20 Out 2016 | Sem categoria
O objetivo do congresso que será realizado no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo (Roma), é olhar as profissões e as atividades dos magistrados, advogados, escrivães, agentes penitenciários, agentes da força pública e descobrir o caminho a percorrer juntos para chegar à justiça, envolvendo todos os protagonistas das multíplices relações que possam contribuir a tal objetivo. No sábado à tarde estão previstas sessões distintas, por profissões ou setores de ocupação, e serão desenvolvidas de modo a consentir o trajeto previsto: magistrados, coordenados pelo Dr. Gianni Caso, presidente emérito de Seção do Supremo Tribunal de Justiça; advogados, coordenados pelo Dr. Orazio Moscatello, do Fórum de Bari e pela Dra. Fiorella Verona, do Fórum de Santa Maria Capua Vetere, funcionários do Poder Judiciário, coordenados por Concetta Rubino, escrivã do Tribunal de Nápoles; agentes penitenciários, coordenados pelo Dr. Sebastiano Zinna, ex-diretor do UEPE (Escritório de Execução Penal Externa) de Roma e Dr. Salvatore Nasca, diretor do UEPE de Florença; funcionários da força pública, coordenados pelo Dr. Pasquale De Rosa, ex-funcionário do Ministério da Defesa, na Itália. O processo de credenciamento deste congresso está em andamento no Conselho da Ordem dos Advogados de Velletri (Roma), para o reconhecimento dos créditos acadêmicos. Programa Inscrições abertas até o dia 15 de novembro de 2016 prenotazioni@comunionediritto.org Ficha de inscrição
20 Out 2016 | Sem categoria
No dia 17 de outubro foi lembrada a Jornada Mundial para a Erradicação da Pobreza, instituída por iniciativa do padre Joseph Wresinski que, em 1987, organizou em Paris uma grande manifestação em prol dos direitos humanos. A pobreza assume diferentes aspectos e penetra nos lugares e nas situações de populações inteiras. Não nos acostumamos nunca com o fato de que os seres humanos não possam desfrutar de uma vida digna de ser vivida. Os Jovens por um Mundo Unido da Eslovênia, durante os meses de inverno, entre outros trabalhos, dedicam-se à organização de um evento que realizam depois, no verão: o Summerjob, ou “emprego de verão“, um acampamento com diversas atividades. Procuram um local, estabelecem contatos com os prefeitos, com os bispos, os párocos e pessoas de uma determinada localidade, com a intenção de oferecer a própria contribuição em favor das pessoas que passam necessidades. Neste ano a colaboração com a Cáritas local permitiu encontrar pessoas e famílias que necessitam de uma ajuda muito concreta.
Eles marcaram a data de 15 a 20 de agosto passado, final do verão no hemisfério norte, em Vrbje, um vilarejo próximo a Celje. Nesta terceira edição foram abertas nove frentes de trabalho. Cerca de 40 pessoas se empenharam, sete horas por dia, em muitas atividades: trabalhos nas lavouras, reforma da parte externa de uma casa, construção de um galinheiro, reforma da casa de uma senhora portadora de deficiência física, preparação do material recebido para ajudar as populações da Macedônia vítimas das inundações e pintura da casa de uma senhora que vive em condições miseráveis. Tratou-se especialmente de atuar a fraternidade de maneira concreta, estabelecendo relacionamentos profundos com as pessoas do lugar, e resgatando em muitos a dignidade, muitas vezes perdida. Significativo quanto nos escreveram alguns dos jovens participantes: “Justamente os trabalhos mais difíceis nos fizeram entender que na base da indigência, frequentemente, existem problemas de relacionamento. Com uma senhora, por exemplo, não obstante o nosso trabalho estivesse já definido muito antes, no primeiro dia ficamos conversando bastante, somente para nos conhecermos, para que ela pudesse confiar em nós. Somente depois disso ela nos permitiu iniciar o trabalho no seu apartamento que necessitava de todo tipo de manutenção”.
Muito tempo dedicado à escuta e, também para conversar com muitas pessoas, trocar experiências, preocupações e falar sobre projetos futuros. Tudo isso vivido em uma atmosfera na qual todos se ajudavam, na total disponibilidade, e o resultado era a alegria, realmente grande. Mas, Summerjob não consiste somente em trabalhar: à noite há a partilha de tudo o que se vive durante o dia e aqueles são momentos solenes, envolventes e que ligam e unem sempre mais os participantes do acampamento. Escreveram ainda: “No último dia, como despedida, também com os nossos ‘patrões’ ,lançamos a proposta de fazer um lanche e ver as fotos do acampamento. Foi realmente inexplicável o quanto foi vivido, construído em tão poucos dias. Foi um momento potente!” E a conclusão é evidente: recebe mais quem doa com alegria. Visite a página do Summerjob Slovenija 2016 no Facebook.
19 Out 2016 | Sem categoria
As guerras que dilaceram há muitos anos os continentes distantes, afastados por um braço de mar da Europa, entraram em nossa casa, e o terrorismo é a fronteira final com a qual temos que lidar. E na França, após um ano do terrível massacre do Bataclan, volta-se a apostar na paz.
No dia 17 de dezembro 1996, em Paris, Chiara Lubich recebia da Unesco o Prêmio “Educação à paz”, como reconhecimento por difundir e formar, durante toda sua vida, uma cultura de unidade e de paz entre milhares e milhares de pessoas de todas as religiões e latitudes do mundo.
O Movimento dos Focolares, presente na Unesco através da Ong New Humanity, a Direção Geral da Unesco e o Observatório Permanente da Santa Sé, perceberam juntos a importância de testemunhar e reafirmar o compromisso pela unidade e pela paz, propondo um dia rico de reflexões e testemunhos articulados em cinco pontos principais: Educação, Bem Comum, Justiça, Ecologia e Arte.
O tema do evento No mês de abril deste ano, na sede da ONU em Nova York, no seu discurso em um debate temático de Alto nível sobre a promoção da tolerância e da reconciliação, a atual Presidente do Movimento dos Focolares, Maria Voce, propôs «um diálogo que requer a máxima abrangência, que é arriscado, exigente, desafiador, que visa arrancar as raízes da incompreensão, do medo e do ressentimento». O desafio do diálogo é oportuno, é o ponto de partida para construir, dia após dia, as peças do quebra cabeça da paz. Um planeta onde pode haver reconhecimento mútuo das identidades e das diferenças, a reconstrução de um tecido social dilacerado, uma nova atenção às necessidades, à justiça, à dignidade humana e à partilha dos bens.
A própria palavra Paz toma o seu sentido mais profundo na sua raiz do sânscrito, Pak, que significa ligar, unir. Empenhar-se em reinventar a paz significa, portanto, estabelecer laços que exigem o envolvimento de recursos humanos, intelectuais, institucionais. Isso significa pôr em causa a economia global, o direito internacional à educação para a paz em todos os níveis. Valorizar a diversidade cultural, a riqueza individual da cada povo. Formar novas gerações para uma cultura do diálogo e do encontro. Enfrentar concretamente o drama da migração. Proteger o meio ambiente. Combater a corrupção e promover a legalidade em todos os níveis. Deter o aumento dos gastos militares e o comércio internacional de armas. Trabalhar para uma nova estrutura de segurança, estabilidade e cooperação para o Oriente Médio.
Programa e palestrantes Participarão do evento representantes do mundo diplomático, especialistas em relações internacionais e dos processos de paz, membros de Nova Humanidade e do Movimento dos Focolares.
A primeira sessão, intitulada “Chiara Lubich, a educação para a paz”, será apresentada pelo representante da UNESCO e por D. Francesco Follo, Observador permanente da Santa Sé. Seguido por discursos de Maria Voce e Jesús Morán, presidente e copresidente dos Focolares. A segunda sessão, “Cinco caminhos para a educação à paz nos cinco continentes”, será acompanhada por testemunhos de boas práticas no mundo inteiro. Na parte da tarde haverá “Diálogo, remédio para as divisões do mundo”, sessão aberta por Enrico Letta, ex-primeiro-ministro italiano e Presidente do Instituto Jacques Delors. Seguido por dois momentos de confronto sobre religiões, economia e política.
I n f o : Unesco – New Humanity
Roma: Tel: +39 06 94798133/+39 338 2640371; info.unesco2016@focolare.org
Paris: Tél: +33 6 73 78 56 64
reinventerlapaix2016@gmail.com
18 Out 2016 | Sem categoria
A décima edição do “Fórum Mundial da Paz”, e a segunda do “Fórum Mundial dos Jovens pela Paz” aconteceram simultaneamente, em Florianópolis, Santa Catarina, de 22 a 25 de setembro passado, com algumas programações comuns e momentos distintos. O Fórum teve a participação de 1500 jovens e adultos, provenientes de 60 países, de diferentes culturas e confissões religiosas. O tema, “Nós acreditamos”, foi assim articulado: “Nós acreditamos na mudança”, dia dedicado à ecologia; “Nós acreditamos nos direitos humanos”, dia dedicado à humanidade; “Nós acreditamos na paz”, dia dedicado à educação. No dia 21 de setembro, a cerimônia de abertura foi realizada na Praça da Catedral, e contou com um espetáculo apresentado por mais de 400 bailarinos. Entre as cinco bandeiras usadas na coreografia estava também a do Movimento dos Focolares. A cerimônia foi marcada por um profundo clima de oração pela paz. A mensagem do Papa Francisco conclamou todos a viverem a fraternidade universal como um compromisso concreto pela unidade. Dia 22 de setembro aconteceu uma marcha pela paz pelas principais ruas da cidade, envolvendo crianças, jovens e adultos. «Foi uma grande emoção – contou Carlos Palma, Presidente do Fórum Mundial dos Jovens pela Paz” – ver escrito na porta de um dos grandes auditórios, o nome de Chiara Lubich, acompanhado pelo título “Construtora de Paz” (concedido pela UNESCO, em 1996, pela sua contribuição na Educação à Paz).
O Fórum com os jovens foi uma tocante explosão de vida e testemunhos, de seus projetos e experiências pessoais vividas no empenho em favor da paz. No dia 23 de setembro, outros 500 jovens, do mundo inteiro, conectaram-se, via web, para a Conferência Mundial dos Jovens pela Paz, que faz parte do projeto Living Peace International, em colaboração com Peace Pals International (Nova Iorque), que acontece a cada dois meses. O Fórum Mundial da Paz terminou no dia 25 de setembro com um momento de oração inter-religiosa, com cerca de 30 representantes de várias religiões e tradições espirituais. Uma parte importante do programa foi dedicada à educação à paz, em cujo contexto foi apresentado Living Peace. A apresentação e a história desse projeto, como difundiu-se no mundo inteiro e a sua pedagogia, foi acompanhada por uma série de testemunhos de jovens do Brasil, Espanha, Paraguai, Estados Unidos e de outras partes do mundo.
Particularmente significativo foi o momento da entrega do Prêmio Luxemburgo pela Paz, a Omar Abou Baker, do Cairo, um jovem do Living Peace International . E assim o anúncio das próximas edições do Fórum Mundial da Paz: em Amã, (Jordânia), em setembro de 2017, junto com os adultos, e outro em Manila (Filipinas), organizado pelos jovens por ocasião do Genfest 2018. Numa cerimônia solene, como digna conclusão, foi assinado o Protocolo de Florianópolis. É intitulado “1% pela Paz”. Este documento propõe às organizações privadas e públicas, destinar 1% daquilo que se gasta com a segurança interna e externa, para financiar as ações e projetos que atuem na formação de uma cultura da paz. Eliana Quadro, uma jovem voluntária dos Focolares, de Florianópolis, recebeu uma medalha de prata: “Comandante do Fórum Mundial da Paz”, em reconhecimento pelo seu empenho na realização do evento. «O Fórum foi caracterizado pelos relacionamentos profundos que se estabeleceram – concluiu Carlos Palma -, pela grande alegria nos corações dos participantes e, principalmente, pela enorme gratidão a Deus e para com o carisma de Chiara Lubich, que nos impulsiona na direção da humanidade, fazendo-nos construtores de paz e de unidade».
17 Out 2016 | Sem categoria
Uma manifestação de grande beleza, uma ocasião para estabelecer novas relações, uma surpreendente correspondência em relação à visão de Chiara Lubich sobre o relacionamento com as realidades humanas. O esporte como fator potencial de transformação e, desta forma, a serviço da humanidade com uma abertura corajosa a um autêntico diálogo, doando de maneira profunda a inspiração fundada na Sabedoria que tocou os corações e, esperemos as mentes, e, consequentemente, as intenções da multiforme representação do esporte mundial”. Esta é a afirmação de Paolo Cipolli, que participou do evento e é coordenador de Sportmeet, fundado por Chiara Lubich em 2002, com o objetivo de dar uma contribuição à fraternidade universal, no esporte e por meio do esporte. A cerimônia de abertura, presidida pelo Papa Francisco, contou com a presença de significativos convidados, a começar pelo Secretário Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon; pelo presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach e pelos líderes de outras Igrejas e das grandes religiões. Foram seis os princípios inspiradores da Conferência: compaixão, respeito, amor, inspiração, equilíbrio e alegria. “O esporte é uma atividade humana de grande valor, capaz de enriquecer a vida das pessoas, da qual podem desfrutar com alegria homens e mulheres de todas as nações, etnias e pertenças religiosa. (…) O lema olímpico “altius, citius, fortius” é um convite a desenvolver os talentos que Deus nos concedeu. (…) É importante que todos possam participar das atividades esportivas, e estou feliz por tomar conhecimento de que no centro da vossa atenção, nestes dias, está o compromisso para assegurar que o esporte torne-se cada vez mais inclusivo e que os seus benefícios sejam verdadeiramente acessíveis a todos”, afirmou o papa Francisco.
Lembrando-se especialmente das sempre mais numerosas periferias, quanto à indiferença, o Papa exortou: “Todos nós conhecemos o entusiasmo das crianças que jogam com uma bola vazia, ou feita de trapos, nos subúrbios de algumas cidades grandes ou nas ruas dos povoados. Eu gostaria de encorajar a todos — instituições, sociedades esportivas, organismos educativos e sociais, comunidades religiosas — a trabalhar juntos para que essas crianças possam ter acesso ao esporte em condições dignas, especialmente aquelas que são excluídas por causa da pobreza”. Papa Francisco concluiu com um desafio preciso: “(…) Preservar a autenticidade do esporte, protegê-lo das manipulações e da exploração comercial. Seria triste, para o esporte e para a humanidade, se as pessoas não conseguissem mais confiar na verdade dos resultados esportivos, ou se o cinismo e o desencanto prevalecessem sobre o entusiasmo e sobre a participação alegre e desinteressada. No esporte, assim como na vida, é importante lutar pelo resultado, mas, jogar bem e com lealdade é ainda mais importante!”. No palco, junto ao papa, estavam muitos atletas entre os quais os italianos Alessandro Del Piero e os esgrimistas medalha de ouro nas Olimpíadas, Daniele Garozzo e Valentina Vezzali; a nadadora do Zimbábue e ex-dententora do record mundial, Kirsty Coventry; o ginasta Igor Cassina e alguns atletas paraolímpicos, entre os quais a campeã Anna Schaffelhuber; a atleta Giusy Versace e a esgrimista medalha de ouro no Rio 2016, Bebe Vio. Muito significativas as breves palavras do atleta do Sudão do Sul, Paulo Lokoro, participante da competição no Rio 2016, na equipe olímpica dos refugiados. A Conferência, que se realizou de 5 a 7 de outubro, contou com a cooperação de mais de 300 delegados de diversas etnias, culturas e religiões, representando organismos internacionais, esportivos e não, de governos, de associações e ONGs, de empresas comprometidas no diversificado mundo do esporte. Graças a momentos de reflexões, aprofundamentos temáticos, testemunhos, trabalhos em grupos, evidenciou-se a função, insubstituível, que o esporte pode ter no serviço à humanidade. “Fiquei feliz de participar e de ter contribuído para a realização de um evento de importância histórica pela novidade com a qual a Igreja direcionou o seu olhar ao esporte”, disse Paolo Crepaz, membro de Sportmeet. Na conclusão houve um momento solene: a assinatura de todos os participantes, comprometendo-se a ser gamechanger, pessoas que se inserem e promovem uma rede mundial, convictas de que o esporte pode transformar o mundo.
16 Out 2016 | Sem categoria
«Educar significa acender uma chama, e não encher um odre. Mas, se é uma chama que deve ser alimentada, o homem precisa ser educado para conservar e aumentar o calor e a luz, precisa de uma educação que não dura só a época da infância, mas se desenrola do nascimento à morte, ou seja, por toda a trajetória em que é preciso dar calor e produzir luz». Giordani foi um escritor e um jornalista, um homem político, mas foi também um educador formidável. Os seus escritos eram projetados para ensinar, para formar o cidadão a uma vida reta, e foram muitos– do laicato e do clero, na Igreja e na sociedade civil – os que formaram-se sobre as publicações giordanianas, no difícil período da resistência cultural ao fascismo e, depois, nos anos da guerra fria. Giordani vivia e escrevia, escrevia e assim ensinava. Segundo ele, a educação dever ser um processo universal, que envolve todos os cidadãos. O sentido da função educativa é o de transmitir dois princípios fundamentais para a pessoa: a liberdade e a responsabilidade. Recorrendo a uma imagem de Plutarco, para Giordani educar significa acender uma chama e criar as condições para que o discente saiba mantê-la constantemente viva. O núcleo do processo educativo, dessa maneira, passa do docente aos discente, e da infância a todo o arco da vida, rumo a uma autêntica educação permanente. «Os educadores são de ordem natural: família e estado, e de ordem sobrenatural: Igreja. Quando uns e outros colaboram à obtenção de um único ideal, cooperando ao invés que contrastando, a educação alcança a sua plena eficácia. Indivíduos e massas, desta feita, não estão atordoados e neutros diante do próprio destino, mas o enfrentam com coragem; aí sim, acontecem os períodos épicos das grandes empreitadas de paz e de guerra, de pensamento e de trabalho. A família não é só um viveiro ou um orfanato ou um alojamento corporativo: é uma igreja e uma escola. Os pais têm o direito da natureza, de Deus, portanto, de educar, além de que gerar e nutrir os filhos. Direito e dever inalienáveis, anteriores a qualquer outro direito da sociedade civil.
A família educará se os pais forem não só educados, mas se tiverem a consciência da sua missão de mestres, se souberem alimentar nas almas infantis ideais superiores à comida e à carreira, se agirem como pequena igreja educadora. A religião serve também para recordar, elevar, proteger, a obrigação pedagógica da família. E a política deve fazer o mesmo. O Estado, portanto, é o outro grande educador, e cumpre este seu dever principalmente por meio da escola. Hoje o Estado tem as suas escolas, e tem o pleno direito natural de tê-las. Mas não estaria mais em seu direito se nessas escolas coibisse a consciência religiosa e pervertesse a consciência moral, pior ainda se impedisse a Igreja de ter as suas escolas». «No que tange a moral, a educação é, ou deveria ser, única, da família ao Estado, da paróquia à profissão. A educação que toma norma da lei da Deus e constrói sobre essa lei as leis do homem: uma educação cuja alma é uma fé transcendente que arranca os indivíduos do individualismo e os conecta entre si, pelo impulso da justiça e da caridade. Come foi dito por um pedagogo ilustre: “a verdadeira cultura social nasceu no Gólgota”». (Igino Giordani, “Educazione e istruzione” in La società cristiana, Città Nuova, (1942) 2010, pp. 108 – 111)