Movimento dos Focolares
Ad multos annos, Patriarca Bartolomeo!

Ad multos annos, Patriarca Bartolomeo!

20101012-14Foi no dia 22 de outubro de 1991 que o Santo Sínodo da Igreja Ortodoxa o escolheu, em unanimidade, para tornar-se Arcebispo de Constantinopla-Nova Roma e Patriarca Ecumênico. O recém-eleito Patriarca já conhecia Chiara Lubich quando era diácono e estudava em Roma e, também, durante as várias viagens de Chiara a Istanbul para visitar o Patriarca Atenágoras e, sucessivamente, o Patriarca Demétrio. Ele participou de várias daquelas reuniões e herdou, do carisma profético de Atenágoras, a paixão pela unidade da Igreja que também em Chiara vibrava com vigor particular. Nos últimos anos a amizade espiritual e a comunhão continuaram a crescer. O Patriarca visitou Chiara no Hospital Gemelli, em Roma, poucos dias antes que ela falecesse, dando-lhe a sua benção… Recordamos também a sua visita a Loppiano, em outubro de 2015, onde ele foi condecorado pelo Instituto Universitário Sophia com o primeiro título de doutor honoris causa em Cultura da unidade. Um mês depois, foi ele que acolheu na escola Teológica de Halki, em Istanbul, o 34º Encontro Ecumênico dos bispos amigos do Movimento. A comemoração deste aniversário, portanto, foi vivida com participação e grande alegria por todo o Movimento. É difícil fazer uma avaliação, de modo exauriente, desses 25 anos de trabalho paciente e tenaz, humilde e generoso. Maria Voce, em um breve vídeo-mensagem os definiu “25 anos abençoados”. A presidente dos Focolares expressou sentimentos de “gratidão a Deus pelos dons que Ele concedeu ao senhor”, para ser “guia iluminada para a sua Igreja”, mas, também, no fato de “envolver muitas pessoas no pensamento e na ação concreta (…) a favor da vida, da criação, do diálogo, da paz e da construção da fraternidade universal”. No sábado, 22 de outubro, havia uma atmosfera de grande festa na Igreja de são Jorge, sede do Patriarcado Ecumênico, em Istanbul, onde foi celebrada a Divina Liturgia, momento culminante das celebrações deste jubileu. No grego moderno efcharistó significa “Obrigado”. E parece que nada pode expressar melhor que o ato de agradecer e louvar a Deus pelo dom que Ele deu à Igreja e ao mundo através deste homem. Diante de numerosos metropolitas provenientes de muitos países e ligados ao Patriarcado Ecumênico, do vigário apostólico Rubén Tierrablanca de Istambul e de um Mufti, Dede Bektasi, da Albânia, o Patriarca tentou fazer uma descrição desses anos, como um servo humilde e agradecido. Dom Nicholas Wyrwoll fez um balanço deste um quarto de século sob a guia do Patriarca: “Muitas coisas mudaram. Bartolomeu hoje é reconhecido como Patriarca Ecumênico, título que não se podia nominar nem mesmo na liturgia. Uma mudança notável foi a do Santo Sínodo, que é o órgão de governo mais importante da Igreja Bizantina. Antes, os membros eram todos da Turquia, atualmente, os convidados são do mundo inteiro e se alternam com uma periodicidade de seis meses. Ele soube envolver a pequena comunidade grega que permaneceu na Turquia e as autoridades turcas no trabalho de restauração de muitas igrejas e mosteiros, conservando e valorizando o enorme patrimônio cristão deste país. E, também, no interesse pela salvaguarda da criação. PatriarcaBartolomeo-01Colaborou com todas as religiões, é um líder ouvido no mundo inteiro. Na homilia o Patriarca evidenciou a importância do diálogo e da comunhão: “Somos de culturas diferentes, de histórias diferentes, de experiências diferentes – afirmou – a expressão comum da nossa fé não deve ser procurada com palavras, mas, na oração comum”. E saudou cordialmente o Mufti da Albânia. Citou também o Sínodo Pan-ortodoxo realizado em Creta. Com ele a busca da unidade na Igreja e, em particular com a Igreja Católica, recebeu uma aceleração fenomenal”.

Palavra de vida: a alegria do perdão

Palavra de vida: a alegria do perdão

20161028 perdonoNa prisão «Eu tinha tido problemas com um outro rapaz e nós dois terminamos na cadeia. Éramos inimigos, não existia nenhuma possibilidade de acordo entre nós. Mas, quando eu conheci mais profundamente o ensinamento de Jesus sobre o amor, pensei nesse “inimigo”. O que fazer para amá-lo? Veio-me à mente a ideia de partilhar com ele um pouco da comida que os meus trazem, porque sei que ninguém traz nada para ele. Agora nos tornamos bons amigos. Outra experiência diz respeito ao único pote para alimentos que eu tinha: alguém o havia roubado e eu sabia quem havia sido. Fui falar pessoalmente com essa pessoa, mas ela se recusou a devolvê-lo. Não sabia o que fazer. Quando voltei à minha cela comecei a ler o Evangelho, que é a minha referência para tudo, e encontrei o trecho sobre o mandamento novo. Era a resposta! Imediatamente, com todo o coração, decidi deixar aquilo de lado e não pensar mais naquele pote! O mais importante é amar». (D. J. – Nigéria) A cafeteira «No trabalho todos usamos a mesma cafeteira, mas ninguém se preocupa em lavá-la e deixá-la carregada. Todos se habituaram que eu faça isso. Um dia, uma colega, depois de ter tomado o café, veio indagar por que eu era assim, sempre bem-disposto para com os outros. Eu respondi que aquilo não me custava muito e que era a única coisa que podia fazer por eles. E ela: “Você está me dizendo algo importante. Eu me lamento sempre com meu marido, porque deixa tudo em desordem, e sou eu que devo começar a fazer aquilo que ele não faz”. Desde aquele dia o clima no trabalho deu um salto de qualidade». (R. C. – Espanha) Aquele filho “desconhecido” «Com o primeiro filho sempre conseguimos ter um diálogo e dar a ele um apoio moral. Com o seu irmão, que tem um caráter muito forte, foi difícil. Estar com um adolescente que não quer se comunicar com ninguém criava um mal-estar geral. No colégio ele também não se empenhava, e chegavam as reclamações dos professores. Meu marido e eu, de comum acordo, procurávamos um caminho para “chegar” ao nosso filho, nós nos encorajávamos mutuamente a amá-lo assim como é, colocando em relevo o seu lado positivo, ainda que nos parecesse ter em casa quase um desconhecido. Mas continuávamos a rezar e a bater na porta do céu para que Deus nos guiasse na difícil tarefa de pais. Depois chegou a ideia, de acordo com nosso filho, de mudar de colégio. Funcionou! Desde então ele mudou em sentido positivo: não é mais agressivo, ao contrário, está sempre disposto a ajudar em casa, na escola está tendo bons resultados e recomeçou a frequentar a igreja. Todos estamos respirando um ar fresco». (B. S. – Suíça)

Palavra de Vida – Novembro de 2016

Existem momentos em que nos sentimos contentes, cheios de força e tudo parece fácil e leve. Outras vezes somos assaltados por dificuldades que deixam nossos dias amargurados, talvez devido aos nossos pequenos fracassos no amor para com as pessoas que estão ao nosso lado, ou porque nos sentimos incapazes de partilhar com outros o nosso ideal de vida. Ou ainda, porque surgem doenças, apertos financeiros, desilusões familiares, dúvidas e provações interiores, perda de emprego, situações de conflito, que nos esmagam e parecem não ter saída. O que mais pesa nessas circunstâncias é o fato de nos sentirmos obrigados a enfrentar sozinhos as provações da vida, sem o apoio de alguém capaz de nos dar uma ajuda decisiva. Poucas pessoas viveram com tanta intensidade alegrias e sofrimentos, sucessos e incompreensões como o apóstolo Paulo. No entanto, ele soube persistir com coragem na sua missão, sem ceder ao desânimo. Será que ele era um super-herói? Não! Ele se sentia fraco, frágil, inadequado. Mas possuía um segredo, que ele confia aos seus amigos da cidade de Filipos: “Tudo posso naquele que me dá força”. Ele tinha descoberto na sua própria vida a presença constante de Jesus. Mesmo quando todos o tinham abandonado, Paulo nunca se sentiu só: Jesus permaneceu junto dele. Era Ele que lhe dava segurança e o incentivava a seguir adiante, a enfrentar todas as adversidades. Tinha entrado plenamente na sua vida, tornando-se a sua força. O segredo de Paulo pode também ser o nosso segredo. Eu sou capaz de tudo quando reconheço e abraço, até mesmo num sofrimento, a proximidade misteriosa de Jesus, que de certo modo se identifica com aquela dor e a toma sobre si. Sou capaz de tudo quando vivo em comunhão de amor com outros, porque então é Ele que vem estar no nosso meio, conforme prometeu (cf. Mt 18,20), e o que me sustenta é a força da unidade. Sou capaz de tudo quando acolho as palavras do Evangelho e as coloco em prática: elas me fazem vislumbrar o caminho que sou chamado a percorrer dia após dia, elas ensinam-me a viver, inspiram-me confiança. Assim terei a força para enfrentar não somente as minhas provações pessoais, ou as da minha família, mas também as do mundo ao meu redor. Pode parecer uma ingenuidade, uma utopia, diante da imensidão dos problemas da sociedade e das nações. No entanto, “tudo” podemos com a presença do Todo-poderoso; “tudo” e só o bem que Ele, no seu amor misericordioso, imaginou para mim e para os outros através de mim. E se esse bem não se realiza de imediato, podemos continuar crendo e esperando no projeto de amor de Deus, que abraça a eternidade e que necessariamente se realizará. Basta fazer o trabalho “a dois”, como ensinava Chiara Lubich: “Não posso fazer nada naquele caso, nada por aquele ente querido, que corre risco ou está doente, nada naquela situação intricada… Pois bem, farei o que Deus quer de mim neste momento: estudar direito, varrer direito, rezar direito, cuidar direito dos meus filhos… E Deus se ocupará de desemaranhar aquela meada, de confortar quem sofre e de resolver aquele imprevisto.” É um trabalho feito a dois em perfeita comunhão, que exige de nós uma grande fé no amor de Deus por seus filhos e que, pelo nosso modo de agir, dá ao próprio Deus a possibilidade de confiar em nós. Essa confiança recíproca opera milagres. O que vai acontecer é que, aonde nós não conseguimos chegar, Outro realmente conseguiu, e fez muitíssimo melhor do que nós”1. Fabio Ciardi   1 Chiara Lubich, Ideal e Luz, São Paulo : Cidade Nova, 2003, pp. 112-113.

A Hungria recorda a revolução de 1956

Este ano comemora-se o 60º aniversário da revolução húngara de 1956. Uma data muito sentida em todo o país e ligada também a alguns fatos importantes do Movimento dos Focolares, em especial o desenvolvimento de um de seus setores: os voluntários. Mas, os ideais de 1956 ficaram ligados a uma conjuntura que hoje pertence ao passado da história da Hungria? Ou celebrar os 60 anos pode se tornar uma ocasião para reavivar e atualizar aqueles valores pelos quais milhares de pessoas deram a própria vida? Demos um breve olhar aos fatos históricos, por meio dos testemunhos de pessoas que ainda hoje atuam no social, fieis aos valores mais genuínos almejados em 1956, a partir de uma opção evangélica. Vídeos multilingues com legendas https://youtu.be/F-m85VMcI8g https://youtu.be/bpxqy-fYHc8