************** Info: relazioni.esterne@iu-sophia.orgwww.iu-sophia.org Istituto Universitario Sophia – Via San Vito 28, Loppiano – 50063 Figline e Incisa Valdarno (FI) ITA Tel. +39 055 9051500 – Fax +39 055 9051599